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Entrevista

Jozailto Lima

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Silvany Mamlak: “Politicamente, eu sobrevivi a Sukita”

Publicado em 16 de fevereiro de 2019, 20h00

“A gente faz política pública de assistência sem discriminação”

“Politicamente, eu sobrevivi a Sukita”. Esta frase de Silvany Mamlak, prefeita de Capela, não é um mero aforismo, uma máxima sentença, uma verdade dita em poucas palavras. A frase traduz uma verdade lacônica, exposta sob o céu cru da política de Sergipe.

“Politicamente, eu sobrevivi a Sukita” sinaliza, com exatidão, o sentimento e a sublimação de uma pessoa pública, uma mulher, que esteve casada, geminada e encastoada a uma outra que se converteu num dos piores e mais patéticos exemplos na vida pública, que foi Manuel Messias Sukita, um contumaz larápio do erário de Capela e hoje detento muito bem guardado pelo sistema prisional do Estado de Sergipe.

Para SiIvany Mamlak, que foi Silvany Sukita por um dia que durou 18 anos, e de onde saiu arranhada e com duas filhas adolescentes e de sobrenome Sukita para criar, este passado é inteiramente sepultado. Soterrado. Do tipo que não restou nem mesmo uma foto de parede. Ela sequer o visitou na cadeia.

Eleita prefeita de Capela em 2016 com 51,53 % dos votos válidos - ou 9.929 nominalmente -, contra Astrogildo da Farmácia, que teve 45,97% - ou 8,858 -, o que Silvany Mamlak mais pretende agora é seguir em frente, zelosa e sem arrogâncias. E, assim, fazer pela velha e sofrida Capela dos Tabuleiros o que o povo da Capela dos Tabuleiros quer e precisa: uma gestão que dê resultados e que atenda principalmente ao campo social. Aos excluídos.

Aliás, isso Silvany acha que vem fazendo, apesar das dificuldades encontradas no começo do governo, lá em 1º de janeiro de 2017. “Tenho um plano de governo e 54% dele estão conclusos. Pretendo colocar em prática 100% do meu plano de governo”, diz ela. Para Silvany, estes dois anos que lhe restam de gestão vão permitir fechar o ciclo. “Creio que dá sim”, diz.

O que mais lhe agrada é que o seu governo, admite, teria um foco justo no social. Diante da pergunta “em que área seu Governo mais marcou nestes dois anos?”, ela não esboça qualquer dúvida. “Acho que foi o fato de termos feito uma gestão humanizada, voltada para a assistência social do capelense”, responde.

“Se você faz um balanço comparativo das outras gestões com a nossa vai ver que a gente realmente faz política púbica de assistência sem discriminação. Fora os recursos que recebemos e que otimizamos através do Ação na Comunidade, um programa que lancei desde o meu primeiro ano e através do qual eu levo todos os serviços aos povoados mais distantes”, diz. Ela está lançando um Bolsa Família Municipal para 2019.

E é com base nesse modo de operação do seu Governo que Silvany Mamlak tem o queixo erguido e a convicção de que não temeria - se as coisas continuarem do jeito que vão - colocar seu nome à apreciação dos capelenses para uma reeleição lá em 2020.

Primeiro, a autoestima de Silvany Mamlak acusa que ela teve papel fundamental na eleição de 2016, e que não chegou lá apenas por ser um poste de Sukita. “Não tem como não ter mérito meu. Até porque, ele teve o processo eleitoral de 2012, no qual tínhamos uma excelente candidata, a desembargadora aposentada Josefa Paixão, pessoa desprendida de poder, vinda da magistratura, e não houve êxito, tanto que Ezequiel Leite ganhou a eleição”, diz Silvany.

“Então, quando você subestima o povo, acreditando que pode “eleger um poste”, dá errado. Eu não penso desta forma. As pessoas têm entendimento e votam num candidato. Eu me elegi com voto de Sukita, mas também com o voto de cerca de 10 mil eleitores que acreditam na pessoa de Silvany Mamlak. E naquele momento não teria outro nome no agrupamento. Tanto que as pesquisas me mostravam bem - isso pelo meu trabalho, meu sacrifício. Eu vivo Capela diariamente, e eu era ali em 2016 a melhor candidata a ser apresentada. A prova é que ganhamos a eleição”, diz ela.

Com discrição, sem arrogância e nem empáfia, Silvany Mamlak diz que os 18 anos de convivência com Sukita não foram suficientes para contaminá-la com os modos nada republicanos de ele ser e atuar na vida política, o que lhe valeu a condenação à prisão.

“Estou certa de que não”, diz Silvany, para refutar a possível contaminação. “Sempre fui muito cautelosa com relação às minhas ações. Quem me conhece, sabe. E sabe do momento difícil pelo qual passei, porque uma coisa é pagar devendo, outra coisa é pagar sem dever. Aquele acidente em 2014 traumatizou muito a minha vida. É difícil aceitar. Mas estou aqui. Estou bem, e a página está virada”, diz ele. “Aquele acidente em 2014” foi a prisão dela juntamente com ele.

