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Entrevista

Jozailto Lima

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Marcos Franco: “Aracaju Parque Shopping será garantia de entretenimento, segurança e beleza”

“Meu costume e minha cultura são voltados para empreender e empreender”
31 de agosto - 20h00


Com uma missa privada e celebrada nas primeiras horas da manhã do próximo dia 19 de setembro, uma quinta-feira, a capital de Sergipe ganhará, efetivamente, seu terceiro shopping center, com a inauguração do Aracaju Parque Shopping, situado na avenida João Rodrigues, 42, no Bairro Industrial, centro histórico e antigo da cidade. As portas do equipamento serão abertas aos consumidores às 10h em ponto.

Trata-se de um shopping com S maiúsculo e que, seguramente, vai levar importância, densidade, emprego e musculatura a uma região importante da capital, numa convergência com a parte aracajuana mais antiga e com os desdobramentos de Nossa Senhora do Socorro e da Barra dos Coqueiros, as duas cidades que mais crescem em Sergipe.

O Aracaju Parque Shopping é um empreendimento do Grupo ACF, derivado do empresário Antonio Carlos Leite Franco, falecido em 16 de julho de 2003, cuja continuidade dos negócios é tocada hoje pela viúva Tereza Augusta Miranda Franco, os filhos Marcos Franco, 43 anos, e Osvaldo Franco, 40, e que geram cerca de 1,3 mil empregos diretos com duas unidades da Sisa Industrial, dois hotéis em sociedade com um familiar em Aracaju, o Jornal da Cidade e outras atividades na área imobiliária.

A expectativa é a de que o Aracaju Parque Shopping venha a gerar cerca de três mil empregos diretos - contando os da ação direta do Grupo ACF e os dos lojistas parceiros. “Vamos entregar um shopping com a garantia de muita tranquilidade, entretenimento, segurança e beleza feito para a família sergipana”, celebra o empresário Marcos Franco, em nome da família.  

“Estaremos entregando um shopping onde a pessoa vai encontrar tudo aquilo que deseja, com prazer e satisfação. Hoje as pessoas que vão a shoppings querem ter acesso a tudo em um único lugar, porque essa é a função de um shopping: ofertar entretenimento, alimentação e consumo em geral. E é o que estamos fazendo com o nosso”, completa o executivo.

Com três pavimentos e cerca de 1.400 vagas de garagem, o Aracaju Parque Shopping foi projetado para ter 211 lojas no seu momento de pico. De maturação. “Nessa primeira etapa, a gente tem cerca de 106 lojas e 19 mil metros quadrados. Mas até isso pode variar, porque às vezes a pessoa quer uma loja maior”, diz Marcos.

Pensado pelo Grupo ACF desde 2014, o Aracaju Parque Shopping não tem o valor do seu investimento revelado por Marcos Franco. “Não sou muito de falar em valores de investimentos, porque acho que o mais interessante para um empreendimento é o que ele vai gerar e agregar para a região, a cidade, o Estado. Só posso garantir, é claro, que se trata de um investimento de grande porte, não tem dívida nenhuma”, diz Marcos.

O shopping está plantado numa área de aproximadamente 36 mil metros quadrados de terreno e 70 mil metros quadrados de área construída, incluindo o Deck Park - estacionamento coberto. Marcos Franco e seus familiares não lamentam o momento de crise em que vive o Brasil, embora ache que as coisas estariam bem melhores se houvesse um maior crescimento da economia.

“O empresário tem que também tentar ser otimista. A gente sempre foi educado a trabalhar. Não tenho outra obrigação, nada, a não ser a de empreender. O meu costume, a minha cultura, a do meu pai, todos os ensinamentos dele, são voltados para empreender e empreender. Diante disso, a gente tem que acreditar no Brasil, e sobretudo em Sergipe”, afirma Marcos Franco.

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Com uma missa privada e celebrada nas primeiras horas da manhã do próximo dia 19 de setembro, uma quinta-feira, a capital de Sergipe ganhará, efetivamente, seu terceiro shopping center,
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Marcos Leite Franco Sobrinho nasceu no dia 20 de agosto de 1976

JLPolítica - Que tipo de shopping os sergipanos estarão recebendo no próximo dia 19 de setembro com a inauguração do Aracaju Parque Shopping?
Marcos Franco -
Vamos entregar um shopping com a garantia de muita tranquilidade, entretenimento, segurança e beleza feito para a família sergipana. Estaremos entregando um shopping onde a pessoa vai encontrar tudo aquilo que deseja, com prazer e satisfação. Hoje as pessoas que vão a shoppings querem ter acesso a tudo em um único lugar, porque essa é a função de um shopping: ofertar entretenimento, alimentação e consumo em geral. E é o que estamos fazendo com o nosso.

