Interviewer 9c963a73b5519178

Entrevista

Jozailto Lima

Compartilhar
Cover image 3def230ca0374c7c

Gustinho Ribeiro: “Sou um progressista e quero renovar a Câmara Federal”

Publicado 19 de agosto 20h00 - 2017

Tendo disputado três eleições com sucesso –uma de vereador de Lagarto e duas de deputado estadual -, Gustinho Ribeiro acha que chegou o momento de dar um passo maior. Está a todo vapor na construção de meios para se tornar um deputado federal ano que vem.

Como todo político, ele diz que esse projeto não é de ordem pessoal. E interpõe o suposto interesse do grupo como justificativa. “Não é um desejo só meu. É de muitos amigos, aliados políticos, lideranças. E é em nome da renovação”, justifica.

Pronto: renovação lhe é palavra chave nessa nova empreitada. Achando-se novo – e de fato o é em seus 35 anos -, ele também chama para si a característica de politicamente progressista. Idolatra Marcelo Déda, na conta de quem credita o fato de ter se tornado vereador. “Tenho uma atuação progressista e quero renovar a Câmara Federal”, diz, pouco modesto.

“Percebo que neste momento que o país está vivenciando é urgente uma renovação na Câmara Federal. É preciso renovar os quadros políticos do nosso Estado, de um modo geral, e os da Câmara se inserem aí. Não só na idade dos seus membros. Mas nos pensamentos, nas ideias, nos comportamentos”, fundamenta ele.

E é bom que não se duvide dos planos e projetos desse Gustinho, pai de Helena, 5, e de Luiz Augusto Neto, de ano e meio. Aos 26, ele se fez o terceiro vereador mais votado de Lagarto em 2008, com 2.147 votos. Cumpriu dois anos de mandato e em 2010 se elegeu deputado estadual, com uma votação minguada – 15.654 votos –, ficando como o 22°, entre 24 parlamentares.

Mas gostou da brincadeira e em 2014 estourou, indo a 34.863 votos na reeleição, levando a terceira maior votação do Estado. Para o ano que vem, ele não faz cálculos de votos a obter. Mas quer chegar lá. Costura tudo com uma aguda certeza de que não retrocederá e não disputará um terceiro mandato de estadual.

Acha que pelo atual modelo, o da votação proporcional, 80 mil votos seriam suficientes. “Talvez até menos”, diz. Habilidoso, no ano passado Gustinho fez um pacto com o opositor Valmir Monteiro e, indicando a esposa, a pedagoga e estudante de Odontologia Hilda Ribeiro, candidata a vice-prefeita, venceram a eleição com uma enorme vantagem em Lagarto.

Isso agrega mais possibilidades de sucesso ao seu projeto de 2018. Ele fará uma dobradinha com o candidato a deputado estadual Ibrain Monteiro, o vereador presidente da Câmara de Lagarto, filho de Valmir e o mais votado da eleição do ano passado.

64f80351c11e4512
Está deixando a Alese. Vai tentar ser deputado federal
Internal image 9afe119a500d7c91
Disputou três eleições: uma de vereador de Lagarto e duas de deputado estadual

JLPolítica – Em nome de que o senhor quer trocar de esfera parlamentar, deixando Sergipe por Brasília?
Gustinho Ribeiro – Olha, não é um desejo só meu. É de muitos amigos, aliados políticos, lideranças. E é em nome da renovação. Percebo que neste momento que o país está vivenciando é urgente uma renovação na Câmara Federal. É preciso renovar os quadros políticos do nosso Estado, de um modo geral, e os da Câmara se inserem aí. Não só na idade dos seus membros. Mas nos pensamentos, nas ideias, nos comportamentos. Na forma de pensar e fazer política, e eu defendo essa renovação.

