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Entrevista

Jozailto Lima

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Valberto de Oliveira Lima: “Não há motivo para pânico e nem para descuidos”

“Nosso fator epidemiológico está nos garantindo manter o controle do coronavírus”
22 de março - 8h

O secretário de Estado da Saúde, o médico Valberto de Oliveira Lima, acompanha toda a problemática do coronavírus em Sergipe com muita atenção, com ações deliberadas para enfrentar as gravidades que possam se acentuar, mas, também e sobretudo, com moderação. “Não há motivo para pânico e nem para descuidos”, avisa Valberto.

“Nosso fator epidemiológico está nos garantindo manter o controle do coronavírus”, reforça ele. O resto, caberá ao staff dele - o Governo do Estado, a Secretaria e seus trabalhadores – e, sobretudo, a cada um dos indivíduos que devem fazer por si. Ou seja, ajudar para que as medidas de Estado possam ser eficazes se houver um agravamento.

Para Valberto de Oliveira Lima, o aparelho estatal “agiu em tempo, sim”. “Porque a gente estava com apenas um caso, que estava tentando entender ainda, quando surgiram mais quatro. O governador Belivaldo Chagas não pestanejou e fez um primeiro decreto. A Prefeitura de Aracaju já tinha feito um - pra gente não fazer um e a Prefeitura outro, nós unificamos. Mas evidentemente que os decretos requerem avaliações diárias, porque as coisas vão mudando, ou para melhorar ou para apertar mais o cerco. E assim foi feito, com novas versões”, diz ele.

No entanto para Valberto de Oliveira Lima, toda eficácia do que pode ser feito no enfrentamento ao coronavírus começa e termina no respeito aos pontos centrais destes decretos. “Primeiro, o objetivo é o de reduzir o fluxo das pessoas nas ruas e espaços públicos, disciplinar os eventos que, em ambientes fechados, devem ter no máximo 50 pessoas e 100 em ambientes abertos; medida disciplinar no sentido de manter a higiene do transporte público e nos bares e restaurantes manter a oferta de álcool em gel, de espaço para lavar as mãos, distanciamento de uma mesa para outra”, diz ele.

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O governador Belivaldo Chagas baixou o primeiro decreto para relacionamento com o coronavírus em reunião no meio da semana
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Valberto de Oliveira Lima: teste de fogo próximo a deixar o cargo de secretário
DA INTENÇÃO DE MANTER TUDO SOB CONTROLE
“Por enquanto, só temos casos leves e a maior preocupação é de que a situação saia do controle, porque, mesmo assim, já está causando um impacto econômico violento. A maior preocupação é manter tudo isso sob controle”

JLPolítica - Secretário, qual é a maior preocupação do Governo de Sergipe e da Secretaria de Saúde para com a chegada do coronavírus no Estado?
Valberto de Oliveira Lima - Por enquanto, só temos casos leves e a maior preocupação é de que a situação saia do controle, porque, mesmo assim, já está causando um impacto econômico violento. A maior preocupação é manter tudo isso sob controle. Hoje nós já temos 50 leitos de terapia intensiva disponíveis, é muito dinheiro. Mas vamos a mais.
 
JLPolítica - O senhor acha que Estado agiu em tempo com seus decretos normalizando as coisas em parceria com a Prefeitura da Capital?
VOL - Creio que agiu em tempo, sim. Porque a gente estava com apenas um caso, que estava tentando entender ainda, quando surgiram mais quatro. O governador Belivaldo Chagas não pestanejou e fez um primeiro decreto. A Prefeitura de Aracaju já tinha feito um - pra gente não fazer um e a Prefeitura outro, nós unificamos. Mas evidentemente que os decretos requerem avaliações diárias, porque as coisas vão mudando, ou para melhorar ou para apertar mais o cerco. E assim foi feito, com novas versões.

