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Entrevista

Jozailto Lima

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Jony Marcos: "Governo Temer está matando André Moura"

Publicado 5 de agosto 20h00 - 2017

O deputado Jony Marcos de Souza Araújo, PRB, vai fazer 40 anos no dia de 30 de setembro. Mas já é um sujeito de calos duros na relação com o povo, seja pelos caminhos da fé, da religião, seja pelos da política. Teólogo, ele nem sempre foi um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus.

Antes de chegar negócio de Edir Macedo, Jony Marcos e foi católico, coroinha, ajudou padres a celebrar missas, presbiteriano, e só em 1989, aos 22 anos, é que atracou na IRUD, para quem ele bate continência de devoção. Por ela, tem uma profunda vivência de pastor, hoje interditada pelos mandatos políticos.

Antes de chegar em Sergipe pela IURD em 1999, ele foi pastor em brenhas da Bolívia, do Paraguai e do Mato Grosso do Sul, onde nasceu em 1977 na cidade de Ponta Porã, filho de João Feliciano Rodrigues de Araújo, 63 anos, e Eva Ferreira de Souza, 59.

Aqui, Jony Marcos exerceu o pastorado em cinco cidades das mais importantes  de Sergipe – Glória, Itabaiana, Lagarto, Socorro e Aracaju. Em 2004, 2008 e 2012 elegeu-se vereador de Aracaju, com votações que sempre excederam os 4 mil votos, totalizando 13.172. Em 2006, tropeçou em 31.749 votos na disputa por um mandato de deputado federal que não lhe levou a Brasília. Com os 53.455 votos de 2014, chegou lá.

Isso lhe deu poderes para berrar alto contra Michel Temer na votação de quarta-feira que pedia liberação da Câmara Federal para que o STF o investigasse por desvios de condutas. Foi o voto com maior poder de reverberação entre os sergipanos. Com Temer surfando numa impopularidade que chega perto dos 90%, o deputado passou a ser um pop star.

“Temer está com a nação toda revoltada contra ele, como podemos ver nas manifestações das redes sociais contra os deputados que votaram para salvá-lo. As pessoas não entendem porque Temer tem que estar blindado, se há provas contundentes, como uma mala com R$ 500 mil que um deputado devolve à Justiça. Isso é mais do que uma prova de que existe caroço nesse angu”, diz ele, para justificar seu voto.

Segundo Jony Marcos, sua posição contra Temer deve ser analisada dentro de um contexto, e não isoladamente. E este contexto, pondera, não é apenas pessoal. É de Estado. “Eu tenho dito que o Estado de Sergipe, o povo de Sergipe, é oposição ao Governo Temer. Os parlamentares são oposição. O Governo de Sergipe é oposição porque Temer abandonou Sergipe. Basta avaliar o quanto de recursos tem recebido Alagoas, Bahia e Sergipe”, diz.

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É da base do Governo JB
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Antes de se ao chegar negócio de Edir Macedo, Jony Marcos e foi católico

JLPolítica – O senhor ensaiou aquele discurso na hora de votar pela aprovação da investigação de Michel Temer pelo STF na quarta?
Jony Marcos – Não. Na verdade, não fiz ensaio. Tive uma preocupação, porque o meu partido apoia o Governo de Temer. O presidente nacional do meu partido, que está licenciado nesse momento porque é ministro de Indústria e Comércio Exterior, o apoia, e eu tenho uma postura de oposição ao Governo desde o momento em que ele ascendeu à Presidência. Então, tive que tomar todo o cuidado de não ofender o Governo diretamente, uma vez que o meu partido participa dele. E aí fui navegar nos erros que o presidente comete.

