SUVBENÇÕES

Advogados querem conhecer patrimônio de Nolet

Ação penal continua tramitando no Tribunal de Justiça

Por Portal Infonet
08 abr 2017, 12h42

Está em fase de diligências a ação penal movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra os deputados estaduais Augusto Bezerra (DEM) e Paulo Hagenback Filho, o Paulinho das Varzinhas (PT do B), e outros oito réus envolvidos com um suposto esquema para desviar as verbas de subvenções, destinadas pela Assembleia Legislativa a entidades do terceiro setor por indicação dos parlamentares.

Os advogados Aurélio Belém, que atua na defesa dos dois deputados, e Walter Neto, que defende a presidente e a tesoureira da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Nova Veneza (Amanova), respectivamente Clarrise Jovelina de Jesus e Alessandra Maria de Deus, não têm dúvida que o único beneficiado com o suposto esquema fraudulento tenha sido o empresário Nolet Feitosa, que assinou delação premiada para denunciar o envolvimento direto dos parlamentares e das dirigentes da Amanova, que teriam sido beneficiados com o desvio dos recursos.

Nesta fase de diligências, o advogado Aurélio Belém pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal para avaliar os bens e a evolução patrimonial do empresário Nolet Feitosa a partir de 2013. “A fim de apurar se ele [Nolet Feitosa] tinha condições de adquirir os bens que adquiriu na época em que as verbas de subvenções começaram a ser liberadas pela Assembleia em favor da Amanova”, explicou o advogado. Entre os bens destacados pelo advogado, estão um posto de revenda de combustíveis e outros imóveis que teriam sido adquiridos pelo empresário naquele período.

Além destas diligências, o advogado Aurélio Belém também pediu auditoria nas contas bancárias dos deputados que seria uma forma, conforme explicou ao Portal Infonet, de comprovar a legalidade da movimentação financeira de ambos os parlamentares.

EXAME GRAFOTÉCNICO

Por outro lado, o advogado Walter Lima, pediu também a realização de exame grafotécnico dos cheques emitidos pela Amanova, cópia das imagens captadas pelas imagens de segurança do Banco do Estado nas quais aparecem o deputado Augusto Bezerra, dentro da agência bancária, com o intuito de identificar a quem efetivamente o dinheiro sacado pelas dirigentes da Amanova foi entregue e ainda informações da Receita Federal para identificar a evolução patrimonial das clientes Clarrise Jovelina e Alessandra de Deus.

Os pedidos feitos pela defesa ainda estão na fase de análise no Tribunal de Justiça. O juiz Leonardo Souza Santana Almeida, que conduz o processo, e os representantes do Ministério Público [o procurador Eduardo D´Ávila e o promotor de justiça Jarbas Adelino] ainda não se manifestaram sobre os pedidos formulados pelos advogados.