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Do passado com Sukita, não restou nem uma foto de parede
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Nasceu em Aracaju, no dia 23 de outubro de 1978

COMEÇANDO A MOSTRAR A CARA DA GESTÃO
“A crise que o país estava enfrentando dificultou bastante a nossa gestão e a dos prefeitos do Brasil afora. (Mas) acho que 2018 para mim foi um ano muito bom, porque deu para destravar a máquina e mostrar a cara da nossa gestão” 

JLPolítica - Quais foram as principais dificuldades enfrentadas pelo seu governo nestes dois primeiros anos?
Silvany Mamlak -
A própria crise que o país estava enfrentando, diferentemente de anos anteriores, dificultou bastante a nossa gestão e a dos prefeitos do Brasil afora. No nosso caso, agravou a falta de apoio de políticos na esfera federal e estadual. Eu me elegi apenas com o apoio do povo de Capela. Somente em julho do ano passado nós conseguimos, através do então deputado federal André Moura, recursos de vários Ministérios que se transformaram em ações concretas. O Governo Federal também, nesses dois anos, não fez investimentos no município e isso dificultou bastante uma gestão municipal.

JLPolítica - Na perspectiva da senhora, os dois anos que faltam serão melhores?
SM -
Com certeza. Primeiro, tenho que botar fé no novo governo, agora que passou o período eleitoral. Então, tenho esperança de que se o presidente Jair Bolsonaro cumprir as promessas de campanha, principalmente a do olhar municipalista, teremos dois anos prósperos. Aposto também na forma de Belivaldo Chagas encarar o Estado. E acho que tudo que conseguimos com essa parceria com André está se concretizando: eu recebi R$ 1 milhão em maquinário; emendas parlamentares com as quais estou terminando o calçamento dos povoados Miranda, Terra Dura e Pedras - recursos que foram destinados por ele e por outros parlamentares, mas que ajudou a liberar. Isso deu uma folga nos recursos próprios do município.

JLPolítica - Tem mais recursos pactuados ainda para receber neste 2019?
SM -
Temos. Adelson Barreto deixou uma emenda impositiva já para 2019 na área de saúde. Isso é importante para nós. Eu também recebi R$ 3 milhões em julho do ano passado do Ministério da Saúde para incremento da atenção básica, e isso fez com que o meu Calcanhar de Aquiles, que era justamente a saúde, tivesse um avanço maior nos serviços. Isso ajudou a administração. Acho que 2018 para mim foi um ano muito bom, porque deu para destravar a máquina e mostrar a cara da nossa gestão. 

JLPolítica - No aspecto das ações, em que área seu Governo mais marcou nestes dois anos?
SM –
Acho que foi o fato de termos feito uma gestão humanizada, voltada para a assistência social do capelense. Se você faz um balanço comparativo das outras gestões com a nossa, vai ver que a gente realmente faz política púbica de assistência sem discriminação. Fora os recursos que recebemos e que otimizamos através do Ação na Comunidade, um programa que lancei desde o meu primeiro ano e através do qual eu levo todos os serviços aos povoados mais distantes.

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No primeiro turno da eleição para o Governo de Sergipe, foi com Eduardo Amorim

ÁREA EM QUE O GOVERNO MAIS MARCOU NESTES DOIS ANOS
“Acho que foi o fato de termos feito uma gestão humanizada, voltada para a assistência social do capelense. Se você faz um balanço comparativo das outras gestões com a nossa, vai ver que a gente realmente faz política pública de assistência sem discriminação”

JLPolítica – Já chegou a todos?
SM –
Olha, são 43 povoados e nós já conseguimos atingir a 50% deles. Já conseguimos, consequentemente, aproximar as pessoas cada vez mais da gestão municipal. É uma ação que tem um custo de recursos próprios da Assistência Social, mas acho que dessa forma conseguimos fazer uma gestão humanizada. Outro ponto é a educação capelense: estou inaugurando a reforma terceira escola e acho que mais marquei foi nesses dois aspectos, e também na infraestrutura, quando tive a coragem de iniciar a obra dos três mercados municipais, que é um complexo. Essa é uma obra da qual um gestor devolveu mais de R$ 1 milhão, e um outro também. Todos conhecem o imbróglio que é essa obra, e eu tive a coragem de em 2018 retomá-la, e hoje já temos 50% da obra concluída.

JLPolítica – Como a senhora encontrou a gestão municipal de Capela do ponto de vista da organização da máquina?
SM –
Eu encontrei o município com obras paralisadas, inacabadas, com pagamentos indevidos. Ou seja, uma bagunça. É bem complicado falar disso, até porque não costumo agir olhando pelo retrovisor. Mas todos acompanharam pela imprensa a forma como recebi a Prefeitura. Viram, até, que não houve transição. Eu tenho um relatório que respalda tudo que encontrei. O que fiz apenas foi me proteger e proteger o município da forma que o encontrei. Então, acho que cada um sabe de sua responsabilidade.

