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Entrevista

Jozailto Lima

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Hilda Ribeiro: “Política não é uma atividade bruta. Ela é necessária”

“Estou preparada para assumir os destinos de Lagarto”
7 de junho - 8h00

 

A pedagoga e odontóloga sergipana Hilda Ribeiro, 39 anos, é apenas uma entre as 11 mulheres que comandam um dos 75 municípios sergipanos - o que equivale a dizer que na questão de gênero, elas compõem uma minoria segredada frente a 64 prefeitos do sexo masculino em Sergipe.

Ou seja, ocupam apenas 14,6% das Prefeituras do Estado. Hilda Ribeiro, SD, está prefeita efetiva de Lagarto desde o dia 7 de março de 2019 - portanto, há exatos um ano e três meses completados neste domingo, 7 de junho.

Até aquele março, Hilda Ribeiro era uma mera vice-prefeita de Valmir Monteiro, PSC, que sofrera um afastamento e depois uma cassação definitiva do mandato sacramentada pelo Poder Judiciário do Estado de Sergipe.

Mas se engana quem pensa que, em virtude dessa chegada meio enviesada ao poder, vai se encontrar em Hilda Ribeiro uma figura atarantada, perdida e sem jeito diante do fardo e da tarefa que lhe coube de decidir, de súbito, os destinos do segundo maior município genuinamente do interior de Sergipe - deixando-se de fora Socorro, cujo crescimento conurbado se confunde com o de Aracaju.

Ao contrário de atarantada, perdida ou desajeitada, Hilda Ribeiro se sente é muito segura e senhora do que quer e do que poder fazer por uma Lagarto que é extremamente importante na vida política, econômica e social de Sergipe mas, ao mesmo tempo, dificílima de se tocar em frente, em face de ser também uma das cidades mais politizadas do Estado.

Politizada e, por vezes, violenta. Bruta, quando a pauta é a busca pelo mando do poder político. Para começar, Hilda Ribeiro tem, do poder da política, uma noção muito positiva. Civilizada.

“A política não é uma atividade bruta. Ela é uma atividade necessária. Porém, alguns políticos, a exemplo dos da oposição em Lagarto, tornam a política um instrumento bruto e mentiroso, recheado de fake news”, diz a moça.

“A política é importante e necessária para a população e é isso o que eu venho praticando. Sem rancor, sem ódio, com trabalho, dedicação, honestidade, estou implantando esse modo de fazer política em nosso município”, diz Hilda.

A propósito do susto de se ver prefeita no centro de um redemoinho e de um turbilhão de fatos poucos normais - o afastamento, a prisão e a cassação consequente de Valmir Monteiro -, Hilda jura que já serenou.

“Como todos sabem, eu nunca fui ligada à política. Sou uma odontóloga e uma pedagoga. Mas quando aceitei ser vice-prefeita, passei a compreender a importância da política para as pessoas. Quando fui empossada pela Câmara, tive a convicção de que estava assumindo um compromisso e uma responsabilidade de comandar Lagarto, e que daquele momento em diante eu teria uma missão enviada por Deus para cuidar da vida de mais de 110 mil lagartenses”, analisa ela.

“Sempre me senti segura. Em determinado momento, entendi como funcionava o sistema político de nossa cidade. A partir disso, compreendi que estava ali para ajudar o nosso povo. Era o compromisso e a responsabilidade de assumir os destinos de Lagarto, e eu estou preparada para isso”, reforça ela.

Nesta Entrevista, sem grandes solavancos e nem vacilos, Hilda Ribeiro vai falar dos seus propósitos, da maneira como o machismo a vê em cena, do papel do marido, o deputado federal Gustinho Ribeiro, no seu Governo, de como entende a política, dos problemas de Lagarto, das ações de enfrentamento ao coronavírus, e do projeto de reeleição - do que ela fala quase não-falando.

