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Entrevista

Jozailto Lima

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Fabiano Oliveira: “Com o Pré-Caju, tínhamos a atenção de todo o Brasil voltada para Sergipe”

“O Pré-Caju teve peso descomunal na economia e na autoestima sergipanas”
2 de agosto: 8h00

Rotulá-lo de “rei da noite”, como lhe apelidaram por um bom período, pode não capturar e nem retratar a real importância do sergipano Fabiano Oliveira no universo da festa, do lazer e da cultura de massas de Sergipe e do Brasil.

Seguramente, Fabiano Oliveira é bem mais do que isso. Talvez, um rei da alegria, do despojamento. Do sonho das manifestações de massa, sem espaço para mimimis sociológicos sobre se o que ele fez e faz na noite e no dia teve ou não tônus de importância cultural.

Fabiano Oliveira seria um rei - já que temos essa mania apologética à monarquia - sem coroa ou cetro a serviço de tudo que deságue no entretenimento, no turismo. Num bem-estar que nem sempre é aferido por programas de Governos e por gestões públicas.

Para que essa imagem - a do rei do entretenimento - grudasse na biografia de Fabiano Oliveira bastariam os 22 anos de um Pré-Caju que marcou a vida, a economia e, sim, a cultura de Sergipe, e que fora fundado por ele.

Por ele e por sua família, que tem uma vocação quase que braçal para o trabalho, o que pode ser personificado na figura do pai José Augusto Celestino de Oliveira, que ainda hoje, aos 74 anos, se atraca às atividades trabalhistas juntamente com ele e com outros filhos - como Lourival OIiveira e Alexandre Oliveira.

E é essencialmente dessa condição de trabalhador do entretenimento - é um trabalho, sim, não se iluda leitor - que Fabiano OIiveira fala nesta Entrevista ao Portal JLPolítica. Ele tem plena consciência de que o fez e faz por Sergipe é revestido de valor e que muito agrega.

“O Pré-Caju teve um peso descomunal na economia e na autoestima sergipanas. No turismo, tínhamos 100% de ocupação das vagas de hoteleira, além de muitas casas alugadas. Tínhamos a atenção de todo o Brasil voltada para Sergipe”, constata ele.

Aos 49 anos - fará 50 em outubro - e irrequieto como sempre, antes da pandemia Fabiano estava discutindo a retomada do Pré-Caju para outubro deste ano, e nessa Entrevista você saberá o porquê e de que modo.

Fabiano tem uma versão suave e sem afetação para a morte do Pré-Caju e, apesar de algumas incompreensões no entorno dele e da sua ação, não guarda nenhum remorso pelo desfecho de tudo. Suas atividades na esfera do entretenimento fizeram dele um deputado estadual e um secretário Estado nos anos 90.

Fabiano Luís de Almeida Oliveira nasceu no dia 20 de outubro de 1970 em Brasília, Distrito Federal. Ele é filho de José Augusto Celestino de Oliveira e de Iranice de Almeida Oliveira, ambos sergipanos de Campo do Brito - o pai trabalhou no DF no Ministério de Minas e Energia por um bom tempo na época em que ele nasceu.

Fabiano foi casado com Raquel Nogueira, com quem teve as filhas Maria Eduarda Nogueira Oliveira, de 14 anos e Júlia Delfina Nogueira Oliveira, de 12. Hoje é casado com a nutricionista Jaqueline Lima, com quem divide a paternidade de Fabiano Luís de Almeida Oliveira Filho, de apenas cinco meses.

