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Entrevista

Tanuza Oliveira

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Valadares: “Jackson e Belivaldo não sabem sair da enrascada em que se meteram”

Publicado em 16  de setembro de  2018, 20:00h

“Valadares Filho tem personalidade e voo próprios para caminhar e decidir”

O senador Antônio Carlos Valadares, PSB, é um dos nomes mais conhecidos da política sergipana: ele já foi prefeito de Simão Dias, deputado estadual, deputado federal, vice-governador, governador e está no terceiro mandato – ou seja, há 24 anos – de senador. Resumindo: eleição não é nenhuma novidade para ele nestes mais de 50 anos de atividade.

Mas essa de 2018 traz um gostinho diferente, sim. É que Antônio Carlos Valadares compõe a chapa majoritária ao lado do herdeiro, deputado federal Valadares Filho, que pleiteia o mandato de governador pelo mesmo partido.

“Fui eleito três vezes senador pela vontade da população e Valadares Filho também se elegeu três vezes consecutivas a deputado federal. Quem mais pregou esse discurso de pai e filho, por coincidência foram os meus adversários de plantão que querem o meu lugar de qualquer jeito”, afirma.

Essa situação no Brasil, a de ter pai e filho numa mesma chapa majoritária, só acontece aqui e em Alagoas, onde os Renan Calheiros pai e filho também o fazem. E é claro que essa composição não foi vista com bons olhos, especialmente pela oposição, que o acusa de práticas não republicanas ao exigir a presença de ambos nas chapas.

Mas, segundo o senador, a história não foi bem assim. “Demorei muito para aceitar a minha candidatura. Foi uma exigência da coligação de seis partidos que apoiam Valadares Filho que, reunidos em convenção, resolveram que a minha candidatura ajudava a fortalecer a chapa majoritária. E não atrapalhava em nada a campanha para o Governo de Sergipe”, afirma.

Ele é um dos 13 candidatos ao Senado este ano e mantém o seu estilo diretão quando o assunto são os principais adversários. “André vai levando o barco e o desgaste, certo de que tirará alguma vantagem eleitoral, nem que seja pela promessa de liberação de recursos astronômicos, que, infelizmente, nunca chegarão a Sergipe, pelo menos no montante anunciado por ele de R$ 1.464.000,00”, critica.

Já a Jackson Barreto e a Belivaldo Chagas, ele os define como a dupla que fez “o governo que levou o Estado ao fundo do poço”. “Não tendo o que mostrar, partem para a agressão para ver se mudam o foco da frustração que eles construíram no seio de nossa sociedade. Eles não sabem sair da enrascada em que se meteram e, por isso, preferem enveredar por uma linha de discurso radical, populista e mentiroso”, acusa Valadares.

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“Demorei muito para aceitar a minha candidatura", revela
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Famoso por suas tuitadas, tem palpite para tudo

ATUAÇÃO PREMIADA NO CONGRESSO
“Meu trabalho no Senado é visto por todos como o de um legislador preocupado em elaborar e relatar projetos que possam aperfeiçoar o nosso ordenamento jurídico e melhorar a vida do povo. Por causa desse trabalho, há dez anos seguidos recebo o prêmio denominado os “100 Cabeças do Congresso Nacional”

JLPolítica - O que Sergipe pode esperar de mais um mandato seu no Senado, caso o senhor consiga a reeleição?
Antônio Carlos Valadares
-Nos três mandatos de senador, me preocupei sempre em estar atualizado para bem exercer delegação tão importante que me foi conferida pelo povo sergipano. Não fiquei apenas batendo na mesma tecla, pisando naquilo que é comum a todos os parlamentares, a liberação de verbas. Quem se der ao trabalho de pesquisar como foi a minha vida no Senado poderá concluir que foquei a minha atuação naquilo que aprendi na Faculdade de Direito: manusear a Carta Magna, a nossa legislação, fazer uma interpretação do texto legal e pensar numa adequada modificação do conteúdo para melhorar a sua aplicação para os operadores de Direito, advogados, juízes, promotores, defensores públicos e para tornar a justiça mais célere.

