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Entrevista

Jozailto Lima

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Luciano Bispo: "A ditadura voltou para Itabaiana"

Publicado 29 de julho 20h00 - 2017

Aos 63 anos, Luciano Bispo de Lima, PMDB, tem um currículo encorpado: já angariou quatro mandatos de prefeito de uma das cidades mais importantes de Sergipe, Itabaiana, e dois de deputado estadual. Desde 2015, está presidente do Poder Legislativo de Sergipe, e parece ser uma bênção para Jackson Barreto, governador, neste momento de crise.
 
Em nome das dificuldades pelas quais passa o Estado, Luciano Bispo aceita, inclusive, que o Governo Estadual mexa, atrasando, no repasse do duodécimo do Legislativo, forçando-o a re-escalonar o pagamento de servidores e fornecedores. “Tenho sido concessivo e compreensivo”, admite ele.
 
Mas não admite que ser concessivo seja ruim para o Legislativo. “Não, porque a gente sabe que o Estado está passando por dificuldades. Quando os demais poderes conversam com o Governo do Estado e assumem um compromisso, estão justamente pensando no povo, que é quem vota na gente. Veja que agora em julho mesmo, aceitamos receber o repasse do Legislativo no dia 26 para que o Governo pagasse antes os aposentados no dia 20”, diz ele.
 
Para agir assim, Luciano chama para si as supostas dores que o comandante do Poder Executivo, Jackson Barreto, sente neste momento. “A crise é real. Não acredito que nenhum Governo queira pagar a folha atrasada. E principalmente um homem como Jackson Barreto, que vem da esquerda”, justifica.
 
“Atraso de salário é uma das coisas que mais magoam o governador Jackson Barreto. Ele se chateia e, muitas vezes, precisamos até confortá-lo. Ele já falou que deixa de ir a alguns lugares, porque onde chega é cobrado. E eu sempre lhe falo: “governador, não é culpa sua””, afirma.

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“Quando os demais poderes conversam com o Governo e assumem um compromisso, estão pensando no povo”, diz

JLPolítica - Qual a análise que o senhor faz desses dois anos e meio do Legislativo em Sergipe? Este poder vive uma boa quadra?
Luciano Bispo - Acho que se compararmos ao o que se passou, é uma excelente quadra. A Assembleia Legislativa mantém um excelente comportamento perante o povo sergipano quando ajuda na governabilidade e nos projetos que chegam à Casa. Ela faz isso o mais rápido possível e da melhor forma possível, e de maneira transparente. Claro que sempre tem as críticas, as cobranças, mas os projetos que chegam, naquilo que o Executivo quer, são votados e aprovados. Não adianta pensar diferente. O Legislativo não é para prejudicar o Executivo, e a Alese tem tido um bom relacionamento com todos os poderes - o Executivo, o Judiciário, e as instituições como Ministério Público e Tribunal de Contas. Estamos mais juntos.
 
JLPolítica – Há uma pauta específica para o retorno dos trabalhos no dia 1º?
LB - Não. Tem os que não foram votados ainda, como a questão da lobinha, do Corpo de Bombeiros, e outras questões pontuais. Depende muito do Governo, dos projetos do Governo.
 
JLPolítica – O senhor tem sido concessivo ou compreensivo nesse momento de crise na relação com o Executivo?
LB – Tenho sido os dois - concessivo e compreensivo. 

JLPolítica – O concessivo não é ruim para o Legislativo?
LB – Não, porque a gente sabe que o Estado está passando por dificuldades. Quando os demais poderes conversam com o Governo do Estado e assumem um compromisso, não estão dificultando. Estão justamente pensando no povo, que é quem vota na gente. Veja que agora em julho mesmo, aceitamos receber o repasse do Legislativo no dia 26 para que o Governo pagasse antes os aposentados, no dia 20.
 
 JLPolítica – E o Judiciário e os demais órgãos?
LB – O Judiciário, o Tribunal de Contas, o MP, a Defesonria, todos aceitaram.

