Interviewer 9c963a73b5519178

Entrevista

Jozailto Lima

Compartilhar
Cover image f7d97a70d22168a8

Brenno Barreto: “Fechamento de empresas no Centro comercial de Aracaju espanta a todos nós”

“Brasil perdeu credibilidade diante de tantos fatos. Mas algumas medidas estão redirecionando o país”
1 de março - 8h00

O empresário Brenno Barreto trabalha desde muito cedo - mais precisamente, lá pelos 15 anos, no começo dos anos 90. E hoje ele desempenha uma tripla jornada como empresário, líder de classe, gestor de um órgão público - o SergipeTec -, e começa, literalmente, muito cedo suas atividades.

Como presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL - da cidade de Aracaju, Brenno Barreto tem um olhar bem aberto sobre as demandas dos empresários e dos seus parceiros, os comerciários. E esse olhar do empresário começa pelo aspecto geral, que é extensivo aos dramas e desacertos do país.

“O Brasil perdeu a credibilidade diante de tantos fatos ao longo dos anos. Um deles foi o alto número de desempregados, o que não merecíamos, e o novo presidente tem uma responsabilidade e um desafio gigantes, que são de colocar o país nos trilhos”, pondera ele.

“Mas algumas medidas adotadas parecem já estar redirecionando o país, tais como a redução da taxa Selic, a limitação dos juros do cheque especial em 8% e a criação de opções de transferência de valores sem custos para o consumidor”, complementa Brenno.

No aspecto interno, especificamente do empresariado sergipano, Brenno Barreto chama a atenção para algumas demandas que vão sendo equalizadas a contento. Uma delas, é a retomada das obras da reforma do Centro e Convenções de Aracaju.

“Um dos anseios da classe empresarial era a retomada da reforma do Centro de Convenções do Estado, que viabiliza o turismo de negócio e empresarial no Estado. E é com satisfação que vemos a obra de reforma em andamento, apesar das dificuldades que o Estado vem passando”, diz ele.

A outra ação positiva apontada por ele foi a desburocratização das atividades de abrir, fechar e regular empresas em Sergipe, com uma Jucese menos burocrática e mais dinâmica.  

“Hoje a facilidade que se tem em abrir uma empresa de baixo risco no Estado é enorme, e se converteu numa referência nacional. Segundo a Jucese, hoje 100% digital, a desburocratização é um processo ainda a avançar no país, atrelado à segurança jurídica para o investimento do mercado externo”, diz. Ele é grato e solidário à Fecomércio pelas parceria com a CDL.  

Mas ainda repousa sobre o campo das preocupações do presidente da CDL o fechamento massivo de empresas no centro comercial de Aracaju. “O fechamento espanta a todos nós, e a preocupação em reverter este quadro é também de todas as entidades, pois os fatores da chamada crise afetam os consumidores e consequentemente as empresas. Esse fechamento não interessa a ninguém”, diz Brenno.

Por isso, ele apoia literalmente o projeto da Acese, que defende o resgate dessa zona da capital. “Toda ação que resgate a memória e a nossa história é sempre bem-vinda”, diz o empresário.

Para além da sua condição de empresário e diretor classista, Brenno Barreto é o principal gestor do SergipeTec, o parque tecnológico de encubação de empresas do Estado de Sergipe.

“Minha percepção no equilíbrio das despesas e na busca de novas receitas do SergipeTec foi a prioridade com os demais diretores e gestores da instituição. Depois veio a constante apresentação do Parque para as instituições e toda a sociedade. A busca da tríplice aliança entre academia, governo e empresários é nosso próximo desafio para a criação do ecossistema do parque para o desenvolvimento do Estado na área tecnológica”, diz ele.

6ae22fb135871afc
Brenno Luiz Ribeiro Barreto nasceu em Aracaju no dia 4 de junho de 1976 - está portanto, com 43 anos
Internal image 23f7e18382724c1f
Brenno é casado com Mariana Barreto, com quem é pai de Luiz Felipe, de 11 anos

DESEMPREGO: UM CASTIGO QUE O PAÍS NÃO MERECIA
“O Brasil perdeu a credibilidade diante de tantos fatos ao longo dos anos. Um deles foi o alto número de desempregados, o que não merecíamos, e o novo presidente tem uma responsabilidade e um desafio gigantes, que são de colocar o país nos trilhos”

JLPolítica - Qual é o conceito que o senhor tem sobre uma eventual melhora na economia do Brasil, sobretudo, na de Sergipe, a partir das ações do novo Governo do país?
Brenno Barreto -
O Brasil perdeu a credibilidade diante de tantos fatos ao longo dos anos. Um deles foi o alto número de desempregados no Brasil, o que não merecíamos, e o novo presidente tem uma responsabilidade e um desafio gigantes, que são de colocar o país nos trilhos. Algumas medidas adotadas parecem já estar redirecionando o país, tais como a redução da taxa Selic, a limitação dos juros do cheque especial em 8% e a criação de opções de transferência de valores sem custos para o consumidor.

