Vazão do São Francisco preocupa Machado

Para o ex-deputado federal, redução pode trazer muitos prejuízos

Por Jozailto Lima
16 mar 2017, 20h21

A decisão da Superintendência de Operação e Contratos de Transmissão de Energia da Chesf, de reduzir para 650 metros cúbicos por segundo a vazão do São Francisco durante cinco dias, a partir de Sobradinho a Xingó, deve ter consequências trágicas para Sergipe neste momento de crise hídrica.

Esta é a preocupação do engenheiro e ex-deputado federal José Carlos Machado. “Numa época de pouca chuva como esta, uma decisão como a que acaba de ser anunciada, é uma brincadeira com fogo”, diz Machado.

Segundo o superintende Ruy Barbosa Pinto Junior, a data prevista para o início desta contenção de água é 22 deste mês. Mas a decisão será confirmada na próxima Reunião de Avaliação da Operação dos Reservatórios da Bacia do Rio São Francisco, programada para dois antes, o 20 de março.

“Estas decisões me preocupam muito. Sei que a crise hídrica é uma verdade, sei que há redução significativa da massa de água do São Francisco, mas é preciso soluções para não privar as comunidades que dependem da água deste rio. A meu ver, a redução a 650 metros cúbicos é, ainda que seja por um período de cinco dias, é muito grave para as demandas residenciais e do agronegócio destas regiões”, avalia.