“O meu nome está à disposição do meu grupo político. Mas, neste momento, não estou pensando nisso. Estou focada em trabalhar e adotar medidas para combater o coronavírus, retomar a economia da nossa cidade e atuar ao lado do povo de Lagarto. Não quero tratar disso agora”, diz.

Hilda Rollemberg Ribeiro nasceu no dia 12 de fevereiro de 1981 na cidade de Aracaju. Ela é filha de Antônio Carlos Rollemberg de Souza e de Silvana Maria Monteiro.

Católica, Hilda tem duas formações acadêmicas superioras por uma universidade sergipana - em Pedagogia, em 2006, e em Odontologia, em 2018.

Hilda Ribeiro é casada com o pecuarista e deputado federal Luiz Augusto Carvalho Ribeiro Filho, o Gustinho Ribeiro, que já foi vereador lagartense e foi deputado estadual até 2018.

Gustinho Ribeiro é o líder político do nosso grupo. Ele tem trabalhado incansavelmente para trazer recursos para Sergipe e também para Lagarto através do seu mandato. No minha gestão, a contribuição dele se dá através do seu empenho para a liberação de recursos em Brasília”, diz.

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Com Gustinho Ribeiro, Hilda é mãe de duas crianças - Helena Rollemberg Ribeiro, de oito anos, e Luiz Augusto Carvalho Ribeiro Neto, de quatro
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Hilda Rollemberg Ribeiro nasceu no dia 12 de fevereiro de 1981 na cidade de Aracaju

DO COMPROMISSO DE COMANDAR LAGARTO
“Como todos sabem, nunca fui ligada à política. Sou uma odontóloga e uma pedagoga. Mas quando aceitei ser vice-prefeita, passei a compreender a importância da política para as pessoas. Quando fui empossada prefeita pela Câmara, tive a convicção de que estava assumindo um compromisso e uma responsabilidade de comandar Lagarto”

 JLPolítica - Quando é que caiu a ficha da senhora de que estava prefeita da maior cidade genuinamente do interior de Sergipe?
Hilda Ribeiro -
Como todos sabem, eu nunca fui ligada à política. Sou uma odontóloga e uma pedagoga. Mas quando aceitei ser vice-prefeita, passei a compreender a importância da política para as pessoas. Quando fui empossada prefeita pela Câmara de Vereadores, a partir daquele momento tive a convicção de que estava assumindo um compromisso e uma responsabilidade de comandar o município de Lagarto, e que daquele momento em diante eu teria uma missão enviada por Deus para cuidar da vida de mais de 110 mil lagartenses, buscando melhorar o desenvolvimento da cidade, geração de emprego e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

JLPolítica - Naquele primeiro momento, a senhora se sentiu intranquila ou segura?
HR -
Sempre me senti segura. Em determinado momento, entendi como funcionava o sistema político de nossa cidade. A partir disso, eu compreendi que estava ali para ajudar o nosso povo. Era o compromisso e a responsabilidade de assumir os destinos de Lagarto, e eu estou preparada para isso.

JLPolítica - Como a senhora recebeu o Governo Municipal de Lagarto das mãos de Valmir do ponto de vista de gestão, finanças e realizações?
HR -
Toda a população lagartense sabe que recebemos a cidade com cerca de 96% de obras paradas, com mais de R$ 18 milhões em dívidas e com diversos recursos travados em Brasília.

JLPolítica - Como a senhora agiu?
HR -
Aos poucos, buscamos os meios para fazer com que as obras tivessem prosseguimento. Como foi o caso da Praça Filomeno Hora, do CER III, Praça Felino Fontes, e várias obras de calçamento que estavam paradas e tratamos para que retornassem. O mandato do deputado federal Gustinho Ribeiro foi muito importante em Brasília para a liberação e o destravamento de milhões em recursos, principalmente para a saúde, pavimentação asfáltica e a paralelepípedo. 

