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Entrevista

Jozailto Lima

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Ibrain Monteiro: “A prefeita Hilda Ribeiro faz uma gestão de enriquecimento ilícito”

“Gustinho Ribeiro adquiriu em Aracaju um apartamento que no valor de R$ 3 milhões”
9 de fevereiro - 8h00

O casal Gustinho Ribeiro e Hilda Ribeiro, deputado federal e prefeita da cidade de Lagarto, respectivamente, se pudessem escolher certamente não gostariam de ter por perto um adversário do calibre do deputado estadual Ibrain Monteiro, PSC, com tamanha coragem e dureza no acompanhamento das ações públicas dos dois.

Filho e herdeiro político do ex-prefeito e ex-deputado estadual Valmir Monteiro, Ibrain Monteiro reza fiel e caninamente pela cartilha do pai. É, aliás, um super filho, do tipo que não arredou o pé um só instante do cárcere enquanto o pai esteve detido em 2019, acha que Valmir é um injustiçado e põe a culpa por tudo que lhe ocorrera nas costas do casal Ribeiro.

“Eu acredito muito na justiça sergipana, creio que temos a melhor justiça do Brasil. Mas também creio que, naquele momento, houve um excesso na questão da prisão de Valmir Monteiro”, defende.

Na gestão dos recursos do Matadouro Municipal de Lagarto, que levou o pai à prisão e depois à destituição fatal do Governo, Ibrain jura que não houve nada de errado. “Valmir Monteiro não inventou a roda”, afirma.

“E é por isso que creio que não havia motivos aparentes para a detenção dele, já que em todo o Estado de Sergipe fazia-se administrativamente o mesmo no trato com os matadouros. Em Lagarto, esse modelo de gestão já vem das administrações passadas de Zezé Rocha, de Lila Fraga, do próprio Valmir, de Jerônimo Reis, mas, infelizmente, meu pai foi o penalizado”, afirma.

O que mais desconforta Ibrain Monteiro nisso tudo é a convicção de que por trás dessa “penalização” do homem público Valmir Monteiro tem o DNA expresso e ativo do casal Gustinho Ribeiro e Hilda Ribeiro.

O deputado reverbera a tese do pai de que o casal amealhou documentos e maldades, e que municiou instâncias da polícia e da justiça com dados errados para culminar no afastamento dele do mandato de prefeito para que desse lugar à então vice-prefeita Hilda

“Essa trama começou já na primeira vez que meu pai foi afastado, lá em 2018, pela questão do matadouro. Ali, Gustinho administrou a cidade de Lagarto. E com a volta repentina de Valmir Monteiro no dia 28 de dezembro daquele ano, automaticamente ele teve acesso à Prefeitura, sem precisar pedir a chave a Gustinho. E quando entramos já existiam lá os decretos de demissão de toda a base de secretários que nos davam sustentação”, diz o deputado

E o JLPolítica lhe pergunta se procede a questão de que o casal teria surrupiado documentos para comprometer Valmir. Ibrain não claudica. “Procede, sim. Eles inventaram uma história de que meu pai tinha desmanchado o gabinete dele para esconder papéis para que a força policial e não pegasse. Mas esse gabinete já tinha sido desfeito muito antes da prisão dele. Outra situação foi a que aliados políticos deles fizeram antes da prisão do meu pai, quando já diziam que Valmir seria preso, e Gustinho estaria gastando muito dinheiro para que isso acontecesse”, diz.

Diante desse histórico, a visão de Ibrain certamente não poderia ser afável em relação a Gustinho e Hilda. E ele morde forte, meio tora-osso. “A prefeita Hilda Ribeiro faz uma gestão pífia. Uma gestão de perseguição e de enriquecimento ilícito. Eles estão deixando de lado aqueles que nos ajudaram e tentando corromper a toda a cidade com recursos financeiros”, diz.

Aqui, Ibrain Monteiro pisa mais forte na demonstração desse suposto “enriquecimento ilícito” do casal. “Dou um exemplo: o Gustinho Ribeiro adquiriu em Aracaju um apartamento  no valor de R$ 3 milhões. Ele está construindo um parque de vaquejada dentro do município de Lagarto que tem um investimento de mais de R$ 2 milhões e possui bens em cavalos que somam milhões. São algumas das diversas demonstrações de que eles estão usufruindo do dinheiro do povo de Lagarto”, diz.