JLPolítica - Qual o tamanho da área física em que ele está localizado? 
MF -
São aproximadamente 36 mil metros quadrados de terreno e 70 mil metros quadrados de área construída, porque inclui o Deck Park - o nosso estacionamento coberto.

JLPolítica - O grupo empresarial da sua família planejou um empreendimento para 211 lojas. Mas com quantas o shopping abrirá agora em setembro?
MF –
Isso varia muito, porque depende da negociação comercial, depende da entrada de megalojas, de âncoras. Mas o que não varia é a ABL - Área Bruta Locável -, que é de 27 mil metros quadrados. Então, nessa primeira etapa, a gente tem cerca de 106 lojas e 19 mil metros quadrados. Mas até isso pode variar, porque às vezes a pessoa quer uma loja maior.

JLPolítica - O shopping chega com quantas lojas âncoras?
MF -
Chega com a Americanas, a Renner, a C&A, a Riachuelo e o cinema. São cinco. É o suficiente.

JLPolítica - O senhor considera satisfatória a quantidade de lojas satélites? 
MF -
A gente tem focado nisso agora, porque as âncoras já temos e não há mais espaço para lojas desse tipo. Mas vamos abrir com um número agora e em outubro já será outro. Tudo vai variar. Para abrir, é suficiente, e segue o ritmo de inaugurações de shoppings que ocorrem no Brasil.

UM SHOPPING A SERVIÇO DO PRAZER E DA SATISFAÇÃO
“Estaremos entregando um shopping onde a pessoa vai encontrar tudo aquilo que deseja, com prazer e satisfação. Hoje as pessoas que vão a shoppings querem ter acesso a tudo em um único lugar, porque essa é a função de um shopping: ofertar entretenimento, alimentação e consumo em geral. E é o que estamos fazendo com o nosso”

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É casado com a empresária Fernanda Lacerda de Souza Franco

JLPolítica - Qual é o prazo dado para se chegar às 211 lojas?
MF -
A previsão é de fazermos isso em duas etapas, que seriam as chamadas expansões. Mas tudo depende da economia também. A perspectiva é de em mais dois anos abrir a primeira etapa e dois anos depois, a segunda. São etapas grandes, e tudo já está estruturado. O investimento para essas expansões é pequeno e a rentabilidade maior, porque essa parte seria apenas de mega e satélites, sem âncoras, e a base está posta. Feita.

JLPolítica - O Aracaju Parque Shopping tem estrutura para ser acrescido um quarto pavimento?
MF -
Não.

JLPolítica - Quantas vagas de garagem vão ser disponibilizadas?
MF -
Teremos aproximadamente 1.400 vagas, o que significa uma boa quantidade de área legal e que vai atender à demanda da região, que tem grande fluxo. Isso facilita até para os lojistas também. Vai ter o estacionamento externo e o interno, que é o Deck Park - aquele tipo que entra direto da garagem num dos pavimentos do shopping, sendo uma comodidade a mais.

JLPolítica - O Aracaju Parque Shopping mira um público específico e determinado, ou está aberto a todas as classes sociais e de consumo?
MF -
Ele é um shopping aberto a todas as classes. Logicamente, o grosso são as classes C e D. Mas estamos prontos para as A e B também. Tanto é que a população da Barra dos Coqueiros, que terá investimento em condomínios mais luxuosos, também é importante para o shopping.

JLPolítica - A partir de quando o Shopping começou a ser concebido no pensamento da sua família?
MF -
Já tínhamos esse pensamento desde 2014 e dentro desse prazo houve uns dois anos de forte crise, a gente conversou com os lojistas e eles mesmos pediram para segurar o investimento. Tivemos dois anos de recessão e de PIB negativo no país, e isso influenciou muito.