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Famílias completas: Hilda com os pais Antonio Carlos Rollemberg de Souza e a mãe Silvana Maria Monteiro e com os sogros Luiz Augusto Carvalho Ribeiro e Josefa Aurea de Souza Ribeiro, o esposo e os filhos

DO FOLCLORE DE QUE TODOS MANDAM NO GOVERNO
“Eu trato minha equipe de colaboradores diferentemente da forma como a oposição trata, ou tratava. No meu governo, todos os integrantes podem apresentar sugestões, e isso eu faço literalmente com todos. Porém, a última palavra, a última decisão, sempre será a minha”

JLPolítica - A senhora acolhe a falação dos opositores de que sua gestão tem diversos pitaqueiros e que a senhora seria a que menos manda?
HR -
De maneira alguma. Eu trato minha equipe de colaboradores diferentemente da forma como a oposição trata, ou tratava. No meu governo, todos os integrantes podem apresentar sugestões, e isso eu faço literalmente com todos. Porém a última palavra, a última decisão, sempre será a minha. Como eu vou ter uma equipe de secretários e não vou ouvir a opinião deles? Sei respeitar as pessoas e suas opiniões e tomarei sempre a decisão que for melhor para o nosso povo.

JLPolítica - A folha de pagamento de servidores de Lagarto está em dia e é de quanto por mês?
HR -
Eu sempre disse ao secretário de Finanças que o pagamento da folha deve ser tratado com prioridade na minha gestão. Um dos patrimônios do funcionário público é o seu salário, principalmente nesse momento de pandemia e, graças a Deus, estamos pagando de maneira antecipada. Isso ajuda muito a fortalecer a economia do município, pois em outras gestões aconteciam greves em decorrência de salários atrasados, o que prejudicava muito a nossa economia.

JLPolítica - O município tem dívidas com fornecedores e precatórios?
HR -
Dificilmente iremos encontrar um município brasileiro que não tenha dívidas com fornecedores e principalmente com precatórios. Em Lagarto, encontramos um município endividado, tivemos muitas dificuldades para administrar as despesas com os fornecedores, mas com muito esforço e dedicação temos feito o possível para que os serviços essenciais da população não sofram interrupções por falta de pagamentos. Quanto aos precatórios, encontramos uma dívida de aproximadamente R$ 18 milhões deixados por gestões passadas, mas estamos cumprindo o pagamento conforme decisão do STF.

JLPolítica - Qual é a situação do matadouro municipal da cidade, é de fechamento ainda?
HR -
Quando eu assumi, o matadouro estava fechado e todo o Estado sabe o motivo. Compreendendo a importância desse matadouro para os marchantes, as fateiras e, em especial, para a população, buscamos a todo custo reabri-lo.

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Hilda tem duas formações acadêmicas superioras por uma universidade sergipana - em Pedagogia, em 2006, e em Odontologia, em 2018

DO ENDIVIDAMENTO RECEBIDO AO ASSUMIR LAGARTO
“Dificilmente iremos encontrar um município brasileiro que não tenha dívidas com fornecedores e com precatórios. Em Lagarto, tivemos muitas dificuldades para administrar as despesas. Quanto aos precatórios, encontramos aproximadamente R$ 18 milhões deixados por gestões passadas, mas estamos cumprindo o pagamento conforme decisão do STF”

 JLPolítica - E que foi feito?
HR -
Por via de uma licitação que fizemos, hoje temos uma empresa privada que está realizando uma reforma em todas as dependências e ela será responsável pela administração e em breve iremos entregar para a população um abatedouro frigorífico moderno, que vai atender às exigências de todos os órgãos de controle e fiscalização da saúde e poderá atender Lagarto e região de maneira segura.