JLPolítica – E quais seriam esses erros?
JM – O meu partido assumiu um compromisso com o presidente Temer, pedindo, inclusive, que eu votasse com ele pelo impeachment de Dilma, porque ele carregava a esperança de uma nação e que saberia o que fazer quando chegasse à Presidência. Mas está demonstrando o contrário do que prometeu. Vou dar dois exemplos que já são suficientes: prometeu 200 mil toneladas de milho para socorrer o Nordeste durante a seca. Não cumpriu. Ele mandou 60 mil depois que eu, entre os 513 deputados, passava o dia todo, durante dois meses, cobrando. E o pior, Sergipe não recebeu nada dessas 60 mil toneladas.

JLPolítica – A sua intervenção falou do abandono das universidades, do Bolsa Família, do INSS e do abandono de Sergipe. Os defeitos do Governo Temer são só esses?
JM – O principal é o abandono de Sergipe. Eu tenho dito que o Estado de Sergipe, o povo de Sergipe, é oposição ao Governo Temer. Os parlamentares são oposição. O Governo de Sergipe é oposição, porque Temer abandonou Sergipe. Basta avaliar o quanto de recursos tem recebido Alagoas, Bahia e Sergipe. O líder André Moura passa um sufoco danado, porque fica defendendo, dizendo que o Governo faz, mas não faz nada efetivamente.

TEMER E SERGIPE
“Eu tenho dito que o Estado de Sergipe, o povo de Sergipe, é oposição ao Governo Temer. Os parlamentares são oposição. O Governo de Sergipe é oposição, porque Temer abandonou Sergipe”

JLPolítica – Houve reprimenda do seu partido por esse voto da quarta-feira?
JM – Do um partido, não. Mas do presidente da República, houve. Desde quando eu votei contra a reforma trabalhista, ele já tirou um espeço que era indicação minha aqui.

JLPolítica – Mas desse voto específico dessa semana? 
JM – Houve ameaças.

JLPolítica – O senhor acha que Temer vai reunir meios de levar o governo até o 31 de dezembro de 2018?
JM – Não acredito. Acho que ele sai muito desgastado, embora alguém possa avaliar que ele saiu melhor do que entrou nessa crise da denúncia do Ministério Público Federal. Mas Temer está com a nação toda revoltada contra ele, como podemos ver nas manifestações das redes sociais contra os deputados que votaram para salvá-lo. As pessoas não entendem porque Temer tem que estar blindado, se há provas contundentes, como uma mala com R$ 500 mil que um deputado devolve à Justiça. Isso é mais do que uma prova de que existe caroço nesse angu.

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Antes de se ao chegar negócio de Edir Macedo, Jony Marcos foi católico

JLPolítica – O senhor acha falacioso o argumento da maioria de que estava votando pelo bem da restabilização da economia brasileira?
JM – A pergunta que fica é: em nome da economia, vamos aceitar a corrupção? O hino brasileiro já diz que esta terra é gigante pela própria natureza. O Brasil não quebrou não foi por causa de Temer, mas porque a economia é forte. O que aconteceu é que a presidente Dilma não tinha mais condições de governabilidade, porque o Congresso já não apoiava ela, e é o que está começando a acontecer com Temer. A economia se reorganizou um pouco quando ele veio com a esperança de mudança e o Congresso deu um voto de confiança. Agora, o Congresso já começa a demonstrar que não confia tanto, porque para ganhar uma votação como essa não foi com apoio gratuito. Foi, como todo mundo sabe, um apoio conquistado com distribuição de recursos públicos, através de emendas parlamentares. Por exemplo: Temer perdeu no Sudeste por quatro votos. No Norte e no Centro-Oeste, ganhou. No Norte, teve 20 votos de diferença, por ser uma das regiões mais carentes, onde os deputados precisaram das emendas.

JLPolítica – E o desempenho do Nordeste, como foi?
JM – Ganhou por quatro votos aqui no Nordeste, mas foi quase empate. Demonstra que não tem o apoio da Câmara como ele fala.