JLPolítica – Quais foram as áreas nas quais o senhor mais atuou?
ACV
- Na prática, durante todos esses anos de forma efetiva atuei em todas as áreas do Direito, como membro permanente da mais importante comissão do Senado, a CCJ. Participei de debates, inclusive com a apresentação de emendas ao novo Código de Processo Penal, ao novo Código Civil, iniciativas como a audiência de custódia, a nova lei de lavagem de dinheiro, a PEC da revitalização, a PEC da Alimentação, a nova lei de drogas como relator, a lei orgânica da defensoria pública como relator, a PEC da saúde como relator. Quando o presidente da CCJ precisa dar agilidade a alguma proposta, para meu orgulho, sou um dos preferidos para a relatoria. Então, o meu trabalho no Senado é visto por todos como o de um legislador preocupado em elaborar e relatar projetos que possam aperfeiçoar o nosso ordenamento jurídico e melhorar a vida do povo.

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Diz que Valadares Filho tem voo próprio

REFORMAS SERÃO PRIORIDADE
“Entre as minhas prioridades, a Reforma Política e a Reforma Tributária, as mais decantadas nos últimos anos e nunca realizadas por conta de um Congresso leniente, que tem se preocupado mais com verbas e posições no governo do que com o essencial para assegurar um futuro melhor para a nossa gente”

JLPolítica – O senhor chegou a ser premiado por sua atuação, inclusive.
ACV –
Isso mesmo. Por causa desse trabalho que exerço com afinco e muita responsabilidade, há dez anos seguidos recebo o prêmio do DIAP denominado os “100 Cabeças do Congresso Nacional”. Considerei uma prova de confiança do Senado a minha eleição para a vice-presidência e para a presidência do Conselho de Ética. Considerei também uma menção honrosa para a minha carreira política a concessão do prêmio do portal Congresso em Foco, de legislador do ano, pela lei de minha iniciativa sobre lavagem de dinheiro, que veio tornar mais eficiente o combate à corrupção, inclusive no âmbito da operação Lava-Jato.

JLPolítica – Esta proposta de lei de sua iniciativa foi bem acolhida em sua tramitação e já produziu algum efeito prático?
ACV -
Essa proposta, sobre a lavagem de dinheiro, teve a sua tramitação no Senado e na Câmara acompanhada e apoiada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, até a sua conversão em lei. Graças a essa lei, que está em vigência há seis anos, mais de R$ 10 bilhões já foram devolvidos aos cofres públicos em processos de corrupção e lavagem de dinheiro. Nesses últimos oito anos – quanto aos anos anteriores já prestei contas e o povo as aprovou nas urnas –, são quase mil proposições, entre Pecs, Pls, Reqs, Res, emendas, relatorias; mais de 300 discursos, intervenções nos debates e apartes em plenário, sem falar naqueles que proferi nas comissões. Pretendo atuar na mesma linha, trabalhando intensamente para aperfeiçoar o nosso ordenamento jurídico nas áreas sociais, no direito penal, civil e do trabalho.

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Para ele, a dupla JB e Belivaldo levou Sergipe ao fundo do poço

PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DO ESTADO
“Em relação a Sergipe e ao Nordeste, nossas prioridades continuarão a ser a construção do Canal de Xingó, a reativação dos investimentos da Petrobras, a exploração do pré-sal na costa sergipana, a continuidade da Fafen, a eterna vigilância contra tentativas de privatização da Petrobras”