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" Assembleia Legislativa mantém um excelente comportamento perante o povo sergipano quando ajuda na governabilidade e nos projetos que chegam à Casa. O Legislativo não é para prejudicar o Executivo”

JLPolítica – O senhor acha que o Estado faz isso por falta de planejamento ou porque a crise é real?
LB – É porque a crise é real. Não acredito que nenhum Governo queira pagar a folha atrasada. E principalmente um homem como Jackson Barreto, que vem da esquerda, da esfera social, e que levou a vida combatendo injustiça.
 
JLPolítica - Nas suas conversas com ele, o senhor tem ouvido lamentos?
LB – Atraso de salário é uma das coisas que mais magoam o governador Jackson Barreto. Ele se chateia e, muitas vezes, precisamos até confortá-lo. Ele já falou que deixa de ir a alguns lugares, porque onde chega é cobrado. E eu sempre lhe falo: “governador, não é culpa sua”. Ninguém pode negar o déficit de R$ 6 milhões na Previdência. Ninguém também está culpando os aposentados. A coisa é que foi mal pensada lá atrás. Faltou planejamento.
 
JLPolítica - Qual o seu conceito hoje dessa dicotomia entre o PMDB de Sergipe e o PMDB nacional? O senhor acha que eles estão em desarmonia, apartados?
LB – Na verdade, o Governo Federal passa uma dificuldade grande com relação a Sergipe por não contar com os votos dos sergipanos, a não ser o de André Moura. Aí ninguém está para brincar de política. O Governo Federal usa as armas que tem. Temos 11 votos, dez são contra ele, só conta mesmo com o apoio de André Moura. Ele pode pensar diferente? Não.
 
JLPolítica – Mas o senhor acha que o Governo Temer tem prejudicado Sergipe?
LB – Não. A questão maior do país é o momento econômico. A questão financeira.
 
JLPolítica - Nesse contexto econômico, com um Governo atrasando salário, o senhor acha que o PMDB, com Jackson Barreto, pode fazer um sucessor?
LB – Pode. Aliás, pode, não: nós vamos fazer o sucessor.
 
JLPolítica – Com base em que o senhor diz isso?
LB – Com base no trabalho de Jackson Barreto. Claro que existe essa questão do financeiro, mas vamos tentar resolver. O governador está impaciente com isso e tem procurado resolver.
 
JLPolítica – Quem deve ser o candidato do PMDB?
LB – Se for por minha opinião, Belivaldo Chagas. Tem sido correto com o governador e, como homem, tem a credibilidade que um político necessita. É leal e tem experiência de governar o Estado.
 

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Acredita que é uma balela a possibilidade de Valmir e Maria Mendonça romperem

JLPolítica – Mas tem penetração política?
LB – Tem, e muito. Porque tem a confiabilidade dos líderes, dos políticos, que podem transmitir ao povo a transparência e a lealdade de Belivaldo conosco para que possam votar nele.
 
JLPolítica – O senhor recomendaria que Jackson se candidatasse ao Senado?
LB - Essa é uma questão de foro íntimo: quando ele disse que ia parar, a gente teve que respeitar. Mas agora já fizemos ele ver que ele precisa ser candidato e ele voltou atrás. Já pensa em ser candidato. Porque fortalece a chapa, fortalece Sergipe em Brasília, por ser inquieto, cobrador, conhecer os caminhos. Nós, sergipanos, precisamos de Jackson em Brasília como senador, até porque estamos precisando de senadores que trabalhem mais por Sergipe.
 
JLPolítica – Quando o senhor fala isso está dando-o como eleito?
LB – Não. Não tem ninguém eleito. Mas é um provável eleito. Não existe candidatura fácil, mas também não é difícil, porque ele tem o bem-querer do povo sergipano.
 