JLPolítica - Quais são os pontos centrais destes decretos?
VOL - Primeiro, o objetivo  que é o de reduzir o fluxo das pessoas nas ruas e espaços públicos, disciplinar os eventos que, em ambientes fechados, devem ter no máximo 50 pessoas e 100 em ambientes abertos; medida disciplinar no sentido de manter a higiene do transporte público, que não está acontecendo - a gente soube ontem disso; e nos bares e restaurantes manter a oferta de álcool em gel, de espaço para lavar as mãos, distanciamento de uma mesa para outra. Tudo isso está contido desde o primeiro decreto - alguns bares cumprem e outros não. Mas na quarta-feira, 18, nos reunimos com o presidente da Associação de Bares e Restaurantes a gente chamou a atenção disso e ele deverá ir a campo a partir para que isso se torne uma realidade.

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A chegada do coronavírus levou o governador do Estado, Belivaldo Chagas, e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, a tomarem atitudes unificadas
POR QUE SE DEVE CONTER A CIRCULAÇÃO DE PESSOAS?
“A importância é a de impedir a contaminação em série. A pior coisa é quando não se sabe de onde o bicho está saindo. Por enquanto, nosso fator epidemiológico está nos garantindo manter o controle do coronavírus. As pessoas que saem do exterior e chegam ao Brasil apresentando algum sintoma, entram no critério de suspeitas”

JLPolítica - Qual a importância da contenção de pessoas no enfretamento ao vírus?
VOL -
A importância é a de você impedir a contaminação em série. A pior coisa é quando não se sabe de onde o bicho está saindo. Por enquanto, nosso fator epidemiológico está nos garantindo manter o controle do coronavírus. As pessoas que saem do exterior e chegam ao Brasil apresentando algum sintoma, entram no critério de suspeitas, e a partir daí há a coleta, descartando ou confirmando a presença do vírus. Mas a partir do momento em que você não sabe se é no bairro Santa Maria ou no Centro, você perde o controle. Então, se essas medidas não fossem tomadas a tempo, se a gente deixasse a coisa caminhar, a gente ia a passos largos para ser a Itália dois.

JLPolítica - O senhor acha que a rede pública estaria até que ponto preparada para enfrentar algo que resvale de epidemia para pandemia?
VOL -
Nenhum sistema, nem o público nem o privado estão preparados para essa virada de conceito. Nenhum. Portanto, foi por isso que a gente começou a adotar medidas, como os 50 leitos de UTI, que é muito quando você percebe que nós não temos nenhum caso que tenha necessitado recuperação neles. Mas devemos estar preparados para começar a atuar no momento em que os casos estão surgindo, porque se deixa para se organizar quando os casos surgirem, se amontoarem, não haverá sistema e nem financeiramente que suporte - nem fisicamente. A China montou um hospital em 10 dias, mas a gente não tem condição de fazer isso.

JLPolítica - No aspecto do Estado, o papel de enfrentamento ao problema pode ser restrito somente à Secretaria da Saúde?
VOL -
Não, jamais. Deve ser de todos. Todas as Secretarias têm contribuição a dar, como a de Educação - e estão dando.

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Dos dez casos do coronavírus que preocupam Sergipe, oito estão em Aracaju, um em Propriá e outro em Glória. Todos sob tratamento em casa – as ruas da capital estão desertas
DOS CUIDADOS PARA NÃO BURLAR BOAS ORIENTAÇÕES
“Com esse cancelamento por 15 dias das aulas teve pai de aluno que programou ida a um resort. A intenção com a suspensão do calendário escolar não foi essa. O objetivo foi o de reduzir a circulação de pessoas nas ruas. As pessoas precisam adotar medidas básicas e simples e propagar as boas práticas, só assim a gente começa a controlar o perigo”

JLPolítica - Até onde vai a importância pessoal dos indivíduos, da consciência de cada um, nesta hora de enfrentamento do problema?
VOL - As pessoas precisam adotar medidas básicas e simples e propagar as boas práticas, só assim a gente começa a controlar o perigo. Só como exemplo, com esse cancelamento por 15 dias das aulas teve pai de aluno que programou ida a um resort.