NÚMERO DE LOJAS ÂNCORAS É O SUFICIENTE
“As âncoras já temos e não há mais espaço para lojas desse tipo. Mas vamos abrir com um número agora e em outubro já será outro. Tudo vai variar. Para abrir, é suficiente e segue o ritmo de inaugurações de shoppings que ocorrem no Brasil”

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É pai de Antonio Carlos Leite Franco Neto, 14, e de Maria Tereza Lacerda Souza Franco, 10

JLPolítica - O país continua em crise. O senhor acha essa coincidência meio desgastante de se estar vivendo, a partir de 2012, como se fosse uma crise que não passa, que atinge a economia? Isto é angustiante para quem empreende?
MF -
Com certeza o é, principalmente para quem é empresário. Mas o empresário tem que também tentar ser otimista. A gente sempre foi educado a trabalhar. Não tenho outra obrigação, nada, a não ser a de empreender. O meu costume e a minha cultura, a do meu pai, todos os ensinamentos dele, são voltados para empreender e empreender. Diante disso, a gente tem que acreditar no Brasil, e sobretudo em Sergipe. Foi uma coincidência muito grande, porque quando a gente começou o pensamento do shopping as coisas eram diferentes. Antes disso, estava um boom grande na economia, sobretudo na parte imobiliária, com muito crédito. Repito: quando começamos a pensar o shopping a economia estava lá em cima. De 2014 para frente é que começou a repercutir a crise. Veio 2015, depois piorou em 2016, 2017. Mas isso não nos desestimula: creio que nenhuma crise é pra sempre.

JLPolítica - Ele já abre com uma administradora de shoppings à frente. Quem é ela e que expertise tem na área?
MF -
A gente vai abrir com a Enashop. A priori, ela estará conosco até a abertura do shopping, nessa fase pré-operacional. No futuro, após a inauguração, vamos ver se continuaremos com ela ou com uma outra administradora. Mas a Superintendência do Shopping vai ficar com Augusto Boureau.

JLPolítica - Pronto, com suas 211 lojas, e maturado, quanto terá custado o Aracaju Parque Shopping?
MF -
Essa pergunta é interessante, mas não sou muito de falar em valores de investimentos, porque acho que o mais interessante para um empreendimento - e até para a própria entrevista - é o que ele vai gerar e agregar para a região, a cidade, o Estado.

JLPolítica - Podemos chutar que chegue a R$ 200 milhões?
MF -
Você pode chutar, até mesmo porque o pessoal da área de construção sabe quando custa um shopping daquele tamanho, com essa conformidade que nós lhe demos. Com o terreno e a área construída, as pessoas da área já têm noção de quanto custa. Só posso garantir, é claro, que se trata de um investimento de grande porte, não tem dívida nenhuma.

JLPolítica - A quanto de financiamento o grupo da sua família recorreu?
MF -
Você gosta de fazer contas (risos).

ESTACIONAMENTO COM APROXIMADAMENTE 1.400 VAGAS
“Teremos aproximadamente 1.400 vagas, o que significa uma boa quantidade de área legal e que vai atender à demanda da região, que tem grande fluxo. Isso facilita até para os lojistas também”

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Tereza Augusta Miranda Franco: sintonia de mãe e sócia nos negócios

JLPolítica - Qual é o formato de cinema e qual o grupo nacional vai provê-lo neste sentido?
MF -
O grupo é o Centerplex, que tem 36 anos no mercado. Hoje no Brasil tem mais de 100 salas operadas por ele. Nós teremos sete salas, sendo uma sala vip e uma megassala. Essa megassala tem 400 lugares, equipada com o que há de mais moderno em termos de projetor - será a laser -, tela e sonorização. A sala vip é um espaço que tem todas as poltronas vip, com serviço de garçom e restaurante para as pessoas jantarem assistindo a um filme, e será a primeira sala vip com projetor a laser no Brasil. Todas as salas são em formato stadium, que é em forma de arquibancada. Todas as salas com poltrona são semivip, exceto, claro, as das sala vip, que são mais largas e reclinam mais. Os projetores são da marca Crisch, considerados os melhores do mundo. O som dolby atmos, também o melhor do mundo. Inclusive, saiu uma matéria numa revista dos Estados Unidos especializada sobre exibidores com o cinema daqui de Aracaju.

JLPolítica - O Aracaju Parque Shopping será o primeiro equipamento deste porte no país e manter em seu interior um templo, uma Igreja? Por que esta opção?
MF -
Nós somos uma família católica, respeitamos todas as religiões e credos, mas acreditamos que é uma novidade. E achamos muito simpático - a capela já existia no espaço para atender à Sergipe Industrial que funcionou ali por anos e anos. Estamos apenas mantendo-a. Minha avó Gina Franco era muito católica e certamente ficará muito satisfeita com a igreja ali preservada. O arcebispo de Aracaju, Dom João José Costa, está muito satisfeito também.

JLPolítica - Ela terá atividade?
MF -
Vai ter sim. Aliás, sempre teve e continuará tendo. O bispo já esteve aqui para vermos uma grade de horários de missas.

