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Entrevista

Tanuza Oliveira

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Heleno Silva: “Estou em paz e tenho uma militância forte”

Publicado em 23  de setembro de  2018, 20:00h

“Minhas eleições são marcadas por surpresas”

Entusiasmado, esperançoso e na expectativa de mais uma surpresa. É assim que Heleno Silva, o Pastor Heleno, candidato ao Senado pelo PRB, se apresenta nesta eleição. “Minhas eleições são marcadas por surpresas. E não tenho dúvida de que o meu eleitorado vai puxar outros eleitores nessa também”, afirma Heleno Silva.

Ele diz isso porque foi eleito já na primeira vez em que se candidatou, quando ainda era um desconhecido. “Minha primeira eleição foi um milagre, me elegi com 7.700 votos, em 1998, para deputado estadual pelo PTB”, lembra Heleno. Foi aí que ele achou que poderia alçar voos mais altos.

“Brasília era um lugar para onde eu podia levar o debate para Sergipe, mas para todo o Brasil. Fui candidato a federal em 2002, tive sete vezes mais votos: 45 mil”, ressalta. Foi reeleito com 61.598 votos e, depois, eleito prefeito de Canindé, contra um grupo que liderava as eleições na região.

Hoje, Heleno compõe a chapa majoritária ao lado de André Moura, que também concorre ao Senado, Eduardo Amorim, candidato ao Governo, e Ivan Leite, candidato a vice-governador. E, embora até pouco tempo estivesse em outro palanque – o de Jackson Barreto e seu grupo governista –, acredita que tomou a decisão mais acertada.

Mas admite que, no campo da política, ter certezas é sempre um caminho perigoso. E não reage com surpresa ao ser questionado se voltaria a subir no palanque da situação caso o projeto de Amorim ao Governo não vingue.

“Essa decisão não cabe a mim, cabe ao grupo. Acho que ela não vai acontecer, porque o meu candidato a governador estará no segundo turno. Mas se vier a acontecer, o grupo vai sentar e decidir”, simplifica. Para Heleno, seu nome está bem consolidado e, no momento, a campanha está favorável.

“Não tenho medo deles, mas eles têm medo de mim”, assegura.

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Sempre acompanhou o PT. Mas não vê problema em estar aliado ao PSDB e a André Moura
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Marinalva, sua mãe, que trouxe Heleno ao mundo em Monte Alegre de Sergipe, no dia 22 de julho de 1967

DA DECISÃO DE APOIAR AMORIM
“Foi acertada, porque eu vejo Eduardo Amorim como o melhor nome para gerenciar o Estado na situação em que se encontra. Sergipe vive uma situação que nunca viveu, de crise profunda, e precisa de um governador com muita disciplina”

JLPolítica - Pastor Heleno, o senhor fazia parte do grupo de Jackson Barreto, que é oposição ao de Eduardo Amorim, no qual o senhor está agora. Hoje, depois de alguns dias de campanha, o senhor sente que a decisão foi acertada?
Heleno Silva -
Sim, foi acertada porque eu vejo Eduardo Amorim como o melhor nome para gerenciar o Estado na situação em que se encontra. Sergipe vive uma situação que nunca viveu, de crise profunda, e precisa de um governador com muita disciplina para colocar o Estado no seu devido lugar. E Eduardo é um ser humano preparado, não é um político profissional na essência da palavra, que encanta as multidões, mas é uma pessoa que tem uma visão do Estado perfeita, estudou os últimos anos a respeito, é preparado, é uma pessoa que vejo com uma grande capacidade de gerir esse momento, então eu acertei em apoiá-lo. Na verdade, não tinha espaço para concorrer ao Senado e eu estou feliz com essa parceria com Eduardo.