JLPolítica – Não compete ao senhor julgar a oposição, mas quem o senhor acha que deveria ser o candidato a governador entre os dois senadores e André Moura?
LB - Ninguém pode dizer quem é melhor ou quem é pior, porque depende do momento. Temos vários exemplos de prefeitos que ganharam no passado e que há quatro anos as pessoas diziam que não ganhariam nem para vereador.
 
JLPolítica – O senhor faz um Poder Legislativo perdulário?
LB – Não. Pelo contrário, fazemos uma administração econômica. Estamos vivendo com o mesmo orçamento de 2014, porque não houve crescimento econômico, e a Assembleia tem se adaptado ao orçamento antigo.

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“Se for por minha opinião, Belivaldo Chagas (deve disputar o Governo). Tem sido correto com o governador e, como homem, tem a credibilidade que um político necessita. É leal e tem experiência de governar o Estado”​

JLPolítica – O senhor é dos que comungam com a ideia de que Itabaiana deve ter um deputado federal em 2019?
LB – Sim, sou. Mas devo dizer que já tem, que é Fábio Mitidieri. Olhe, essa questão de ser um filho da terra é muito relativa.
 
JLPolítica – O senhor repete o voto de Fábio Mitidieri?
LB – Claro, com tranquilidade. Ele é um grande deputado federal.
 
JLPolítica – Com relação a Fábio Mitidieri, o senhor não acha que a cidade pode ter um filho da terra e outro de representatividade?
LB – Pode. Isso não depende só de mim e sim do povo.

 JLPolítica – O senhor acredita na ruptura entre Maria Mendonça e Valmir de Francisquinho?
LB – Eu dou até risada com relação a isso. Em Itabaiana, eu já ouço isso há 20 anos. Na hora “h”, dizem que se brigarem quem ganha é Luciano Bispo. E aí acabam com a briga.
 
JLPolítica – Mas um candidato a deputado federal, filho de Itabaiana, como Valmir quer fazer do próprio filho, atrapalha seu projeto pessoal?
LB – Não, porque meu candidato não é de lá.
 
JLPolítica – Não, estou me referindo ao seu projeto pessoal de reeleição.
LB – Não, a minha não. Confio no meu povo, nas pessoas que me acompanham, que votam em mim e que gostam de mim. Como costumo dizer, povo que me quer bem e que eu quero bem. Essa frase é fundamental e continua existindo. Não tenho medo de ninguém na política. Tenho respeito. 
  
JLPolítica – Dentro desse respeito, qual a visão que o senhor tem de Valmir de Francisquinho enquanto gestor público?
LB - Acho que a vaidade subiu pra cabeça. Valmir está se achando o melhor prefeito do Brasil, e não é. Um prefeito que acaba as Secretarias de Meio Ambiente e da Assistência Social, e onde a Saúde é um desastre, ele próprio é um desastre. Você pode me perguntar, “mas ele é tão péssimo e se saiu bem nas urnas?” Acontece, o povo se empolga. Valmir está deixando a desejar. Basta ir a Itabaiana para saber das histórias, ver como está a saúde, a educação, ver o comportamento dele com os amigos...
 
JLPolítica - De onde vem, então, a ideia de que ele é um bom prefeito?
LB – É apenas ele que diz.
 
JLPolítica - As pesquisas não comprovam isso não?
LB – Não. Ele tem se saído bem, mas foi um momento de ilusão do povo de Itabaiana.
 
JLPolítica - O senhor acha que Maria Mendonça tem condição, pela polarização política, de manter o mandato em 2018?
LB – Acho que sim. Acho que Maria e eu voltaremos para a Alese.

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“Sempre fui um grande administrador. Claro que cometi alguns equívocos”, reflete

JLPolítica – As emendas impositivas não funcionaram?
LB – Não. E não funcionaram porque ficamos preocupados com o que está se passando nesse momento com Brasil, e aí preferimos aguardar.
 
JLPolítica – O senhor acha que o presidente Temer conclui o mandato?
LB – Não tenho dúvida nenhuma.
 
