DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Maria promove debate sobre Cardiopatia Congênita

A deputada é autora da Lei que instituiu o 12 de junho como Dia Estadual da Cardiopatia Congênita

Por Agência de Notícias Alese
16 maio 2017, 17h50

O médico cardiopata André Sotero – atual secretário de saúde de Aracaju – explanará no plenário da Assembleia Legislativa, no próximo dia 1º de junho, sobre a relevância do diagnostico precoce e do tratamento da cardiopatia congênita. A doença, que surge nas primeiras oito semanas de gestação quando se forma o coração do bebê, afeta um número considerável de crianças no Brasil.

A iniciativa é da deputada estadual Maria Mendonça, que é autora da Lei que instituiu o 12 de junho como Dia Estadual da Cardiopatia Congênita. “Esse é um debate sempre muito relevante, pois traz um alerta sobre o problema e chama a atenção da sociedade a respeito da importância do diagnóstico precoce e do tratamento dessa anomalia que afeta a estrutura ou função do coração do bebê, ainda em formação”, afirmou Maria.

Maria Mendonça observou que a partir da 16ª semana, a gestante poderá fazer o eco cardiograma para verificar detalhadamente o coraçãozinho do bebê, permitindo-lhe identificar possíveis problemas e, em caso positivo, as possibilidades e formas de tratamento tendem a ser mais exitosas.  “Nacionalmente, a Associação de Assistência à Criança Congênita Pequenos Corações realiza uma séria de ações objetivando difundir a importância e a necessidade do poder público adotar medidas legais que assegurem o direito à vida com iniciativas que contribuem, tanto para a qualidade de vida dessas crianças, como para a prevenção, visando a redução da mortalidade infantil e garantindo, aos portadores da anomalia, um desenvolvimento saudável”, salientou a deputada.

Ela lembrou que, no mundo, cerca de 130 milhões de crianças nascem com algum tipo de cardiopatia congênita.  “Muitas mães, infelizmente, não têm um diagnóstico precoce e veem seus filhos terem a sobrevivência comprometida”, afirmou Maria Mendonça, acrescentando que “sem falar no alto custo do tratamento, cujos procedimentos podem ser invasivos e limitantes para a vida de milhares de crianças”.

CARDIOPATIA CONGÊNITA

A doença se configura por qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação, período em que se forma o coração do bebê. A anomalia acontece por uma alteração no desenvolvimento embrionário da estrutura cardíaca.