JLPolítica – O senhor considera escassa e danosa a atenção que o Governo Federal dispensa a Sergipe. Mas não faltam pleitos e projetos do Estado em direção ao Governo da União?
JM – Não. De jeito nenhum. Nós aprovamos uma emenda, das chamadas emendas de bancada, porque agora são duas impositivas – fala-se que no próximo anos serão três. Aprovamos uma de R$ 100 milhões para a reforma do Aeroporto de Aracaju e ele contingenciou R$ 70 milhões. Agora, liberou mais R$ 70 milhões, inclusive deputados falaram que trouxeram. Não foi isso. Ele tirou R$ 70 milhões, para depois devolver R$ 70 milhões e dizer que está fazendo algum benefício, mas a emenda é impositiva. Ele era obrigado a pagar os R$ 100 milhões.

FORA TEMER
“Temer está com a nação toda revoltada contra ele, como podemos ver nas manifestações das redes sociais contra os deputados que votaram para salvá-lo. As pessoas não entendem porque Temer tem que estar blindado”

JLPolítica – O senhor acha que o deputado federal André Moura corre perigo ao se expor tanto em defesa do Governo Temer? 
JM – André é um valente. Ele tem o azar de estar defendendo um Governo inerte para Sergipe. André trabalha muito, vem para o Estado, vai para o interior, tem várias agendas quando está aqui em Sergipe, porém, anda por aí fazendo política como líder de um Governo que não corresponde nem a 10% da força que André deveria ter como líder.

JLPolítica – Mas essa é a minha pergunta: André não coloca o futuro em perigo ao defender um Governo com tamanha rejeição e com futuro incerto?
JM – Olha, André apostou nesse Governo, acreditou nesse Governo e agora ele tem que defendê-lo. Não tem como mudar o discurso agora. Porém, o Governo Temer está matando André Moura, deixando-o numa situação difícil porque não corresponde àquilo que ele deveria representar para o Estado. Um Estado que tem um líder do Governo no Congresso deveria ser um dos mais bem aquinhoados e nós não vemos isso.

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O deputado Jony Marcos de Souza Araújo, PRB, vai fazer 40 anos no dia de 30 de setembro

JLPolítica – Por que o PRB merece espaço numa chapa majoritária em 2018?
JM – Porque tem a simpatia do povo e um grupamento político forte, pessoas com mandato que são importantes: temos três prefeitos no interior, que são lideranças pujantes, prefeitos de primeiro mandato. É um partido em ascensão. São o Doutor Marcos, um médico jovem, de 30 anos, pela primeira vez prefeito de Aquidabã, o mais votado do Brasil proporcionalmente; a prefeita Nena de Luciano, uma mulher, sertaneja, pela primeira vez prefeita de uma cidade como Monte Alegre, e Doutor Júnior, prefeito de Poço Redondo, que tem sido honrado com o título de prefeito mais atuante do sertão e que tem recebido aplausos.

JLPolítica – Em que grau se dá esse pleito do PRB?
JM – Nós temos quatro espaços para disputar na majoritária: o de governador, de vice-governador, de primeira e segunda vaga de Senado. O PRB entende que tem nomes para disputar todos esses postos. Inclusive as pesquisas de instituto que temos, e as mais importantes, como as das feiras, do calor humano, mostram que o nome de Heleno Silva é o que vem em primeiro lugar.

JLPolítica – Mas a gestão desastrosa de Heleno Silva em Canindé de 2012 a 2016 o qualifica ou o deprecia para pleitear o Senado? 
JM – A grande verdade é que a gestão de Heleno não foi desastrosa. Para a quantidade de recursos que Canindé tem, a gestão dele foi boa. Isso só está sendo observado agora, porque o prefeito que lá está tem os mesmos recursos que Heleno tinha e não consegue fazer metade do que ele fez. Por isso as pessoas só conseguiram entender isso agora. Canindé tinha R$ 15 milhões por mês e quando Heleno deixou a Prefeitura estava com R$ 6. A culpa não foi de Heleno. Foi por uma redução da usina de Xingó e do ICMS do Estado, que fizeram com que os recursos caíssem e aí as pessoas avaliavam que era uma gestão ruim. Mas não era. Canindé ganhou, nesta quarta, um prêmio de primeiro lugar no Brasil pelo Conselho Nacional de Justiça como cidade que investiu na preservação das nascentes dos rios que formam a Bacia do São Francisco. O prefeito Heleno criou um Fundo, aprovado pela Câmara, que bonifica aqueles que preservam a caatinga e as nascentes.