No centro dessa guerrilha toda, que mantém Lagarto conflagrada politicamente como nos velhos tempos de Saramandaia e Bole-Bole, Ibrain Monteiro prevê que a resposta virá a galope, simbolizada na eleição de uma figura apoiada por sua família. Apoiada pela força política de Valmir Monteiro, que está no estaleiro - embora não saiba ao certo quem será o candidato. 

“O nosso agrupamento hoje é regido por uma total liberdade. Escolheremos aqueles que a população lagartense aceitar e que forem verdadeiros amigos de Valmir. Os que provaram isso agora enquanto ele esteve em cárcere serão os que teremos que dar valor”, diz.

“Não adianta a gente querer impor as coisas se Deus, em primeiro lugar, e o povo de Lagarto, em segundo, não quiserem. A forma de fazer política e gestão do prefeito Valmir Monteiro é bem diferenciada da dessa turma. Valmir faz pensando em quem mais necessita e em todo o povo de Lagarto - e por tudo isso estou certo que o quadro hoje mostra que a sucessão em Lagarto virá através do agrupamento liderado por Valmir Monteiro”, reforça.

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Faz graves acusações contra Hilda Ribeiro, a sucessora de seu pai na prefeitura de Lagarto: "gestão pífia e de enriquecimento ilícito"
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Ibrain Silva Monteiro nasceu em Lagarto no dia 31 de maio de 1982

DO PESO DO MANDATO MUNICIPAL PRO ESTADUAL
“Primeiro, trata-se da responsabilidade que levo nas costas com relação a ser representante de uma grande cidade como Lagarto. Segundo, por ter em casa um professor que já foi deputado quatro vezes, que é meu pai Valmir”

JLPolítica - Qual a diferença fundamental de se legislar em nome do terceiro mais o município do Estado e fazer isso todo o Sergipe, como deputado?         
Ibrain Monteiro -
Primeiro, trata-se da responsabilidade que levo nas costas com relação a ser representante de uma grande cidade como Lagarto. Segundo, por ter em casa um professor que já foi deputado quatro vezes, que é meu pai Valmir.

JLPolítica - Isso lhe ajuda ou atrapalha?
IM -
Isso facilita e ao mesmo tempo exige uma responsabilidade bem maior, porque temos que estar à altura do trabalho que meu pai fez na Alese e no Estado. Então, eu creio que a responsabilidade é muito maior por essas questões, por Lagarto ser uma cidade grande, e depois por eu ter de suprir o Estado inteiro.

JLPolítica - Até que ponto os problemas jurídicos na esfera de Valmir Monteiro atrapalharam o seu primeiro ano de mandato em 2019?
IM -
Ah, em muito. Primeiro, na questão familiar, na questão sentimental mesmo, a do envolvimento com a causa que era obrigação minha. Durante todo o tempo eu só conseguia pensar no porquê de aquilo estar acontecendo com meu pai. Claro, o mandato acabou sofrendo por isso, porque só tínhamos cabeça - eu e os demais membros da família - para pensar em solucionar o que estava acontecendo com ele.

JLPolítica - O que foi que o senhor gostaria de ter feito legislativamente e não conseguiu nesse primeiro ano?
IM -
Eu tinha que cobrar mais em favor das minhas bases. Eu deveria ter andado mais dentro da cidade de Lagarto e do Estado, visitar mais as bases, já que o acontecido com meu pai foi logo após o início do mandato - mais especificamente no terceiro dia de mandato aconteceu essa tragédia em nossa família.

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Assegura que o deputado federal Gustinho Ribeiro, esposo de Hilda, tramou contra o mandato de seu pai, Valmir Monteiro. Que acabou perdendo-o

COBRANDO MAIS DE SI E DO MANDATO
“Eu tinha que cobrar mais em favor das minhas bases. Eu deveria ter andado mais dentro da cidade de Lagarto e do Estado, visitar mais as bases, já que o acontecido com meu pai foi logo após o início do mandato - mais especificamente no terceiro dia aconteceu essa tragédia em nossa família”

JLPolítica - Isso lhe travou?
IM -
Isso não nos deu tempo para que visitássemos depois as pessoas em suas comunidades, como fiz antes, na campanha. E eu queria voltar para agradecer, sondar as demandas necessárias para cada realidade. E aquela questão impediu isso. Passamos praticamente seis meses inativos por essa questão do meu pai.