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Fabiano Oliveira: na caricatura de Edidelson, a personificação do rei do entretenimento: ele merece!
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Trio parada dura: o paizão Fabiano, o herdeiro Fabiano Luís de Almeida Oliveira Filho, de cinco meses, e Jaqueline Lima

ESTADO E CAPITAL NÃO ESTARIAM RUIM EM EVENTOS
“Sergipe e Aracaju estão bem supridos, sim, embora mereçam mais espaços e acontecimentos. Alegra-me que na área de eventos e de lazer estivéssemos caminhando para uma crescente, com a chegada do Centro de Convenções que está em reforma. Sem contar que já está pronta e que iria ser inaugurada a nova Casa Salles Multieventos”

JLPolítica - Olhando para além desse momento de pandemia, como é que o senhor vê Sergipe e Aracaju no campo do lazer e do entretenimento? Estão bem supridos? 
Fabiano Oliveira - Diria que Sergipe e Aracaju estão bem supridos, sim, embora mereçam ter mais espaços e acontecimentos. Alegra-me, por exemplo, que na área de eventos e opções de lazer estivéssemos caminhando para uma crescente, com a chegada do próprio Centro de Convenções que está em reforma e se encaixa aí como algo que favorece eventos de formaturas, congressos, festas e até de shows. Sem contar que já está pronta e que iria ser inaugurada a nova casa Salles Multieventos, ali na avenida Rio de Janeiro, que inclusive eu já tinha feito contato o empresário Salles Barbosa para acertos de pautas para grandes espetáculos, como os shows de Skank e de Geraldo Azevedo. No momento presente, tudo é difícil para o mundo, o país e o Estado de Sergipe. Diante do enfrentamento da pandemia, o setor de entretenimento foi o primeiro a parar as atividades e será o último a retomar. Nós estamos trabalhando firmemente ao lado da Abrape Brasil - Associação Brasileira dos Promotores de Eventos - eu, como diretor regional em Sergipe, juntamente com a Diretoria que já está formada - temos reunião semanal por videoconferência, a gente vem estruturando a instituição, que já conta com 20 filiados, os quais vem discutindo o nosso protocolo de segurança. Protocolo esse que vem sendo apresentado aos órgãos públicos estaduais e municipal, para que o setor possa estar pronto para retomada no pós-pandemia. 

JLPolítica - Quais as explicações plausíveis para o fato de uma cidade com mais de 700 mil habitantes, como Aracaju, não ter hoje uma casa noturna pancadeira, do porte do que foram Augustu’s e Emes? 
FO -
Essa situação é igual praticamente em todo país, incluindo o Nordeste - o que vamos nos diferenciar agora com a Salles Multieventos. Vamos dar como exemplo as capitais vizinhas, Salvador e Maceió, que são centros turísticos e com uma população maior do que a nossa. Pronto: ali não têm uma casa de porte. Hoje, os eventos acontecem de forma itinerante, trazendo sempre inovações, novos modelos deles, porque é preciso estar sempre se reinventando para realizar grandes shows, e o público quer também isso. Então, Aracaju segue esse modelo. No Nordeste, acredito que só Recife possui a Chevrolet Hall. 

JLPolítica - Como se justificar não haver uma boate notável e digna do nome para os que querem se divertir nos finais de semana? 
FO - As boates também fecharam em todos os grandes centros turísticos do Brasil. Hoje o que existe são espaços com música ao vivo, grandes choperias, bares e restaurantes que funcionam com a alternativa de música ao vivo e também com a apresentação de DJs. Nesse sentido, em Aracaju esses espaços estão bem distribuídos na Orla de Atalaia e na Passarela do Caranguejo, que oferecem ótimas opções de lazer. 

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Fabiano Oliveira, o homem do Canal Elétrico: um comunicador nato, e o que faz é entretenimento e cultura de massa, sim

JLPolítica - Quando é que nasce o Pré-Caju e em que circunstâncias? 
FO -O Pré-Caju nasceu em 19 de julho de 1992, com o projeto Suas Férias Com Amor, no qual tivemos um desfile saindo das imediações dos Arcos da Orla de Atalaia, seguindo por toda extensão da Avenida Beira Mar, passando pela ponte do Rio Poxim, até chegar ao estacionamento da antiga Casa de Espetáculos Augustu’s, que funcionava aos fundos do Shopping Rio Mar. Em 1993, 15 dias antes do carnaval, a gente começou a realizar o Pré-Caju de fato, com a participação do Bloco Com Amor puxado por Asa de Águia, Bloco Papagaiu’s com Cheiro de Amor e o Bloco Brilho, com a Banda Brilho. Já em 1994, o Pré-Caju começou a sair da Praça da Bandeira, com destino ao Augustu’s e com a participação de mais blocos carnavalescos.

