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Propaganda & Negócios
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Lúcio Flávio Rocha

Lúcio Flávio Rocha é graduado em Propaganda e Publicidade pela Unit e atua na área há quase 20 anos. Assina esta mesma coluna também no Cinform.

Resetem tudo: o mundo está contaminado e estranho
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Estamos no ano de 2050, e gostaria de contar uma história pra você acerca de modelos de negócio de um passado não muito distante. Houve um tempo em que tocar, cumprimentar as pessoas, e até abraçá-las, era uma atitude valorizada e estimulada nos treinamentos de vendas e atendimento. Consultores e palestrantes, inclusive, ensinavam que um atendimento perfeito deveria colocar o produto nas mãos do cliente para que ele já sentisse a sensação de pertencimento.

As palestras e cursos que ensinavam essas coisas ainda eram predominantemente presenciais. Mesmo já existindo algumas experiências de EAD, as pessoas pareciam preferi-las, sem levar em consideração os altos custos destes formatos e a alta possibilidade de contágio de tantas pessoas juntas em um mesmo ambiente fechado e refrigerado.

Ouvi certa vez o relato de que, em um evento de grande magnitude e centenas de presentes, um dos participantes passou mal e vomitou em cima das pessoas ao seu redor. Se naquela época esta cena já foi completamente constrangedora, imagine em tempos contaminados como os de hoje, quão apavoradas ficariam estas pessoas.

Para piorar, naquela época os testes rápidos de detecção de contágio ainda eram raros, e eram feitos concentrando pessoas doentes em laboratórios onde aguardavam a vez para realizar exames. Hoje, isto mudou muito. Os testes rápidos se popularizaram, podem ser feitos em domicílio e viraram um grande negócio.

Houve um tempo em que andar de máscaras nas ruas até era uma novidade. Apenas os orientais tinham esta prática, muitos por conta da poluição do ar. Hoje, isto virou um acessório tão comum na sociedade, que sequer estranhamos mais, tão natural quanto um relógio ou óculos de sol. Antigamente as famílias sequer possuíam o hábito de usar álcool gel. Mal lavavam as mãos com frequência. Era um hábito raro, até mesmo entre os mais bem informados. Diversas famílias estimulavam inclusive a sujeira. Diziam: é para aumentar os anticorpos naturais.

Havia até uma antiga marca de sabão que dizia: sujar-se faz bem. Mas eles tinham razão. Nossas novas práticas sanitárias nos trouxeram o efeito colateral de um organismo viciado e com baixa imunidade. Tudo isto somado ao aumento da quantidade de vírus, bactérias e suas respectivas epidemias, tornou nossas defesas naturais mais frouxas e dependentes. Não é à toa que a antiga cultura árabe das burcas em proteção às areias e ao sol, tornaram-se moda para proteção contra doenças.

Foi por causa desses fatores que a sociedade há décadas já observava um crescimento assustador do crescimento do número de farmácias que comprovavam como estávamos ficando fracos e dependentes. E nossa longevidade estava cada vez mais artificial. Então: a proteção tornou-se também outro grande negócio da vez.

Houve um tempo em que as crianças estudavam todas juntas em uma mesma sala de aula, ainda que doente ou em grupos de risco. Havia escolas com áreas gigantes para que os alunos corressem, pulassem, brincassem. Elas se abraçavam suadas do recreio, do futebol, dividiam lanches e utensílios da escola.

Desde aquela época já existia o estigma de que toda criança que começa a adentrar no ambiente de uma escolinha ou berçário “começa a adoecer”. Inacreditavelmente mesmo com esta consciência, mães e pais, ainda assim, colocavam as suas crianças nestes espaços coletivos. Era inevitável, dado os costumes da época. Muitas vezes até iam e voltavam em um transporte escolar pouco imunizado, usado por todo tipo de pessoa, confinados num ar-condicionado por vezes pouco higienizado.

Tinha gente, inclusive, que conseguia fazer disto, do transporte escolar, a sua atividade profissional, tendo como despesa o desgaste diário dos antigos e raros combustíveis fósseis, pois realidade de carros elétricos ainda era muito rara.

Hoje os alunos não vão mais às escolas. Eles assistem às aulas de casa. Eles não perdem mais tempo em deslocamento, e seus pais ganharam essa economia. O maior desafio desses modelos de negócio foi o dos antigos modelos de berçários e creches. Estes tiveram que se reinventar juntamente com os pais, que tiveram que reinventar o funcionamento de suas casas e de suas rotinas, pois alguém precisaria ficar com as crianças a partir de então.

Nessa questão das escolas e cursos, estes negócios perceberam o quão mais eficiente poderiam ser se economizassem custos de estrutura e potencializassem os custos de transmissão. Quem enxergou isto economizou em despesas de aluguel, IPTU, limpeza, manutenção e ganhou em produtividade e performance. Outro negócio da vez então passou a ser trasmissão.

Acredite: pessoas se aglomeravam antigamente com estranhos, se acotovelando no que chamavam de shows, passando uma para as outras seus microorganismos, sejam bons ou maus. É claro que naquela época as pessoas possuíam organismos um pouco mais resistentes que as pessoas de nossa geração. Mas era a grande forma de contaminação em massa.

Quantas viroses invadiam as cidades logo após os chamados carnavais? Os hospitais entupiam de pessoas com os mesmos diagnósticos, ano após ano. As lives vieram libertar a nossa sociedade deste enorme perigo. Com os vírus e bactérias de hoje, imagine quantas doenças mortais poderiam ser proliferadas através destas festas da antiguidade? Quantas pessoas seriam dizimadas?