JLPolítica - Então não será meramente decorativa?
MF -
Não, não. Jamais. Vamos ter missas, casamentos, eventos. A igreja atenderá a toda a comunidade, como sempre atendeu. É uma igreja pequena, com capacidade para 80 pessoas, mas que passou por uma reforma geral, mantendo os mesmos traços, as mesmas características. Claro, terá uma pracinha e serviço jardinagem para ficar bem simpática e bem bonita. 

JLPolítica - O senhor acha que Aracaju, com menos de 700 mil habitantes, tem espaço para quatro shoppings sucederem-se bem empresarialmente?
MF -
O nosso shopping está numa região diferenciada da de outros shoppings. A gente está na Zona Norte, e quando a gente começou o shopping gerou-se uma boa expectativa em relação a esse equipamento. Tinha só dois shoppings na cidade, que são o Riomar e o Jardins, e agora falam de outro shopping lá na Zona Sul - o Shopping Praia Sul. A gente fez todo o estudo de mercado, tudo certinho e concluímos que dá para ter outro shopping, um terceiro, principalmente nessa região.

EMPREENDER E EMPREENDER, E JAMAIS VÊ CRISE
“O empresário tem que também tentar ser otimista. A gente sempre foi educado a trabalhar. Não tenho outra obrigação, a não ser a de empreender. O meu costume, a minha cultura, a do meu pai, todos os ensinamentos dele, são voltados para empreender e empreender”

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O pai de Marcos é Antonio Carlos Leite Franco, que foi deputado federal e prefeito de Laranjeiras

JLPolítica - Mas os senhores também não trabalham somente com os 700 mil habitantes aracajuanos, não é?
MF -
Isso. Trabalhamos com a Grande Aracaju, onde estão também Socorro, São Cristóvão, Barra dos Coqueiros. Nessa região da Grande Aracaju vivem aproximadamente um milhão de pessoas – é um efetivo marcante. Mas, principalmente, a região primária nossa. As regiões primária e secundária, que são onde há o fluxo maior que a gente entende do shopping.

JLPolítica - O senhor acredita que um equipamento desse porte leva quanto tempo para maturar e dar o seu retorno empresarial?
MF -
Isso dependerá muito também da economia, mas a nossa expectativa é a de que daqui uns quatro ou cinco anos comece a estabilizar e a dar o retorno que nós esperamos.

JLPolítica - É um shopping para ser mantido pela família da Antônio Carlos Franco ou é para ser repassado?
MF -
O normal é sempre o de ser mantido. A gente sempre teve essa característica de manter os negócios, mas hoje em dia as coisas estão muito dinâmicas e muito rápidas em relação a antigamente. Mas o nosso jeito de ser é bem conservador. Somos bem conservadores nos negócios.

JLPolítica - Qual é a conexão de consumo e prestação de serviços que o Aracaju Parque Shopping poderá ter com as comunidades de Nossa Senhora do Socorro e da Barra dos Coqueiros?
MF -
O intuito nosso é cativar a todos de Sergipe inteiro, e é por isso que a gente quis um empreendimento que agregou um bom mix. Que esse mix seja o mais diverso possível, para atender a uma população também a mais diversa possível, das classe A a D. Queremos ser um shopping agradável para todos. Que as pessoas se sintam bem de estarem no Aracaju Parque Shopping. Mais que isso: que sintam vontade de voltar a ele. Esse é o nosso intuito. Nosso equipamento, nosso empreendimento, nossa localização a gente aposta muito que vai dar certo pela qualidade e pela modernidade que nós temos lá. Isso além do conceito de beleza. Tudo isso influencia: a gente espera um grande retorno da população, porque seremos um shopping simpático para a população.

JLPolítica - Qual é a perspectiva real de o Aracaju Parque Shopping resgatar a área mais antiga e orgânica da cidade de Aracaju, levando-lhe mais dignidade?
MF -
O normal de quando chega um equipamento dessa natureza é a região desenvolver e se valorizar. Nós também acreditamos nisso, pelo que a gente escuta da população. A gente sente que está todo mundo satisfeito com o que vem por aí. Todo mundo querendo inauguração já. E até nos perguntam justamente da data da abertura. Todos estão curiosos, querendo conhecer o shopping novo. Há um clamor. Então a tendência até da região circunvizinha é a de se valorizar. A tendência é até de mais prédios e edifícios naquela região. Isso é o que eu chamo de desenvolvimento natural. Lógico que tudo será a médio e longo prazo também.