JLPolítica – Mas quais foram as prioridades do senhor?
ACV –
Entre as minhas prioridades, a Reforma Política e a Reforma Tributária, as mais decantadas nos últimos anos e nunca realizadas por conta de um Congresso leniente, que tem se preocupado mais com verbas e posições no governo do que com o essencial para assegurar um futuro melhor para a nossa gente. Com a Reforma Política estaremos a estancar a sucessão de escândalos que ensejam desvios de recursos públicos; com a Reforma Tributária (que dispensará a previdenciária) estaremos reduzindo a carga tributos que pesa nas contas do empresariado, e gera o desemprego. Acabar com as desonerações privilegiadas e apertar a sonegação. Regulamentar o artigo do Constituição que fala em taxação das grandes fortunas. Além disso, essa reforma poderá forçar uma distribuição equitativa do bolo tributário, conferindo aos Estados e aos Municípios uma participação mais justa no montante dos tributos diminuindo a concentração de recursos em poder da União. Excluir da Reforma Trabalhista – que eu votei contra – pontos que fragilizam a condição do trabalhador. O que se busca é o emprego, é a boa harmonia entre os dois polos da promoção do desenvolvimento, o trabalhador e o empregador.

JLPolítica – E com relação a Sergipe especificamente, quais ações em benefício do Estado o senhor propôs ao longo desses três mandatos?
ACV –
Em relação ao Estado de Sergipe e ao Nordeste, as nossas prioridades continuarão a ser a construção do Canal de Xingó, a reativação dos investimentos da Petrobras, a exploração do pré-sal na costa sergipana, a continuidade da Fafen, a eterna vigilância contra tentativas de privatização da Petrobras, a retomada de investimentos de nossa empresa estatal, a Petrobras, inclusive cobrando a exploração do nosso rico pré-sal, recentemente descoberto, revitalização do Rio São Francisco, o prosseguimento das ações de revitalização dos perímetros irrigados do Baixo São Francisco, e  apresentação de uma emenda de bancada impositiva no valor de R$ 200 milhões para a recuperação e reconstrução de nossas estradas, já que a nossa falta de recursos próprios para tais investimentos está a exigir a participação do governo da União. Em novembro deste ano, eu e Valadares Filho estaremos pedindo à bancada a aprovação dessa emenda. 

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Chegou ao terceiro mandato no Senado em 2010. A chapa que reelegeu Déda governador, tinha JB como vice e Eduardo Amorim para o Senado

PAI E FILHO NA MESMA CHAPA
“Fui eleito 3 vezes senador pela vontade da população e Valadares Filho também se elegeu três vezes consecutivas a deputado federal. Quem mais pregou esse discurso de pai e filho, por coincidência, foram os meus adversários de plantão que querem o meu lugar de qualquer jeito”

JLPolítica – Elas são voltadas para quais áreas?
ACV –
As minhas propostas, emendas individuais e de bancada, para Sergipe se voltaram para obras de infraestrutura, apoio à saúde, educação, no Estado, nos municípios, na Universidade Federal de Sergipe – Itabaiana, Lagarto, Glória, São Cristóvão e Simão Dias. Apoio à construção do Canal de Xingó, revitalização dos perímetros irrigados do Baixo São Francisco, com emenda impositiva de R$ 100 milhões, além da emenda impositiva no valor de R$ 124 milhões para drenagem pavimentação de dezenas de bairros da periferia de Aracaju. Fui coordenador da Bancada Federal por vários anos e nessa condição ajudei a viabilizar para diversos governos obras estruturantes em nosso Estado. 

JLPolítica - A oposição ao projeto do senhor não considera republicano ter dois Valadares - o senhor e Valadares Filho - na composição de uma majoritária. O senhor não vê problema nisso? 
ACV –
Fui eleito três vezes senador pela vontade da população e Valadares Filho também em eleições diretas, pelo voto livre, graças à sua atuação, elegeu-se três vezes consecutivas a deputado federal. Quem mais pregou esse discurso de pai e filho, por coincidência foram os meus adversários de plantão que querem o meu lugar de qualquer jeito. Tudo indica que, pelas pesquisas, esse discurso surrado está indo de águas a abaixo. Demorei muito para aceitar a minha candidatura. Foi uma exigência da coligação de seis partidos que apoiam Valadares Filho que, reunidos em convenção, no dia 3 de agosto, resolveram que a minha candidatura ajudava a fortalecer a chapa majoritária. E não atrapalhava em nada a campanha para o governo de Sergipe. Essa chapa formada por Valadares Filho, Sílvia, Henry Clay e por mim, tem sido vista como a união de pessoas jovens comprometidas com a ética, com a experiência e a maturidade de um senador do trabalho e de vida limpa. 

