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Entrevista

Jozailto Lima

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Victor Rollemberg: “É inconcebível não termos nenhuma escola entre as 100 melhores do Brasil no Enem”

“Deve ser urgentemente superada a circunstância do Estado como inimigo”
14 de junho - 8h00

Ele é jovem, contido, recatado. Clássico - um quase lord inglês que recepciona a todos pelo tratamento solene de senhor. Mas sabe onde bota as mãos e o pensamento quando o assunto é desenvolvimento econômico, social, cooperativo e, sobretudo, educacional de Sergipe. Aí não é mais contido e nem recatado.

Em nome disso, ele fundou e preside o Lide em Sergipe. O Lide é o Grupo de Líderes Empresariais, instituição nascida no Estado de São Paulo, mas que já escapou para 24 Estados do Brasil e para mais nove países em diversos continentes.

Mas esta não é a maior obra, e nem a razão final de ser de Victor Rollemberg, 41 anos, um bacharel em Direito e professor de bom trânsito na sociedade sergipana há mais de duas décadas - ele começou muito cedo.

Juntamente com o amigo e professor de Física Marcus Aurélio, Victor Rollemberg pilota há 12 anos o G8 – Grupo de 8 Disciplinas, era o nome original -, um notório cursinho que se especializou em turbinar jovens sergipanos para acessar as universidades daqui, brasileiras e mundiais, seja pelo Enem ou pelo vestibular tradicional.

Mas a lida - e não o Lide - de Victor Rollemberg com a educação remota a nove anos antes do nascimento do G8, quando ele se inicia como professor de Geografia, Geopolítica e Atualidades. Hoje ele responde pelas Diretorias Pedagógica e de Marketing do G8, enquanto Marcus Aurélio atalha as Operacional e Financeira.

A dinâmica de Victor Rollemberg, portanto, não lhe faz ver a educação apenas como um negócio. Ele a enxerga como porta de entrada para uma militância social e corporativa - e é aí que o Lide vem parar em sua vida e sob o seu domínio. Ele é quem o funda e o preside há pouco mais de um ano.

Apesar de nova, essa instituição tem densidade e significação altas em Sergipe. “Atualmente são 27 os filiados daqui, reunindo aproximadamente 22% do PIB de Sergipe”, diz Victor. “Há uma demanda de novas filiações, que se encontram sob análise de atendimento aos critérios exigidos”, completa.

Mas como se chega a ser um associado, um filiado, um incorporado ao Lide? “Os critérios são definidos pelo Lide Nacional e envolvem fatores como faturamento anual da empresa, posicionamento no mercado, histórico social e administrativo. Em São Paulo, o faturamento mínimo exigido é de R$ 250 milhões. Já em nosso Estado, é de R$ 25 milhões”, diz Victor.

Aqui nesses de R$ 25 milhões da premissa sergipana, o discreto Victor Rollemberg, que não fala das potencialidades financeiras do seu G8, termina deixando uma dica do quanto bem-sucedido está o jovem negócio.

Para ele, mais vale falar dos objetivos do Lide – embora o G8 esteja projetando uma sede própria num lugar nobríssimo de Aracaju. “A concepção do Lide é a de reunir empresários e empreendedores que conectem suas empresas entre si e com entidades e corporações nacionais e internacionais sempre pautadas no desenvolvimento econômico e social dos seus respectivos Estados”, diz ele.

No campo específico da educação, Victor Rollemberg tem uma visão dura e crítica do que é professado hoje. “Temos uma educação pública e privada bem atrasada em relação ao restante do Brasil. Precisamos melhorar a educação básica urgentemente, implementando um grande treinamento nos professores e introduzindo novas metodologias e habilidades para os alunos. É inconcebível não termos nenhuma escola pública ou particular entre as 100 melhores do Brasil no Enem, ou em qualquer outro ranking”, diz.

Nesta Entrevista, Victor Rollemberg vai falar das atividades do Lide, de negócios, de capitalismo, de mundo globalista, dos eventos realizados pela instituição, de educação e de política. Aqui, a sensibilidade dele capta o assombro do momento.