JLPolítica - O que o Pastor Heleno pretende fazer no Senado?
HS –
Eu já fui deputado federal duas vezes, fui deputado estadual, fui prefeito, tenho experiência no Executivo e no Parlamento, e posso contribuir muito com os debates da nação, principalmente do Nordeste, que é uma região que o Governo Federal deve muito, que o Pacto Federativo é mais injusto. Então, eu quero no Senado travar essas lutas de valorização do Nordeste, de investimentos para o Nordeste. Já tivemos algumas conquistas no Governo Lula, como o aumento de vagas em universidades, o Bolsa Família. Eu estava lá quando foram criados esses programas e entendo que no Senado, pela minha experiência de vida e administrativa, posso contribuir muito nesse momento crucial para o Brasil. O próximo Congresso e o próximo presidente têm um grande desafio, que é o de colocar o país no lugar, gerar emprego, ofertar segurança, educação. Esses quatro anos foram horríveis, tanto o período de Dilma quanto o de Temer. Então é um momento muito importante para o país e eu quero estar lá para representar o povo de Sergipe.

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No parlamento, esteve três vezes. Na Alese, chegou em 1998. Na Câmara Federal, em 2002 e 2010

LEVA EXPERIÊNCIA PARA O SENADO
“Eu já fui deputado federal duas vezes, fui estadual, fui prefeito, tenho experiência no Executivo e no Parlamento, e posso contribuir muito com os debates da Nação, principalmente do Nordeste”

JLPolítica – Com um governo difícil em Canindé e uma bandeira de luta pelo Sertão, o senhor espera que venha de lá os votos para a uma possível vitória?
HS –
O Sertão é uma base forte que tenho, sempre foi. Tem 20 anos que sou o mais votado no Sertão. Eles não votam só porque eu sou de lá, votam porque na pauta do meu trabalho estão ações voltadas para a região, como quando implantei o programa do leite, que Lula ampliou e Sergipe perdeu há sete anos. O Tribunal de Contas mandou suspender o programa aqui por erros operacionais. Então, o Sertão sempre votou em mim, e sempre votou pelo trabalho e pela dedicação. E as outras regiões agora terão a mesma dedicação. O Agreste, onde sou muito bem recebido através principalmente da figura de Valmir de Francisquinho; Região Centro-Sul, onde estou sendo muito bem aceito também; Região Sul, onde através de Ivan Leite e da atuação do deputado Jony, também tenho sido bem recebido. Então, como senador, quero fazer o que fiz pelo Sertão, trabalhar com amor, estar junto das pessoas, porque eu sou um político de povo. Ganhei quatro eleições com o povo. Não tive grandes cabos eleitorais me apoiando, eu gosto de estar no meio das pessoas, ouvir as pessoas, e faço política assim. Eu serei um senador diferente, que vou fazer programa de rádio, como sempre fiz, vou para a feira, sindicatos, igrejas, não vou me esconder no tapete azul do Senado.

JLPolítica – E existe uma região do Estado com a qual o senhor muito se preocupa por sentir eleitoralmente frágil nela?
HS –
Não, o grupo político de Eduardo Amorim tem me dado uma força nessas regiões, porque a eleição de deputado é diferente da eleição de senador. Eu estou enfrentando dois ex-governadores, um líder de Governo, então, eu tenho alcançado as regiões principalmente através dos programas de rádio e televisão. As pessoas têm gostado muito das minhas propostas. Eu sou o primeiro candidato ao Senado que assumiu ser contra a reforma da Previdência. Quando fui deputado, eu fui autor da lei que criou o microcrédito, que aqui as pessoas operam como Crediamigo. Eu fui o deputado que lutou muito e conseguiu grandes conquistas nas dívidas dos produtores rurais. Tivemos uma seca muito grande, que descapitalizou os produtores, e não existe um Sergipe forte com uma agropecuária fraca. Quem mais gera emprego em Sergipe é o setor agropecuário, e não vejo uma discussão disso no Estado. Então tenho chamado a atenção de Eduardo para isso. E essas regiões onde não atuei como deputado, estão entendendo que meu trabalho como senador pode alcançar a todos e eu tenho entrado bem em todas elas.