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Aliado histórico do PT, esteve com Déda e Lula em todas as suas eleições para o Senado: 1994, 2002 e 2010

CANDIDATURA AO SENADO FOI EXIGÊNCIA
Demorei muito para aceitar a minha candidatura. Foi uma exigência da coligação de 6 partidos que apoiam Valadares Filho que, reunidos em convenção, resolveram que a minha candidatura ajudava a fortalecer a chapa majoritária. E não atrapalhava em nada a campanha para o governo de Sergipe”

JLPolítica - Aliás, a imagem que a oposição tenta passar é de que Valadares Filho seria “um laranja político” comandado pelas ideias do senhor. Isso procede?
ACV –
O candidato a governador Valadares Filho tem personalidade e voo próprios para caminhar e decidir. Caso seja eleito pelo povo, tenho certeza de que ele está preparado para ser um bom governador e estará sempre aberto, pelo seu jeito de ser, a boas ideias, venham de onde vierem, principalmente de seus aliados e apoiadores, tudo em observância ao programa de governo e à concepção republicana que ele defende. Agora, os meus adversários quererem intrigar o pai com o filho, para que eu seja afastado de qualquer ajuda em termos de ideias, se Valadares Filho for eleito, e querem se meter onde não devem, isso seria demais. O comando será dele, convocado, tenho o dever de sugerir, e nunca abandoná-lo. 

JLPolítica - Ao seu modo de analisar política, em que grau maculam as imagens suas e de Valadares Filho as vinculações dos seus nomes à de Michael Temer feitas pelos governistas?
ACV –
Essa vinculação se realmente existisse seria o melhor dos mundos para alguns adversários, principalmente para os governistas comandados por Jackson e Belivaldo. Temer que é do PMDB, partido de Jackson, hoje chefe de Belivaldo, foi escolhido duas vezes por Dilma para ser vice em sua chapa, como homem de sua confiança e apresentado como homem de bem. Quem imaginaria que depois do desastre que foi o governo de Dilma apareceria um presidente flagrado em relações incestuosas e nada republicanas que redundaram em duas denúncias da Procuradoria da República, apoiadas pelo STF? Foi salvo pelo gongo, graças a um processo vergonhoso de compra de votos na Câmara dos Deputados. Quando começaram a pipocar as denúncias de corrupção e a despesa de reformas absurdas tirando direitos da classe trabalhadora, como a trabalhista e a da previdência, nos afastamos imediatamente do governo, e passamos, eu, e Valadares Filho a integrar o bloco da oposição nas duas Casas. Nos posicionamos contra as ditas reformas e passamos a pregar e a agir no Congresso pelo afastamento de Temer para ser investigado. Somos limpos e coerentes. Não coonestamos com erros desastrosos de gestão nem com atos que possam ser vistos pela Justiça e pela sociedade como atos de corrupção. 

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No Senado, fez oposição a FHC, apoiou os Governos de Lula, votou pelo impeachment de Dilma e, hoje, se assume oposição a Temer

AJUDARÁ O FILHO NUM POSSÍVEL GOVERNO
O candidato a governador Valadares Filho tem personalidade e voo próprio para caminhar e decidir. Meus adversários querem intrigar o pai com o filho, para que eu seja afastado. O comando será dele, convocado, tenho o dever de sugerir, e nunca abandoná-lo”

JLPolítica - Por que o senhor tenta vincular tanto a imagem de André Moura à do presidente?
ACV –
Acho que essa vinculação não é propagada por mim nem por outros adversários. Ela é real. Não se trata de uma falsa rotulagem para prejudicá-lo uma vez que o deputado faz questão de se mostrar como o líder do governo de Temer. Apesar de ser um presidente desacreditado e impopular André vai levando o barco e o desgaste, certo de que tirará alguma vantagem eleitoral, nem que seja pela promessa de liberação de recursos astronômicos, que, infelizmente, nunca chegarão a Sergipe, pelo menos no montante anunciado por ele de R$ 1.464.000,00. 