JLPolítica – Ter 12 unidades de saúde da família é o suficiente para atender as demandas de uma cidade com 34 mil habitantes?
SM –
Não. Porque são 12 equipes para cobrir todas as áreas e microáreas. E um dos compromissos que tenho é justamente o de comprar um gabinete móvel odontológico, porque há locais onde não tenho como fazer um gabinete fixo. Mas quando cheguei, tinha recursos alocados da gestão passada pelo ex-senador Eduardo Amorim para a construção de clínicas de saúde, e uma já estou entregando agora, no povoado mais distante de Capela, o Quem Dera, outro na Terra Dura, que já está com 60% das obras concluídas, e vamos iniciar a do Povoado Barracas. Quem Dera é área, Barracas e Terra Dura são microáreas, então como fomos contemplados com clínicas de saúde, com gabinetes odontológicos e são povoados grandes, isso ajuda a ter um atendimento cômodo. Sem falar que tenho postinho de saúde ainda. Mas tenho fé que vamos avançar ainda mais na saúde do nosso município. 

JLPolítica – Em que a Secretaria de Estado da Saúde ajudou nas carências de Capela nestes dois anos?
SM -
A Secretaria de Saúde do Estado, efetivamente, não nos ajudou em nada. A gente sofre com a regulação dos nossos exames, cirurgias eletivas só temos quando se faz mutirão e abre vagas para Capela. As cirurgias de alta e média complexidade estão paralisadas, porque Aracaju não quer mais ter essa a responsabilidade. Eu sofri muito no primeiro ano com a saúde, porque não tínhamos como atender à demanda. Mas é isso que estou te falando: quando a gente recebe o incremento da saúde, sobra de recursos próprios, a gente consegue contratar pelo próprio município os especialistas.

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Apostou que André Moura seria dirigido ao Senado pelo povo de Sergipe

A SAÚDE FOI UM CALCANHAR DE AQUILES
“A Secretaria de Saúde do Estado não nos ajudou em nada. A gente sofre com a regulação dos exames, cirurgias eletivas só temos quando se faz mutirão e abre vagas para Capela. As cirurgias de alta e média complexidade estão paralisadas”

JLPolítica – Mas a Saúde não demanda mais do que educação?
SM –
Isso não. A educação consome mais, até porque tem os índices prefixados. A educação tem 25% e a saúde, 15%. Mas graças a Deus nós estamos acima do índice constitucional.

JLPolítica - Quanto por cento das crianças e adolescentes capelenses estão matriculados nas escolas públicas?
SM –
Eu creio que em torno de 70%. Era muito diferente antes, até porque eu tinha dados que não estavam nem no sistema. Até estava conversando esta semana com a Comissão do Sintese e dizendo que nós fomos guerreiros. Eu não consegui atingir a meta do Ideb, mas exatamente porque não peguei o Ideb na meta. Mas olhando para os dados, é positivo para mim, enquanto gestora, e para eles, os professores, que são as ferramentas importantes para a gente promover uma educação de qualidade. Por isso eu tenho esse olhar de fazer da educação a marca da nossa administração.

JLPolítica – A senhora consegue pagar o piso do Sintese?
SM –
Graças a Deus, desde o primeiro ano que assumi a Prefeitura de Capela.

JLPolítica – Quantas escolas tem o município de Capela?
SM -
São 28, e eu estou recuperando as três escolas de que falei, porque as crianças estudavam em salas totalmente inadequadas para a qualidade de ensino.

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Foi com Adelson Barreto para deputado federal: ele não conseguiu a reeleição

HAVIA DESCUIDO COM A EDUCAÇÃO MUNICIPAL
“Eu não consegui atingir a meta do Ideb, mas exatamente porque não peguei o Ideb na meta. Mas olhando para os dados, é positivo para mim, enquanto gestora, e para eles, os professores, que são as ferramentas importantes”

JLPolítica – Como funcionam as parcerias entre a Prefeitura de Capela e instituições ensino de fora do município?
SM –
Nós já recebemos alunos da UFS na área de educação e saúde e agora vamos fazer uma parceria com a UFS para receber uma readequação do Plano Diretor do município.

JLPolítica – Readequação em que sentido?
SM –
Teremos um novo planejamento no Plano Diretor, porque Capela cresceu. E isso será feito com o apoio das engenharias da UFS. Já marcamos uma reunião com a coordenadora Taís e está em nossa agenda para que ainda nesse semestre possamos colocar para a sociedade esse novo plano.