JLPolítica - A senhora e seu marido, o deputado Gustinho Ribeiro, nutrem algum sentimento de culpa em direção ao processo que afastou Valmir Monteiro e por estar prefeita hoje?
HR -
Se alguém tem culpa pela prisão e pela cassação do ex-prefeito acho que é ele mesmo pelos atos que praticou quando prefeito de Lagarto. Quem prendeu e cassou o ex-prefeito foram a Polícia, o Ministério Público e o Judiciário Estado. Nós não temos poder sobre esses órgãos. E, além do mais, não fazíamos parte da gestão dele. E se hoje estou prefeita é porque cumpro o meu papel de ter sido candidata a vice-prefeita na chapa e convocada pela justiça eleitoral para assumir, subsequentemente, o mandato.

JLPolítica - A senhora não acha a política uma atividade bruta demais?
HR -
A política não é uma atividade bruta. Ela é uma atividade necessária. Porém, alguns políticos, a exemplo dos da oposição em Lagarto, tornam a política um instrumento bruto e mentiroso, recheado de fake news. Mas a política é importante e necessária para a população e é isso que eu venho praticando. Sem rancor, sem ódio, com trabalho, dedicação, honestidade, estou implantando esse modo de fazer política em nosso município.

JLPolítica - A senhora sente um certo menosprezo de gênero, por ser a primeira mulher a responder pela Prefeitura da cidade?
HR -
Sim. Particularmente, percebo em muitas pessoas o preconceito por eu ser mulher. Algumas acham que por isso não tenho capacidade de administrar. Mas o que importa é que expressamente a quase totalidade da população lagartense pensa justamente o contrário. Quando ando nas ruas e converso com as pessoas, elas me falam sobre a importância da sensibilidade feminina ao administrar a coisa pública. E dizem também que percebem essa diferença em relação a todas as administrações passadas. Então, tudo isso me faz esquecer o preconceito e o machismo dos adversários políticos.

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"Quando aceitei ser vice-prefeita, passei a compreender a importância da política para as pessoas". observa

SEM SENTIMENTO DE CULPA PELO DESTINO DE VALMIR
“Se alguém tem culpa pela prisão e pela cassação do ex-prefeito acho que é ele mesmo pelos atos que praticou quando prefeito de Lagarto. Quem prendeu e cassou o ex-prefeito foram a Polícia, o Ministério Público e o Judiciário Estado. Nós não temos poder sobre esses órgãos”

 JLPolítica - O nível de civilidade política entre os grupos que tocam essa atividade em Lagarto está à altura da importância desse município, ou deixa a dever?
HR -
Não. Infelizmente, o que estamos vendo hoje é uma oposição pautada na fake news, nas mentiras e na torcida do quanto pior melhor. E neste período de pandemia isso ficou ainda mais evidente, quando eles abandonaram a população, não fizeram esforços para amenizar a crise do coronavírus e estão preocupados apenas em fazer política. Mas o nosso grupo irá manter a civilidade e o respeito que a população de Lagarto merece.

JLPolítica - Qual é o papel de Gustinho Ribeiro no entorno da sua gestão, da sua condição de mulher política e de uma eventual pré-candidata à reeleição?
HR -
Gustinho Ribeiro é o líder político do nosso grupo. Ele tem trabalhado incansavelmente para trazer recursos para Sergipe e também para Lagarto através do seu mandato de deputado federal. No minha gestão, a contribuição de Gustinho se dá através do seu empenho para a liberação de recursos em Brasília.

JLPolítica - Afinal, a senhora disputará a reeleição?
HR -
O meu nome está à disposição do meu grupo político. Mas, neste momento, não estou pensando nisso. Estou focada em trabalhar e adotar medidas para combater o coronavírus, retomar a economia da nossa cidade e atuar ao lado do povo de Lagarto. Não quero tratar disso agora. O lagartense não merece que os políticos fiquem a todo instante falando de pré-candidaturas, mais ainda nesse momento tão delicado que estamos passando.  