JLPolítica - A sobrevive até quando? 
FO - A prévia carnavalesca, considerada na época a maior do país, seguiu até 2014. Ao todo, foram 22 anos de festa, sempre inovando com blocos alternativos, blocos oficiais e o corredor da folia, onde se concentravam os camarotes dos foliões, patrocinadores, veículos de comunicação e o badalado Camarote Aju, onde se fazia uma festa à parte dentro do Pré-Caju. O local era ponto de encontro de foliões, turistas, artistas locais e nacionais, além de celebridades de TVs. Tinha boate, restaurantes, bares, espaço de beleza, lounge, entre outros atrativos.

JLPolítica - De positivo, o senhor guarda o quê na memória afetiva desses 22 anos do Pré-Caju? 
FO -
De positivo, eu guardo a projeção nacional do Estado de Sergipe e da nossa cidade de Aracaju. Juntamente com o São João, sem sombra de dúvidas, são os dois grandes eventos que divulgam o Estado e alavancam o turismo, gerando desenvolvimento, renda, alegria, emprego, movimentando mais de 70 setores da economia. O Pré-Caju foi assunto muito reportado na imprensa sergipana e nacional. Eu só vejo a festa como algo positivo, com uma trajetória marcante.

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O papai Fabiano Oliveira com suas duas belinhas Maria Eduarda Nogueira Oliveira, de 14 anos, e Júlia Delfina Nogueira Oliveira, de 12

DO APOGEU E QUEDA DO PRÉ-CAJU
“O Pré-Caju nasceu em 19 de julho de 1992, com o projeto Suas Férias Com Amor, no qual tivemos um desfile saindo das imediações dos Arcos da Orla de Atalaia, seguindo por toda extensão da Avenida Beira Mar, passando pela ponte do Rio Poxim, até chegar ao estacionamento da antiga Casa de Espetáculos Augustu’s e seguiu até 2014”

JLPolítica - Na sua visão, enquanto durou o Pré-Caju teve que peso para o turismo, a economia e a autoestima dos sergipanos?
FO -
O Pré-Caju teve um peso descomunal na economia e na autoestima sergipanas. No turismo, tínhamos 100% de ocupação das vagas de hoteleira, além de muitas casas alugadas. Tínhamos a atenção de todo o Brasil voltada para Sergipe, com flashs ao vivo em redes nacionais de TVs e a cobertura completa da festa em programas nacionais de TVs, assim como em revistas de grande porte. Tínhamos aqui os cantores nacionais e celebridades de TVs, que participavam da festa e faziam questão de retornar no ano seguinte, alguns sem cachê.

JLPolítica - Qual foi o ano de maior estouro do Pré-Caju e quantas mil pessoas ele colocou nas ruas de Aracaju ali?
FO -
Foi quando tínhamos os blocos alternativos e os oficiais - nós chegamos a ter 12 blocos por dia, com grandes atrações. Tinha os blocos Com Amor, Papagaiu’s, Brilho, Tricolô da Vila, Bora Bora, Nana Banana, Pituca, Cajuranas, Caranguejo Elétrico, Gula Gula Eva, Cerveja e Cia, Meu e Seu, Borinha, entre outros.

JLPolítica - Havia segregação social?
FO -
Não. Todos podiam participar de forma democrática, seja nos blocos ou acompanhando todos os trios na pipoca de forma gratuita, mais de 400 mil pessoas em toda extensão do circuito da folia, da saída próximo ao Iate Club, na avenida Beira Mar, até o corredor da Folia em frente ao Parque da Sementeira. São momentos inesquecíveis.