JLPolítica – Qual o conceito que o senhor tem do seu mandato?
GR – Acredito que nós estamos realizando um trabalho muito forte aqui na Assembleia Legislativa. Eu cheguei à Casa com aproximadamente 27 anos de idade. Logo no início do meu primeiro mandato, fui líder do Governo Marcelo Déda num momento muito difícil em que ele só tinha nove deputados entre 24 os deputados. Liderei as discussões do Proinveste, que foi um desses projetos históricos no nosso Estado e, além disso, tem tudo aquilo que a gente apresentou e aprovou nessa Casa do ponto de vista de projetos de leis, de indicação. Nosso mandato que tem ajudado muito a população sergipana no sentido de fazer essa interlocução com o Poder Executivo.

ALÉM DE LAGARTO 
“Nosso projeto político não é apenas lagartense. A aprova disso é a votação que conseguimos para deputado estadual na última eleição: fui o mais votado da coligação, tive aproximadamente 35 mil votos”

JLPolítica – Há sempre uma constatação de que a sua candidatura é lagartense e Lagarto já tem um deputado federal. O questionamento é: o município comportaria ser base para eleger dois deputados, o senhor e Fábio Reis?
GR – Nosso projeto político não é apenas lagartense. A aprova disso é a votação que conseguimos para deputado estadual na última eleição: fui o mais votado da coligação, tive aproximadamente 35 mil votos. Então, a gente tem uma atuação no Estado inteiro. Estamos presentes nos quatro cantos de Sergipe. Em relação à possibilidade de Lagarto eleger um, dois ou mais deputados federais, isso já existiu no passado, com Adelson Ribeiro e Sérgio Reis. A região Sul e Centro-Sul já teve três deputados federais, porque nessa mesma época tinha de Adelson e Sérgio tinha Cleonâncio Fonseca. É a região que tem a maior população do interior, é muito forte econômica e politicamente, mas nesse momento não está sendo bem representada na Câmara Federal. Existe um vazio muito grande de uma liderança capaz de representar verdadeiramente os anseios e necessidades dessa região.

JLPolítica – O senhor é suspeito para julgar, mas qual o seu conceito do mandato de Fábio Reis?
GR – Prefiro até não julgá-lo. Acho que não pega bem para mim fazer isso nesse momento que estamos vivenciando. Mas a população do Estado de Sergipe, a imprensa, os formadores de opinião, estão acompanhando tudo o que está acontecendo em relação não só ao mandato desse deputado, mas dos outros também. E a gente percebeu nas últimas votações importantes e históricas do país, como a do impeachment e a da denúncia contra Temer, o posicionamento de cada parlamentar. A postura, a competência e o conteúdo de cada um.

7a891035af0280c9
Diz que esse projeto não é de ordem pessoal.

JLPolítica – Mas isso quer dizer o quê?
GR – Prefiro não direcionar essa análise, porque é deselegante.

JLPolítica – Mas no grupo de Fábio em Lagarto há uma queixa de que o senhor copia muito as ações e ideias dele. Isso procede?
GR – Muito pelo contrário. É o inverso. Tudo aquilo que ele divulga nas redes sociais foram ideias nossas. Para Lagarto, tudo o que ele divulga como obra e ação oriundas do mandato dele já foi apresentado como indicação pelo nosso mandato há alguns anos. Inclusive a revitalização da represa, transformada em área de lazer. E diversas outras. Ele utiliza nossas ideias para divulgar como se fossem ações dele.

FÁBIO REIS
 “Para Lagarto, tudo o que ele (Fábio Reis) divulga como obra e ação oriundas do mandato dele já foi apresentado como indicação pelo nosso mandato. Inclusive a revitalização da represa, transformada em área de lazer”

LPolítica – O senhor quer ser um deputado federal Zona Sul ou um daqueles com interlocução maior?
GR – Para ser bem sincero, temos uma presença bem pulverizada. Lógico que na Região Sul, por eu estar mais presente em Lagarto, tenho mais contato com as lideranças de lá. Mas de Canindé de São Francisco a Cristinápolis, temos interlocução. É uma presença muito forte. Claro que quero ser deputado federal para representar Sergipe como um todo, mas temos, sim, uma presença muito forte na Região Sul e Centro-Sul.

