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Entrevista

Jozailto Lima

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Edvaldo Nogueira: “Eu vejo Belivaldo no Governo do Estado em 2019”

Publicado em  16  de Junho de  2018, 20:00h

“Ninguém chega três vezes à Prefeitura de Aracaju sem talento político”

Não fosse a militância política no Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Sergipe no começo dos anos 80, do qual ele chegou a ser presidente como um estudante de Medicina, e certamente os aracajuanos não teriam em Edvaldo Nogueira este político dado a embates desde 1988. Ele passa no vestibular de janeiro de 1979 - aos 17 anos. Faria 18 no dia 25.

Não fosse o DCE, possivelmente Edvaldo Nogueira não tivesse virado vereador de dois mandatos, não seria o cara que se fez duas vezes vice-prefeito e três vezes prefeito de Aracaju - duas delas, com a disputa direta dos votos.

Não fosse o embate estudantil, seguramente Edvaldo Nogueira seria hoje um médico, talvez um cardiologista, com mais de 30 anos de profissão, e um signatário de José Teles de Mendonça, o cardiologista que era seu orientador e é uma espécie de Dr Zerbini à sergipana.

Por convicção e destino, Edvaldo Nogueira preferiu mexer em um outro coração. O “vespeiroso” coração da política - o que era comum aos jovens, como ele, daquele fim de ditadura militar nos anos 80. E nessa nova atividade, ele fez de Marcelo Déda seu Zé Teles de Mendonça. Ou seu Dr Zerbini. E deram muitas braçadas juntos. Fizeram boas cirurgias eleitorais.

Aos 57 anos, como prefeito de Aracaju, Edvaldo está hoje no seu sexto mandato conquistado nas urnas - os dois de vereador (1988 e 1992), os dois de vice-prefeito (2000 e 2004) e os dois de prefeito (2008 e 2016). Perdeu um de federal em 2014. Mas, de março de 2006 a dezembro de 2008, ele foi prefeito efetivo da capital, em lugar de Marcelo Déda, que desincompatibilizou-se para disputar o Governo.

De modo que Edvaldo Nogueira já arrebatou para si um recorde que nenhum outro sergipano conseguiu: é prefeito de Aracaju pela terceira vez. Ele vive política pelo miolo. No âmago. Mas, numa tradição que é mais mineira que alagoana, de onde ele vem – é de Pão de Açúcar -, Edvaldo observa mais do que fala. Ou fala na hora de falar.

Mas não admite que os pontos positivos do seu currículo tenham sido acumulados apenasmente pelos dados da sorte. “Eu acho que ninguém chega três vezes à Prefeitura de Aracaju sem talento político e nem capacidade administrativa. Então, estar aqui é fruto de várias questões”, diz ele.

“Mas o essencial é o talento político, capacidade administrativa e resultados quando prefeito da cidade. Os resultados que eu consegui como prefeito me credenciaram a voltar à Prefeitura. Obviamente que o apoio dos aliados também conta, assim como todos os outros fatores que são importantes numa candidatura”, completa ele.

Na verdade, de “capacidade administrativa” ele necessitou muito no começo de 2017, quando herdou uma Prefeitura de Aracaju em frangalhos, com dívidas de R$ 540 milhões no curto prazo. E demonstrou tê-la, ao dar cabo de tudo em um ano e meio, tendo pago 15 folhas salariais que excederam a um patamar de R$ 1,1 bilhão e conseguido ainda realizar obras.

“Considero que a primeira “grande obra” foi colocar os salários em dia. Na história de Aracaju, nunca ocorreu de um prefeito pagar 15 salários em um ano, no valor de R$ 1,1 bilhão. Para se ter ideia, o patrimônio líquido do Banese é de R$ 300 milhões. A gente pagou ao servidor público municipal três vezes o patrimônio líquido do Banese”, compara ele.

Pelo planejamento de Edvaldo, a fase sombria se dissipou nesses 18 primeiros meses e outra realidade virá. E a partir de julho, admite ele, começa uma nova era na gestão de Aracaju. Há uma série de obras e ações programadas para ser tocadas.

“Eu dividi meu plano de governo em três etapas: planejamento estratégico nos primeiros três meses, de junho de 2017 até agora um projeto de reconstrução, e de agora até 2020, o avanço. A partir de julho deste ano, já começo a colocar essa fase de avanço em prática”, diz ele.

Focado nos problemas de Aracaju, Edvaldo Nogueira tem se dedicando escassamente às questões políticas, como as que envolvem a sucessão de governador e de presidente. Mas não está omisso e muito menos sem lado. Tem foco. Começa, por exemplo, nas articulações para que a sua vice-prefeita, Eliane Aquino, PT, seja a candidata a vice-governadora de Belivaldo Chagas.