JLPolítica – Com base em que o senhor diz isso?
LB – O Temer mostrou que sabe usar o poder, como se deve usá-lo e em que momento usá-lo. Ele vai fazer o que está dizendo, terminar o mandato e fazer as reformas que são de valor excepcional para o país. São medidas antipáticas, mas que ele vai tentar fazer.
 
JLPolítica – O senhor acha que a condenação de Lula para aqui ou pode se agravar a situação dele?
LB – Essa é uma dúvida que eu tenho. Não sei da parte jurídica, mas sou da opinião de que devem deixar Lula ser candidato a presidente da República. Um líder político só se acaba por dois motivos: ou pela morte ou pelo desinteresse povo.
 
JLPolítica - O senhor foi prefeito de Itabaiana por quatro vezes. É um mérito muito grande...
LB – Eu acho que seja. Mas lá querem dizer diferente. Uma, duas, três vezes já é valoroso. Agora, quatro vezes, e com menos de 60 anos de idade, é mais valoroso ainda. Itabaiana tem 127 anos de emancipação e nesse tempo várias e várias pessoas já passaram pelo seu comando e nenhuma delas fez pela cidade o que eu fiz.

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“Eu dou até risada com relação a isso (ruptura entre Maria Mendonça e Valmir. Em Itabaiana, eu já ouço isso há 20 anos. Na hora “h”, dizem que se brigarem quem ganha é Luciano Bispo. E aí acabam com a briga”

JLPolítica – ... Mas tem projetos de ser prefeito de Itabaiana mais uma vez?
LB – Hoje não penso mais em ser prefeito. Talvez esse tenha até sido um erro meu, porque fiquei muito em Itabaiana. Apesar de que em política não se pode dizer que dessa água não beberei. Mas só se acontecer uma coisa extrema mesmo. Porque acredito que tem que haver uma renovação.
 
JLPolítica – Por que o senhor não gostaria? Só para garantir a renovação?
LB – Porque acho que já fiz muito. Na verdade, não há um motivo maior. Se um dia eu precisar ser candidato a prefeito de Itabaiana, serei. Não tem problema.
 
JLPolítica – O senhor tem três filhas e acha que deixará descendentes na política?
LB – Acho que não. Me parece que nenhuma das três tem aptidão, apesar que uma delas, entre as mais novas, tem um jeito de ser que favorece. É alegre, expansiva, dada às crianças. Gosta de gente. Me parece um perfil bom.
 
JLPolítica – E como o senhor vê a timidez de Arnaldo e Roberto, seus irmãos, para a área? Isso lhe deprime?
LB – Não. A timidez deles é questão pessoal. Mas são dois homens valiosos, altamente honestos e competentes. Arnaldo foi um grande deputado e Roberto é um grande executivo público, que vem dando show aqui na Assembleia, assim como em todos os órgãos por onde passou.
 
JLPolítica – E por que não querem ser candidatos?
LB – Porque, na verdade, a política exige outros predicados que eles acham que não têm mais. Arnaldo foi deputado porque o convoquei, o povo de Itabaiana atendeu e ele aceitou. Mas já não pensa mais.
 
JLPolítica - O senhor já foi um homem rico, hoje é um classe média. Vale a pena ser político?
LB – Nesse aspecto, vale não. Mas a questão do patrimônio é relativa. Às vezes você tem um patrimônio grande e não é feliz. Eu sou feliz como sou.

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“Não será Valadares. O povo não vota nele. A vez dele já passou”, avisa. Vê Eduardo Amorim interessado na reeleição do Senado

JLPolítica – O senhor aproveitou-se do poder alguma vez?
LB – Não. Pelo contrário. Hoje, moro numa casa de herança.
 
JLPolítica – Há uma legenda de que o senhor é muito carismático para lidar com gente, mas um administrador sofrível, bagunçado. Isso procede?
LB – Não. Se eu fosse assim, a Assembleia não estaria como está, ótima. Sempre fui um grande administrador. Claro que cometi alguns equívocos. Mas qual é hoje o município mais arrumado de Sergipe? Itabaiana! Nenhum outro cresceu mais.
 