JLPolítica - O senhor deve achar que tudo que se passou com seu pai na esfera na Justiça foi muito injusto. Mas fundamentado em que pensa assim?
IM -
Eu acredito muito na justiça sergipana, creio que temos a melhor justiça do Brasil. Mas também creio que, naquele momento, houve um excesso na questão da prisão de Valmir Monteiro.

JLPolítica - Aquele modelo de gestão do matadouro não é invenção de Valmir?
IM -
Não. Valmir Monteiro não inventou a roda. E é por isso que creio que não havia motivos aparentes para a detenção dele, já que em todo o Estado de Sergipe, e não somente Lagarto, fazia-se administrativamente o mesmo no trato com os matadouros. Em Lagarto, esse modelo de gestão já vem das administrações passadas de Zezé Rocha, de Lila Fraga, do próprio Valmir, de Jerônimo Reis, mas, infelizmente, meu pai foi o penalizado.

JLPolítica - O que é que a família Monteiro e o próprio Valmir mais condenam em todas as decisões que o penalizaram?
IM -
Creio que foi a falta de solidariedade de aliados políticos que ele criou, pessoas a quem ele ajudou a eleger, que ele colocou para administrar a cidade junto com ele e, naquele momento, delas ele levou um verdadeiro pé na bunda.

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No palanque que o elegeu deputado estadual, estava Rogério Carvalho do PT, eleito senador

VALMIR NÃO ERROU NA QUESTÃO DO MATADORURO
“Valmir não inventou a roda. E é por isso que creio que não havia motivos aparentes para a detenção dele, já que em todo o Estado fazia-se administrativamente o mesmo no trato com os matadouros. Em Lagarto, esse modelo de gestão já vem das administrações passadas de Zezé, de Lila, de Jerônimo”

JLPolítica - Como é o dia a dia do cidadão Valmir Monteiro apeado do poder?
IM -
A vida dele continua a mesma, visitando os amigos, sempre nos povoados. Ele está tocando a agricultura, mas sempre em contato com suas bases, fazendo que sempre fez, que foi a política dentro do município de Lagarto.

JLPolítica - Como foi a sua ação de filho no dia a dia enquanto ele esteve preso?
IM -
Eu estava sempre com o advogado, levava a alimentação dele três vezes ao dia. Podíamos entrar final de semana e os meus sábados e domingos eram sempre lá com ele. Eu fui praticamente um detento como ele, e quando não estava com ele lá, na nossa residência sofremos tudo juntos realmente.

JLPolítica - Como é que a família Monteiro vai participar da sucessão de Lagarto neste ano?
IM -
Como sempre participou: de forma totalmente independente. Nós não precisamos de determinados grupos, e os resultados políticos do município já confirmam isso. Vou lhe dar um exemplo: na eleição antepassada de deputado estadual, em 2014, Valmir Monteiro foi contra os agrupamentos Ribeiro e Reis, e com a votação dele colocou todos eles no bolso. Os dois juntos não chegaram à votação do meu pai em 2014. Isso já era um parâmetro para a campana de prefeito em 2016. Nós, por exemplo, não necessitávamos do apoio de Gustinho Ribeiro. Não éramos reféns dele.

JLPolítica - Mas obrigatoriamente, o candidato do grupo dos senhores tem de ser alguém da família Monteiro?
IM -
Não. O nosso agrupamento hoje é regido por uma total liberdade. Nós escolheremos aqueles que a população lagartense aceitar e que forem verdadeiros amigos de Valmir. Os que provaram isso agora enquanto ele esteve em cárcere serão os que teremos que dar valor.

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E André Moura, que não conseguiu a vaga de senador

UM FILHO QUE NÃO RELEGOU O PAI AO CÁRCERE
“Eu fui praticamente um detento como ele, e quando não estava com ele lá, na nossa residência sofremos tudo juntos realmente. Eu estava sempre com o advogado, levava a alimentação dele três vezes ao dia. Podíamos entrar final de semana e os meus sábados e domingos eram sempre lá com ele”

JLPolítica - O senhor citaria alguns nomes?
IM -
Cito aqui Carlos da Brasília, Adelson Ribeiro, a mim mesmo, Ibrain Monteiro, Vanda Monteiro e outros amigos comerciantes que não posso revelar os nomes no momento, mas que estão dispostos.