Aqui, ele faz uma declaração quase que surpreendente: apesar de ser uma petista, se Eliane Aquino for parar na chapa de Belivaldo Chagas, o PC do B se dará por contemplado na chapa majoritária. Ele próprio se dará. “Com ela na chapa majoritária, eu me sinto contempladíssimo. Eliane é Edvaldo na chapa majoritária”, diz.

Bom de observação da cena política e eleitoral, Edvaldo faz previsões alvissareiras para as chances de Belivaldo nesta campanha. “Acho que as previsões de se haverá segundo turno ou não, a pessoa pode fazê-las por vontade, e como não ajo na política por vontade, prefiro olhar pelos números. E pelo quadro político, haverá segundo turno”, diz.

“E a minha opinião é a de que a candidatura que se coloca com possibilidade de crescimento e de fortalecimento é a de Belivaldo Chagas. Porque ele está reunindo forças e convicções, e demonstrando que tem aptidão para a gestão e para o Governo. E quando o bloco político que o apoia for às ruas, ele vai crescer de forma significativa, podendo ganhar a eleição”, completa.

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Foi duas vezes consecutivas vice de Marcelo Déda na Prefeitura de Aracaju, Com a renúncia dele, para disputar o Governo, Edvaldo assumiu e reelegeu-se prefeito
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Nasceu no alagoano município de Pão de Açúcar: tem 57 anos

O TERRÍVEL ESPÓLIO ENCONTRADO
“De fato, o quadro que encontramos na Prefeitura era muito difícil. Caótico mesmo: R$ 540 milhões de dívidas em curto prazo - dívidas com fornecedores locais, entre as quais, os salários atrasados nas duas folhas”

JLPolítica - Sua gestão fecha, agora no fim junho, um ano e meio. Ela já se desvencilhou de todas as dificuldades encontradas da gestão que terminou em 2016?
Edvaldo Nogueira -
Posso dizer que, em grande parte, sim. De fato, o quadro que encontramos na Prefeitura era muito difícil. Caótico mesmo: R$ 540 milhões de dívidas em curto prazo - dívidas com fornecedores locais, entre as quais, os salários atrasados nas duas folhas, cerca de R$ 60 milhões de limpeza pública, remédios, merenda e transporte escolar. E essa era a dívida mais complexa, tendo em vista que era com fornecedores locais.

JLPolítica – Quanto por cento do devido já foi pago dos R$ 540 milhões imediatos?
EN -
Dos R$ 540 milhões, já pagamos mais de R$ 300 milhões.

JLPolítica - Foi algo devidamente programado não ficar os 18 meses massacrando a figura de João Alves pelo espólio ruim deixado?
EN –
Sim, foi programado. Acho que, na política, quem vai julgar ou quem já julgou é a sociedade. Eu gosto de fazer e não de falar. E acho que ficar criticando o passado tira a visão do presente e o olhar do futuro. Então, prefiro assim.

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E chegou a seu terceiro mandato de prefeito de Aracaju, tendo Eliane Aquino, viúva de Déda, como sua vice

A PRIMEIRA “GRANDE OBRA” FOI SALARIAL
“Considero que a primeira “grande obra” foi colocar salários em dia. Na história de Aracaju nunca ocorreu de um prefeito pagar 15 salários em um ano, no valor de R$ 1,1 bilhão. Para se ter ideia, o patrimônio líquido do Banese é de R$ 300 milhões”

JLPolítica – O que foi possível realizar de obras nestes 18 meses?
EN –
Considero que a primeira “grande obra” foi colocar os salários em dia. Na história de Aracaju nunca ocorreu de um prefeito pagar 15 salários em um ano, no valor de R$ 1,1 bilhão. Para se ter ideia, o patrimônio líquido do Banese é de R$ 300 milhões. A gente pagou ao servidor público municipal três vezes o patrimônio líquido do Banese. Além da limpeza pública, que a cidade está recuperada; o recapeamento asfáltico e outras obras que já foram tocadas, como a Praça do Veneza; as escolas do 17 de Março. Já concluí a rótula e a ponte do 17 de Março ao Santa Maria, que facilitou o acesso. Iniciei obras importantes, como o do Moema Meire e do Japãozinho, recapeamos avenidas importantes. Então, já temos um bom número de intervenções. Além disso, já demos ordem de serviço a obras que estão em andamento no 17 de Março, que correspondem à segunda etapa, em valor de mais de R$ 12 milhões. Também demos ordem de serviço de obras em 62 ruas no Santa Maria, que custam mais de R$ 8 milhões, e estamos agora no Coqueiral, com obras de infraestrutura, na ordem de R$ 6 milhões. Em andamento, as obras da rua da Atalaia, do Farol até o Radisson Hotel. A avenida Canal 3, do Augusto Franco, que vai completar o que deixei pronto quando saí da outra vez da Prefeitura. E até o mês de setembro ou outubro, vou dar ordem de serviço a R$ 310 milhões em obras, incluindo essas que já dei.