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Fabiano Oliveira com a esposa Jaqueline Lima e Frank Vieira, com a esposa Fernanda Vieira: gratidão ao apoio do Grupo Maratá

JLPolítica - Por que, enfim, o Pré-Caju morreu?
FO -
Olha, isso não se deu somente com Aracaju e Sergipe. O que estou dizendo é que os eventos de micareta, de carnavais fora de época de um modo geral, tiveram dificuldade de realizações em todo o Brasil, e isso aconteceu por tensões sobre o uso das áreas públicas de um modo geral, que virou tendência nacional. Mas nós estamos discutindo um modelo viável de retorno do Pré-Caju. Estamos aguardando o pós-pandemia, porque no momento a prioridade é a saúde geral. Mas com fé em Deus, assim que tivermos a vacina contra o coronavírus e com a população imunizada nós vamos retomar o diálogo com as áreas responsáveis, a exemplo do setor público, estadual e municipal, e o Ministério Público.

JLPolítica - Em que modelo o senhor estava discutindo esse retorno do Pré-Caju agora em outubro e por que neste mês?
FO -
Antes da pandemia, já havíamos dialogado com o trade turístico - ABIH e Abrasel - para a realização do Pré-Caju na Orla de Atalaia. A ideia é que a festa comece às 14h e encerre às 23h, com uma pista para os foliões dos blocos e outra para os foliões da pipoca. Os hotéis montarão os seus camarotes, e os bares e restaurantes estarão preparados para receber o público. Vamos trabalhar para montar uma estrutura adequada de trânsito, com todos os órgãos responsáveis envolvidos. Enfim, esse diálogo será retomado no momento adequado. Este novo Pré-Caju estava desenhado para acontecer em 12 de outubro, mas devido a pandemia vamos retomar esse assunto depois que tudo isso passar.

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Fabiano, o pai José Augusto Celestino, entre figuras graúdas da política de Sergipe – Déda, Albano, Edvaldo Nogueira, Antonio Carlos Valadares. Na pauta, o Pré-Caju

DA IMPORTÂNCIA DO PRÉ-CAJU PARA SERGIPE
“O Pré-Caju teve um peso descomunal na economia e na autoestima sergipanas. Tínhamos 100% de ocupação das vagas de hoteleira, além de muitas casas alugadas, a atenção de todo o Brasil voltada para Sergipe, com flashs ao vivo em redes nacionais de TVs e a cobertura completa da festa em programas nacionais, assim como em revistas de grande porte. Tínhamos aqui os cantores nacionais e celebridades de TVs”

JLPolítica - Este Festival de Verão que o senhor faz, em área parada em frente ao Shopping Rio Mar, tem que alcance na comparação com o Pré-Caju?
FO -
O Festival de Verão está consolidado. Ele permanece em sua data, em janeiro. Obviamente que vamos aguardar o pós-pandemia para a gente retomar essa discussão da realização da festa. Com fé em Deus, tudo isso vai passar. As bandas estão reservadas e o local onde a festa acontece é de propriedade da Construtora Celi, que é uma grande parceira do evento. O empresário Luciano Barreto tem compromisso com desenvolvimento e com a geração de empregos de Sergipe e sempre esteve ao nosso lado nos apoiando em nossas iniciativas. Tenho gratidão à família dele - assim como tenho à família Vieira, dos empresários José Augusto Vieira e Frank Vieira, do Grupo Maratá, que sempre nos apoiam em tudo o que fazemos. Então, o Pré-Caju pode ocorrer em uma data e o Fest Verão em outra, trazendo aí mais geração de emprego e renda para o Estado de Sergipe com a cadeia turística. Um evento não quer ser o outro.