JLPolítica – Como é que foi o desempenho do Governo Municipal no contexto das obras públicas nestes dois anos?
SM -
Apesar da falta de ajuda de que falei, foi muito positivo. Todas as obras que eram de gestões passadas e que estavam paradas, estão hoje em andamento. No aniversário da cidade, entregamos uma grandiosa obra, a Praça da Juventude, que passou de um local sombrio e triste a um espaço cheio de vida e com várias atividades, como fit dance, futebol. O campo sintético dela é um sucesso, e atrai inclusive as pessoas dos povoados. A Praça da Conceição, obra do Governo Federal, também está em andamento. Nós vamos fazer uma passarela, uma avenida, um parque aquático. É uma obra complexa, mas que temos de realizar. Colocamos a iluminação de LED em quatro praças, o que gera conforto e segurança para as pessoas que moram e trafegam nelas. Também temos os pórticos das três principais entradas da cidade: pela Santa Clara, por Dores e pela Pirunga. Também fizemos pavimentação nos povoados Pedras, Terra Dura e Miranda, nos conjuntos habitacionais onde as pessoas estavam na poeira e na lama. É uma obra que gera saúde e qualidade de vida. Iniciamos uma quadra coberta e uma creche em Pedras. Estamos entregando um CRAS na zona rural - é o primeiro a ter um, e vamos iniciar no povoado Saúde uma quadra coberta, porque quando a gente promove esporte, educação, a gente tira o jovem que pode ir para um caminho diferente do que o que a gente quer para os nossos filhos. E é questão de saúde também. Tem as três escolas - a última é no Campo de Aviação, e é especial, porque as crianças não tinham nenhuma condição e hoje terão 10 salas, quadra, refeitório, laboratório de informática. É uma obra muito importante, com investimento de R$ 1 milhão, toda custeada com recursos próprios, inclusive o terreno.

JLPolítica – Qual é o orçamento do município previsto para 2019?
SM –
Em 2018, foi de R$ 77 milhões e foi cumprido, inclusive tivemos superávit, chegando a R$ 80 milhões. Para 2019, vamos rever o orçamentário, porque tivemos incremento na receita. A previsão foi de R$ 82 milhões e esperamos cumprir, se a justiça de Deus e a dos homens nos ajudar. Estou numa briga jurídica com relação aos direitos do minério de Capela. Dos royalties nós já conseguimos em 2018 e isso impacta em R$ 600 mil por mês. É muito positivo.

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Mas acertou com Vanderbal Marinho, que foi reconduzido a Alese

UM GANHO NAS OBRAS PÚBLICAS
“Todas as obras que eram de gestões passadas e que estavam paradas, estão hoje em andamento. No aniversário da cidade, entregamos uma grandiosa obra, a Praça da Juventude, que passou de um local sombrio e triste a um cheio de vida”

JLPolítica – As obras de recuperação dos três mercados municipais foram feitas com recursos próprios? E têm que significado?
SM –
Olha, 90% da população capelense ansiavam por essas obras. Quando eu decidi fazê-las, eu ouvi a população. Eu certa de que são as obras que o povo queria e é um compromisso meu entregá-las este ano, no São Pedro. O cronograma está correto e elas estão bem adiantadas.

JLPolítica – A senhora conhecia gestão pública antes, mas não como uma titular final do Executivo. Estranhou muito quando assumiu o poder?
SM -
Passei por Educação, Saúde e Administração e quando virei prefeita estranhei, porque uma coisa é assumir uma pasta mas a responsabilidade ser totalmente do gestor e você só executar o planejamento dele, embora você coloque a sua marca. Mas essas passagens foram me credenciando a estar prefeita hoje. Foram laboratórios e me deram uma experiência muito grande na parte de gestão. Mas hoje a responsabilidade é muito maior, porque você tem a visão do todo e as decisões cabem a você de forma solitária e firme, apesar da equipe.

JLPolítica – As ações do Governo do Estado de Sergipe durante a sua gestão chegaram para Capela de uma forma satisfatória?
SM –
Eu diria que falta muita coisa. Uma das dificuldades que encontrei e fui muito parceria do Governo do Estado, porque não tenho essa coisa de “a escola é do Estado, então a responsabilidade não é minha”. E quando assumi eu fiz um convênio com a Secretaria de Educação com relação ao transporte escolar e nunca tive o convênio em dia. Sabemos da dificuldade do Governo do Estado, mas é uma questão de prioridade, até porque os meninos precisam estudar. Então, como assumi esse compromisso, hoje mesmo o município está com cinco parcelas atrasadas, claro que algumas do ano passado. É uma grande dificuldade, mas com compromisso a gente consegue. Os prestadores de serviço de Capela estão em dia com novembro e dezembro e estou aguardando receber do Governo do Estado para totalizar o pagamento. A segurança pública também é um problema. As pessoas cobram do gestor municipal até porque moro aqui e, ao contrário do governador ou do secretário da área, as pessoas sabem onde moram. Com a Polícia Militar a gente uma parceria boa, mas ficamos um bom tempo sem delegado, o que é ruim para uma cidade grande como a nossa.