JLPolítica – A gestão tem em planejamento alguma obra estruturante para 2019 e 2020? Há algo que fuja das ações do dia a dia?
EN -
Uma obra que considero muito importante é da mobilidade urbana, com o recapeamento dos quatro corredores de transporte de massa, assim como a construção do novo Terminal no Mercado e de 150 abrigos de ônibus. E o que vai ser importante, um passo muito grande para uma cidade inteligente, é a semaforização eletrônica de Aracaju, onde iremos trocar todos os semáforos atuais pelos inteligentes.

JLPolítica – O senhor acha que a interação entre os Governos do Estado e da Capital, no aspecto de intervenção urbana, obras e serviços, está à altura das necessidades de Aracaju ou deixa a desejar?
EN -
Acho que na gestão atual, tem sido muito positiva a interação junto ao Governo do Estado. Há duas grandes obras estruturantes do Governo do Estado em Aracaju que eu considero importantes. Primeiro, a do Lamarão, Coqueiral, Porto Dantas, aquela ligação com Socorro com um novo calçadão. É bastante significativa. Leva para população mais carente uma ideia de civilidade, de cidadania. E a outra obra é aquela que liga o viaduto da Tancredo Neves à Avenida Gasoduto, porque com ela a gente fecha uma ligação importante. Inclusive, eu já tinha iniciado. E que desafoga enormemente a avenida Heráclito Rollemberg.

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Decidiu não ficar os 18 meses massacrando a figura de João Alves pelo espólio ruim deixado

É POSITIVA A INTERAÇÃO ENTRE GOVERNO DO ESTADO E PMA
“Há duas grandes obras estruturantes do Governo do Estado em Aracaju que considero importantes. Primeiro, aquela ligação com Socorro com um novo calçadão. A outra é aquela que liga o viaduto da Tancredo Neves à Avenida Gasoduto”

JLPolítica – O que é que o seu Governo poderia dizer ao Ministério Público sobre a licitação do lixo que a Câmara Municipal tanto quer saber via uma CPI?
EN -
O que temos a dizer é que nós temos uma licitação honesta, séria, ética, que já está pronta. E que nós somos um Governo transparente, ético, que respeita os recursos públicos. E que do ponto de vista da limpeza pública, não tem nenhum problema. Não há nenhum erro nos contratos. Mas a CPI é um direito que a Câmara tem e eu não vou influir nesse direito. Agora, acho que, do ponto de vista dos contratos que eu assinei como prefeito, e os relativos a 2010 a 2012, não têm problema. De 2012 a 2016, eu não sei. Eu não era o prefeito, então não posso e não vou falar deles. Vou mais longe: de 2006, quando assumi a prefeitura, até 2012, não há problema nenhum.

JLPolítica - E nesses novos, de 2017?
EN -
Também não. É tanto que as ações judiciais não prosperaram. A licitação, os contratos assinados em 2017, tudo isso foi feito com muita lisura e transparência.

JLPolítica - O senhor não têm muita dificuldade no Legislativo para uma gestão que saiu de sete para 14 vereadores na base de apoio?
EN –
Não. Consegui ter uma bancada majoritária e até agora nenhum projeto de importância da Prefeitura foi rejeitado. Aprovamos todos os projetos importantes, de empréstimo início do ano, até o último, de R$ 9 milhões, passando por gestão democrática de professores, por IPTU, pelas leis orçamentárias - todos os instrumentos importantes de iniciativa do Executivo que foram mandadas para a Câmara, foram aprovados, e só tenho a agradecer aos vereadores da nossa bancada e a lamentar porque a oposição só fala, fala, fala.

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E focar na sua gestão, abraçando-se, administrativamente, com o deputado federal André Moura (PSC), que lidera o Governo Temer no Congresso Nacional

CPI É UM DIREITO QUE DA CÂMARA E NÃO VOU INFLUIR
“Temos uma licitação honesta, séria, ética, que já está pronta. Somos um Governo transparente, ético, que respeita os recursos públicos. Do ponto de vista da limpeza pública, não tem nenhum problema. Mas a CPI é um direito que a Câmara tem e não vou influir”

JLPolítica - De empréstimo, a sua gestão já vai com um ou dois...
EN -
Pediu empréstimo financeiro de R$ 50 milhões, que foi aquele que foi aprovado, e esse outro, de R$ 9 milhões.

JLPolítica – Os vereadores de oposição reclamam que o pedido de R$ 9 milhões não especifica bem onde os recursos vão ser aplicados. Eles não entenderam ou o Governo de Aracaju não foi claro em seus objetivos?
EN -
Eles que não entenderam. Aliás, a proximidade das eleições deixou-os moucos. O projeto se destina a duas coisas simples: metade dos recursos para a Emurb, que está sucateada, para adquirir equipamentos e cuidar da estrutura, e a outra parte para um projeto de reestruturação tecnológica na Prefeitura, na Secretaria de Finanças e no Planejamento, para melhorar arrecadação e realizar procedimentos de forma mais simples e eficaz para população. Então está claríssimo o projeto. Como a luz do sol.