JLPolítica - Para além de Aracaju, onde mais o senhor e a sua família lançaram âncora dos carnavais fora de época?
FO -
 No auge das micaretas, a nossa família levou os carnavais fora de época para Goiânia, em Goiás, onde realizamos o Carnagoiânia durante muitos anos, juntamente com José Pedro e Arthur, que também são da família Oliveira. Em parceria com Chiquinho Recarey, fizemos o Rio Elétrico, Angra Elétrico, em Angra dos Reis, e o Búzios Elétrico, todos no Estado do Rio de Janeiro.

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Com o eterno amigo Albano Franco e Jackson Barreto, dois ex-governadores, e José Carlos Machado, ex-deputado federal: na política, ele também reinou

JLPolítica - O senhor ficou rico?
FO -
Fiquei rico de alegria, saúde, paz, trabalho e de muita experiência vivida para que possamos continuar levando o nome de Sergipe para todo o país.

JLPolítica - O senhor chegou a ser secretário de Estado de Cultura e do Turismo e presidente da Emsetur de Sergipe. Consegue visualizar uma marca das suas gestões à frente desses espaços?
FO -
Sim, fui secretário de Cultura e do Turismo e presidente da Emsetur no Governo Albano Franco, a quem tenho muita gratidão e lealdade, e vejo muitas marcas positivas. Albano foi uma pessoa que nos valorizou, nos deu essa condição de fazer um excelente trabalho junto a outros grandes nomes que estiveram em seu governo.

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Um testa a testa com Marcelo Déda: com o prefeito e o governador, Fabiano sempre manteve uma boa política

DA REAL CAUSA-MORTIS DO PRÉ-CAJU
“Isso não se deu somente com Aracaju e Sergipe. O que estou dizendo é que os eventos de micareta, de carnavais fora de época de um modo geral, tiveram dificuldade de realizações em todo o Brasil, e isso aconteceu por tensões sobre o uso das áreas públicas de um modo geral, que virou tendência nacional”

JLPolítica – O que, por exemplo?
FO -
Na ocasião, podemos implementar uma política séria e correta ao lado do trade turístico, sempre com diálogo permanente. O político Albano foi quem criou a Secretaria de Cultura e do Turismo. Em seu governo, foram inauguradas importantes obras, como a Passarela do Caranguejo, a Avenida Melício Machado, a ampliação do Aeroporto de Aracaju, a Linha Verde e o Teatro Tobias Barreto, que era ligado ao Centro de Convenções, que foi também reformado na gestão dele. A Biblioteca Epifânio Dórea também foi totalmente reformada, assim como o Arquivo Público de Sergipe, e foi feita a reativação do Conselho Estadual de Cultura. Ainda com investimentos do Prodetur, inauguramos o Centro Histórico de Aracaju, as Orlas de Gararu e de Neópolis, a Avenida e a Rodovia César Franco, que liga a Barra dos Coqueiros a Pirambu. Ainda no Governo Albano Franco foi lançado a Campanha com o slogan “Sergipe é o País do Forró”, valorizando e enaltecendo o amor à nossa cultura junina, sempre divulgando o São João com antecedência de 60 dias e programação para todos os agentes de viagens, valorizando os artistas locais e as quadrilhas juninas, as comidas típicas, enfim, levando o nome de Sergipe além-fronteiras. Então, foi uma grande campanha. E sempre apoiando os eventos no interior do Estado, a exemplo de Areia Branca, Estância, Itaporanga e o Forró Siriri e o Forró Caju. Tudo isso teve a marca do Governo Albano Franco com a nossa passagem pela Cultura e Emsetur. 

JLPolítica - O Canal Elétrico, que o senhor criou há 22 anos, é um Programa ativado ainda hoje. O que ele lhe significa?
FO -
É verdade, e o Canal Elétrico é um programa consolidado. Está na ativa há 22 anos. Nós começamos com esse projeto ao lado de Hugo Julião, Mel Almeida e Jeferson Andrade, na TV Cidade. Um tempo depois, ampliamos, indo para um canal aberto, a TV Atalaia, onde estamos até hoje junto com os empresários Walter Franco e Augusto Franco Neto apostando nele.