JLPolítica - O senhor encara com naturalidade a estratégia de marketing de Belivaldo Chagas e Jackson Barreto, quando optam por chutar a sua canela e a do seu filho, em vez de apresentar propostas que tragar soluções para o Estado?
ACV –
Como eles fizeram um governo que levou o Estado ao fundo do poço, não tendo o que mostrar, partem para a agressão para ver se mudam o foco da frustração que eles construíram no seio de nossa sociedade. Quem governou e fez uma péssima gestão, como atrair apoio e confiança para implementar novas ações em outra gestão comandada pelos mesmos que a conspurcaram? Eles não sabem sair da enrascada em que se meteram e, por isso, preferem enveredar por uma linha de discurso radical, populista e mentiroso, na esperança de engabelar mais uma vez o eleitorado. Para tanto, se apoiam na imaginação criativa e diabólica de um bruxo chamado Cauê, o marqueteiro do mal, que topa tudo por dinheiro para destruir reputações e denegrir a imagem de seus adversários como fez na eleição de prefeito. O marketing de Valadares Filho não terá dificuldades alguma em desmascarar essa dupla Belivaldo-Jackson Barreto. Basta escrever e divulgar a ação nefasta desse desgoverno que só fez Sergipe andar de ladeira a baixo, e humilhou com a sua incompetência, a história da boa governança que os sergipanos viram em muitas outras gestões no passado. 

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Em 2014, nacionalmente, seu partido se afastou do PT, com o lançamento da candidatura de Eduardo Campos à presidência

SEM LIGAÇÃO COM GOVERNO TEMER
“Quando começaram a pipocar as denúncias de corrupção e a despesa de reformas absurdas tirando direitos da classe trabalhadora, como a trabalhista e a da previdência, nos afastamos imediatamente do governo, e passamos, eu, e Valadares Filho a integrar o bloco da oposição nas duas Casas”

JLPolítica - Que tipo de temor causa ao seu agrupamento político o fato de, aparentemente, ser o de menor poder aquisitivo nesta campanha?
ACV –
Quando temos o povo do nosso lado, não há motivo para temores. 

JLPolítica - O senhor desconsidera o peso de prefeitos na densidade de uma candidatura de governador? Com se haver tão pouco deles?
ACV –
Prefeitos sempre tiveram influência nas eleições, por isso não os subestimo. Como essa eleição está parecendo que é diferente das outras, o povo está escolhendo por conta própria o seu candidato a governador. Vejo isso em minhas andanças pelo Estado. 

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Mas, em Sergipe, o PSB seguiu na aliança. Indicou Belivaldo Chagas (que era do PSB) para vice-governador, na reeleição de Jackson Barreto. E ainda apoiou a derrotada candidatura de Rogério Carvalho ao Senado

RECURSOS DE ANDRÉ NÃO CHEGARÃO
“André vai levando o barco e o desgaste, certo de que tirará alguma vantagem eleitoral, nem que seja pela promessa de liberação de recursos astronômicos, que, infelizmente, nunca chegarão a Sergipe, pelo menos no montante anunciado por ele de R$ 1.464.000,00”

JLPolítica - Se o seu grupo fizer o governador, como compensará o fato de eleger apenas um deputado federal e, possivelmente, uma extrema minoria na Assembleia Legislativa?
ACV –
Cada dia com sua agonia. Vamos ver o resultado primeiro para depois, caso chegue ao Governo, Valadares Filho articular como construir maioria e governar sem atropelos. Mas ninguém espere dele o troca-troca de favores como tem sido a tônica do atual governo para obter apoio. 

JLPolítica - Comparando as campanhas de 2016 e 2018, o senhor vê evolução no desempenho do candidato Valadares Filho?
ACV –
O deputado Valadares Filho evoluiu. Melhorou em tudo, passou a encarar que determinados adversários não têm o menor respeito por sua postura serena e equilibrada. A mentira não pode prosperar e vencer. Passou a entender que nada fica sem resposta. Adversário errou tem que mostrar o erro. Adversário atacou, espere que vai ter reação. Mas sinto que a vontade de servir a Sergipe com honra e trabalho continua a mesma. 