JLPolítica - O que senhor o acha das reformas levadas a efeito até agora?
BB -
As reformar são fundamentais para o destravamento do nosso país, e a aprovação da Previdenciária foi fundamental para sinalizar para o mercado essa nova fase do Brasil.

JLPolítica – O senhor entende que os Governos Estaduais estão fazendo a parte deles?
BB -
Os Estados fizeram o mesmo, por não conseguirem mais sustentar esse desequilíbrio. O Estado de Sergipe vem tomando algumas medidas não muito populares, porém necessárias para ajustar. Para Sergipe, por exemplo, a chegada da Celse no Estado, iniciando a produção de energia nos próximos dias, e a chegada da Exxon Mobil na parte de leilões dos blocos da Petrobras, criam novas perspectivas para a geração de emprego e renda.

JLPolítica - Quais são as pautas mais elementares, e ainda não atendidas, entre as entidades de classe do comércio e o Governo de Sergipe?
BB -
Um dos anseios da classe empresarial era a retomada da reforma do Centro de Convenções do Estado, que viabiliza o turismo de negócio e empresarial no Estado. E é com satisfação que vemos a obra de reforma em andamento, apesar das dificuldades que o Estado vem passando. Outro desejo da classe empresarial e do trade turístico mais especificamente era a melhoria das opções de voos das companhias aéreas para o nosso Estado, mas recentemente recebemos com muita alegria a informação através da Secretaria de Estado do Turismo de mais opções desses voos e de operadoras de transporte aéreo.

D068949da6e4bdf4
Brenno Ribeiro ao lado da avó materna, Helena Ribeiro. Da mãe, Iara Maria Ribeiro Barreto, e do pai, Valter Barreto Gois

CENTRO DE CONVENÇÕES DO ESTADO COMO PAUTA
“Um dos anseios da classe empresarial era a retomada da reforma do Centro de Convenções do Estado, que viabiliza o turismo de negócio e empresarial no Estado. E é com satisfação que vemos a obra de reforma em andamento, apesar das dificuldades que o Estado vem passando”

JLPolítica - Como o senhor vê a evolução na dissipação da burocracia para se abrir uma empresa comercial em Sergipe?
BB -
Vejo isso como algo muito positivo. Hoje a facilidade que se tem em abrir uma empresa de baixo risco no Estado é enorme, e se converteu numa referência nacional. Segundo a Jucese, hoje 100% digital, a desburocratização é um processo ainda a avançar no país, atrelado à segurança jurídica para o investimento do mercado externo. A gente percebe que o governo estadual vem sinalizando para a criação de marcos legais, como a exemplo do mais recente Licenciamento Ambiental da Zona Costeira Sergipana, um dos gargalos atuais percebidos e externados pelos investidores.

JLPolítica – Mas qual tem sido o papel da Jucese na interlocução entre vocês das entidades de classe e os demais órgãos da burocracia estatal?
BB -
A Junta Comercial do nosso Estado vem mantendo um canal de diálogo e de comunicação constante com as entidades empresariais, isso com o intuito de agilizar os processos com novas soluções, utilizando tecnologia para simplificar e dar celeridade na entrega do seu serviço. O que todos os setores produtivos aprovam.

JLPolítica - A sua preocupação enquanto líder de classe é extensiva apenas ao empresário lojista, ou se estende aos colaboradores dos senhores, aos comerciários?
BB -
A preocupação com o bem-estar da classe empresarial lojista coaduna com a necessidade da manutenção do emprego e da renda dos comerciários. Logo, ela é sim extensiva a eles. Como exemplo, vários programas de cursos e treinamentos profissionalizantes são oferecidos pelo Senac e demais instituições qualificando e preparando o comerciário.