MAS QUANTO TERÁ CUSTADO MESMO O SHOPPING?
“Não sou muito de falar em valores de investimentos, porque acho que o mais interessante para um empreendimento - e até para a própria entrevista - é o que ele vai gerar e agregar para a região, a cidade, o Estado”

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Sobrinho do ex-governador Albano Franco

JLPolítica - Mesmo por que Aracaju é uma cidade pequena e está exaurindo suas áreas de expansão. A região do Jardins, a 13 de Julho parcialmente saturaram...
MF -
Pois é, e para a Zona Norte, que é a do Bairro Industrial, que estava mais esquecida, vai ser importantíssimo esse desenvolvimento. Vai melhorar a própria região, até a parte da Orlinha, a logística e a parte do transporte.

JLPolítica - Que tipo de intervenção o senhor espera vir dos poderes públicos estadual de Sergipe e municipal de Aracaju para o centro da capital, os mercados centrais e o Terminal de Integração-anexo em decorrência do Aracaju Parque Shopping?
MF -
Esperamos muito e na questão do transporte é muito importante, porque quanto mais tiver transporte, mais facilita para o fluxo do empreendimento. Vimos numa matéria a Prefeitura de Aracaju dizer que iria tirar a parte de transporte municipal lá da Rodoviária Velha e mandar direto para o Terminal do Mercado, que fica ao lado do shopping. Isso ajudaria o nosso empreendimento. A tendência, e já temos um fluxo muito grande ali, é a de aumentar mais a frequência. Tanto é que a gente tem feito algumas mudanças lá na estrutura de acordo com as exigências do Rive, que é a parte da documentação que a Prefeitura exige da logística e de transporte.

JLPolítica - O senhor não acha que o shopping, por ser uma instituição que funciona até as 22 horas, pode tirar o centro comercial de um certo esquecimento? Pode resgatá-lo de fechamento de lojas e voltar a crescer?
MF -
Acho, sim, que o shopping contribuirá com o desenvolvimento de lá do centro, porque vai dar mais movimentação para a região. Chama o povo até de outras regiões para ir ao shopping e elas podem derivar depois para o comércio de lá também. Influencia muito a região e a valoriza. Tanto valoriza o comércio do centro quanto o próprio empreendimento nosso.

JLPolítica - O empreendimento vai ter conexão com a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, com a CDL, FCDL e outras instituições para fazer campanhas em conjunto?
MF -
Vamos fazer parcerias com todo mundo. Conversaremos com todo mundo. A gente tem conversado com o nosso superintendente Augusto Boureau e decidido que será feita uma parte do marketing lá também.

JLPolítica - Se o empresário Antônio Carlos Franco, o seu pai, fosse vivo, o senhor acha que ele aprovaria esse empreendimento sem ressalvas?
MF -
Não sei se ele aprovaria 100% (risos). Eu gostaria que ele aprovasse. Mas eu confesso que não sei, não tenho muito essa ideia. Sei que normalmente ele escutava os questionamentos, apesar das críticas. Meu pai sempre foi duro com as coisas, mas eu acho que o empenho e a dedicação são o mais importante da gente nessa hora. Sei que foi um investimento muito grande e muito difícil para a época. A gente não esperava, nem como sergipano e nem como brasileiro, esse tempo todo de uma economia muito difícil. Foram praticamente cinco anos difíceis. O pessoal esperava um ou dois anos, e que depois melhorasse. Mas tudo na vida é um risco. A gente tem que ter um risco calculado. É o natural, e de nada nos arrependemos.

DA CONFORMIDADE DO CINEMA E QUEM VAI OPERAR
“O grupo é o Centerplex, que tem 36 anos no mercado. Hoje no Brasil tem mais de 100 salas operadas por ele. Teremos sete salas, sendo uma sala vip e uma megassala. Essa megassala tem 400 lugares, equipada com o que há de mais moderno em termos de projetor”

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Com o irmão Osvaldo Franco, Marcos comanda o Grupo ACF, que gera cerca de 1.300 empregos

JLPolítica - O senhor e seu novo negócio estão dentro desse risco calculado?
MF -
Estamos. Lógico que nós esperávamos maturar em menos tempo, mas aí veio essa economia ruim. Teve também o atraso da obra, que repercutiu um pouco também nos próprios custos do empreendimento. Mas isso já foi.