JLPolítica - A senhora trabalha com a convicção de que haverá eleição municipal em 2020?
HR -
Não estou administrando preocupada com isso. Deixo que o Tribunal Superior Eleitoral com o Congresso Nacional decidam sobre as eleições 2020. Quando marcarem as convenções, vamos discutir política.

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“Eu trato minha equipe de colaboradores diferentemente da forma como a oposição trata, ou tratava", pontua

CIVILIDADE DE GRUPOS AQUÉM DO PESO DE LAGARTO
“Infelizmente, o que estamos vendo hoje é uma oposição pautada na fake news, nas mentiras e na torcida do quanto pior melhor. E neste período de pandemia isso ficou ainda mais evidente, quando abandonaram a população, não fizeram esforços para amenizar a crise do coronavírus e estão preocupados apenas em fazer política”

 JLPolítica - As duas correntes que lhe opõem - os Monteiro e os Reis -, se queixam de que Lagarto parou no tempo no aspecto desenvolvimentista e esboçam estudos para reinserção do município nessa dimensão do avanço. A senhora pensa o que disso, e estaria elaborando algo como programa de campanha e de um eventual futuro Governo?
HR -
A população de Lagarto não parou no tempo. Eu tenho apenas um ano e dois meses que estou como prefeita de Lagarto. Um desses da sua pergunta administrou Lagarto por mais ou menos seis anos, o outro administrou por 24 anos. Ora, se eles dizem que Lagarto parou no tempo no aspecto desenvolvimentista, quem realmente é culpado? Eu que administro há apenas um ano ou eles que juntos já tiveram mais de 30 anos à frente da gestão pública de Lagarto?

JLPolítica – Há um Lagarto se possa dizer que parece como seu modo de administrar?
HR -
Na minha gestão, Lagarto tem se transformado em uma cidade progressista. O nosso futuro será de muito desenvolvimento através das obras do Hospital de Amor, onde seremos polo nordestino na área de tratamento contra o câncer, e da construção Orla da Barragem, que fará de Lagarto um ponto turístico regional. Essas obras trarão desenvolvimento, geração de emprego e renda e fortalecimento da nossa economia. É dessa forma que estamos construindo um futuro de muito progresso para os lagartenses.

JLPolítica - Entre os Reis e os Monteiro, quem a senhora acha que é mais páreo duro para um eventual enfrentamento eleitoral este ano?
HR -
Não estou preocupada com isso, repito. Nem sei como será o enfrentamento, afinal de contas aqui em Lagarto o que se fala é que eles estão unidos e fundaram o Saramonteiro. Mas, na hora certa, o povo saberá ter discernimento sobre isso. Agora é hora de focar na administração do município e proteger a população do coronavírus. Na eleição, os eleitores de Lagarto saberão escolher o melhor para nossa cidade. Estamos vivendo uma nova política, onde a população não aceita mais políticos que respondem processos por corrupção retornem ou cheguem ao poder.

JLPolítica - O mandato de Gustinho Ribeiro como deputado federal já produziu ecos positivos para Lagarto?
HR -
Já e muitos. Temos diversas obras que estão andando em Lagarto graças ao trabalho de Gustinho. Em Brasília, ele tem atuado de forma contundente para fazer com que os recursos federais venham para Lagarto, principalmente pela indicação de suas emendas individuais. Ele conseguiu a liberação de recursos para a obra da Praça Filomeno Hora, conseguiu mais de R$ 12 milhões para a Saúde, a liberação de mais de R$ 6 milhões para pavimentação asfáltica, obras de rede de esgoto, o calçamento do Loiola II. Gustinho intermediou o diálogo de Henrique Prata com a bancada sergipana para a vinda do Hospital de Amor. Teremos a construção da linda orla na barragem, com projeto de Eduardo Carlomagno, o mesmo que fez a Orla da Atalaia, e isso através de uma emenda individual de Gustinho. 

