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Propaganda & Negócios
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Lúcio Flávio Rocha

Lúcio Flávio Rocha é graduado em Propaganda e Publicidade pela Unit e atua na área há quase 20 anos. Assina esta mesma coluna também no Cinform.

O que nos espera?
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Dispensa maiores explicações o motivo pelo qual a pauta de Propaganda & Negócios muda drasticamente de rumo e passa a questionar: Qual a estratégia dos negócios agora?

Não há outro assunto no ar. Nas ruas. Em todo lugar. Executivos estão de cabelos em pé, sem dormir.

Como homens e mulheres de negócios, resta-nos lembrar do elemento em administração chamado de “variáveis incontroláveis”. Sim! E neste caso, o fenômeno incontrolável veio não apenas em nosso mercado, mas em escala mundial.

O fato é: os negócios estão vivendo um clima de guerra. De uma guerra imprevisível, não anunciada, fora de todos os planejamentos estratégicos. Para piorar, o inimigo que combatemos é completamente inédito e invisível. Ou seja: não há Constituição, lei trabalhista ou protocolo médico pré-existente que nos console com alguma luz no fim do túnel.

Não há fórmula mágica ou receita de bolo para um fenômeno tão grande nunca acontecido antes. O próprio ministro da Saúde já confirmou: enfrentaremos em breve um colapso no sistema de saúde no pico do ciclo desta epidemia em nosso país.

O que fazer com os estoques? O que fazer com as equipes? Com empresas fechadas e consumidores em casa, sem faturamento, como pagar as contas?

De fato, muitas empresas infelizmente não sobreviverão a estes tempos tão difíceis e de muitas incertezas. Não é alarmismo, é um fato meramente matemático. Depois de sucessivas crises econômicas no país, é muito difícil que um microempresário brasileiro consiga ter reservas e lastro suficientes para suportar tamanho impacto do que ocorre agora.

E o que é pior: os pequenos e médios são a grande maioria empregadora deste país. O resultado disto será fatalmente um aumento de desemprego, que gera uma diminuição de consumo, que gera um aumento de violência e recessão com Produto Interno Bruto - PIB - negativo. Infelizmente perdemos o ano. Uma pena!

Há alguma notícia boa nisso tudo? Sim! É passageiro e iremos todos sair desta, em algum momento! Toda a questão é: como sairemos?

Todas as esferas de Governo, cientes do tamanho do estrago deste pequeno microrganismo, já estão estudando medidas de como atenuar o grave problema econômico que ainda está por vir. Pensa-se em empréstimos, pagamentos de salários dos empregados feitos pelo Governo, isenção de impostos, prorrogação de dívidas...

Muitos caminhos, mas sem nenhuma certeza de que irá ser suficiente para resolver. E nem dá para cobrar tanto de nossos governantes, pois nem eles sabem como lidar com algo tão assustador. Eles não têm culpa.

O que fazer então? Desesperar-se é a pior escolha! Já diziam os antigos: o que não tem remédio, remediado está. Não percamos energia reclamando ou procurando culpados. O problema chegou e está à porta. Não tem como mudar esta realidade.

Recomendo a todos que a melhor estratégia seja mesmo a de humanidade. Que os executivos, marqueteiros e criativos pensem nas pessoas, antes dos negócios. Em tempos de escassez, as prioridades são mais duras e as escolhas mais difíceis. Não é hora de negligenciar a vida de seus clientes, funcionários e nem mesmo a sua.

Que todos atentem-se para os cuidados recomendados, ajudem a atenuar a curva de pico e a evitar a proliferação de vírus. Não resista as recomendações! Seja negligente! Feito isto, todas as demais coisas serão secundárias. E poderemos voltar a nos abraçar muito mais rapidamente!

NÃO CORTE

Estou lançando uma campanha para combater a suspensão de serviços essenciais da população nestes tempos de isolamento. Recebi diversos relatos de casos comoventes de pessoas idosas e ou de saúde debilitada que tiveram os seus serviços básicos cortados num momento tão difícil como este.

Quero sensibilizar a todas as empresas de luz, água, gás, telefonia, internet e planos de saúde que tenham mais humanidade e que, independente do tamanho ou tempo da dívida das pessoas, que permitam que elas pelo menos não passem estes tempos difíceis sem o básico.

Neste momento eles não estão deixando de pagar por que não querem, mas por que não podem. #NãoCorteOEssencial #NãoCorteOBásico

BONS EXEMPLOS I

Enquanto algumas empresas atrapalham o movimento mundial de combate ao vírus, prejudicando consumidores aumentando preços ou cortando serviços, outras empresas dão exemplo de humanidade trazendo benefícios aos seus clientes ou mesmo à população em geral. Isto sim é fazer a empresa cumprir o seu papel social.

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BONS EXEMPLOS II

Um exemplo que vemos em Sergipe é o do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac que irá utilizar os seus canais de redes sociais e sites para estar ao lado dos usuários e alunos do sistema em tempos de recolhimento. A ideia é apresentar sugestões de leitura, de filmes, atividades físicas e dicas gastronômicas para cozinhar em casa. Tudo isto sendo promovido pelos profissionais do Sesc e do Senac.

BONS EXEMPLOS III

A Fecomércio inclusive já iniciou a mobilização junto aos empresários de Sergipe, através do seu presidente, Laércio Oliveira, para a arrecadação de doações para aquisição de aparelhos de respiração pulmonar e respiração assistida. A campanha tem o nome “Empresários contra o Cornoavírus” e já conta com apoio de outras entidades.

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BONS EXEMPLOS IV

A empresa LimpMais resolveu entrar espontaneamente na guerra contra a disseminação do vírus em nosso Estado e parou toda a empresa para auxiliar na imunização e desinfecção dos lares. “Nestes tempos de recolhimento, os ambientes mais utilizados pelas pessoas são o sofá e o colchão. Precisamos tornar estes ambientes livres de microoganismos para que a doença não fique circulando em Sergipe”, explica Brener Franca, diretor da LimpMais.

Desta forma, eles pararam a empresa para focar na atuação em lares e em áreas comuns de condomínios para auxiliar no combate ao vírus.

“Quem continua trabalhando pode estar trazendo sem querer o vírus para dentro de casa. Quem vai fazer compras, também. E quem tem paciente enfermo dentro de casa precisa desinfectar os ambientes para evitar a proliferação de doenças que promovam a baixa imunidade da família. Sofás e poltronas de áreas comuns de condomínios também são locais perigosos e precisam ser imunizados com frequência para não promover surtos nos moradores”, alerta Larissa Franca, da LimpMais.

BONS EXEMPLOS V

Gigantes nacionais e internacionais também estão atentas ao seu papel junto à sociedade. Empresas como a GooglePlay, AppleStore, GloboPlay, Amazon, Forbes, operadoras de tv à cabo e até operadoras de celular estão fazendo concessões gratuitas aos seus clientes em casa.

Varejistas estão dando frete grátis, bancos estão isentando juros, universidades estão ofertando cursos gratuitos on line. Esta corrente do bem merece aplausos!

PARA REFLETIR

"Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo!". Eu.