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Pouco sentou nas cadeiras da oposição. No Governo de Albano Franco, chefiou a pasta da Agricultura

BANDEIRA DO SERTÃO É CONSTANTE
“O Sertão é uma base forte que tenho, sempre foi. Tem 20 anos que sou o mais votado no Sertão. Eles não votam só porque sou de lá. Votam porque na pauta do meu trabalho estão ações voltadas para a região”

JLPolítica – O PRB se mostrou forte agora em 2018, impondo a candidatura do senhor ao Senado, mesmo que no bloco de oposição. Como presidente de honra da sigla, o que o senhor espera para ela nestas eleições?
HS –
Que ele seja fortalecido e aia com o vice-governador, o senador, três estaduais, que nós temos condições de eleger, e um federal que busca a reeleição. Nosso partido cresceu, tem forças diferentes, tem Ivan Leite, tem o pastor Eduardo, tem Jairo, tem Jony, que é coordenador da bancada federal e tem uma grande responsabilidade, e tem eu, com 20 anos de vida pública que agora dou um salto maior e entro na disputa de Senado. 

JLPolítica – O senhor acha que o PRB consegue renovar o mandato de Jony Marcos?
HS –
Sim, com certeza. Ele é um excelente nome, que trabalhou muito bem na Câmara e na Coordenação da bancada.

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Apoiou as gestões de Déda e Edvaldo na PMA, além dois dois Governos de Déda

ESPERA PRB FORTALECIDO EM 18
“Que ele seja fortalecido e saia com o vice-governador, o senador, três estaduais, que nós temos condições de eleger, e um federal que busca a reeleição. Nosso partido cresceu, tem forças diferentes”

JLPolítica – Pela sua lógica, o PRB reelege Jairo de Glória e elege Eduardo Lima e Adriana Leite deputados estaduais?
HS –
Isso. São os três nomes que estão ali, na nossa coligação, que deve eleger oito ou nove deputados.

 JLPolítica – O que o sergipano poderia esperar de uma dobradinha do senhor no Senado e Eduardo Amorim no Governo de Sergipe?
HS –
Empenho para o trabalho. Eduardo será um grande governador. Nesses cinco meses que tenho caminhado com ele, a gente conhece as pessoas, e sei que ele será. Será o governador da saúde, que está muito fragilizada. Como médico, ele sabe disso. Quem precisa fazer um exame, ou espera um ano na fila, ou pega sua aposentadoria, faz um empréstimo e paga. E Eduardo está focado em resolver isso, porque ele entende de saúde. E eu, no Senado, quero ser essa ponte, essa força para ajudá-lo junto aos Ministérios, falando semanalmente com o presidente da República sobre a situação que Sergipe vem passando, pedindo ao Governo Federal que ajude nosso Estado, cobrando que faça investimentos estruturantes em Sergipe. Nós temos a BR-101 que está há 17 anos sem conclusão dos 180 km de duplicação, por exemplo. Então, nossa parceria seria de trabalho.

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Com JB, esteve até o apagar das luzes, respondendo pelo escritório do Governo de Sergipe em Brasilia

DOBRADINHA COM EDUARDO GOVERNADOR
“Eduardo será um grande governador. Nesses cinco meses que tenho caminhado com ele, a gente conhece as pessoas, e sei que ele será. E eu, no Senado, quero ser essa ponte, essa força para ajudá-lo junto aos Ministérios”

JLPolítica – Como o senhor avalia a posição do senhor nas últimas pesquisas?
HS –
Bem, muito bem. Temos uma tendência de crescimento. Estou vendo aí algumas pesquisas tendenciosas, pesquisas para todos os gostos, cada uma agrada a um. Mas a verdade é que tenho um voto seguro, que não oscila, e entro no eleitorado de todos. Essa eleição vai ser interessante, porque você vai para a frente do computador acompanhar a apuração e você não sabe o que vai dar, quem vai estar em primeiro, segundo ou terceiro. Então, ela está ótima. E eu sou uma crescente, uma grande novidade. A grande mudança no Senado é Heleno, e o povo pede por mudança. Estou esperançoso, estou na fé. Os abraços e os sorriso nas ruas me dizem assim: continue, vá em frente. 

JLPolítica – O senhor passa uma imagem de convicção sobre suas chances. O que lhe dizem as pesquisas internas?
HS –
Dizem a mesma coisa: que estamos numa crescente, principalmente nos grandes colégios eleitorais.