JLPolítica - Por falar nos comerciários, o senhor tem noção de como se encontra esta categoria no aspecto salarial e em outros contemplações sociais?
BB -
A discussão do aspecto salarial e dos benefícios da classe comerciária vem sendo tratada através do Sindicato dos Comerciário e o Sindicato patronal anualmente através da Convenção Coletiva dos Trabalhadores – CCT.

Ded9a2b42fcded21
Nosso entrevistado num bate papo descontraído com o governador Belivaldo Chagas e os empresários Manelito Menezes Neto, Grupo Saman, e Edvaldo Cunha, CDL Itabaiana

VISUALIZANDO TAMBÉM O BEM-ESTAR DO COMERCIÁRIO
“A preocupação com o bem-estar do lojista coaduna com a necessidade da manutenção do emprego e da renda dos comerciários. Logo, é extensiva a eles. Vários programas de cursos e treinamentos profissionalizantes são oferecidos pelo Senac e demais instituições qualificando e preparando o comerciário”

JLPolítica - O piso de R$ 1.090 seria alto para o empresariado pagar com todos os seus encargos consequentes, mas não seria baixo demais para quem o recebe?
BB -
Sim, considero baixo para quem recebe e alto para quem paga devido ao alto custo das obrigações tributárias - como INSS e FGTS -, o que, infelizmente, inviabiliza para a classe empresarial lojista oferecer um salário maior a seus funcionários.

JLPolítica - Sabemos que não é a CDL quem define, mas o Sindicato dos Comerciários sonha com um acordo de aumento de 10% líquido para maio deste ano. O senhor acha razoável isso? 
BB -
De fato, a CDL não define o percentual de aumento salarial, mas deseja que a razoabilidade impere de parte a parte, e que as condições do mercado permitam cada vez mais melhorias aos trabalhadores.

JLPolítica - Espanta-lhe a quantidade de empresas fechadas no Centro comercial de Aracaju, e isso seria apenas consequência da crise de 2012 para cá?
BB -
Sim, isso, o fechamento de empresas no Centro comercial de Aracaju, espanta a todos nós, e a preocupação em reverter este quadro de fechamento é também de todas as entidades, pois os fatores da chamada crise afetam os consumidores e consequentemente as empresas. Esse fechamento não interessa a ninguém.

JLPolítica - O senhor não acha que falta uma ação mais concreta das entidades de classe ligadas ao comércio no resgate da importância do centro histórico e comercial de Aracaju?
BB -
Não, e essa situação é provocada por vários fatores, como o surgimento de outros centros comerciais como shopping centers, galerias e o comércio local nos bairros que tem provocado a descentralização e a falta de convergência dos consumidores para o centro comercial da maioria das cidades no Brasil. Mas resgatar a importância do Centro Comercial é algo inerente ao desejo e às ações das entidades de classe.

1fd3d7c488990fa6
Com Edvaldo Nogueira, numa reunião com a CDL e Acese pedindo reforço da SMTT e da Guarda Municipal nos momentos de greve geral para liberar o trânsito

PREOCUPAÇÃO COM FECHAMENTO DE EMPRESAS DO CENTRO
“Sim, isso,
o fechamento de empresas no Centro comercial de Aracaju, espanta a todos nós, e a preocupação em reverter este quadro de fechamento é também de todas as entidades, pois os fatores da chamada crise afetam os consumidores e consequentemente as empresas. Esse fechamento não interessa a ninguém”

JLPolítica - Como o senhor recebe o projeto da Acese de resgate e revigoração desse velho espaço comercial?
BB -
Concordo, porque toda ação que resgate a memória e a nossa história é sempre bem-vinda. Porém acredito que a discussão entre as partes tem que envolver o locador e o locatário dos imóveis, como a exemplo do que se deu no Pelourinho, em Salvador, ou no Recife Antigo, em Pernambuco, e ainda em Olinda.

JLPolítica - É possível resgatar o Centro comercial sem se levar em conta um certo glamour das praças General Valadão, Fausto Cardoso, Camerino, Bandeira e do Parque Teófilo Otoni? Ou seja, sem fazer boas intervenções urbanísticas ali?
BB -
Não creio que seja possível, pois essas praças são pontos turísticos e fazem parte de nossa história. Mas veja que hoje o vandalismo inviabiliza a manutenção desses pontos. Para mim, a solução passaria por darmos circulação da população a esses lugares, com funcionalidade e atrações para o dia a dia, o que naturalmente dar-lhes-ia vida e a urbanização viria naturalmente com mais ações públicas.