JLPolítica – O seu Governo não cumpriu a promessa e o compromisso de licitar o transporte público até o final do primeiro ano de gestão. Há replanejamento disso?
EN -
Em nenhum momento falei que no primeiro ano iria fazer isso. Prometi que faria durante o mandato. Já fizemos a primeira reunião, já convoquei outra com os prefeitos dos demais municípios. Foi criado um consórcio metropolitano e precisamos colocar esse consórcio para funcionar, começar a trabalhar para fazer essa licitação. O primeiro passo foi dado, que foi estudar a convocação. Felizmente, os prefeitos não puderam vir, mas eu vou fazer uma nova convocação para que possamos conversar. E garanto que até o final de 2019 esse processo estará concluído.

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Não foi ao palanque da caravana de Lula, quando ela aterrissou em Sergipe. Na imagem, quando vice-prefeito de Déda, recebendo o Lula, então presidente, no aeroporto de Aracaju

VEREADORES MOUCOS PARA RAZÕES DO EMPRÉSTIMO
“A proximidade das eleições deixou-os moucos. O projeto se destina a duas coisas simples: metade dos recursos para a Emurb, que está sucateada, e a outra para reestruturação tecnológica da Secretaria de Finanças e do Planejamento”

JLPolítica – Em que aspectos a licitação do transporte melhoraria a qualidade dos serviços à sociedade?
EN -
Em todos os aspectos. Primeiro, daria segurança jurídica aos empresários para investir, porque hoje o prefeito colocar linha, tirar linha, definir tudo isso, e não é bom. Segundo, com a lei, a gente pode colocar na legislação elementos importantes, como a quantidade de passageiros, replanificar o serviço, exigir idade de frota de ônibus, questões que serão colocadas e que vão melhorar muito o transporte coletivo em Aracaju. A gente também vai poder introduzir mecanismos de reajustes tarifários que já sejam previsíveis. Com a fórmula na própria lei, não precisaria passar a cada ano pela Câmara a questão do aumento. Todo mundo já saberia qual o indicador econômico que embasaria a recomposição da tarifa. Isso é muito moderno. E também precisamos rediscutir a planilha de custos para essa tarifa.

JLPolítica – Evocando seu Plano de Governo apresentado à sociedade na campanha de 2016, o senhor diria que quanto por cento dele está sendo posto em prática?
EN -
Tem uma pesquisa no portal G1 que diz que eu sou prefeito do Nordeste que mais cumpriu com as promessas de campanha. Estou colocando em prática mais do que eu posso daquilo que me comprometi a fazer. Nesse primeiro momento, acredito que já passamos dos 50%, mas não tenho como quantificar assim, porque teria que pegar ponto por ponto. Eu dividi meu plano de governo em três etapas: planejamento estratégico nos primeiros três meses, de junho de 2017 até agora um projeto de reconstrução, e de agora até 2020, o avanço. A partir de julho deste ano, já começou a colocar essa fase de avanço em prática.

JLPolítica – No que deu a promessa de uma cidade monitorada, com wi-fi em ônibus, câmeras na Atalaia e em todos os pontos turísticos?
EN -
Está planejado. Isso faz parte da Cidade Inteligente, que começaremos a partir de julho deste ano. Há ações que nós estamos planejando que vamos anunciar para população que dizem respeito exatamente a tornar Aracaju essa cidade inteligente, humana e criativa. E no sentido de inteligente, há muitas ações em andamento. A primeira delas é a matrícula on-line, que já é uma realidade hoje. Estamos agora fazendo um projeto que vai melhorar ainda mais a questão dos boletins nas escolas, da presença dos estudantes, que também será on-line. Temos o prontuário eletrônico, que é um projeto que já foi licitado, e que até o final do ano 18 unidades passarão a ter. Significa dizer que vamos começar a modernizar, de maneira muito positiva, a educação e a saúde do município, isso já dentro desse projeto inteligente. Agora em julho, também já vamos começar a implantar a semaforização eletrônica, com central de trânsito. Tudo isso está começando. Vamos apresentar também o Colab, que é um modelo de gestão onde o cidadão vai ter o aplicativo da Prefeitura e poder, com mais facilidade, colocar suas questões e ter a reposta. Além disso, Aracaju já está no ranking das cidades que mais rapidamente abrem uma empresa. Isso também já é fruto das mudanças tecnológicas que a gente fez na Secretaria de Finanças.