A monetização de lives hoje remunera cantores com muito menos riscos e muito mais volume de público. Espaços físicos tem limites de ingressos. Lives possuem capacidade infinita de público, e arrecadação. Taí outro grande negócio.

Logo quando as mesas públicas e contaminadas de restaurantes foram proibidas, estas empresas mal sabiam lidar com os pedidos das compras à distância, do delivery, e não perceberem que precisariam automatizar o atendimento nos canais digitais, a exemplo de aplicativos de mensagem ou mesmo redes sociais.

Na época, mudar do atendimento humano presencial para a atual inteligência artificial foi uma transição longa e dolorosa. Há relatos que em meio à primeira pandemia do Covid-19, em 2020, a forte data comercial do dia das mães escancarou a primeira ruptura de atendimento dessas empresas que ainda estavam no modo análógico, mostrando o quão impossível seria um canal digital conseguir ser habilmente administrado sozinho por um humano em uma experiência de pico de data sazonal.

A mesma antiga experiência analógica de restaurantes, floriculturas, cestas de café da manhã e lojas femininas lotadas de pessoas fora substituída por canais de atendimento sobrecarregados, telefones sem atendimento, mensagens não atendidas, além de pedidos atrasados ou negados por falta de capacidade humana de atendimento.

Tudo por causa da automação de entrega inexistente. Naqueles dias, o foco de automação era apenas no PDV físico e presencial. Este é mais um exemplo de grande negócio destes tempos: automação de vendas on-line e delivery.

Este texto é uma analogia exagerada de um futuro, com ares dramáticos e com cores berrantes. Na análise, percebe-se claramente um apontamento de tendência de negócios ligadas a algumas áreas como testes e diagnósticos, imunidade e proteção, EAD e transmissões, lives monetizadas e automação de vendas de delivery. É óbvio que as coisas podem não ser deste jeito. Mas e se fossem? Seu negócio estaria preparado? Qualquer semelhança é mera coincidência.

NA MOSCA

No dia 31/12/19, ou seja, ao último dia do ano passado, publiquei a mensagem a seguir em minha rede social, ao tratar acerca de dicas sobre planos, projetos e estratégias para 2020. Parece que eu estava profetizando. Adivinhei?

Leia: “Quer ter uma empresa perena? Forte? Prepare ela para os piores cenários! Pare de sonhar e deixe-a com preços e custos prontos para um tsunami, preparada para tempos de vacas magras. Não se iluda construindo seu plano de negócio de forma apaixonada. Seja conservador. Você tem que espancar o seu business plan com todas as adversidades possíveis. Se ele sobreviver a esta prova de fogo: PARABÉNS! Você está pronto para começar a brincadeira!”

DIA DAS MÃES DELIVERY

Tivemos a primeira experiência mundial de dia das mães à distância. Pouquíssimas empresas estavam preparadas para substituir o já tão conhecido congestionamento presencial das lojas e restaurantes, para o atolamento dos canais digitais. Um exemplo que me surpreendeu positivamente foi a da loja de roupas Loucas por Tudo.

De maneira muito simpática a proprietária ajuda os homens desesperados, maridos e filhos, na árdua tarefa da escolha das peças femininas, auxiliando inclusive a acertar nos tamanhos. Neste “dia das mães delivery”, os presentes dessa loja vieram com brindes extremamente adequados ao momento.

Ganhamos um pote de álcool em gel, máscaras (inclusive para nossos filhos), juntamente com um bilhetinho feita à mão de agradecimento pela compra: “Lúcio, obrigada por acreditar em meu trabalho neste período complicado para todos”.

LIVES FANESE

O coordenador do curso de pós-graduação em Comunicação e Marketing, Allan Alberto, mandou o recado: a Fanese vai iniciar uma série de lives em seu perfil do instagram para promover suas próximas turmas.

Já estão escalados a mestra Carol Bueno, que irá falar no dia 14 sobre a linguagem em tempos de distanciamento, o empresário Alex Araxá, que irá falar no dia 21 sobre aceleração e tendências pós pandemia, e a publicitária Mel Oliveira, que irá falar no dia 28 sobre marketing digital e vendas. Todas as lives acontecerão às 20h e serão mediadas pelo professor Allan. Agende-se!

DIA DO PROFISSIONAL DE MARKETING

O último dia 8 de maio comemorou-se o dia do profissional de marketing. Em nome da minha querida amiga Nathalie Fontes, competentíssima coordenadora de Comunicação, Marketing e Sustentabilidade da Unimed, quero parabenizar os inúmeros marqueteiros sergipanos, verdadeiros heróis nestes tempos difíceis de pandemia. Parabéns, colegas!

UNIMED

A Unimed inclusive está de parabéns no que se refere a engajamento de comunicação em tempos de confinamento. A equipe de comunicação está freneticamente ativa, atuando junto à sociedade através de lives, dicas de higienização, uso de máscaras, sem falar na super-sacada da criação do Núcleo de Atendimento Exclusivo a Pacientes com Síndrome Gripal.

Além disso, a turma de criativos emplacou um emocionante vídeo para o dia das mães fazendo um paralelo entre o ultrasson e uma vídeo-chamada. Trouxe a reflexão que, tanto o isolamento do bebê na barriga quanto o isolamento que vivemos hoje, são provas de proteção. Não tinha como não viralizar!

PARA REFLETIR

"Portanto eu digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” Mateus 6:25-27.