JLPolítica - O senhor não acha que o seu nome deve, obrigatoriamente, ser o candidato?
IM -
Não. Eu creio que o povo é quem deve dizer. Eu sigo a vontade do povo. Não adianta a gente querer impor as coisas se Deus, em primeiro lugar, e o povo de Lagarto, em segundo, não quiserem.

JLPolítica - A proibição jurídica de candidatura a Valmir se estende ao senhor?
IM -
Não. Não tenho problema algum juridicamente. Nada me impede de disputar a Prefeitura de Lagarto.

JLPolítica - Afinal, confirmaram-se as especulações da sua família de que Gustinho Ribeiro tramou contra o mandato de Valmir para herdar o espaço para a vice-prefeita e esposa Hilda Ribeiro?
IM -
Sim, expressamente. Essa trama começou já na primeira vez que meu pai foi afastado, lá em 2018, pela questão do matadouro. Ali, Gustinho administrou a cidade de Lagarto. E com a volta repentina de Valmir Monteiro no dia 28 de dezembro daquele ano, automaticamente ele teve acesso à Prefeitura, sem precisar pedir a chave a Gustinho. E quando entramos na Prefeitura já existiam lá os decretos de demissão de toda a base de secretários que nos davam sustentação, algumas dessas pessoas inclusive ligadas à família. Ia virar o ano de 2018 para 2019 e o decreto seria publicado. Esse foi o primeiro ato contra nós.

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A boa relação com setores do PT é histórica, remonta à Marcelo Déda

NA HORA CERTA DA SUCESSÃO, OS AMIGOS CERTOS
“O nosso agrupamento hoje é regido por uma total liberdade. Nós escolheremos aqueles que a população lagartense aceitar e que forem verdadeiros amigos de Valmir. Os que provaram isso agora enquanto ele esteve em cárcere serão os que teremos que dar valor. Cito aqui Carlos da Brasília, Adelson Ribeiro, a mim mesmo, Vanda Monteiro e outros amigos comerciantes”

JLPolítica - E procede a questão de que eles teriam surrupiado documentos para comprometer Valmir?
IM -
Procede, sim. Eles inventaram uma história de que meu pai tinha desmanchado o gabinete dele para esconder papéis para que a força policial e não pegasse. Mas esse gabinete já tinha sido desfeito muito antes da prisão dele. Outra situação foi a que aliados políticos deles fizeram antes da prisão do meu pai, quando já diziam que Valmir Monteiro seria preso, e Gustinho estaria gastando muito dinheiro para que isso acontecesse. Essas são palavras dos aliados de Gustinho. E os áudios com esses conteúdos estão circulando nas rádios e nas mídias do Estado.

JLPolítica - E como entra a história de que Gustinho teria tentado cooptar a defesa de vocês?
IM -
Na primeira vez em que meu pai foi afastado, eles tentaram tirar um de nossos advogados. Tentaram corromper o advogado e ele nos contou isso. A história foi a de que Gustinho teria ido ao gabinete dele oferecendo dinheiro para que esse advogado deixasse o caso.

JLPolítica - O senhor acha que Valmir Monteiro vai se aquietar ou vai continua buscando seus direitos na justiça?
IM -
Valmir Monteiro vai se aquietar e nós temos a certeza de que a inocência dele será provada. Acreditamos muito na justiça sergipana, como eu já disse. E creio que a justiça será feita ao final disso tudo.

JLPolítica - Que tipo de gestão está sendo feita pela prefeita Hilda Ribeiro?
IM -
A prefeita Hilda Ribeiro faz uma gestão pífia. Uma gestão de perseguição e de enriquecimento ilícito. Essa é a gestão que eles estão fazendo no município de Lagarto: deixando de lado aqueles que nos ajudaram e tentando corromper a toda a cidade com recursos financeiros.

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Foi com Eduardo Amorim, no primeiro turno da disputa para governador

UMA PÉSSIMA IMAGEM DA GESTÃO DE HILDA
de enriquecimento ilícito. Essa é a gestão que eles estão fazendo no município de Lagarto: deixando de lado aqueles que nos ajudaram e tentando corromper a toda a cidade com recursos financeiros”

JLPolítica - Como essa questão do enriquecimento ilícito se manifesta na prática?
IM -
Dou aqui como um exemplo: O Gustinho Ribeiro adquiriu em Aracaju um apartamento que no valor de R$ 3 milhões. Ele está construindo um parque de vaquejada dentro do município de Lagarto que tem um investimento de mais de R$ 2 milhões e possui bens em cavalos que somam milhões. São algumas das diversas demonstrações de que eles estão usufruindo do dinheiro do povo de Lagarto.