JLPolítica - O senhor acha que serve a quem ou ao que o fato de a economia do Brasil estar com o crescimento abaixo de um dígito?
MF -
Acho que não serve à causa de ninguém. E o clima negativo não é bom para ninguém: nem para o pessoal de classe alta, nem média, nem baixa. Todo mundo perde, e principalmente os da classe baixa. Você vê aí a quantidade de desemprego que o Brasil ainda tem.

JLPolítica - O senhor tem esperanças em Jair Bolsonaro e nesse governo dele?
MF -
É como eu me posiciono: da parte empresarial, a gente sempre tem que ter esperança. É lógico que as pessoas têm suas qualidades e seus defeitos. Esperamos que o presidente tenha muito mais qualidades que defeitos, porque ele é o nosso presidente. É o presidente de todos. Espero que ele faça um bom trabalho nessa parte da economia. Não é um negócio de curto prazo. Não é uma solução de um piscar de olhos. É algo que virá aos poucos. Mas mesmo que seja aos poucos, é importante que a gente vá crescendo, mesmo que devagarzinho, e não descendo, como estava. Descendo a ladeira, sem perspectiva. E para as pessoas, principalmente o empresariado e a população que está desempregada, se o Brasil está crescendo mesmo que pouco, mas cresce, pelo menos já se têm uma luz no fim do túnel. Empolga-se. Os empresários nacionais começam a investir no Brasil e os estrangeiros também. Isso com segurança, com a parte fiscal estabilizada.

JLPolítica - O Grupo ACF tem algum outro empreendimento em vistas depois do Aracaju Parque Shopping?
MF -
Vamos descansar um pouco desse [risos]. Vamos estabilizar esse que está em curso. O que tem é a ampliação futura do próprio. A gente se propõe sempre a organizar ao máximo o empreendimento para que ele se solidifique e dê um resultado positivo no tempo esperado.

JLPolítica - Como vão as atividades têxteis do grupo da sua família? A China lhes deu trégua?
MF -
Vão bem, mas não nos deu trégua. Ainda continuam dando trabalho os produtos, especialmente da China, Índia, Paquistão, aquela região asiática que tem uns custos de produção menores que os nossos. Não tem jeito. A gente tem os equipamentos modernos, tão modernos ou até mais que os deles, mas a parte do custo-Brasil - energia, encargos trabalhistas, infraestrutura -, enfim não tem competição. O custo deles é bem menor e o crédito é mais barato.

SHOPPING COM UMA IGREJA EM ANEXO, E QUE FUNCIONARÁ
“Vamos ter missas, casamentos, eventos. A Igreja atenderá a toda a comunidade, como sempre. É pequena, com capacidade para 80 pessoas, mas que passou por uma reforma geral, mantendo as mesmas características”

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Com três pavimentos e cerca de 1.400 vagas de garagem, o Aracaju Parque Shopping foi projetado para ter 211 lojas no seu momento de pico

JLPolítica - Quantos empregos o Grupo ACF gera hoje em dia com tudo?
MF -
Diretamente, uns 1,300. Só a Sisa tem 1,1 mil, mais os hotéis e tem o Shopping, que vai gerar uns três mil empregos entre diretos e indiretos, mas é com a parte dos lojistas e não a gente.

JLPolítica - Pela parte da família ACF, alguém retoma a atividade política-eleitoral, ou isso é uma coisa banida do horizonte?
MF -
Não vou dizer que nunca retornaremos à política. Eu já fui político por dois mandatos de deputado estadual e ainda converso política também com os nossos amigos de alguns municípios. Converso porque sigo esse conhecimento, essa amizade com as pessoas e porque temos também um pouco da credibilidade. Se não tivesse a credibilidade, a experiência, que vem da educação de meu pai pela palavra dada, talvez não conversasse. Mas há e as pessoas conversam comigo até hoje. Eu gosto.

JLPolítica - O senhor pessoalmente fechou as comportas das disputas?
MF -
Não sei. Hoje estou focado nas empresas e no shopping. Hoje, eu não sei, mas o futuro a Deus pertence.

JLPolítica - Brigaria com um dos seus filhos se quisesse ser político?
MF -
Eu não sou de brigar com ninguém.

FAMÍLIA VAI MANTER O SHOPPING OU REPASSÁ-LO?
“O normal é sempre o de ser mantido. A gente sempre teve essa característica de manter os negócios, mas hoje em dia as coisas estão muito dinâmicas e muito rápidas. Mas o nosso jeito de ser é bem conservador. Somos bem conservadores nos negócios”

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Teve dois mandatos de deputado estadual, obtidos em 1998 e 2002