JLPolítica – Hoje o senhor tem uma base de dez prefeitos?
GR – Creio que seja isso, ou mais.

43fa12a113f80f11
Acha-se novo – e de fato o é em seus 35 anos

JLPolítica – É suficiente para sonhar com um mandato de federal?
GR – A gente não pode medir apenas por esses apoios. Acho que depende de várias coisas, inclusive do momento, da campanha, mas estamos caminhando com um projeto muito sólido, que tem consistência para disputar uma vaga na Câmara Federal. E além disso, temos ideais, ideologia. Defendemos o pensamento. Não fazemos política apenas por fazer. Pelo poder. A gente acredita que é necessário renovar os quadros políticos, as ações, e eu tenho uma linha de atuação muito progressista. Não vou dizer que sou de esquerda. Mas sou um progressista apaixonado e tenho Marcelo Déda como um referencial de ideal.

JLPolítica – O senhor parte do planejamento de que são necessários quantos votos para se chegar lá?
GR – Vamos aguardar a reforma eleitoral para ver qual vai ser o modelo, se vai continuar com o atual, no proporcional.

URGÊNCIA NA RENOVAÇÃO 
“Percebo que neste é urgente uma renovação na Câmara Federal. É preciso renovar os quadros políticos do nosso Estado, de um modo geral, e os da Câmara se inserem aí”

JLPolítica – Pelo modelo de hoje, o senhor acha que 80 mil votos dariam?
GR – Com certeza. Talvez até menos.

JLPolítica – O tipo de reforma que o Brasil faz hoje está em harmonia ou o país precisa de reformas melhores do que as que estão sendo realizadas?
GR – Eu acho que o momento não é adequado para que o Congresso discuta reformas tão profundas. O país vive uma instabilidade política e econômica muito grande e nós não temos nesse momento um Congresso com condições de discutir temas tão profundos e que mexem tanto no dia a dia e na vida das pessoas. Claro que é preciso rever as questões da Previdência e da reforma política, pois há algumas distorções no modelo de eleição para cargos legislativos, por exemplo. Precisamos rever se realmente o modelo praticado hoje está proporcionando a representatividade que a democracia exige.

5064f8ab6bc34224
A esposa, Hilda Ribeiro, é vice-prefeita de Lagarto


JLPolítica – O senhor é contra ou a favor do Distritão que está sendo debatido?
GR – Sou a favor. Acho que o Distritão faz com que o desejo do eleitor seja realmente respeitado. Basicamente, essa é a regra do Distritão: chega lá quem mais teve voto.

JLPolítica – O senhor seria a favor, se fosse deputado federal hoje, do Fundo de Campanha que a reforma quis ciar e que já começaria com R$ 3,6 bilhões?
GR – Eu acho que é um exagero, num momento de dificuldade financeira do país, se criar esse fundo com tantos recursos para as campanhas eleitorais. Para os partidos, melhor dizendo, mas é lógico que os recursos serão utilizados em campanhas eleitorais. É necessário que se faça essa reforma. O país precisa criar um mecanismo para o financiamento das campanhas, para que se reduza essa onda que a gente acompanhou durante esses últimos anos, de propina e corrupção, dessa relação não republicana entre os parlamentares, os partidos e as empresas que prestam serviços para o Poder Executivo. É preciso que se crie um mecanismo novo. Mas acho que nem tanto ao mar e nem tanto à terra. A gente precisa ter um equilíbrio: R$ 3,6 bilhões eu acho que realmente é um exagero.