JLPolítica - Mas Capela enfrenta grandes problemas nessa área?
SM –
Quando você vê uma polícia preventiva e vê a figura do delegado, como temos hoje o doutor Carlos Frederico Muricy, a gente consegue ter um olhar positivo. Mas já tivemos assaltos em ônibus escolar, na sede e nos povoados, e as pessoas desciam do ônibus com medo. Isso refluiu.

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No segundo turno das eleições do ano passado, apoiou Belivaldo Chagas

DAS EXPERIÊNCIAS ANTES DE CHEGAR AO EXECUTIVO
“Passei por Educação, Saúde e Administração e quando virei prefeita estranhei, porque uma coisa é assumir uma pasta mas a responsabilidade ser totalmente do gestor e você só executar o planejamento dele”

JLPolítica – A senhora está sem força nos parlamentos estadual e federal para dialogar com o governo de Belivaldo Chagas?
SM -
Eu pessoalmente tenho acesso a Belivaldo. Na sucessão de 2018 eu fiz uma política de projetos e não no pessoal - apresentei o projeto em nome da cidade, num primeiro momento, ao candidato Eduardo Amorim. No segundo turno, votei com Belivaldo, porque tinha que cumprir minha palavra. Hoje, graças a Deus, nosso deputado estadual, Vanderbal Marinho, tem acesso a ele e estamos esperando ele respirar para sentar com ele e ver como pode nos ajudar.

JLPolítica – Tem algum pedido marcante de Capela?
SM -
Eu queria que o governador Belivaldo Chagas liberasse o asfaltamento do centro da cidade, principalmente na área dos mercados, como ele autorizou para alguns outros municípios.

JLPolítica - A sua gestão está em dia com os servidores, os precatórios e os fornecedores?
SM -
Precatórios também fora uma das dificuldades nossa. Já paguei precatório de 2014, 2015, 2016, 2017, no meu ano. Ainda não quitei todos. Capela tem uma dívida imensa de precatórios. A gente negociou - já paguei R$ 3,178 milhões de precatórios desde o dia que assumi. Este ano percebi que ainda tenho que pagar R$ 1,9 milhão. Mas graça a Deus, conseguimos honrar os precatórios do município. Do ano de 2017 para 2018 entramos com inadimplência muito alta. Mas já do ano de 2018 para 2019 diminuímos bastante. 

JLPolítica - A senhora conseguiu fazer o enxugamento funcional para que o município de Capela se enquadrasse nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal?
SM -
Estamos em curso, até porque tive que aplicar o piso do magistério. Apliquei já, e estou pagando, o piso aos agentes de saúdes, e dei um aumento linear a todos os servidores. Mas Capela necessita urgentemente de concurso público, e já estamos nos preparando para realizar no segundo semestre. Mas estamos nos adequando ao nosso teto de gasto.

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Mas queixa-se que falta muita coisa em termos de apoio do Governo do Estado, desde JB

“EU PESSOALMENTE TENHO ACESSO A BELIVALDO “
Na sucessão de 2018 eu fiz uma política de projetos e não no pessoal - apresentei o projeto em nome da cidade, num primeiro momento, ao candidato Eduardo Amorim. No segundo turno, votei com Belivaldo”

JLPolítica - O grau do agronegócio existente no município impede que Capela sonhe com novos empreendimentos na esfera industrial?
SM –
Não, nada disso. Capela realmente tem uma força no agronegócio principalmente com as usinas, mas hoje isso não contempla nossa necessidade de empregos. Quero dizer que Capela está de braços abertos. Temos um polo industrial que está subutilizado, já estivemos na Codise, fizemos algumas reuniões. No que depender do município, estamos de braço abertos para receber qualquer tipo de indústria. Temos o povoado Pirunga, pertinho da BR-101, onde sonho fazer um polo industrial.  Quem se interessar em conhecer o município de Capela para fazer investimento vai ter, sim, uma prefeita parceira.

JLPolítica – Com tanto tempo de convivência com Sukita, a senhora não teve como alterar o rumo das loucuras dele frente à política e ao poder?
SM –
Não tive, mesmo cada um é responsável pelas suas atitudes. Acho que ninguém muda ninguém.

JLPolítica – Mas a senhora tentou ajudar, aconselhar...
SM –
Sim, tentei aconselhar várias vezes. Quem acompanhou um pouco da nossa fase via realmente minhas opiniões divergentes, por isso que nunca fiquei em nenhuma Secretaria por um tempo longo. Quando estava realizando qualquer tipo de trabalho bem-sucedido, sempre tinha algum tipo de intervenção dele.