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"Na eleição, os eleitores de Lagarto saberão escolher o melhor para a cidade", aposta

QUEM SERIA CULPADO PELO ATRASO DE LAGARTO?
“A população de Lagarto não parou no tempo. Tenho apenas um ano e dois meses como prefeita. Ora, se eles dizem que Lagarto parou no tempo no aspecto desenvolvimentista, quem realmente é culpado? Eu que administro há apenas um ano ou eles que juntos já tiveram mais de 30 anos à frente da gestão pública de Lagarto?”

 JLPolítica - Procede a informação do opositor dele, Fábio Reis, de que Gustinho tem barrado, ou dificultado, recursos para obras de Lagarto que não venham do mandato pessoal dele?
HR -
O deputado federal Fábio Reis deveria explicar à população lagartense porque ele não indicou nenhuma emenda para a Prefeitura de Lagarto durante a minha gestão. O que todos sabem é que Fábio manda recursos mesmo é para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, que inclusive é comandado pela família dele.

JLPolítica - E isso é ruim?
HR -
O que me deixa triste nisso é saber que o Hospital recebe milhões em emendas do deputado Fábio Reis e nesse momento de pandemia do coronavírus essa instituição de saúde não está atendendo ninguém. Não é da natureza de Gustinho barrar a vinda de benefícios para o município. O que o deputado Gustinho faz é ajudar e muito o município de Lagarto com o seu trabalho em Brasília, enviando recursos para cá. Deixo claro aqui que todo recurso destinado para o desenvolvimento de nossa cidade será muito bem-vindo.

JLPolítica - Com o pai e a mãe embrenhados na política, os dois filhos de você não sentem falta de atenção?
HR -
Graças a Deus eu tenho estabelecido horários exclusivos para me dedicar a meus filhos, da mesma forma Gustinho o faz. Ele é um pai dedicado e muito atencioso e eu uma mãe muito sempre presente.

JLPolítica - Qual é o gráfico do coronavírus no município de Lagarto em pessoas positivadas e falecidas?
HR -
O coronavírus vem amedrontando a população brasileira, sergipana e a lagartense. Mas nós devemos agradecer muito a Deus. Com as medidas que tomamos e com a contribuição e a dedicação da população, não temos índices altos. Existem municípios sergipanos com a população menor que a nossa que está com quase o dobro de casos. Temos hoje quatro óbitos, 167 casos confirmados, mas é bom frisar que 97 já foram curados. Ou seja, 70 pessoas com coronavírus em tratamento. Isso mostra que o povo de Lagarto compreendeu o nosso apelo e respeita os nossos decretos.

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"Estamos vivendo uma nova política, onde a população não aceita mais políticos que respondem processos por corrupção", acredita

O FILTRO QUE SERÁ FEITO PELA POPULAÇÃO
“Agora é hora de focar na administração do município e proteger a população do coronavírus. Na eleição, os eleitores de Lagarto saberão escolher o melhor para a cidade. Estamos vivendo uma nova política, onde a população não aceita mais políticos que respondem processos por corrupção retornem ou cheguem ao poder”

JLPolítica - Como sua gestão está agindo no campo da saúde e do socioeconômico frente à pandemia e as carências dos mais pobre de Lagarto?
HR -
A situação socioeconômico em todo o país é complicada. É duro ver o comércio fechado há mais de 70 dias. É duro ver comerciantes sem vender seus produtos. Mas tivemos de tomar estas medidas por causa da saúde e da vida das pessoas. Fomos um dos primeiros municípios a permitir que empresas abrissem à meia-porta para que os empresários recebessem seus crediários e seus carnês com a finalidade de fortalecer a economia e garantir os empregos. Mas tivemos dois óbitos neste período. Então, decidimos revogar a decisão de flexibilização e tudo teve de ser fechado novamente.