RELAÇÃO COM VALMIR
“Tanto Hilda quanto o nosso agrupamento têm uma relação política com o grupo de Valmir muito tranquila e comprometida. A vice-prefeita participa das decisões de tudo aquilo que diz respeito à  Lagarto" 

JLPolítica – Qual é a visão que o senhor tem para 2018 como alguém que quer chegar a Brasília? Será uma eleição mais difícil do que as outras?
GR – Sou da teoria de que toda eleição é difícil. Não existe eleição fácil, seja para deputado federal ou estadual. Mas o que percebo, e que fica cada vez mais claro, principalmente para a Câmara Federal, é que há um sentimento e um desejo de renovação muito grandes, em virtude do desgaste no Congresso, que vem sofrendo ataques na mídia há mais de dois anos, com a Lava Jato e outras operações. Isso faz com que o eleitor pense se quem está lá representa de fato o povo brasileiro.

JLPolítica – Como estão sendo tratados os interesses de Lagarto perante o Governo do Estado? O senhor se dá por satisfeito? 
GR – Posso dizer que o Governo tem uma atenção muito grande para com o município. Lagarto já recebeu vários investimentos oriundos do Governo do Estado, ou pelo menos em parceria com o Governo do Estado. Recentemente, conversei com o governador Jackson Barreto e conseguimos o compromisso de conversar com o prefeito Valmir Monteiro para viabilizar recursos para a construção da nova entrada, uma avenida que irá expandir a cidade. Lagarto cresceu muito, mas está concentrada no Centro e a gente precisa criar áreas de expansão, seja residencial ou comercial. E essa avenida vai ligar a antiga Rodovia Lourival Baptista à que Lagarto a Itabaiana. Sairá no Hospital Regional.

7f8fa5b639d8a0a0
Fará dobradinha com o candidato a deputado estadual Ibrain Monteiro

JLPolítica – É impossível um projeto que pense na duplicação do trecho entre Colônia Treze e Lagarto?
GR – Não. E eu sonho com essa obra. Acho que é possível, e inclusive lutarei para que, num futuro próximo, a gente possa viabilizar recursos em parceria com o Estado e a Prefeitura para poder realizar essa duplicação.

JLPolítica – Qual o significado desta obra para Lagarto?
GR – Ela não é uma obra que contemple apenas Lagarto e sim toda a região Sul e Centro-Sul. Essa rodovia, a João Martins, é a de maior tráfego do Estado. É a SE mais movimentada, porque serve de ligação da Capital com a região e também com uma boa parte da Bahia.

EL PROGRESISTA
 “Eu tenho uma linha de atuação muito progressista. Não vou dizer que sou de esquerda. Mas sou um progressista apaixonado e tenho Marcelo Déda como um referencial de ideal”

JLPolítica – O prefeito Valmir tem dado espaço para Hilda Ribeiro, sua esposa e vice dele, agir?
GR – Tem, sim. Temos uma relação boa. Tanto a vice-prefeita Hilda quanto o nosso agrupamento têm uma relação política com o grupo de Valmir muito tranquila e comprometida. A vice-prefeita participa das decisões de tudo aquilo que diz respeito à administração de Lagarto.

JLPolítica – O PRP vai se posicionar de que lado na sucessão estadual?
GR – Desde o início da minha carreira política sou aliado do saudoso governador Marcelo Déda e nesse momento a gente continua uma aliança com o grupo liderado pelo governador Jackson Barreto. Não temos indicativo de rompimento, ou de mudança de projeto, e a gente espera que as coisas continuem como estão, para que possamos, em 2018, discutir e aí todos os partidos aliados que compõem o grupo também poderão se posicionar para colocar seus nomes e projetos.

JLPolítica – O senhor não auferiu nenhuma vantagem?
GR – Nenhuma. Isso, inclusive, não é nem citado. Os meus processos falam apenas da legalidade ou não da indicação.