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Mas aposta fichas na reeleição de Belivaldo Chagas

LICITAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO ATÉ QUANDO?
“Em nenhum momento falei que no primeiro ano iria fazer isso. Prometi que faria durante o mandato. O primeiro passo foi dado, que foi estudar a convocação do consórcio. E garanto que até o final de 2019 esse processo estará concluído”

JLPolítica – Por que a Prefeitura de Aracaju não incorporou ao Parque da Sementeira aquela enorme área que Embrapa ofereceu à Prefeitura de Aracaju?
EN -
Nós incorporaremos. Está tudo pronto, já fiz o pedido, tomamos as medidas. Falta apenas a burocracia, a própria Embrapa assinar a documentação definitiva, mas já está acertado.

JLPolítica - Ha alguma coisa que não seja megalômana a ser feita no Sementeira?
EN –
Há, mas meu jeito de governar é sem megalomania. A Sementeira vai ter um belo projeto no qual estamos trabalhando para anunciar em breve. Isso será feito a partir de 2019, para começarmos a construir um Parque da Sementeira que seja digno da sua grandiosidade com a cidade.

JLPolítica - Passa por esse planejamento tirar a Emsurb e a Guarda Municipal dali?
EN -
Sim. Esse é meu sonho de consumo. Por mim, não entraria um só carro na Sementeira. O que cabe ali é paisagismo e um restaurante.

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E vê seu partido contemplado, na hipótese de ser Eliane Aquino a vice de Belivaldo

APLICA OU NÃO O PROMETIDO PLANO DE GOVERNO?
“Estou colocando em prática mais do que eu posso daquilo que me comprometi a fazer. Nesse primeiro momento, acredito que já passamos dos 50%, mas não tenho como quantificar assim, porque teria que pegar ponto por ponto”

JLPolítica - Há que grau de pertinência na alegação do Sepuma de que no seu Governo tem cargos em comissão fantasmas, com o sindicato apontando 251 somente na Saúde e prometendo levantar mais de outras secretarias e autarquias?
EN –
Isso é a maior farsa já produzida nos últimos anos no sindicalismo sergipano. Uma farsa. Na minha administração não tem fantasma. E se alguém achar, pode dizer, porque eu sou um caça-fantasma. Será demitido na hora. O fantasma que alguém achar, eu demito.

JLPolítica - De onde vem esse número de que falam?
EN -
Não sei. Até porque, até agora ele não apresentou nem nomes nem onde estão lotados. Quem deu o primeiro exemplo fui eu: quando cheguei, tinha mais de 300 cargos no gabinete. Hoje tem 20 apenas. Fiz R$ 5 milhões de economia no ano passado com cargos em comissão no meu gabinete.

JLPolítica – Com quantos CCs o senhor recebeu a Prefeitura de Aracaju em janeiro de 2016 e quantos há efetivamente hoje?
EN -
Posso afirmar que houve redução de 40%. Creio que eram três mil cargos, e hoje temos 1.800.

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Em 2014, a sua única derrota eleitoral: não obteve votos suficientes para ser deputado federal. Mas em 2016, vence Valadares Filho e chega a seu terceiro mandato de prefeito

INTERVENÇÃO NA SEMENTEIRA, MAS SEM MEGALOMANIA
“A Sementeira vai ter um belo projeto no qual estamos trabalhando para anunciar em breve. Isso será feito a partir de 2019, para começarmos a construir um Parque da Sementeira que seja digno da sua grandiosidade com a cidade”

JLPolítica – Os 15.800 servidores da PMA consomem quanto por cento das receitas municipais?
EN -
Quase 50%. Com muito esforço, estamos dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Creio que seja algo em torno de 47%, isso varia a cada ano.

JLPolítica – O senhor fatura em que grau a afirmação de que “Edvaldo está sendo um péssimo prefeito para os servidores de Aracaju”, feita pelo sindicalistas Nivaldo Fernandes, do Sepuma?
EN -
A visão de Nivaldo é completamente diferente da dos servidores. Todos eles estão adorando a prefeitura. Claro que há insatisfação em todos lugares, mas a maioria está satisfeita, primeiro porque estou pagando em dia. Os servidores sabem que se não tomar cuidado com a questão salarial, vai voltar ao passado. E ninguém quer voltar ao passado. Então eles estão satisfeitos por estar recebendo em dia. A outra coisa é que nós tínhamos mais de quatro mil processos de avanços horizontais e verticais de direitos dos servidores parados aqui e foram todos liberados. Só isso aí já deu um crescimento de quase 7% na folha, com mais de R$ 80 milhões a mais no ano.