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Com Belivaldo, permaneceu até assumir-se pré-candidato ao Senado por uma coligação adversária

POSIÇÃO NAS ÚLTIMAS PESQUISAS
“Temos uma tendência de crescimento. Estou vendo aí algumas pesquisas tendenciosas, pesquisas para todos os gostos, cada uma agrada a um. Mas a verdade é que tenho um voto seguro, que não oscila, e entro no eleitorado de todos”

JLPolítica – O senhor se acha legitimado para fazer uma campanha evocando a imagem de Lula a seu favor?
HS –
Sim, porque eu apoiei Lula e os projetos dele no Congresso. Votei a favor do Bolsa Família, da criação do Fies, do ProUni, acompanhei a discussão do Lua para Todos, que levou energia elétrica aos lugares mais longínquos do Norte e do Nordeste. Eu votei 90% dos projetos do povo enviados por Lula, então eu posso falar de Lula, tenho moral para falar dele. Em que pese setores do Governo entrarem no TRE contra mim querendo me proibir de falar nele.

JLPolítica – O senhor não acha uma topada contra os objetivos fazer a campanha batendo em Temer, tendo André Moura como parceiro de chapa?
HS –
Não. Cada um só dá o que tem. As propostas de André são outras. Eu sou contra a Reforma da Previdência, e entendo que a Reforma Trabalhista foi um crime contra o trabalhador brasileiro, foi uma mentira essa de que ela geraria mais emprego. O projeto de André é um e o meu é outro. Meu projeto é popular. Bato em Temer porque ele não foi bom para Sergipe, porque ele cortou mais de um milhão de beneficiários do Bolsa Família, cortou 20% dos aposentados por invalidez e agora está chamando as mães que têm filhos com deficiência e ganham um salário mínimo para recadastramento. Isso não é humano. Isso é um governo sem coração. Essa é a minha visão. André tem a dele, e se posicione diante da sociedade, afinal de contas são dois votos.

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Não enxerga nenhuma contradição entre a sua trajetória politica e as alianças que fez nestas eleições

CONSIDERA LEGÍTIMO EVOCAR LULA
“Porque eu apoiei Lula e os projetos dele no Congresso. Votei a favor do Bolsa Família, da criação do Fies, do ProUni, acompanhei a discussão do Luz para Todos, que levou energia elétrica aos lugares mais longínquos”

JLPolítica – Causa-lhe estresse ver Valadares, Jackson e André Moura disputando os três primeiros lugares para o Senado?
HS –
Não, de maneira nenhuma. Até porque tecnicamente estão todos embolados, num empate técnico. Estou em paz com isso, porque tenho uma militância forte e tem dois nomes que têm crescido bem: Heleno e Rogério Carvalho.

JLPolítica – Qual a dúvida que o senhor tem em relação à segurança e eficácia da urna eletrônica?
HS –
Eu acho estranho o fato de as grandes democracias do mundo não utilizarem urna eletrônica, países como os Estados Unidos e Alemanha, por exemplo, que são tecnologicamente mais avançados, não usam. Mas entendo que não é motivo para duvidar. Minha teoria é de que quem te voto, tem em qualquer sistema.

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Elegeu-se prefeito de Canindé do São Francisco, em 2012, mas não se encorajou a tentar a reeleição

DÚVIDA EM RELAÇÃO À URNA ELETRÔNICA
“Acho estranho o fato de as grandes democracias do mundo não utilizarem urna eletrônica. Países como EUA e Alemanha, que são tecnologicamente mais avançados, não usam. Mas entendo que não é motivo para duvidar. Quem tem voto, tem em qualquer sistema”

JLPolítica – O senhor acha que na prática Eduardo Amorim esteja perdendo o segundo lugar na disputa para Belivaldo Chagas? 
HS –
Não, Amorim tem um grupo forte. Na verdade, essa campanha está toda estranha. Mas a oposição se dividiu e quem contribuiu para essa divisão causou um grande mal ao projeto de mudanças com o qual o povo de Sergipe sonha. A oposição ganha a eleição, disso eu não tenho dúvida, e Amorim tem um grupo forte de prefeitos. Mas você passa nas cidades e parece que não tem campanha, você não vê adesivos nos carros, o povo está em casa, então as pesquisas que apontam empate técnico entre os três também apontam um alto índice de “não sei” e de “nem um nem outro”, além do da rejeição. Repito: você vai para a urna sem saber o que vai dar. A vantagem de Eduardo e de Belivaldo é que eles têm grupo. Se esses grupos colocarem o pé para caminhar nesses últimos 15 dias, farão a grande diferença. Se ficarem em casa, sentados, perdem espaço.