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José Augusto Celestino de Oliveira e Iranice de Almeida Oliveira, os pais sergipanos de Campo do Brito, que o fizeram nascer em Brasília

JLPolítica - Morfologicamente, o que é Programa?
FO -
O Canal Elétrico é um programa que leva alegria aos bairros e dá oportunidade aos artistas sergipanos de terem um espaço para mostrar os seus trabalhos em um canal que tem sinal aberto e digital com audiência para todo o Estado. A TV Atalaia oportuniza a que o artista sergipano possa levar a sua musicalidade. Aqui eu faço um agradecimento especial ao amigo Walter Franco, grande empresário que é um visionário, que nos valoriza e a quem tenho gratidão.

JLPolítica - O que de experiência um mandato de deputado estadual lhe deixou?
FO -
 Foram praticamente dois mandatos como deputado estadual, passando por aquele parlamento ao lado de grandes nomes da política sergipana. Foi realmente uma experiência maravilhosa, porque pude honrar as nossas promessas políticas no campo do turismo, da cultura, da educação, do esporte, do lazer, do desenvolvimento e da geração de emprego através do turismo. Foi gratificante, porque a gente teve um mandato voltado para o desenvolvimento dessas áreas, que foi valorizada através do nosso trabalho como parlamentar.

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De rei pra rei: com o cantor Roberto Carlos nos tantos leros pelo mundo da música e do entretenimento

DA VALORIZAÇÃO RECEBIDA NOS ESPAÇOS DE PODER
“Fui secretário de Cultura e do Turismo e presidente da Emsetur no Governo Albano Franco, a quem tenho muita gratidão e lealdade, e vejo muitas marcas positivas. Albano foi uma pessoa que nos valorizou, nos deu essa condição de fazer excelente trabalho junto a outros grandes nomes que estiveram em seu governo”

JLPolítica - O senhor está mesmo disposto a disputar um mandato de vereador de Aracaju este ano?
FO -
Estou filiado ao PP a convite do deputado federal Laércio Oliveira, esse grande político sergipano. Venho conversando com o nosso agrupamento familiar e também de amigos, entre outras pessoas que conhecemos, até porque temos em nossa trajetória, como empresário e político, serviços prestados à Sergipe. Pelo amor e o trabalho correto que a gente desenvolve nas áreas em que trabalhamos permanentemente, o nome está à disposição do partido. A gente vem conversando com o presidente do partido e no momento adequado serão tomadas as decisões para concorrer ao mandato legislativo municipal, com o intuito de lutar por essas políticas públicas de turismo, cultura, educação, desenvolvimento de Sergipe e da geração de emprego, que são tão importantes para o Estado e para Aracaju. Ligado ao trabalho do deputado Laércio Oliveira, a gente pode ampliar essas políticas públicas para a classe do setor empresarial produtivo da nossa cidade.

JLPolítica - Que tipo de apreço e relação ainda liga o senhor à figura de Albano Franco?
FO -
A minha gratidão e amizade verdadeiras por Albano Franco são grandes. Entrei e saí da política ao lado de Albano. Sempre mantivemos os laços verdadeiros de amizade. Procuro seguir os ensinamentos de Seu Augusto e Dona Nicinha, meus pais, que são os de praticar a humildade, manter os pés no chão, ter gratidão e lealdade às pessoas. Então, é dessa forma que fomos educado e é assim agimos. Albano foi uma pessoa que nos valorizou e apoiou, tanto como secretário de Estado da Cultura como também quando ocupei a cadeira na Assembleia Legislativa. Enfim, permaneço sempre ao lado de Albano Franco e de Walter Franco, assim como de toda a família Franco, pela qual tenho gratidão e muita amizade.

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Pré-Caju: um enxame de alegria que botou até 400 mil pessoas nas ruas de Aracaju nos tempos áureos