JLPolítica – A Guarda Municipal de Aracaju se queixa, inclusive com outdoor nas ruas, de que o Governo do Município não senta para discutir um plano de carreira e não aponta solução para 110 dos 420 componentes dela que vêm de um sistema funcional antigo. O Governo não tem plano de dialogar com a guarda?
EN -
Essa é uma grande distorção deles. Primeiro, que a guarda municipal já teve inclusive conquistas deste ano, quando eu aumentei os direitos da categoria, dos guardas efetivos, concursados. O que existe é que houve uma tentativa de enganação dos guardas, e nós estamos vendo a maneira de resolver este problema. Quem pode resolver sou eu, e vou resolver. O Ministério Público, quando eu era perfeito, queria a demissão desses 110 guardas que eram servidores desviado de função, e eu dei dignidade a esses 110. Mas ninguém pode pegar servidores e colocar como concursados de carreira - isso vai contra a Constituição. Então nós criamos uma carreira em extinção. Mas eles não entram na lei dos guardas concursados, porque não são e não há essa possibilidade. Mas um vereador da gestão anterior fez um projeto concedendo isso. Então agora nós vamos ver uma forma de adequar a situação. Mas isso quando a prefeitura tiver em condições de fazer avanços salariais, que ainda não é o caso.

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Em sendo os candidatos, ele diz que apoia Jackson e Rogério para o Senado

O SEPUMA E OS CARGOS EM COMISSÃO FANTASMAS
“Isso é a maior farsa já produzida nos últimos anos no sindicalismo sergipano. Na minha administração não tem fantasma. E se alguém achar, pode dizer, porque eu sou um caça-fantasma. Será demitido na hora”

JLPolítica – Há queixas no Creci e de outras entidades de classe de Sergipe de que a fixação do valor do IPTU foi feita por uma empresa de Pernambuco, que não levou em conta a queda nos valores dos imóveis de 2012, 2013 para agora. O senhor confirma esta prática?
EN -
A planta de valores que está em vigor foi feita na administração de doutor João Alves. O que eu fiz foi revogar a lei que ele criou. Cumprindo o compromisso que eu tinha e que pouca gente acreditava que eu faria. Mesmo com R$ 540 milhões de dívidas em curto prazo, eu cumpri. Eu revoguei a lei, diminui a planta de valores em 15% linearmente e apliquei os valores anteriores para o IPTU. Há uma questão judicial, que nós vamos esperar para nos pronunciar, mas a minha parte como prefeito de Aracaju e o meu compromisso como candidato, cumpri, e no primeiro ano, como eu disse. A revogação do aumento de 30% até 2022 foi, inclusive, aprovada pela Câmara de Vereadores.

JLPolítica - Então na sua gestão não houve reavaliação de planta?
EN -
Não. Trabalhei cima do que havia sido feito por João, sendo que eu cortei 15%.

JLPolítica – O senhor não acha que seu Governo deixa muito a deseja em avanços da saúde pública?
EN -
Não, ao contrário. Comparando ao que pegamos, estamos avançando. Mas nós deixamos a saúde em boas condições quando saímos, em 2012. Ela foi degradada, sim, e agora estamos recuperando. Ainda estamos no processo de reconstrução. Por isso não podemos dizer que a saúde está no ponto ideal. Esse ponto ideal vamos deixar em 2020, mas ela já está muito melhor do que encontramos: as unidades básicas estão funcionado; fizemos o processo seletivo e tivemos mais de 500 profissionais selecionados, o que é um grande avanço. A melhoria é visível: 80% dos remédios já estão em todas as unidades básicas; reformamos postos de saúde e um dos resultados é que Aracaju está entre as capitais onde o aedes aegypti não tem risco de epidemia - as outras são São Paulo e João Pessoa. Então já temos uma reestruturação, com mais profissionalismo e atenção. 

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Contesta o Sepuma e assegura que não tem fantasmas em sua gestão

“EDVALDO, O PÉSSIMO PREFEITO PARA OS SERVIDORES”
“A visão de Nivaldo é completamente diferente da dos servidores. Todos estão adorando a prefeitura. Primeiro, porque estou pagando em dia. Os servidores sabem que se não tomar cuidado com a questão salarial, vai voltar ao passado”

JLPolítica – Por Aracaju e por Socorro, a saúde pública de Sergipe está perdendo pontos em cobertura vacinal, pré-natal. Isso não pode ser reparado?
EN -
Perdeu nos últimos quatro anos, mas estamos melhorando. Se você pegar as estatísticas, estamos melhorando nessas áreas.

JLPolítica – Há queixas de que as ações de baixa e média complexidades, que são de responsabilidade do município, deixam muito a desejar nos postos da Zona Norte e da Zona Sul. Falta o que para reparar isso?
EN -
Nós vamos melhorar as ações de média complexidade. Elas precisam mesmo de melhoria. Quem precisa melhorar, na verdade, são a alta e a média complexidade. Mas estamos começando a construir um novo tempo na saúde. Então, estamos estruturando a saúde básica e vamos agora dar uma força à média e a alta. Já zeramos algumas filas, que é o trabalho que deve ser feito, e esse é o grande desafio: é você zerar algumas filas que ainda existem. Tem alguns procedimentos que nós precisamos melhorar, então de fato, a nossa ação vai ser no sentido de melhorar a média e alta complexidade.