JLPolítica - As decisões do seu Governo ouvem os segmentos envolvidos com a vida da cidade?
HR -
Sim. Criamos o Comitê Gestor com representantes do comércio, representantes da saúde pública, do Ministério Público, de sindicatos e de outras instituições para analisar o Plano de Flexibilização do Comércio. Vou solicitar a elaboração de relatórios que mostrem a real necessidade da abertura do comércio, mas tudo isso levando em consideração a saúde das pessoas. Acredito que gradativamente o comércio irá voltar a funcionar, porque sei da necessidade da garantia do emprego. Mas eu vou priorizar sempre a vida das pessoas.

JLPolítica - E no campo social frente aos mais carentes?
HR -
Aí lembro que fizemos a distribuição de kits da merenda escolar para os alunos da rede pública municipal, investindo muito na agricultura familiar. Nós temos o Programa Renda Cidadã que beneficiava 250 pessoas com transferência de recursos e depois da publicação do nosso primeiro decreto, eu autorizei o cadastramento de todos os vendedores ambulantes do município, os mototaxistas e flanelinhas também foram beneficiados. Autorizamos também o cadastramento de músicos e hoje temos mais de 900 pessoas cadastradas no Renda Cidadã sendo beneficiados. Adquirimos também cerca de 250 toneladas de alimentos que estão sendo distribuídos em etapas, beneficiando quase 8 mil famílias por etapa. Foram adquiridos 22 mil máscaras que foram distribuídas com a população em geral. Implantamos uma unidade de saúde específica para atendimentos a paciente com sintomas gripais.

JLPolítica - Há um trabalho de orientação do distanciamento social?
HR –
Sim. Mantemos diariamente equipes nas ruas do município para orientar as pessoas sobre o distanciamento, em especial em locais de grandes aglomerações como portas de agências bancárias e casas lotéricas. Prorrogamos o prazo de pagamentos dos tributos à administração e a renovação automática das certidões. 

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“A população de Lagarto não parou no tempo. Tenho apenas um ano e dois meses como prefeita", contrapõe

DE FÁBIO REIS E DAS EMENDAS AO HOSPITAL FAMILIAR
“Fábio Reis deveria explicar porque não indicou nenhuma emenda para a Prefeitura de Lagarto durante a minha gestão. O que todos sabem é que manda recursos mesmo é para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, inclusive comandado pela família dele. O que me deixa triste nisso é saber que o Hospital recebe milhões em emendas e nesse momento de coronavírus não está atendendo ninguém”

 JLPolítica - Vai lhe doer, política e socialmente, não fazer o Festival da Mandioca, que é o São João de Lagarto? A senhora já pensou em como acalmar a comunidade com a ausência deste evento?
HR -
Já está me doendo. O Estado inteiro sabe que no ano passado realizamos a maior festa de São João de Sergipe. O festival rendeu excelentes frutos em nossa cidade com a geração de empregos e o fortalecimento da economia no comércio de confecções, calçados, rede hoteleira, postos de combustíveis e diversos outros comércios tiveram suas vendas impulsionadas durante o período do Festival. Diversas famílias se alimentaram com o dinheiro das vendas de produtos, desde o catador de latinha, aos vendedores ambulantes, passando pelos salões de beleza, os bares, os depósitos de bebidas - milhares de pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida durante o Festival da Mandioca.

JLPolítica - A senhora lamenta mais é pelo lado social da não realização do o Festival da Mandioca...
HR -
Exatamente. Não é nem a não realização da festa em si que mais me deixa triste. É justamente por tudo que o festival traz de bom para nosso povo, para nossa cidade. Mas é preciso entender que este é o momento de proteger a vida das pessoas, e é nisso que eu estou focada. A mensagem que transmito para o povo de Lagarto é que tenhamos fé em Deus e em Nossa Senhora da Piedade para que possamos vencer esse vírus e no ano que vem a gente possa fazer novamente o maior São João do Estado de Sergipe.

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“Agora é hora de focar na administração do município e proteger a população do coronavírus", afirma