JLPolítica – Qual é o significado de Rozendo Ribeiro na sua formação política?
GR – Ele tem uma história muito bonita. É um homem de posicionamento progressista e foi o primeiro em Sergipe a tratar da reforma agrária: pegou uma propriedade dele e transformou em um assentamento que, hoje, é o povoado Brasília, que é uma grande comunidade. Então, significa um exemplo de homem público, que atua, principalmente, pensando nos mais humildes. Progressista. Moderno. Serve de inspiração porque durante toda a sua trajetória de vida pública, creio que foram 50 anos, a gente nunca o viu envolvido em nenhum escândalo de corrupção, pelo contrário. Ele era um homem que tinha um patrimônio muito grande e hoje, aos 89 anos, vive apenas da sua aposentadoria de deputado estadual.

5feb890c4fac2f1b
Segue o grupo de Jackson Barreto

LPolítica – Essa posição não conflita com os interesses de Valmir Monteiro, que defende Valadares e Amorim?
GR – De forma alguma. Valmir é um aliado, um amigo. Um prefeito que nos ajuda, da mesma forma que nosso grupo o ajuda. Em relação ao cenário estadual, tenho o meu agrupamento, Valmir tem o dele. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Somos aliados, parceiros. Fizemos uma composição pensando no desenvolvimento de Lagarto. Valmir acredita que o projeto da oposição é melhor para que ele possa militar e eu acredito no grupo que hoje governa o Estado.

JLPolítica – O seu mandato está liberado dos processos que sofreu na questão das subvenções?
GR – Eu gosto de falar desse assunto, para desmistificá-lo. O que ocorreu na Alese é que faltou muita informação, e até faço uma autocrítica. Para se ter ideia, o Ministério Público arquivou, por falta de provas, as denúncias de improbidade e a criminal contra o nosso mandato. Isso aconteceu em 2014. Foi arquivadoGerou uma condenação de mais de 20 deputados no Tribunal Regional Eleitoral e hoje essa discussão está no Tribunal Superior Eleitoral. Estamos com nossos advogados cuidando do caso. Os fatos de 2014 são idênticos aos de 2012, por exemplo, cujas ações são oriundas no município de Lagarto, que encontra-se no TJ para que autorize ou não o início das investigações.

LAGARTO E JB
“Posso dizer que o Governo tem uma atenção muito grande para com Lagarto. Já recebeu vários investimentos oriundos do Governo do Estado, ou pelo menos em parceria com o Governo do Estado”

JLPolítica – O senhor não teme, então, uma interdição eleitoral sua em 2018 em virtude disso?
GR – Não temo de hipótese alguma. Primeiro, porque tenho convicção daquilo que fiz. Tenho certeza de que não pratiquei ato ilegal nenhum, até porque o que fizemos na época estava amparado por uma lei estadual que garantia a indicação desses recursos. E outra coisa: não foi uma decisão unilateral do deputado Gustinho Ribeiro. Todas as indicações eram aprovadas pelo plenário da Alese, e após a aprovação caberia à presidente da Alese (Angélica Guimarães) fazer os pagamentos. Então, não podemos ser condenados por atos que não foram praticados por nós.

JLPolítica – Mas a instituição que levava o nome de sua mãe usou ou não os recurso naquilo que destinava?
GR – Usou. Não só essa instituição, mas todas as que têm nomes de familiares meus. Isso de colocar nomes de políticos em instituições de assistência social é uma coisa comum no interior. Em Lagarto, tem algumas que levam os nomes de meus familiares e eu indiquei os recursos após aprovação. Nos processos, sequer cita a participação de Gustinho no retorno desses recursos. Eles foram aplicados para o bem público.

UM AVÔ
“(Rozendo Ribeiro) significa um exemplo de homem público, que atua pensando nos mais humildes. Progressista. Moderno. Serve de inspiração porque durante toda a sua trajetória de vida pública. Nunca o viu envolvido em nenhum escândalo de corrupção”

E687fe2ee9f32b1a
Obteve 34.863 votos na reeleição de deputado estadual