JLPolítica - Quais as chances, a seu ver, que Hilda Ribeiro tem na sucessão municipal de Lagarto?
IM -
Eu creio que são chances zero. Primeiro, pela péssima gestão que ela está fazendo, deixando fornecedores sem receber. Para se ter ideia, os jovens estudantes lagartenses - não foi nem a classe política -, gravaram um vídeo caminhando cerca de 10,15 km porque as empresas de ônibus já estavam há meses sem receber da Prefeitura e paralisaram o transporte escolar.

JLPolítica – Mas há outros problemas?
IM -
Esse é um dos problemas lagartenses. Mas há falta de medicamento, de médico e os salários dos servidores, que na nossa gestão eram pagos antecipados, hoje são no mês seguinte. É a desorganização geral da Prefeitura. O problema em Lagarto é que existe a prefeita de nome, que chama-se Hilda, e cinco ou seis prefeitos por trás dela. Porque ela dá uma palavra, depois vem outro e desmancha tudo.

JLPolítica - Entre esses cincos, quem é o mais ativo, quem mais manda?
IM –
O mais ativo é marido dela, Gustinho Ribeiro.

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E decidiu-se por Belivaldo no segundo turno. Mas na Alese, senta no muro de um discurso que não é oposição, tampouco situação

TRAMA CONTRA VALMIR COMEÇA COM GUSTINHO?
“Expressamente. Essa trama começou já na primeira vez que meu pai foi afastado, em 2018. Ali, Gustinho administrou a cidade. E com a volta repentina, quando entramos na Prefeitura já existiam lá decretos de demissão de toda a base de secretários que nos davam sustentação, algumas dessas pessoas inclusive ligadas à família”

JLPolítica - Até onde vão as possibilidades de os Reis fazerem o prefeito de Lagarto este ano?
IM -
Os Reis já passaram e já deixaram muito a desejar na condução dos destinos de Lagarto, de modo que eu não acredito neles. A forma de fazer política e gestão do prefeito Valmir Monteiro é bem diferenciada da dessa turma. Valmir faz pensando em quem mais necessita e em todo o povo de Lagarto - e por tudo isso estou certo que o quadro hoje mostra que a sucessão em Lagarto virá através do agrupamento liderado por Valmir Monteiro.

JLPolítica - Para o senhor, Fábio Reis é mais difícil de ser enfrentado, na comparação com Jerônimo, Sérgio e Goretti?
IM -
Não. Nosso agrupamento já ganhou do cacique, e creio que esse índio tem a patente mais baixa. Nós não escolhemos adversários. Temos serviços prestados no município e é isso que vale e o que contará.

JLPolítica - A família Monteiro, para ter chances eleitorais, não necessitaria ter um pé no bloco dos Saramandaia, ou no bloco dos Bole-Bole?
IM -
Não. Nós já desmanchamos essa célula há muito tempo, e a prova veio na eleição passada. Valmir nunca precisou estar do lado A ou B desses segmentos para ser prefeito de Lagarto.

JLPolítica - Qual é a visão que o senhor tem da afirmação de Gustinho Ribeiro de que o grupo do seu pai trabalha para fazer um dos Reis prefeito de Lagarto?
IM -
O Gustinho Ribeiro hoje está com o nome de Jim Carrey, aquele ator americano que estrelou o filme “O Mentiroso”. Ele se cerca de uma grande rede de fake news, usufrui do dinheiro do povo de Lagarto e paga uma mídia suja, de pessoas sem caráter, inclusive assassinos, que espalham essas fake news tanto nos grupos de mídias sociais quanto nas rádios e sites da cidade de Lagarto.

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Era presidente do legislativo municipal de Lagarto, quando disputou e conquistou uma das 24 cadeiras da Alese

HÁ CINCO OU SEIS PREFEITOS POR TRÁS DE HILDA
“Há falta de medicamento, de médico e os salários dos servidores, que na nossa gestão eram antecipados, hoje são no mês seguinte. É a desorganização geral da Prefeitura. O problema em Lagarto é que existe a prefeita de nome, que chama-se Hilda, e cinco ou seis prefeitos por trás dela. Porque ela dá uma palavra, depois vem outro e desmancha tudo”

JLPolítica - Para além da idade, o senhor considera Gustinho um político velho nos modos?
IM –
Sim, ele é velho nas práticas políticas e, talvez, queira ficar mais velho pela recente aposentadoria dele. Gustinho é o novo mais velho do Brasil.