JLPolítica - Qual é a importância de Valter Barreto, seu pai, na sua iniciação empresarial?
BB -
Minha família toda, desde meus avós paterno e materno, tem sangue comercial. Meu pai é minha referência empresarial, pois desde meus 15 anos trabalho com ele em nossa empresa familiar, aprendendo os desafios constantes que o empresário precisa para se manter aberto e ativo. Tive a oportunidade de estudar e minha formação na área hoje não é mais suficiente para uma boa gestão. De modo que o constante aprendizado e a atualização são primordiais para a sobrevivência.

JLPolítica - O senhor não acha que falta uma renovação nas entidades de classe de Sergipe, com a óbvia presença de mais jovens?
BB -
Olha, eu sou um desses jovens que procuraram contribuir e oferecer o seu trabalho à área e à classe. No segmento classista, não tinha nenhum sonho, apesar de meu pai ter participado também da Presidência da CDL e de eu estar presente há 14 anos na Diretoria da entidade, de modo que é justo dizer que vem surgindo aos poucos novos nomes de jovens que demostram interesses em participar das instituições, levando novo gás e novas ideias para as instituições. Para mim, isso patenteia uma renovação.

F7a75626e51fcb53
Brenno Barreto em evento com o deputado federal Laércio Oliveira e os empresários Alexandre Porto e Fernando Carvalho

ENDOSSA A IDEIA DA ACESE, DE RESGATAR O CENTRO
“Concordo, porque toda ação que resgate a memória e a nossa história é sempre bem-vinda. Porém acredito que a discussão entre as partes tem que envolver o locador e o locatário dos imóveis, como a exemplo do que se deu no Pelourinho, em Salvador, ou no Recife Antigo, em Pernambuco, e ainda em Olinda”

JLPolítica - Hoje é possível tocar as chamadas entidades de classe segmentando setores? Ou seja, a diversificação da economia não exige uma estrutura mais geral e globalizada que acolha a múltiplos setores?
BB -
Acredito que desde a minha chegada venho costurando na CDL essa união entre os segmentos diversos - e isso se aprofundou quando vi a união das três entidades - Fecomércio, Ases e Adas - para o fortalecimento do setor em um evento da Fecomércio chamado Supervendas, que foi sucesso total, aonde não existia um único ator e sim a unidade da categoria. Isso me inspirou e apontou o caminho para essa direção: o que vale é a união com as outras entidades coirmãs.

JLPolítica - Causa-lhe preocupação a alta densidade de sergipanos negativados no SPC/Serasa?
BB -
Sim, causa, embora saibamos que o motivo seja explicado pelo alto número de desempregados do que o Brasil e Sergipe não ficam de fora – isso é algo que vem tendo desde meados de 2015, e com a recessão e os antigos juros altos isso só agravou ainda mais a situação para o endividamento do brasileiro. Aqui em Sergipe a coisa se agravou mais especificamente com a saída da Petrobras do Estado, e a nossa dependência para a geração de emprego e renda afetou ainda mais com a hibernação da Fafen.

JLPolítica – Quais são os benefícios advindos da parceria entre a Fecomércio e a CDL na esfera do SPC?
BB -
A principal parceria entre a Fecomércio e a CDL nem é dessa esfera do SPC. Vem sendo o Natal Iluminado, que ao longo de três anos demostrou capacidade e competência em sua realização. As ornamentações no centro da cidade e as parcerias entre o Estado, município e empresas privadas, como a Energisa, Celse, ajudaram a realizar o evento festivo ao longo de mais de 30 dias de atrações no centro.

JLPolítica - Que outro tipo de interação na qualificação do empresário do comércio é feito na parceria entre a CDL e a Fecomércio? 
BB -
Todo evento relacionado ao setor empresarial que pensamos em realizar é previamente discutido e ouvido sugestões das demais instituições como CDL, Acese, Fecomércio e Sebrae. Seja para almoços, rodadas de negócios, palestras, cursos e treinamentos - tudo é pensado em como podemos melhor contribuir para o setor.