“Quando um presidente agride semanalmente os outros Poderes da República, observamos que não é saudável para a democracia. Além disso, outros setores não são respeitados, como a imprensa”, diz ele.

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É casado com Tássia Rodrigues
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Ele é filho de Leonardo Soares Machado, um oficial do Exército, e de Thais Rollemberg Gois Machado, advogada e servidora do Poder Judiciário de Sergipe

QUEM PODE FAZER PARTE DO LIDE
“Os critérios são definidos pelo Lide Nacional e envolvem fatores como faturamento anual da empresa, posicionamento no mercado, histórico social e administrativo, dentre outros aspectos. Em São Paulo, o faturamento mínimo exigido é de R$ 250 milhões. Já em nosso Estado, é de R$ 25 milhões”

 JLPolítica - Quem pode ser um sócio ou signatário do Grupo de Líderes Empresariais - Lide?
Victor Rollemberg -
Os critérios são definidos pelo Lide Nacional e envolvem fatores como faturamento anual da empresa, posicionamento no mercado, histórico social e administrativo, dentre outros aspectos. Em São Paulo, o faturamento mínimo exigido é de R$ 250 milhões. Já em nosso Estado, é de R$ 25 milhões.

JLPolítica - Quais os objetivos do Lide?
VR -
A concepção do Lide é a de reunir empresários e empreendedores que conectem suas empresas entre si e com entidades e corporações nacionais e internacionais sempre pautados no desenvolvimento econômico e social dos seus respectivos Estados. Entregamos em nossos eventos corporativos um conteúdo exclusivo, promovendo um networking fantástico e prospectando negócios para os nossos filiados.

JLPolítica - Quem o funda, onde, por que e em que espaços do mundo essa instituição se faz presente?
VR -
O Lide foi fundado em 2003 pelo empresário João Doria, que hoje governa o Estado de São Paulo, congregando executivos dos mais variados setores econômicos com o objetivo do fortalecimento da livre iniciativa, do desenvolvimento econômico e social e da defesa dos princípios éticos de governança corporativa nas esferas pública e privada. A instituição está presente em diversos Estados do Brasil e em diversos países, a exemplo da Alemanha, China, Itália, Espanha, Portugal, Austrália, EUA e Argentina.

JLPolítica - Quantos são os seus associados em Sergipe?
VR -
Atualmente são 27 os filiados daqui, reunindo aproximadamente 22% do PIB de Sergipe. Há uma demanda de novas filiações, que se encontram sob análise de atendimento aos critérios exigidos.

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Com o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, PSD: uma interlocução dilatada com a classe política

DA COMPOSIÇÃO SERGIPANA DO LIDE
“Atualmente são 27 os filiados daqui, reunindo aproximadamente 22% do PIB de Sergipe. Há uma demanda de novas filiações, que se encontra sob análise de atendimento aos critérios exigidos. O Lide tem como valores permanentes a responsabilidade e a solidariedade sociais”

 JLPolítica - Para além do aspecto meramente econômico, que outro foco tem o Lide no campo humano?
VR -
O Lide tem como valores permanentes a responsabilidade e a solidariedade sociais, realizando ações concretas e rotineiras nesse sentido. Além disso, possui núcleos específicos voltados à adoção de práticas de estímulo à cidadania, à cultura e, também, à sustentabilidade ambiental.

JLPolítica - O senhor vê elo, link, liga entre o que pensa o Lide para o desenvolvimento de Sergipe com mais quais outras instituições do Estado?
VR -
Nosso elo é com quem também vise ao desenvolvimento econômico e social do nosso Estado. Nesse sentido, temos mantido uma excelente relação com instituições públicas e privadas, tais como o Poder Judiciário, através de sua eficiência e celeridade nas decisões, com o Poder Legislativo, que recentemente teve a iniciativa de lançar um plano de desenvolvimento a longo prazo para Sergipe, com o Governo do Estado, que tem desenvolvido ações para que Sergipe seja referência nacional na produção de energia e com outras entidades empresariais, como o Fórum Empresarial. 