JLPolítica – O que se dizer disso?
VOL –
Que não é a atitude correta. A intenção com a suspensão do calendário escolar não foi essa. O objetivo foi o de reduzir a circulação de pessoas nas ruas, nos locais públicos. Esta semana a gente ia colocar à disposição uma tela área para as mães que fazem acompanhamento das crianças que estão em fase de amamentação no Banco de Leite do Estado, mas o governador cancelou a inauguração.

JLPolítica - Quantas leitos de UTIs há na esfera dos hospitais públicos sergipanos?
VOL -
São cerca de 50 disponíveis e vamos colocar mais 50 só no serviço público. Nós temos 31 no Cirurgia - não estou incluindo os hospitais particulares.

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Ainda na quarta, Valberto de Oliveira Lima reuniu-se com os prefeitos de Sergipe para unificar as ações
DA PARCERIA COMO A SAÚDE DA INICITIVA PRIVADA
“Já fazemos isso todos os dias com a Rede Primavera, o São Lucas -  todos são chamados para reuniões, porque o protocolo é um só. Não podemos tratar de forma diferenciada. Veja como agiu o Primavera, colocando contêineres confortáveis para atender às pessoas suspeitas e para tirar o fluxo de pessoas com suspeita da doença de dentro do hospital e não gerar pânico”

JLPolítica - O senhor pensa em fazer reunião com os segmentos da saúde particular para pedir uma ação mais colaborativa?
VOL -Já fazemos isso todos os dias com a Rede Primavera, o São Lucas -  todos são chamados para as reuniões, porque o protocolo é um só. Nós não podemos tratar de forma diferenciada. Veja como agiu o Primavera, colocando contêineres confortáveis para atender às pessoas suspeitas e para tirar o fluxo de pessoas com suspeita da doença de dentro do hospital e não gerar pânico. Aliás, não há motivo para pânico em modo geral, e nem para descuidos. A gente pode adotar a mesma prática. Essa interação com os setores particulares é muito boa. De modo que a gente percebe que precisa alinhar o entendimento com a rede privada, porque todos os casos confirmados até agora, exceto o de Propriá, deram entrada no São Lucas. O de Propriá, pelos sintomas e por ter viajado, conscientemente procurou a equipe para fazer o exame.

JLPolítica - O Estado tem estoque suficiente de álcool-gel?
VOL -
Até o momento, digamos que tem. Mas não existe estoque suficiente para uma demanda maior, porque a gente não só está atuando de forma a cuidar da nossa demanda específica, mas tem municípios que estamos ajudando por causa da situação financeira.

JLPolítica - Até que ponto as farmácias espalhadas por Sergipe poderiam ser parceiras do Estado numa hora dessas?
VOL -
Em não hiperfaturar os preços dos insumos mais necessários deste momento, porque as fábricas estão aproveitando a ocasião para vender álcool em gel a preço de ouro. Assim como as máscaras, que a gente costuma comprar por R$ 1 e hoje estão sendo vendidas por R$ 4. Isso é muito preocupante e eu acho que o próximo passo vai ser o Governo Federal encampar e tomar conta dessa situação. Pelo que eu vi esta semana, do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, se a coisa continuar como está, ele vai, sim, tomar essa medida.

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Reunião com o secretário misto de Comunicação e Turismo, José Sales Neto, e com o trade sergipano: chamamento de todos a uma nova ordem sob a égide do vírus
DO BAIXO CALIBRE LETAL DO VÍRUS
“O vírus tem baixa letalidade. Mas ele tem uma capacidade de transmissão fantástica, embora essa letalidade seja baixa. Você vê que todos os dez casos daqui são leves, que a pessoa está se cuidando em casa, tomando água, chá e medicamentos. Mas, infelizmente, as pessoas que foram a óbito na Itália, por exemplo, têm a média de faixa etária de 79.5 anos”

JLPolítica - Não é arriscado focar nas crianças como vetores e nos idosos e doentes crônicos como vulneráveis e deixar livres outras camadas da sociedade?
VOL - Não. Na verdade, a gente trabalha com evidências e as evidências na China e em outros países apontam que o grupo mais vulnerável são as crianças e os idosos, exatamente porque são os expoentes e os pontos onde se apresentam uma deficiência imunológica.