JLPolítica – Qual é o seu conceito do modo administrativo dele fazer as coisas? A senhora julga com qual olhar?
SM -
Eu penso que o mando na coisa pública tem que ter uma responsabilidade maior. A gente tem vontade de fazer muito mais, mas obrigatoriamente tem que entender que com o dinheiro público é preciso ter coerência. É preciso respeitar os órgãos de controle e, sobretudo, respeitar a legislação vigente no país. Eu respeito.

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Na questão da segurança pública, lamenta; "já tivemos assaltos em ônibus escolar na sede e nos povoados"

UM PEDIDO MARCANTE DE CAPELA
“Eu queria que o governador Belivaldo Chagas liberasse o asfaltamento do centro da cidade, principalmente na área dos mercados, como ele autorizou para alguns outros municípios”

JLPolítica - Sukita estaria pagando agora por não ter respeitado isso, atentado para isso?
SM –
Fica difícil para eu avaliar, até porque não sou da área de direito, então, prefiro não opinar nessa pergunta. Mas insisto: cada um é responsável pelos seus atos. E pelos atos dele ele foi julgado pela justiça. Não por mim e nem pela oposição, então...

JLPolítica – Qual o sentimento da senhora ao vê-lo preso?
SM -
A gente teve uma convivência de 18 anos e temos duas filhas. Ele está vivendo dias ruins, mas não contribuí para isso.

JLPolítica – Como é que as duas filhas de vocês regem a tudo isso?
SM -
Graças a Deus, elas puxaram a mim. São fortes e têm muita fé em Deus. Claro que tem o trauma: é o pai delas que está passando por esse momento difícil. Mas garanto que elas estão bem. Elas estão firmes, têm meu apoio e têm o meu amor. Então, tento suprir, como sempre fiz, os dois papéis: o de mãe e o de pai. Busco com muito mais força dividir a vida pública com a de mãe. Às vezes até peço licença às pessoas quando estou participando de algum ato, evento, e digo-lhes: “Agora preciso assumir meu outro papel, o de ser mãe”. Em face desse meu esforço, elas estão bem, e agradeço a Deus.  

JLPolítica – A senhora já visitou Sukita alguma vez no presídio?
SM -
Nunca visitei e também não tenho interesse em visitá-lo. As meninas já foram, apenas uma vez. Agora é uma decisão delas, de não querer visitá-lo mais lá. 

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Na Câmara de Capela, diz que sua base aliada reúne 12 vereadores

DO SONHO DE UMA NOVA REALIDADE INDUSTRIAL
“No que depender do município, estamos de braço abertos para receber qualquer tipo de indústria. Temos o Pirunga, pertinho da BR-101, onde sonho fazer um polo industrial. Quem se interessar em conhecer Capela para fazer investimento vai ter, sim, uma prefeita parceira”

JLPolítica – Mas por que a senhora não tem interesse em visitá-lo?
SM -
Não tem nenhum sentido visitá-lo, até porque tudo foi muito traumático. Tentei da melhor forma possível sair dessa relação de uma maneira muito leal, tenho a consciência tranquila com relação ao meu papel. Acho que foi o próprio comportamento dele que me afastou ainda mais. 

JLPolítica - A senhora não conseguiu ser contaminada pelo modo político e administrativo de ser de Sukita?
SM -
Estou certa de que não. Sempre fui muito cautelosa com relação às minhas ações. Quem me conhece, sabe. E sabe do momento difícil pelo qual passei, porque uma coisa é pagar devendo, outra coisa é pagar sem dever. Aquele acidente em 2014 traumatizou muito a minha vida. É difícil aceitar.  Mas estou aqui. Estou bem, e a página está virada.

JLPolítica - Qual acidente?
SM -
O da prisão que atingiu a ele e a mim.

JLPolítica - Pelo que a senhora vivenciou nestes dois anos, pelo Governo que realiza, acha que dá para pensar numa reeleição em 2020?
SM -
Tenho um plano de governo e 54% dele estão conclusos. A partir do momento em que eu consiga ter o entendimento da população do que é fazer uma gestão voltada para políticas públicas e para o desenvolvimento do nosso município, creio que, terminando as obras dos mercados, das escolas, e fazendo uma política pública de assistência, ajudando as famílias carentes do município, fora as obras estruturantes que estão em andamento, tenho total convicção de que posso, sim, me colocar à disposição do meu agrupamento e, o mais importante, da população capelense para tentar uma renovação de mandato para mais quatro anos.

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Avalia que tem uma gestão humanizada, voltada para a assistência social

DA FORMA DE SUKITA TRATAR A COISA PÚBLICA
“Cada um é responsável pelos seus atos. E pelos atos dele, ele foi julgado pela justiça. Não por mim e nem pela oposição, então... É preciso respeitar os órgãos de controle e, sobretudo, respeitar a legislação vigente no país. Eu respeito”

JLPolítica - Esses dois anos que restam são suficientes para colocar em práticas os 46% que restam do seu plano de governo?
SM –
Sim. Pretendo colocar em prática 100% do meu plano de governo. Creio que sim. Que dá.