JLPolítica - Há quantas unidades regionais do Lide no Brasil?
VR -
São 24 unidades no Brasil, além das diversas unidades em outros países, perfazendo um total de 33 unidades em todo o mundo.

JLPolítica - O Lide é uma instituição de matriz liberal. Onde começa o particular e termina o público para essa instituição? Ela pensa em que tipo de Estado? Ou ela não distingue isso?
VR -
Em nossa compreensão, o papel do Estado é o de regular e de fiscalizar a atividade econômica sob um viés positivo e organizacional, como partícipe desse mecanismo. A alta carga tributária, a péssima manutenção da infraestrutura e a burocracia administrativa exagerada, ainda existentes, por vezes transparecem o Estado como inimigo, circunstância que deve ser urgentemente superada. O Estado tem e sempre terá papel essencial na vida dos cidadãos, tal como no atual momento que o mundo vive.

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Com os alunos do G8, a razão de ser da sua instituição educacional

POR UM ESTADO MAIS FISCALIZADOR E POSITIVO
“O papel do Estado é o de regular e de fiscalizar a atividade econômica sob um viés positivo e organizacional. A alta carga tributária, a péssima manutenção da infraestrutura e a burocracia administrativa exagerada por vezes transparecem o Estado como inimigo, circunstância que deve ser urgentemente superada”

 JLPolítica - Por que é o senhor o presidente do Lide de Sergipe? Como se chega lá? O mandato tem prazo de duração?
VR -
Estou como presidente porque fui fundador dessa entidade privada há pouco mais de um ano, adquirindo a confiança das empresas filiadas e das unidades nacionais e internacionais. Embora seja uma instituição eminentemente privada, inexistindo eleição para o seu comando, temos atuado de maneira extremamente democrática, ouvindo sugestões em benefício da nossa instituição.

JLPolítica - O Lide vê que perspectiva para a economia do Brasil fora do contexto globalista?
VR -
Entendemos que o Estado brasileiro deve proporcionar um ambiente favorável ao empreendedorismo, para que as grandes vocações econômicas do país sejam exploradas. Não existe nenhum país no mundo que projete algum tipo de crescimento fora do eixo global. O Brasil tem que aproveitar setores em que seja competitivos, como os do turismo, da agropecuária, de serviços, da produção de energia - alguns ramos industriais e buscar caminhos para um desenvolvimento sustentável. 

JLPolítica - Como é que o Lide lê o atual momento do capitalismo, sem se levar em conta esse momento de pandemia?
VR -
O Lide defende a livre iniciativa em sua mais pura essência, como valor inerente à sociedade. Mesmo com as deficiências que o capitalismo possui, ainda é o único sistema socioeconômico do mundo que respeitou a democracia.

JLPolítica - Qual foi a contribuição deixada pelo general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, no evento realizado pelo Lide de Sergipe?
VR -
Foi um momento histórico para Sergipe. Na visita do vice-presidente à cidade de São Cristóvão por sugestão nossa, por exemplo, aquele patrimônio histórico despertou a valorização da cidade como roteiro histórico-religioso por causa da passagem da Santa Dulce dos Pobres por aquela cidade. O nosso objetivo de contribuir para inserir nosso Estado nos projetos econômico-sociais nacionais, bem como alçá-lo a um patamar de visibilidade, foi plenamente cumprido. A palestra do vice-presidente da República em nosso evento refletiu esse sentimento ao disponibilizar o Governo Federal às demandas do Estado e do empresariado sergipano.

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Com o apresentador Luciano Huck: uma geração que quer fazer a diferença e o diferente

DA AFINIDADE COM CONTEXTO GLOBALISTA
“O Estado brasileiro deve proporcionar um ambiente favorável ao empreendedorismo, para que as grandes vocações econômicas do país sejam exploradas. Não existe nenhum país no mundo que projete algum tipo de crescimento fora do eixo global”

JLPolítica - Como é que os signatários do Lide reagiram à pandemia em Sergipe, no aspecto social? Houve gestos solidários entre eles para o com momento?
VR -
Sim. Diante da pandemia, os empresários sergipanos demonstraram espírito de solidariedade e compromisso social, características próprias de grandes empreendedores. Nesse momento de grave crise sanitária, o Lide Sergipe adotou a iniciativa pioneira em nosso Estado de realizar a doação de respiradores mecânicos e equipamentos médicos para auxiliar a rede hospitalar sergipana, destinando-os ao Hospital de Cirurgia e ao Hospital Universitário.