JLPolítica – O que o senhor define como um candidato ficha limpa? O senhor se considera um deles?
HS –
Sim, porque a minha candidatura em nenhum momento foi questionada. Então, para mim, quem está apto a concorrer eleição é quem apresenta o seu pedido de registro e não há questionamentos. Quem está na vida pública sabe que responde a processos. Eu fui prefeito e respondo, e não há um prefeito no país que não responda, então o ficha limpa na minha visão é aquele que tem sua candidatura aprovada pelo TRE e no meu caso principalmente que não tive nenhum questionamento.

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Mas diz seguir imbatível no sertão sergipano

CONSIDERA-SE FICHA LIMPA
“Minha candidatura em nenhum momento foi questionada. Para mim, quem está apto a concorrer eleição é quem apresenta seu pedido de registro e não há questionamentos. Quem está na vida pública sabe que responde a processos. Fui prefeito e respondo, e não há um prefeito no país que não responda”

JLPolítica – O senhor se imagina retornando ao grupo de Jackson Barreto num eventual segundo turno sem Eduardo Amorim?
HS –
É uma pergunta difícil, porque em política você não pode agir com sentimentos. Essa decisão não cabe a mim, cabe ao grupo. Acho que ela não vai acontecer, porque o meu candidato a governador estará no segundo turno. Mas se vier a acontecer, o grupo vai sentar e decidir. O que que quero sempre é o melhor para Sergipe. Minhas posições políticas são sempre pensando no melhor para Sergipe. Eu já estive com Albano e não tive problemas quando entendi que Déda era o melhor para Sergipe por causa da parceria com Lula. Eu estive nesse lado e agora entendi que Eduardo era o melhor para Sergipe nesse momento. Sem falar que em Sergipe todos já estiveram com todos. Então, vamos aguardar o primeiro turno, estou lutando para o meu candidato ir para o segundo, porque entendo que ele é o melhor. É um nome bom, tem um grupo forte e acho até que pode chegar em primeiro.

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Projeta-se vencedor na corrida pelo Senado. Aposta nas reeleições de Jairo de Glória (deputado estadual) e Jony Marcos (deputado federal). Os dois do seu PRB

E SE EDUARDO NÃO FOR AO 2º TURNO?
“Em política você não pode agir com sentimentos. Essa decisão não cabe a mim, cabe ao grupo. Acho que ela não vai acontecer, porque o meu candidato estará no segundo turno. Mas se vier a acontecer, o grupo vai sentar e decidir”

JLPolítica – O senhor sempre falou que suas eleições foram marcadas por surpresas. O senhor espera uma nova surpresa agora?
HS –
Sim, minhas eleições são marcadas por surpresas. Minha primeira eleição foi um milagre, me elegi com 7.700 votos, em 1998, para deputado estadual pelo PTB. Aí eu vi que Brasília era um lugar onde eu podia levar o debate não só para Sergipe, mas para todo o Brasil. Fui candidato a federal em 2002, tive sete vezes mais votos: 45 mil. Fui deputado federal de novo em 2010 e tive 102 mil votos. Fui prefeito de Canindé, com mais uma surpresa, porque os analistas políticos diziam que eu não ganharia, porque o outro grupo lá era muito forte, mas eu ganhei e enfrentei o maior desafio da minha vida política, que foi a crise em Canindé. E não tenho dúvida de que o meu eleitorado vai puxar outros eleitores nessa também. Nessa eleição, você não tem uma definição de quem será primeiro, segundo ou terceiro, e eu não estou com medo deles, eles que estão com medo de mim. Há uma pressão em cima de líderes municipais para que não votem em mim, dispararam mensagens com pseudo processos contra mim e mesmo assim não conseguiram abalar a força da minha campanha. Sou o senador menos rejeitado nas pesquisas, um sinal de que posso chegar em primeiro nessas eleições.

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Ainda calcula que seu partido elege dois novos deputados estaduais: Adriana Leite (primeira à esquerda na foto) e Pastor Eduardo