JLPolítica – A sua relação político-institucional com André Moura tem alguma pretensão política eleitoral para eleições futuras, além da de 2018?
EN -
A minha relação com André Moura não tem nenhuma pretensão política, não tivemos nenhuma discussão sobre eleição nem de agora e nem de futuro. Sempre discutimos, desde o primeiro momento, a possibilidade de ele ajudar a Prefeitura de Aracaju, e é o que ele está fazendo, e é pelo que eu estou agradecendo de forma efetiva.

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Diz também que os servidores estão adorando a Prefeitura

UMA RELAÇÃO INSTITUCIONAL COM ANDRÉ MOURA
“Minha relação com André Moura não tem nenhuma pretensão política, não tivemos nenhuma discussão sobre eleição nem de agora e nem de futuro. Sempre discutimos a possibilidade de ele ajudar a Prefeitura de Aracaju, e é o que ele está fazendo”

JLPolítica – Na sua visão política, o que estaria faltando para que a pré-candidatura de Belivaldo Chagas entrasse numa rota de ascensão maior e mais segura?
EN -
Acho que Belivaldo Chagas já está entrando em ascensão. Eu penso como no Eclesiastes: há tempo para tudo. O momento agora é de Belivaldo Chagas consolidar sua pré-candidatura, e ele está fazendo. Está construindo alianças, trabalhando, buscando parceiros, fazendo o trabalho político de construção do nome. E, ao mesmo tempo, governando. Porque ele é governador do Estado, então acho que está tudo certo. O tempo de crescer é lá para agosto. Qualquer pesquisa hoje já será apontado crescimento de Belivaldo.

JLPolítica - O senhor o vê num segundo turno?
EN -
Eu vejo Belivaldo Chagas no governo do Estado em 2019.

JLPolítica – O senhor acha que um aproveitamento de Eliane Aquino, PT, sua vice-prefeita, como candidata a vice-governadora numa chapa de Belivaldo Chagas, contempla o desejo do PC do B de participar majoritariamente da sucessão, ou uma coisa não supre a outra?
EN –
Contempla. Eu, inclusive, sugeri isso. A colocação do nome de Eliane como pré-candidata a vice-governadora fui eu que levantei na reunião dos partidos. Então, isso contemplaria sim. Com ela na chapa majoritária, eu me sinto contempladíssimo. Eliane é Edvaldo na chapa majoritária.

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É casado com uma triatleta, que anda tirando o fôlego dele em atividades esportivas

MOMENTO DA ASCENSÃO DE BELIVALDO CHAGAS
“Acho que Belivaldo Chagas já está entrando em ascensão. Penso como no Eclesiastes: há tempo para tudo. O momento agora é de Belivaldo consolidar sua pré-candidatura. Ele está construindo alianças, trabalhando, buscando parceiros

JLPolítica - O senhor foi um prefeito sem vice naqueles dois anos de 2006 a 2008. É difícil governar sem um vice?
EN -
Não. No caso de Eliane, fará falta. Mas naquela ocasião eu já não tinha vice. Eu era vice- prefeito e virei prefeito. Mas Eliane fará muita falta, sim. Ver Eliane na chapa, ao lado de Belivaldo, no entanto, é um sacrifício bom pra mim. Abro mão dela por querer a vitória de Belivaldo.

JLPolítica - E de Jackson também? Ele é seu candidato a senador?
EN -
Sim. Ele sendo candidato, será o meu candidato. Se Rogério for candidato, terá o meu apoio.

JLPolítica - Olhando a sua trajetória de 2000 para cá, quando o senhor se faz vice-prefeito de Aracaju por duas vezes e prefeito três sob a graça de dois governadores, o senhor diria que é movido mais a sorte do que a talento político?
EN -
Eu acho que ninguém chega três vezes à Prefeitura de Aracaju sem talento político e nem capacidade administrativa. Então, estar aqui é fruto de várias questões. Mas o essencial é o talento político, capacidade administrativa e resultados quando prefeito da cidade. Os resultados que eu consegui como prefeito me credenciaram a voltar à Prefeitura. Obviamente que o apoio dos aliados também conta, assim como todos os outros fatores que são importantes numa candidatura.

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É pai do advogado Maurício Soares

ELIANE NA CHAPA CONTEMPLA O PC DO B
“A colocação de Eliane como pré-candidata a vice-governadora fui eu que levantei na reunião dos partidos. Então, isso contemplaria sim. Com ela na chapa majoritária, eu me sinto contempladíssimo. Eliane é Edvaldo na chapa majoritária”

JLPolítica - O senhor acha que essa linha de talento e sorte pode levá-lo a algum lugar no Executivo Estadual no futuro?
EN -
Cada dia com sua agonia. Quero que meu talento minha sorte me levem a em 2020 eu deixar uma grande obra em Aracaju. É com isso estou preocupado. Nem da reeleição ainda não sei nada. Deixo o tempo, a vida e as coisas amadurecerem. Botar os carros diante dos bois não é nunca uma boa ideia.