JLPolítica – Apesar de não querer mais ser prefeito, qual o seu grande sonho para Itabaiana?
LB – Gostaria que a cidade continuasse com aquilo que eu sempre defendi: com a liberdade de votar em alguém sem ter que ser reprimido por isso. Que as pessoas fossem à Prefeitura e fossem respeitadas. Que tivesse obras estruturantes. Mas o que mais me chateia hoje é que a ditadura voltou para Itabaiana pelas mãos dos meus adversários, com servidores sendo transferidos 20 vezes, por exemplo.
 
JLPolítica - Em virtude de que?
LB – Da camisa política que veste.
 
JLPolítica - Mas do ponto de vista desenvolvimentista, o senhor sonha com o que?
LB – Com as obras estruturantes acontecerem

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“Não sei da parte jurídica, mas sou da opinião de que devem deixar Lula ser candidato a presidente da República. Um líder político só se acaba por dois motivos: ou pela morte ou pelo desinteresse do povo”

JLPolítica - O que falta para Itabaiana ser um centro industrial em vez de só comercial e agrícola?
LB - Na verdade, temos um perfil comercial. As grandes indústrias passam pela exigência de algo que não temos, que é a água. Mas nosso povo também deveria começar a pensar na questão industrial, porque ela precisa de sócios e o povo itabaianense tem perfil individualista.
 
JLPolítica - Dizem que igreja evangélica não prospera em Itabaiana, porque os itabaianenses não dão o dízimo...
LB - Não, porque somos católicos por natureza. Ninguém ajuda a igreja católica tanto quanto o povo de Itabaiana.
 
JLPolítica – O senhor está preparado para virar vice-governador e presidente da Assembleia durante oito meses se Jackson desincompatibilizar-se em março?
LB – Isso não altera nada. Para mim, vai dar no mesmo. Jackson vai sair, Belivaldo vai assumir e vai fazer a eleição.
 
JLPolítica – Qual foi sua votação em Itabaiana em 2014?
LB – Praticamente 19 mil votos, dos 29.763 votos.
 
JLPolítica – O senhor acha que sua gestão e seu mandato ampliam mais esse leque?
LB – Creio que sim. Mas também não sou aquela pessoa que se preocupa em ser o mais votado. Preocupo-me em me eleger.
 
JLPolítica – A Alese, com tantos suplentes novos, não perdeu o ritmo?
LB – Não. A Alese tem um bom ritmo.
 
JLPolítica – Por que chamam o senhor de Jeguinho, de forma carinhosa?
LB – Isso vem da infância, de quando eu jogava bola e corria muito. O povo falava que eu corria igual a um jeguinho, e isso pegou. Não levei a mal, e ficou até hoje. Gosto.
 
JLPolítica – Presidente, Itabaiana nunca produziu um governador de Estado. Isso não é estranho?
LB – Isso vem muito de Deus apontar. Por que Simão Dias fez tantos? É uma casualidade.
 
JLPolítica – O próximo governador sergipano não pode ser, de novo, de Simão Dias?
LB – Pode.

 JLPolítica – Com Valadares ou com Belivaldo?
LB – Valadares não chega lá. O povo já não vota mais nele. A vez dele já passou.
 
JLPolítica - O senhor acha que ele tem essa pretensão?
LB – Ele nem dorme, só pensando nisso. Quer, e muito.
 
JLPolítica - O senhor vê em Eduardo Amorim perfil para disputar o Governo do Estado?
LB – Eduardo pensa e vai disputar é vaga de Senado, porque na concepção dele uma vaga de senador é de Jackson e a outra, dele. Ele não quer arriscar, ficar sem o Senado. Como ele é novo, vai esperar mais quatro anos, porque se Belivaldo se eleger, não poderá se candidatar à reeleição.
 
JLPolítica – Então ele conta com Valadares para governador?
LB - Isso. É por aí.

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“Nosso povo também deveria começar a pensar na industrial”, recomenda