JLPolítica - Mas a senhora acha que há vida política para seu projeto fora do ciclo de Sukita?
SM -
Com certeza. Politicamente, eu sobrevivi a Sukita. Tenho um agrupamento - uma parte do agrupamento que me acompanhou, que ficou comigo. Temos na Câmara Municipal 12 vereadores da base aliada, passei por um processo eleitoral de 2018 de uma maneira positiva, na minha avaliação. Meu agrupamento teve mais de 8 mil votos, contando com lideranças, vereadores. Claro que não votaram unicamente nos meus candidatos, até porque tenho uma forma democrática de administrar. Não sou dona dos votos de Capela. Todo mundo tem direito de opinar e de construir parceiras pessoais. Por isso, conto com a parceria dos vereadores que são aliados a mim e que votaram em outros deputados.

JLPolítica – Qual a relação da senhora com a Câmara? Tem maioria?
SM –
Tenho uma relação de harmonia. Respeitosa. Eles fazem o papel tanto de legisladores, orientadores, cobradores e de fiscalizadores. É uma relação muito positiva, mas também de muita independência.

JLPolítica – Mas é minoria?
SM –
Não, maioria. Doze vereadores são da bancada.

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Pontua Ação Social e Educação como os temais mais marcantes de sua gestão

DE COMO AS FILHAS ENCARAM A PRISÃO DO PAI
“Claro que tem o trauma: é o pai delas que está passando por esse momento difícil. Mas garanto que elas estão bem. Estão firmes, têm meu apoio e meu amor. Tento suprir, como sempre fiz, os dois papéis: o de mãe e o de pai”

JLPolítica – Mas a conquista da Prefeitura Municipal em 2016 foi uma consequência puramente de Sukita ou tem mérito da senhora também?
SM -
Não tem como não ter mérito meu. Até porque, ele teve o processo eleitoral de 2012, no qual tínhamos uma excelente candidata, a desembargadora aposentada Josefa Paixão, pessoa desprendida de poder, vinda da magistratura, e não houve êxito, tanto que Ezequiel Leite ganhou a eleição. Então, quando você subestima o povo, acreditando que pode “eleger um poste”, dá errado. Eu não penso desta forma. As pessoas têm entendimento e votam num candidato. Eu me elegi com voto de Sukita, mas também com o voto de mais de cerca de 10 mil eleitores que acreditam na pessoa de Silvany Mamlak. E naquele momento não teria outro nome no agrupamento. Tanto que as pesquisas me mostravam bem - isso pelo meu trabalho, meu sacrifício. Eu vivo Capela diariamente, e eu era ali em 2016 a melhor candidata a ser apresentada. A prova é que ganhamos a eleição.

JLPolítica - Qual a diferença básica entre seu modo de administrar e o de Sukita?
SM -
A diferença básica está na coerência. Eu entendo e respeito as limitações, a legislação. Sei o que posso e o que não posso. Eu respeito a legislação, respeito os limites prudenciais do que fazer numa gestão pública. Posso até sair amanhã como incompetente, não tem problema nenhum. Mas vou sair pela porta da frente e vou poder olhar no rosto de cada cidadão e dizer: “Olha, fiz o que pude”.

JLPolítica - O que é que hoje as pesquisas eleitorais para a sucessão municipal de Capela apontam para 2020?
SM -
É preciso deixar explícito uma coisa: a eleição não é hoje. A eleição será em 2020. Tivemos experiências recentes, nas eleições do ano passado mesmo, que mostraram uma evolução de candidatos, tanto que Belivaldo Chagas se consagrou governador. Ele tinha 10% no início da campanha e ganhou com a diferença que ganhou - é importante frisar isso. Lá em 2000, Marcelo Déda também não aparecia bem nas pesquisas para prefeito de Aracaju, tinha 7%, mas ganhou e a partir dali se fez até governador por duas vezes. O que eu quero dizer é que tudo é muito dinâmico. A gestão é feita para quatro anos. E a gestão com a minha cara, com a identidade de Silvany, começou praticamente há nove meses. Se errar agora, será minha responsabilidade. Será Silvany. Se acertar, também.

JLPolítica - A senhora identifica capacidade política em Isadora Sukita ao ponto de ela enfrentar uma eleição municipal de Capela?
SM -
Não. Isadora Sukita é uma figura abstrata. Tem que primeiro criar a identidade dela. Ela está acompanhando uma forma de fazer política, para mim, não exitosa. Uma pessoa não pode dizer que é o melhor e acabar com a própria vida, como fez o pai dela.