JLPolítica – O senhor se dá por satisfeito com a falta de espaço ocupado pelo PC do B no secretariado de Belivaldo?
EN -
Eu, pessoalmente, não tenho problema com isso. Estou falando por Edvaldo e não pelo partido, porque o partido é uma instituição e nesse caso deve ser respondida pelo seu presidente, o vereador Bittencourt. Enquanto prefeito, já tenho secretário demais para cuidar. A mim não interessa esse debate.

JLPolítica – As antigas esquerdas devem ter a quem como como candidato a presidente este ano, se Lula continuar preso e interditado?
EN -
Isso merece uma discussão. Se depender de mim, Manuela D’ávila, do PC do B. Mas obviamente que não depende de mim nem do PC do B exclusivamente. Acho que, no primeiro turno, os partidos devem usar seus candidatos e submeter a suas ideias, seus compromissos, para que a sociedade possa julgar. Se todos os partidos populares de esquerda e centro-esquerda pudessem formar uma chapa, acho que valeria a pena os candidatos sentarem e definir quem seria o nome. Fora disso, cada partido deve manter sua identidade.

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Avô babão de Julieta Carolina Westrup Soares Nogueira

À ESPERA DE UM PRESIDENCIÁVEL QUE TOQUE O CORAÇÃO
“As pessoas estão discutindo superficialidades, divergências menores e, até agora, nenhum candidato apresentou ao país um projeto que seja capaz de enfrentar as dificuldades vividas e de construir um novo país. Esse é meu sonho, essa é minha esperança”

JLPolítica - O senhor vislumbra nesta hora alguém que tenha um projeto para o Brasil pelo qual o eleitorado possa se deixar levar?
EN -
Eu acho que está tudo em construção ainda. Pessoalmente, não vejo isso ainda. E acho que esse é um problema que vamos enfrentar nessa eleição. Essa é uma opinião muito pessoal, que vou expressar agora: a discussão até agora está sendo muito limitada por parte de todos os candidatos e todas as correntes.

JLPolítica - E o que é que está sendo discutido?
EN -
As pessoas estão discutindo idiossincrasias. Superficialidades, divergências menores e, até agora, nenhum candidato de nenhum partido ou segmento apresentou ao país um projeto que seja capaz de enfrentar as dificuldades vividas e de construir um novo país. Esse é meu sonho, essa é minha esperança. E na hora que esse candidato aparecer e me tocar o coração, eu pulo com ele na campanha. Seja de que lado for.

JLPolítica - E o que esse candidato deveria apresentar em nome do Brasil?
EN -
Primeiro lugar, uma resposta de como vai proceder o desenvolvimento do país a partir de 2019. As linhas gerais desse crescimento. A segunda questão é como ele vai enfrentar um novo pacto federativo no Brasil, que é urgente. Dentro desse pacto, o novo presidente também precisa dizer de que maneira vai enfrentar os nós da economia. Também é fundamental que ele defina, do ponto de vista mundial, qual é o papel do país no campo internacional. Porque quando se define isso, possibilita que se possa projetar o modelo de desenvolvimento econômico interno. Como ele vai resolver o problema de uma melhor distribuição de renda e de que maneira virão os recursos para financiar o desenvolvimento, o crescimento econômico e a distribuição de renda.

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Filho de Lourdes Nogueira

AS PESSOAS ESTÃO ESTÃO DISCUTINDO IDIOSSINCRASIAS
"Superficialidades, divergências menores e, até agora, nenhum candidato de nenhum partido ou segmento apresentou ao país um projeto que seja capaz de enfrentar as dificuldades vividas e de construir um novo país"

JLPolítica - E na geopolítica local, quem é mais páreo para Belivaldo: Eduardo Amorim ou Valadares Filho?
EN –
Eu acho que Eduardo Amorim. Ele é o candidato que aparece mais forte para Belivaldo enfrentar.

JLPolítica - Acha que deve haver segundo turno entre os dois?
EN -
Depende. Pode ser que tenha e que não tenha. Acho que essa eleição pode ser definida no primeiro turno, mas é cedo para afirmar isso. Eu acho que as previsões de se haverá segundo turno ou não, a pessoa pode fazê-las por vontade, e como não ajo na política por vontade, prefiro olhar pelos números. E pelo quadro político, haverá segundo turno. E a minha opinião é a de que a candidatura que se coloca com possibilidade de crescimento e de fortalecimento é a de Belivaldo Chagas.

JLPolítica - Por que?
EN -
Porque ele está reunindo forças e convicções, e demonstrando que tem aptidão para a gestão e para o Governo. E quando o bloco político que o apoia for às ruas, ele vai crescer de forma significativa, podendo ganhar a eleição.

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A esposa triatleta chama-se Danusa Silva e também é empresária