485a109f2a793ac1
Brenno na plateia de um evento da Aseopp em que se encontram figuras notáveis de Sergipe, como Luciano Barreto e Maria Celi, José Carlos Machado e Beto Sobral

O PESO DA FAMÍLIA E DA FORMAÇÃO PARA O SETOR
“Minha família toda, desde avós paterno e materno, tem sangue comercial. Meu pai é minha referência empresarial, pois desde meus 15 anos trabalho com ele, aprendendo os desafios constantes que o empresário precisa para se manter aberto e ativo. Tive a oportunidade de estudar e minha formação na área hoje não é mais suficiente para uma boa gestão”

JLPolítica - Como o senhor consegue presidir a CDL, o Sergipetec, ser empresário e ainda desempenhar o papel do vogal na Jucese?
BB -
Por estar no mesmo meio empresarial, isso é possível pois o pensar empresarial trata-se do meu dia a dia. Começo cedo e não tenho hora para parar. A grande vantagem é o bom relacionamento criado ao longo do tempo - e seja a diretoria ou seja pelos colaboradores das instituições, é fundamental o comprometimento de todos. Pois sozinho ninguém faz nada.

JLPolítica - O que mudou nas práticas do Sergipetec a partir da sua chegada até agora?
BB -
Minha percepção no equilíbrio das despesas e na busca de novas receitas do SergipeTec foi a prioridade com os demais diretores e gestores da instituição. Depois veio a constante apresentação do Parque para as instituições e toda a sociedade veio em seguida. A busca da tríplice aliança entre academia, governo e empresários é nosso próximo desafio para a criação do ecossistema do parque para o desenvolvimento do Estado na área tecnológica.

JLPolítica - Quantas empresas encubadas existem hoje na instituição?
BB -
Hoje nós temos oito empresas encubadas e oito pré-encubadas

JLPolítica - O empresariado sergipano sabe das reais atribuições do Sergipetec ou vive às margens delas?
BB -
O desafio é justamente levar essa informação para fora dos portões do parque, interagindo com as empresas e a sociedade como um todo. Pois temos cinco áreas de atuação com cada área tendo sua responsabilidade e característica de desenvolvimento e todas ligadas à área tecnológica e de inovação.

B8d9309e74236952
Brenno, a esposa Mariana, o filhote Luiz Felipe, de óculos, e o afilhado e sobrinho Rodrigo Davila Brugni

A FECOMÉRCIO, A CDL E O PESO DO NATAL ILUMINADO
“A principal parceria entre a Fecomércio e a CDL vem sendo o Natal Iluminado, que ao longo de três anos demostrou competência em sua realização. As ornamentações no centro e as parcerias entre o Estado, município e empresas privadas, como a Energisa, Celse, ajudaram a realizar o evento festivo ao longo de mais de 30 dias de atrações no centro”

JLPolítica - O empresariado sergipano sabe das reais atribuições do Sergipetec ou vive às margens delas?
BB -
O desafio é justamente levar essa informação para fora dos portões do parque, interagindo com as empresas e a sociedade como um todo. Pois temos cinco áreas de atuação com cada área tendo sua responsabilidade e característica de desenvolvimento e todas ligadas à área tecnológica e de inovação.

JLPolítica – O que sua gestão tem feito para atrair os jovens para o universo tecnológico que proporciona o Sergipetec?
BB -
A recente assinatura de um convênio com a Universidade Federal de Sergipe permitiu atrair para o Sergipetec 34 empresas júnior para dentro de um espaço totalmente preparado para recebê-las.

8e3d920b4ab803c0
Brenno Barreto num dos momentos de discussão sobre as potencialidades do SergipeTec

UM NOVO MODO DE TOCAR O SERGIPETEC
“Minha percepção no equilíbrio das despesas e na busca de novas receitas do SergipeTec foi a prioridade com os demais diretores e gestores da instituição. Depois veio a constante apresentação do Parque para as instituições e toda a sociedade veio em seguida”

JLPolítica - Isso garante-lhes o que da esfera do Sergipetec para elas?
BB -
Isso dá-lhes o suporte necessário jurídico, contábil e administrativo, além de criar um ecossistema entre academia e empresários e a também a criação de um espaço sem custos para as pessoas interagirem e utilizar no parque, além de receber as 23 empresas finalistas do Programa Centelha.

JLPolítica - Com o seu pai tendo passado por uma Prefeitura de Sergipe, como prefeito, a cena política não lhe desperta interesse?
BB -
A priori, não. Não tenho pensado num futuro político-partidário para mim.

543fcbfe1784d902
Numa visita do presidente da Celse, Pedro Litsk e diretor o da Golar Power: discutindo os destinos econômicos de Sergipe