JLPolítica - Dois deputados federais de origem lagartense têm conseguido deixar resultados reais para a vida de Lagarto?
IM -
Na verdade e infelizmente, não. Os dois estão deixando muito é a desejar. Primeiro Fábio, que na gestão de Valmir Monteiro não levou um centavo para o município através da Prefeitura, mas sempre pelo Governo do Estado. E hoje temos Gustinho, que está se apossando de emendas e recursos que outros políticos deixaram, como o deputado André Moura, que foi um dos deputados que mais levaram recursos para Lagarto, Valadares Filho, que também levou muito, e os senadores Amorim e Valadares. E Gustinho agora está se apropriando e dizendo que os recursos são do mandato dele. Essa é mais uma mentira do deputado Gustinho Ribeiro Carrey. Outro problema grave que vem acontecendo é que recursos alocados por outros políticos eles não querem dar prosseguimento às obras. É um absurdo isso.

JLPolítica - Como é que tem sido a atenção do Governo do Estado diante das necessidades lagartenses?
IM -
Eu diria que o Governo do Estado não está 100%, mesmo porque não tem como estar. Sabemos que a situação financeira do Estado não é boa. Em Lagarto, temos algumas obras que foram iniciadas na época de Jackson Barreto e ainda estão paralisadas ou se arrastando.

JLPolítica – Quais são elas?
IM -
São a Orla da Barragem Dionísio Machado, que só colocaram algumas pedras, e a do Estádio Paulo Barreto de Menezes, que era para estar pronto há mais de dois anos.

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É o filho primogênito de José Valmir Monteiro e de Maria das Graças Silva Monteiro

OS REIS NÃO ABALAM, NEM COM O FÁBIO
“Os Reis já passaram e já deixaram muito a desejar na condução dos destinos de Lagarto, de modo que eu não acredito neles. Nosso agrupamento já ganhou do cacique, e creio que esse índio (Fábio) tem a patente mais baixa. Não escolhemos adversários. Temos serviços prestados no município e é isso que vale e o que contará”

JLPolítica - As obras da adutora estão caminhando?
IM -
Estão, sim. Dá para perceber que está sendo feita e esperamos que não demore tanto quanto as outras.

JLPolítica - Qual o planejamento do senhor para o segundo ano de mandato? Espera se recuperar dos atropelos em decorrência dos problemas com seu pai?
IM -
Com certeza. Hoje já temos na Alese alguns projetos que vão entrar em votação, alguns que já foram votados e que já foram sancionados pelo Governo. Estamos com um leque muito grande de projetos que vamos apresentar em todas as áreas - saúde, educação, transporte. E estamos com projetos por conhecer as necessidades não apenas do município, mas do Estado. Agora, esperamos que o Governo possa dar continuidade aos projetos e requerimentos apresentados.

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É casado com Rita Lorena Monteiro e é pai de pequena Hanna Monteiro, de quatro anos

GUSTINHO RIBEIRO, UM JIM CARREY DE “O MENTIROSO”
“O Gustinho Ribeiro hoje está com o nome de Jim Carrey, aquele ator americano que estrelou o filme “O Mentiroso”. Ele se cerca de uma grande rede de fake news, usufrui do dinheiro do povo de Lagarto e paga uma mídia suja, de pessoas sem caráter, inclusive assassinos”

 JLPolítica - O senhor tem dificuldade de se identificar como um parlamentar da base governista?
IM -
Eu não sou da base governista, mas também não sou oposição. Fui eleito pela oposição, sim, mas no segundo turno votamos em Belivaldo Chagas e resolvemos andar pelo Centrão, porque entendemos que precisamos de uma liberdade de expressão aqui na Alese, que é o melhor para o Estado.

JLPolítica - Mas Belivaldo tem sido solícito com o senhor enquanto agente político?
IM -
Tem sim. Já temos alguns projetos sancionados pelo governador e algumas indicações atendidas. Temos acesso às Secretarias, somos muito bem recebidos e creio que precisamos ter mais diálogo do Governo com essa base do Centrão.

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Ibrain e o pai Valmir Monteiro: defesa convicta de que seu genitor fora injustiçado com a participação nociva do ex-aliado Gustinho Ribeiro