JLPolítica - Pela visão política do Lide, a reabertura da economia em Sergipe deveria se dar quando e partir de que setores?
VR -
Defendemos a retomada das atividades econômicas de forma responsável. É o que temos defendido no Comitê de Gestão de Recuperação Econômica - Cogere - criado pelo Governo do Estado, tentando contribuir no sentido de ofertar dados para o plano de retomada apresentado. Em um primeiro momento, solicitamos uma atenção especial às concessionárias de veículos, imobiliárias e shoppings centers, reiterando também a essencialidade da construção civil.

JLPolítica - Causou-lhe que sentimento ou impressão a dimensão colaborativa das corporações brasileiras neste momento pandêmico?
VR -
A solidariedade demonstrada pelo empresariado brasileiro desperta o sentimento de que em momentos de crise apenas com o esforço e união de todos (governos, empresariado e sociedade) conseguiremos superar as dificuldades que enfrentamos. Tome-se como exemplo o Estado de São Paulo, onde as empresas doaram ao Governo Estadual o montante de R$ 700 milhões. A mobilização dessas empresas é um gesto a ser reconhecido e louvado. Aqui em Sergipe, felizmente, também tivemos setores com esse espírito.

JLPolítica - Como é que essa cooperação se processou no âmbito de Sergipe?
VR -
O Lide Sergipe adotou a postura de angariar recursos para doação de respiradores mecânicos e equipamentos médicos à rede hospitalar do nosso Estado. A contribuição financeira de empresas para concretizar esse objetivo foi uma postura que reflete exatamente os valores do empresariado sergipano.

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Em Roma, com a benção do Papa Francisco

AÇÃO DOS EMPRESÁRIOS SERGIPANOS NA PANDEMIA
“Nesse momento de grave crise sanitária, o Lide Sergipe adotou a iniciativa pioneira em nosso Estado de realizar a doação de respiradores mecânicos e equipamentos médicos para auxiliar a rede hospitalar sergipana, destinando-os ao Hospital de Cirurgia e ao Hospital Universitário”

 JLPolítica - Do ponto de vista da economia e do trabalho, o que o senhor acha que nascerá no pós-pandemia?
VR -
Haverá grandes transformações na forma como trabalhamos. Antes da pandemia, pensávamos no futuro. Agora, vivemos um dia de cada vez. Sobretudo, vamos repensar nossos hábitos de consumo, focar no que é efetivamente necessário e criar um modo de vida sustentável para as próximas gerações.

JLPolítica - Há quantos anos o senhor e o G8 estão na área de educação?
VR -
Estamos no setor da educação há 21 anos. No final do ano, o G8 completará 12 de atuação em nosso Estado.

JLPolítica - O G8 tem em Victor Rollemberg o único mantenedor?
VR -
Não. Temos também mais um mantenedor, que é Marcus Aurélio, professor de Física, que possui uma didática e um carisma extraordinário com nossos alunos e é responsável pelo setor Operacional e Financeiro. Eu fico focado no pedagógico e no marketing.

JLPolítica - O senhor estima que quantos jovens sergipanos tenham passado pelo G8 neste período todo?
VR -
Entre alunos matriculados anualmente e alunos que participam apenas de revisões ao final do ano, temos um número que se aproxima de 10 mil jovens. Há oito anos, somos o curso que mais aprova em Medicina no Estado. Agora em 2020 tivemos a excelente notícia que o nosso aluno do assistente Victor Augusto conquistou o primeiro lugar na UFS.