FORA CORRUPÇÃO
“Em nome da economia, vamos aceitar a corrupção? O hino brasileiro já diz que esta terra é gigante pela própria natureza. O Brasil não quebrou não foi por causa de Temer, mas porque a economia é forte”

JLPolítica – O grupo que está no Governo e que vai tentar fazer o novo governador está receptivo a esse pleito de vocês?
JM – Eu acredito que sim, inclusive o governador Jackson Barreto tem conversado muito conosco. Sempre cito uma frase da minha avó, que dizia que é com o balançar do caminhão que as abóboras se ajeitam. E quem conduz esse caminhão é o governador Jackson Barreto. Tem muita especulação dos grupos, nos partidos, dos personagens que compõem esses partidos. Uns querem chutar o pau da barraca; outros dão opiniões que não contribuem, mas o governador tem sido muito equilibrado e demonstra que deseja a união do grupo. Ele entende a importância do PRB, que foi fiel de balança em 2016.

JLPolítica – Nessa esfera da majoritária, não tem pleito demais para vagas de menos?
JM – Acho que só vi conseguir espaços na majoritária partidos que têm cacife para isso. E eu entendo que o PRB tem esse cacife.

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Em 2004, 2008 e 2012 elegeu-se vereador de Aracaju, com votações que sempre excederam os 4 mil votos

JLPolítica – O senhor não acha que em Sergipe se discute muito política e pouco projeto desenvolvimentista para o Estado?
JM – Depende. Quem discute isso? A classe política? A imprensa? O Governo do Estado discute muitos desses projetos. Se você observar, o governador tem ido ao interior ao menos a cada 15 dias e a cada vez que vai inaugura uma obra ou apresenta uma outra.

JLPolítica – Mas o senhor não acha que são obras na base do “caça meio-dia para comer à noite”, sem um planejamento macro?
JM – Não. Esse planejamento foi feito pelo saudoso governador Marcelo Déda, que aprovou o Proinveste e, com ele, um planejamento para até dez anos de obras importantes. Tudo está planejado e tem dinheiro em caixa.

JLPolítica – Com os seus 53.455 votos de 2014 o senhor voltaria a Brasília em 2018, ou vai necessitar de mais?
JM – Acredito que, pela condução da política no Brasil hoje, muitas pessoas não irão às urnas nas próximas eleições. Mas compreendo que tenho um eleitorado cativo, pessoas que gostam do nosso trabalho, que se identificam com a minha forma de discursar, de agir, de trabalhar. Escapei de praticamente todos esses escândalos que aconteceram desde que tenho mandato. E olhe que eu me elegi pela primeira vez vereador em 2004 e de lá pra cá aconteceram vários escândalos. As pessoas reconhecem isso e demonstram um carinho especial pela minha pessoa e pelo meu trabalho. Então, haverá no geral uma votação muito aquém do que se espera e acredito que quem repetir uma votação igual a essa minha estará eleito no próximo ano.