JLPolítica – O vírus em si é muito arriscoso?
VOL -
O vírus tem baixa letalidade. Mas ele tem uma capacidade de transmissão fantástica, embora essa letalidade seja baixa. Você vê que todos os sete casos daqui são leves, que a pessoa está se cuidando em casa, tomando água, chá e medicamentos. Mas, infelizmente, as pessoas que foram a óbito na Itália, por exemplo, têm a média de faixa etária de 79.5 anos, segundo a estatística divulgada pela Organização Mundial da Saúde.

JLPolítica - O Estado de Sergipe já formulou algum pedido específico de ajuda ao Governo da União? O que o senhor espera que venha de lá?
VOL – Na verdade, todos os Estados já fizeram isso. Na terça-feira passada, enquanto muita gente descansava, a gente percebeu que a população tinha entendido o pedido de reclusão dos decretos, a gente estava trabalhando para manter o Ministério informado sobre as nossas necessidades. E depois do primeiro decreto, nós enviamos ao Ministério nossos planos.

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Para Valberto de Oliveira Lima, o Hospital Primavera ao adotar os contêineres estabeleceu uma boa prática particular que pode influenciar o poder público
DA IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NESTA HORA
“A gente tem tido uma colaboração muito grande da mídia. Temos na Secretaria uma Assessoria de Comunicação que é muito efetiva, Sales Neto tem dado contribuição extraordinária e a gente não tem poupado esforços nem recursos para material de divulgação, em vídeo ou panfleto. O canal direto é o 136, para onde a pessoa pode ligar e tirar suas dúvidas. Também temos um WhatsApp 98877-8489”

JLPolítica - O senhor pensa ou já pensou em antecipar orçamento da Secretaria?
VOL -
Não. Não foi discutido isso. Talvez ainda seja nas próximas reuniões.

JLPolítica - Quais os canais de interlocução que a Secretaria da Saúde estabeleceu com a comunidade frente à problemática?
VOL -
Primeiro, a gente tem tido uma colaboração muito grande da mídia. Nós temos na Secretaria uma Assessoria de Comunicação que é muito efetiva, Sales Neto tem dado contribuição extraordinária e aqui a gente não tem poupado esforços nem recursos para material de divulgação, sem vídeo ou panfleto. O canal direto é o 136, para onde a pessoa pode ligar e tirar suas dúvidas. Também temos um WhatsApp à disposição, que é o 98877-8489.

JLPolítica - A Secretaria de Estado da Saúde tem que mecanismos para medir se os Governos Municipais e as respectivas Secretarias de Saúde deles estão fazendo o dever de casa?
VOL -
A gente monitora e, por exemplo, numa reunião como essa – estou com prefeitos e secretários de Saúde -, o canal é muito bom, porque cada um vai expressar suas dificuldades. Mas, independentemente disso, a gente já sabe, porque esse canal de interação e ajuda já vem sendo mantido há algum tempo. Com isso, a gente sabe, preferencialmente, qual município a gente vai poder ajudar.