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Victor Rollemberg com o governador de São Paulo, João Doria, uma referência pessoal e fundador do Lide Nacional

DAS MUDANÇAS DO MUNDO NO PÓS-PANDEMIA
“Haverá grandes transformações na forma como trabalhamos. Antes da pandemia, pensávamos no futuro. Agora, vivemos um dia de cada vez. Sobretudo, vamos repensar nossos hábitos de consumo, focar no que é efetivamente necessário e criar um modo de vida sustentável para as próximas gerações”

JLPolítica - Como é que o Lide de Sergipe e os demais núcleos regionais do país leem a educação ministrada no Brasil?
VR -
Nós lemos a educação como de fato pilastra essencial de qualquer sociedade. A educação é tema privilegiado nos debates que o Lide promove nacionalmente. Todos os anos, no mês de novembro o Lide Educação, liderado por Viviane Senna, premia gestores estaduais e municipais que colocam esse setor como prioridade em suas administrações.

JLPolítica - Qual é o projeto expansionista que os senhores nutrem para o G8?
VR -
O setor da educação apresenta vários segmentos, como a educação infantil, fundamental, o ensino médio, o ensino superior, o ensino técnico e o mundo digital que veio para ficar. Estamos analisando como o mercado vai se comportar no mundo pós-pandemia para nos decidir.

JLPolítica - Qual é a sua visão pessoal do mercado de educação particular do Estado de Sergipe? O Estado é homogeneamente bem servido, ou isso fica circunscrito a Aracaju?
VR -
Temos uma educação pública e privada bem atrasada em relação ao restante do Brasil. Precisamos, nessa década que se inicia, melhorar a educação básica urgentemente, implementando um grande treinamento nos professores e introduzindo novas metodologias e habilidades para os alunos. É inconcebível não termos nenhuma escola pública ou particular entre as 100 melhores do Brasil no Enem, ou em qualquer outro ranking.

JLPolítica - A educação particular trabalha o sujeito holisticamente para a vida, ou só para o mercado?
VR -
Em Sergipe a educação é trabalhada principalmente para os vestibulares. São raras as escolas que tem uma visão holística para a vida. O nosso currículo é fragmentado, não dando bases para as disciplinas se correlacionarem. A nova base nacional curricular comum e a reforma do ensino médio vem para diminuir esses gargalos existentes em nossa educação.

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Com o senador Rogério Carvalho (PT)

DA DIMENSÃO DO G8 NA EDUCAÇÃO DE SERGIPE
“Entre alunos matriculados anualmente e alunos que participam apenas de revisões ao final do ano, temos um número que se aproxima de 10 mil jovens. Há oito anos, somos o curso que mais aprova em Medicina. Agora em 2020 o nosso aluno do assistente Victor Augusto conquistou o primeiro lugar na UFS”

 JLPolítica - O senhor tem afeição particular pelo modo político de ser do presidente Jair Bolsonaro neste momento de pandemia?
VR -
Temos que respeitar a figura institucional do presidente, que foi democraticamente eleito. Entretanto, neste momento de pandemia, lamentamos que, por vezes, a ideologia pessoal se sobreponha à instituição da Presidência da República, diferentemente da maioria dos ministros que compõem o governo.

JLPolítica - O senhor vê o mandato dele sob algum tipo de perigo?
VR -
Quando um presidente agride semanalmente os outros Poderes da República, observamos que não é saudável para a democracia. Além disso, outros setores não são respeitados, como a imprensa. Vemos diariamente jornalistas sendo desrespeitados e não conseguindo, muitas vezes, exercer a sua profissão com dignidade.

JLPolítica - O Estado Democrático de Direito no Brasil corre risco?
VR -
Confiamos nas instituições brasileiras que, pela dimensão que atingiram, têm um papel de defender a nossa Constituição. Não acredito que, em pleno século 21, o Brasil esteja passando por essas crises políticas-institucionais desnecessárias. Devíamos aproveitar o momento de crise para aprovar reformas que façam o Brasil crescer, desenvolver vacinas para fornecer ao mundo, criar novas formas de trabalho, e que nossos líderes deixassem bons exemplos para as novas gerações.

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Em evento da Lide. Argumentando para seus liderados empresariais