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Comemora a redução da inadimplência de 2018 para 2019

DO GRUPO POLÍTICO QUE FICOU COM ELA
“Politicamente, eu sobrevivi a Sukita. Tenho um agrupamento - uma parte do agrupamento que me acompanhou, que ficou comigo. Temos na Câmara Municipal 12 vereadores da base aliada. (Mas) não sou dona dos votos de Capela”

JLPolítica - A senhora recomendaria o que a essa menina?
SM –
Que Isadora precisa ter um pouco mais de cautela. Pode até ter um futuro na política, mas hoje é uma mera figura abstrata. Acho que as pessoas têm que ter clareza nas informações, porque é ruim brincar de eleição, como ela está querendo fazer: em 2020, ela não pode nem ser candidata a prefeita, e mesmo assim se coloca à disposição. Isadora não será candidata em 2020, porque ela não tem a idade requerida para concorrer a um mandato de prefeita, cuja exigência é a de se ter 21 anos até o dia da posse. Em 2024, ela já terá idade, e poderá disputar. Qualquer um é livre. Ela só precisa ter um pouco mais de prudência. Isadora precisa entender que na vida públicas não se tem varinha de condão. Não se pode brincar de eleição, e nem com a vida das pessoas que votam em candidato que não pode disputar. No dia em que eu não tiver condições de pleitear não vou enganar o povo.

JLPolítica - A senhora admite algum tipo de composição política com Ezequiel Leite para 2020?
SM -
Não. Hoje não tenho nenhum tipo de ligação com ele. Não está na minha pauta.

JLPolítica - Ter perdido a eleição de deputado federal com Adelson Barreto lhe é um complicador grave para o futuro?
SM -
Com certeza é. A partir disso, tenho que construir outros caminhos em Brasília. A gente sabe a força que André Moura teve em Brasília. Não vai ser uma perda apenas para Capela, mas para todo o Estado de Sergipe. Agradeço muito o apoio dele nessa parceria que construímos, tanto que vou continuar no agrupamento dele, fazer um movimento político para a minha filiação, por que estou sem partido. Tenho que ser justa com quem nos apoiou e André teve uma preocupação não com só com a pessoa de Silvany Mamlak, mas de promover ações diretas e concretas para Capela. Ações que melhoram tanto a minha gestão quanto a vida do povo capelense. Adelson Barreto foi meu candidato, votei nele para deputo federal. Ele foi justo com Capela, colocou uma emenda impositiva na área da saúde. Ele ajudou a outros municípios também. Fará falta.

JLPolítica - Surpreendeu-lhe com a não eleição dele?
SM -
Surpreendi-me, não só com a dele, mas de outros candidatos.

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É mãe de Larissa Mamlak, de 23 anos, que lhe fez avó antes dos 40 anos

“VOU BUSCAR A TODOS. CAPELA PRECISA DE AJUDA”
“Vou bater em todas as portas, como sempre fiz desde que assumi. Pouco ou muito, recebi um ônibus de Laércio, emenda de 2017; ajuda também de Valadares Filho, na área da saúde; Fábio Mitidieri, numa emenda para festa da padroeira”

JLPolítica - A senhora vai buscar um dois oito federais para projetos?
SM -
Vou buscar a todos. Capela precisa de ajuda. Vou bater em todas as portas, como sempre fiz desde que assumi. Pouco ou muito, recebi um ônibus de Laércio Oliveira, emenda de 2017; ajuda também de Valadares Filho, na área da saúde; Fábio Mitidieri, numa emenda para festa da padroeira.Este ano não tive condições de realizar uma festa da padroeira maior, porque tive outras prioridades. Capela tem que regular a rede de abastecimento de água. Vamos fazer com recursos próprios seis poços artesianos para regular a água, hoje o maior problema que tenho. Falta água na sede, nos povoados. Tivemos uma conquista com apoio de Belivaldo Chagas, no povoado Miranda. Numa parceria do Governo com Capela, levamos água à localidade. As pessoas esperavam essa água há mais de 35 anos.

JLPolítica - Capela está matando as tradições culturais, como São Pedro, Festa do Mastro, a Sarandaia?
SM -
Não. Pelo contrário, tivemos uma dificuldade ano passado, porque a legislação muda. A Praça da Juventude é a antiga é a Praça São Pedro, e lá era onde o mastro era queimado. Estamos acostumados a queimar o mastro dentro da cidade, mas o órgão fiscalizador não permite mais. Tenho que tirar de dentro da cidade, atender ao Corpo de Bombeiros.

JLPolítica - Mas a festa não morrerá?
SM -
Não. Quero tranquilizar a população e reafirmar o meu apoio às tradições populares, desde a Sarandaia - aliás, a parte mais apaixonante da festa -, até o percurso e o cortejo do mastro e a baiana. Inclusive, este ano não teremos shows à tarde para que os turistas e a comunidade possam curtir mais a baiana, a parte cultural. Garanto que faremos um grande São Pedro, com bandas sergipanas, capelenses, e a cereja do bolo, que são as atrações de renome nacional.

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E Larissa está na luta com ela, chefiando a Ação Social de Capela