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Hospital de Cirurgia dispõe de 31 UTIs, mas Estado quer chegar a 10 delas nesta crise
PANDEMIA PODE LEVAR A REPENSAR PRIVATIZAÇÃO DO SAMU
“O governador Belivaldo Chagas já mandou cancelar a licitação e vai repensar a possibilidade desta privatização. Acho que é um momento ruim. Desde a última quarta, 18, tivemos dele essa autorização para cancelar o processo. Lá na frente vai ser rediscutida esta situação”

JLPolítica - A pandemia pode levar o Estado a repensar a privatização do Samu?
VOL -
Pode. O governador Belivaldo Chagas já mandou cancelar a licitação e vai repensar a possibilidade desta privatização. Eu acho que é um momento ruim. Desde a última quarta-feira, 18, já tivemos dele essa autorização para cancelar o processo. Lá na frente vai ser rediscutida esta situação, mas neste momento a licitação está cancelada. Na quarta-feira ele nos deu este comando e já estamos fazendo este cancelamento.

JLPolítica - Que medida a sua Secretaria e a SSP pensam em adotar perante a população carcerária de Sergipe nesta hora?
VOL -
Esse foi um dos problemas que mais exigiram reflexão na hora da tomada de decisão. Mas neste momento, acho que uma boa conversa, em ambos os lados - os parentes e os detentos -, é muito importante para deixar claro que essas medidas têm um prazo de validade - serão 15 dias, depois reavaliaremos. O que não pode é fazer uma divulgação dessas sem manter um canal de diálogo com eles - parentes e detentos.

JLPolítica - Como estão as capacidades técnicas de Sergipe para testes de certificação do Covid-19?
VOL -
Nós somos fantásticos. Nós estamos dando suporte ao Estado de Alagoas. Eles não têm equipe treinada lá. Semana passada recebemos 50 exames para serem processadas aqui, com os kits, evidentemente, porque são caros. O problema deles lá é a falta de equipe treinada para a demanda. Então, nós estamos muito bem.

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Esta é “a estúpida flor do coronavírus”: a imagem que está tirando a paz e o sossego dos jardins da humana gente
DO SENTIMENTO PESSOAL DO GESTOR NESTA HORA
“É o de que a gente tem que estar, permanentemente, em alerta. De que temos de cumprir a regra da natureza, porque a gente tem em nossas mãos a maior ferramenta para controlar tudo isso e não só o coronavírus, que são os cuidados básicos com a higiene que a gente relega ou deixa num plano terciário”

JLPolítica - Quantos casos confirmados e quantos suspeitos há em Sergipe até esta quinta-feira, 18 de março
VOL -
Sete casos confirmados e quatro que estamos aguardando a confirmação. Outros 11 foram descartados e a gente mandou um para a FioCruz, que deu falso positivo, que é quando dá positivo e faz para confirmar e aí vai a negativo. Diante dessa dualidade, a gente precisa de uma experiência maior.

JLPolítica - Qual é o sentimento do senhor enquanto profissional de saúde diante de tudo isso?
VOL -
É o de que a gente tem que estar, permanentemente, em alerta. De que temos de cumprir a regra da natureza, porque a gente tem em nossas mãos a maior ferramenta para controlar tudo isso e não só o coronavírus, que são os cuidados básicos com a higiene que a gente relega ou deixa num plano terciário.

JLPolítica - O senhor falou aqui, numa Entrevista Domingueira, que o governador Belivado Chagas nunca falha nas demandas da Saúde, que o senhor liga a qualquer momento da madrugada e que ele atende. Como ele está nesse o momento de coronavírus?
VOL -
O governador Belivado Chagas está mais aceso do que nunca. Só para lhe dar um exemplo, no sábado antepassado, dia 14, a gente conversou próximo à meia noite sobre o primeiro caso confirmado, e a partir daí ele esteve permanentemente aceso. E há um ponto positivo: ele tem uma equipe que sabe que pode acreditar, porque está afinada e aí ele não nega absolutamente nada, porque sabe que sugestão dessa equipe não é para causar prejuízo ou para polir orgulho de ninguém. É porque é necessário. Eu também acredito - até porque eu controlo a equipe. Certa vez, disseram que eu não mandava na Secretaria. Ok: realmente quem manda é o governador. Eu, co-mando.