ANDRÉ MOURA SEM FORÇA
“André trabalha muito, vai para o interior, tem várias agendas quando está aqui em Sergipe, porém anda por aí fazendo política como líder de um Governo que não corresponde nem a 10% da força que deveria ter como líder”

JLPolítica – O senhor acha que Lula pode definitivamente ser interditado no processo eleitoral?
JM – Acho que existe um interesse muito grande, e não sei dizer de quem, de tirar Lula da disputa do próximo pleito. Mas se não conseguirem fazer isso e Lula for candidato, corre um risco muito grande de ser presidente da República, até porque as camadas mais necessitadas da sociedade reconhecem que ele realmente valorizou o povo. Ele foi um presidente com calor humano, por isso que era popular e não era um populista.

JLPolítica – Os senhores consideram que na Alese só têm Jairo de Glória como representante hoje?
JM – Do PRB, só tem Jairo mesmo. Mas de outro partido, temos o pastor Antônio dos Santos, que é uma pessoa na qual acreditamos; o próprio presidente da Alese, Luciano Bispo, com quem a gente se dá bem muito bem; o deputado Robson Viana, que é um amigo-irmão que tem feito um grande trabalho, resgatando uma festa popular como a do rasgadinho.

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Jony Marcos vê Heleno Silva como uma espécie de Deus do PRB

JLPolítica – Mas o PRB traz nomes ligados à IURD em 2018?
JM – Trará. O PRB deverá trazer ou o pastor Mardoqueu ou o pastor Cláudio, que hoje é vereador de Socorro. Mardoqueu é ex-deputado e Cláudio um político em ascensão, que vem seguindo a mesma modalidade. Afastou-se do altar para seguir na política, tem feito um bom trabalho como vereador e há chances de um dos dois se tornarem candidatos ligados à IURD.

JLPolítica – Qual é a inferência da IURD sobre o seu mandato parlamentar? Ela lhe exige o que?
JM – Infere muito. A IURD é minha mãe, assim como Deus é o meu pai. Ela aconselha os membros da igreja a terem uma conduta ilibada. O conselho de um líder da Universal é muito importante para mim. Claro que o líder da igreja trabalha o lado religioso, o lado da fé, e nem sempre vai ser uma visão política. Mas é importante que exista alguém capaz de aconselhar o homem. Sempre digo que um homem sem freio está fadado ao fracasso.

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“Nós temos quatro espaços para disputar na majoritária: o de governador, de vice-governador, de primeira e segunda vaga de Senado. O PRB entende que tem nomes para disputar todos esses postos”

JLPolítica – Desde 2004, o senhor não tem pastoreado, apesar de é um pastor por formação. Isso lhe faz falta?
JM – Faz, e muito. Eu acho que é a coisa de que mais sinto nessa transição que passei quando fui para a política é a falta de um altar para pregar. Meu altar tem sido a rádio. Faço programação de rádio em oito emissoras, assim como os pastores Heleno, Mardoqueu e Cláudio. Sempre estamos unidos nesse trabalho, uma vez que não temos a oportunidade de pastorear na igreja, porque o próprio estatuto dela diz que aqueles que ocupam cargos públicos eletivos precisam se afastar. Num primeiro momento, é muito difícil. Mas depois vai se acostumando e entendendo que cada um tem sua função num organismo que é a igreja e que essa função política também é muito importante.

JLPolítica – Qual o papel da fé e da religião nesse estado conturbado em que se vive hoje?
JM – A fé muda a vida de um homem, implanta valores que a sociedade esqueceu por causa das mudanças e da liberdade exacerbada que se busca nesses últimos tempos. É possível você encontrar uma pessoa que diz, por exemplo, “bom era no tempo da ditadura”. Uma pessoa dessa talvez não tenha conhecido como a ditadura foi nociva para a liberdade das pessoas. Mas se avaliarmos a fundo, não é saudade da ditadura que ela está externando. É saudade da disciplina que existia naquela época, porque disciplina é muito bem-vinda. E a fé disciplina o homem, seja na sociedade, no casamento, no caráter, fortalece o pacto social e faz com que a sociedade seja melhor.

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Segundo Jony Marcos, sua posição contra Temer deve ser analisada dentro de um contexto, e não isoladamente