Coordenador do Dieese apela para que Jackson Barreto desista de privatizar Deso

Por Jozailto Lima
03 mar 2017, 00h01

O economista Luis Moura, coordenador estadual do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese – em Sergipe, faz um apelo ao governador Jackson Barreto, PMDB, com o objetivo de que não leve adiante a intenção de privatizar a Deso – Companhia Estadual de Água e Esgoto de Sergipe.

“Gostaria de fazer um apelo ao governador, em nome da sua história política, no sentido de cancelar a privatização da Deso e de imediatamente revitalizar a empesa para que ela possa cumprir o papel de universalizar o abastecimento de água e o tratamento de esgoto para todos os sergipanos”, diz Moura.

Luis Moura faz o seu “apelo” embasado em dois aspectos. O primeiro, de que o valor venal da empresa seria bem inferior à sua importância social e estratégica para o povo e para o Governo de Sergipe. O segundo, o de que desgastaria irreversivelmente a imagem do governador do Estado.

“O processo de privatização da Deso, admitido publicamente pelo Governo do Estado de Sergipe, poderá se transformar no maior equívoco político do governador Jackson Barreto, pois, além de não aportar recursos significativos para o Estado, poderá ter uma forte reação popular que lhe desgastará sem precedentes”, diz Moura.

O coordenador do Dieese de Sergipe analisa, e coloca como ponto negativo, um eventual valor da Deso a partir do valor atribuído à  Companhia Estadual de Águas e Esgotos – Cedae – do Rio de Janeiro.  “A Cedae, que tem um faturamento de R$ 5 bilhões anuais, poderá ser vendida por um valor entre R$ 4,5 bilhões a R$ 5 bilhões. Seguindo esse raciocínio, a Deso, que fatura R$ 567 milhões por ano, poderá ser vendido por algo em torno de R$ 500 milhões”, diz Luis Moura.

Para o economista do Dieese, esse valor tem pouca consistência frente às carências financeiras do Estado e, mantida estatal, a Deso poderia ser mais útil e mais rentável se passasse por uma reengenharia de atuação. Por isso que ele defende “a imediata revitalização da empresa”.