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Orgulha-se de lei de sua iniciativa, que combate a lavagem de diinheiro

ESTRATÉGIA DE MARKETING ADVERSÁRIA
“Eles não sabem sair da enrascada em que se meteram, e, por isso, preferem enveredar por uma linha de discurso radical, populista e mentiroso, na esperança de engabelar mais uma vez o eleitorado. Para tanto, se apoiam na imaginação criativa e diabólica de um bruxo chamado Cauê, o marqueteiro do mal, que topa tudo por dinheiro”

JLPolítica - O senhor acha que este momento de transição de uma geração que se aposenta ou morre - João Alves Filho, Maria do Carmo, Déda, Zé Eduardo Dutra - favorece em que grau o projeto pessoal de Valadares Filho?
ACV –
Confio que essa eleição vai ser um ponto fora da curva, um grupo considerado pequeno e sem estrutura pode vencer as eleições. Estamos otimistas com a possibilidade de Valadares Filho iniciar um novo ciclo político com amplas possibilidades de crescer. 

JLPolítica - Uma vez os senhores fazendo o Governo de Sergipe, terão dificuldade em encontrar uma boa equipe de governo?
ACV –
Valadares Filho tem assumido publicamente que escolherá os melhores dentro de cada área da administração. Sergipe tem muita gente capaz. 

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Chama André Moura de mentiroso e diz que os recursos prometidos não chegaram às prefeituras

NÃO DESCONSIDERA PESO DE PREFEITOS
“Prefeitos sempre tiveram influência nas eleições, por isso não os subestimo. Como essa eleição está parecendo que é diferente das outras, o povo está escolhendo por conta própria o seu candidato a governador. Vejo isso em minhas andanças pelo Estado"

JLPolítica - Como o senhor encara a visão de Jackson Barreto de que na política o senhor só conjuga o verbo na primeira pessoa do indicativo – eu, eu, eu?
ACV –
Isso é um folclore espalhado pelo invejoso e despeitado Jackson Barreto. Ele mesmo foi beneficiado três vezes pela minha boa-fé: teve meu apoio duas vezes para governador e uma vez para vice. Sem meu apoio, ele teria chegado ao governo? Aproveito para pedir de público perdão ao povo sergipano pelo equívoco cometido em apoiá-lo. 

JLPolítica - O senhor consegue prevê quem seria o concorrente de Valadares Filho num eventual segundo turno?
ACV –
O importante é que Valadares Filho tenha a chance de disputar o segundo turno. Quem vier na rede é peixe...

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Não desconsidera o peso dos prefeitos na eleição. Na foto, com José Rosa, prefeito de Siriri e filiado ao PSB

NÃO CONJUGA TUDO NA PRIMEIRA PESSOA
“Isso é um folclore espalhado pelo invejoso e despeitado Jackson Barreto. Ele mesmo foi beneficiado 3 vezes com a minha boa-fé: teve meu apoio duas vezes para governador e uma vez para vice. Sem meu apoio ele teria chegado ao governo? Aproveito para pedir de público perdão ao povo sergipano pelo equívoco cometido”

JLPolítica - O senhor não acha que, em comparação com a Bahia e Alagoas, o Estado de Sergipe vive uma estagnação de pelo menos duas décadas? O senhor se sente parte desse processo?
ACV –
Quem arrasou o Estado foi o Governo de Jackson e Belivaldo. Não participei de suas decisões. 

JLPolítica - Qual dos crescimentos ajuda mais um ao outro. O do senhor a Valadares Filho ou o de Valadares Filho ao senhor?
ACV –
Acho que nos completamos um ao outro.  Essa ajuda mútua é importante para alcançarmos a vitória, ao lado de nossos companheiros de caminhada.

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"Nos três mandatos de senador, me preocupei sempre em estar atualizado para bem exercer delegação tão importante", avalia-se