1º DE MAIO

Sergipe registrou 1.666 postos de trabalho em dois anos

Os profissionais ingressaram no mercado após a ampliação de postos de trabalho com a chegada de 35 empresas em Sergipe

Por Agência Sergipe de Notícias
02 maio 2017, 08h00

Em meio à linha de produção de calçados, o gerente de produção Antônio Carlos Batista dos Santos, 36, desenha uma perspectiva de futuro promissor para seus dois filhos e esposa. Ele é um dos 1.666 trabalhadores que ingressaram no mercado após a ampliação de postos de trabalho com a chegada de 35 empresas em Sergipe nos últimos dois anos.

“Passei nove meses desempregado. A chegada da Via Júpiter aqui em Lagarto foi muito importante. Já trabalho há dois anos na empresa e toda a comunidade sente que além dos empregos, ela trouxe desenvolvimento para o povoado e região. São várias famílias que trabalham aqui e para o município também é muito bom, porque todos recebem um salário e esse dinheiro é gasto aqui mesmo. O meu sonho é crescer aqui dentro, crescer junto com a empresa”.

Assim como a Via Júpiter, outras 34 empresas se instalaram em Sergipe, investimentos que somam R$ 704 milhões, e abriram oportunidades para pessoas como Gilvânia Silva dos Santos. “Depois que a Azaleia fechou, fiquei quase dois anos sem emprego. Após a minha contratação na Via Júpiter, consegui reestruturar minha vida, organizar as coisas pra ajeitar minha casa, coloquei meu filho na escola particular, enfim, fiz tudo que queria fazer. E isso aconteceu com muitos colegas meus. Todo mundo é muito agradecido por essa oportunidade, pois emprego aqui estava muito difícil”.

O empreendimento foi implantado em Lagarto, mais especificamente no povoado Brasília, no segundo semestre de 2014. A unidade começou a operar com 35 pessoas e a previsão era que, após 5 anos, chegasse a 125 empregos. O diretor-presidente Francisco Edvaldo Rocha informou que o apoio do Estado foi fundamental para chegada da empresa em Lagarto.

“O motivo da nossa instalação em Sergipe foi o incentivo dado pelo governo do Estado e também porque havia aqui uma mão de obra qualificada, já que aproveitamos muitos funcionários da fábrica da Azaleia que fechou. Hoje, são 173 pessoas empregadas na filial de Lagarto, sendo 168 funcionários e cinco menores aprendizes. Hoje, a fábrica produz próximo de 3 mil pares de calçados que são vendidos em todo o Brasil. Fico muito feliz de ter chegado aqui e contribuir com a geração de emprego local e a diminuição do desemprego no nosso País”.

Nos últimos meses, além da Via Júpiter, Sergipe atraiu mais investimentos, como uma nova indústria de autopeças, uma empresa de alimentos, uma de produtos plásticos e de metal e uma fábrica de lâmpadas LED. Segundo o diretor-presidente da Codise, Eugênio Dezen, uma das potencialidades do estado é estar localizado próximo a duas grandes capitais, sendo Salvador e Recife, e ter capacidade de suprir a necessidade desses grandes estados, de modo a se tornar um ponto estratégico.  “Aqui, temos a BR-101, que está sendo duplicada e promove facilidade no deslocamento. Há também um porto que não está com sua capacidade esgotada. É um porto que é ágil no recebimento e no despacho de mercadorias. Então temos todas essas facilidades. Além de termos toda parte norte da Bahia para atendermos através de nossas rodovias interestaduais”, comentou.

De acordo com Dezen, mesmo o país passando por um momento de crise, o Estado consegue atrair, por meio de incentivos, facilidades e da divulgação dos seus potenciais, a implantação de empresas. Ele conta que o Executivo Estadual valoriza a geração de empregos e a interiorização de empreendimentos, para que indústrias em locais com necessidade de abertura de postos de trabalho.

Segundo o assessor econômico do governo, professor Ricardo Lacerda, apesar dos últimos dois anos manter um certo cronograma de obras públicas com recursos como os Proinveste, Sergipe Infraestrutura e Sergipe Cidades, para, além de trazer benefícios para a população, atrair empreendimentos importantes e gerar empregos.

“O governo do Estado também se preocupa com as perspectivas da economia sergipana de impacto em termos de crescimento econômico e geração de empregos futuros. E o projeto de maior envergadura que está sendo tratado hoje é a usina termoelétrica Porto de Sergipe I. Esse empreendimento é de grande porte e vai, com o tempo, atrair outros investimentos. Além disso, existem outras ações que o governo vem desenvolvendo para a agricultura familiar no âmbito do projeto Dom Távora. Há também os investimentos em infraestrutura de Turismo, através do Prodetur, um conjunto de investimentos muito significativo. Ou seja, mesmo num quadro de dificuldades, o governo tem trabalhado muito para garantir investimentos e para garantir o futuro do estado”, destacou Lacerda.

O assessor também comentou sobre a inauguração, em 2016, da sede do Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec), que incentiva a área de Ciência e Tecnologia. “Sergipe não fica apenas nas atividades profissionais e busca também iniciativas inovadoras, dando espaço para os jovens que têm perfis empreendedor e de criar empresas em áreas tecnológicas. Fora isso, Sergipe tem atraído investimentos também na área de energia eólica no Centro-Sul, na região de Riachão do Dantas. É um tipo de empreendimento que, além de garantir oferta de energia para a região e Sergipe, abre perspectivas importantes”, acrescentou.

ATRAÇÕES RECENTES 

Em fevereiro deste ano, o governador Jackson Barreto participou, na Colônia 13, em Lagarto, do lançamento da pedra fundamental para construção de uma nova sede da HDA do Nordeste Indústria e Comércio de Componentes, empresa que trabalha na produção de lâmpadas de LED – do inglês Light Emitting Diode (Diodo Emissor de Luz) – para o setor público em todo o Brasil.

A nova fábrica deve gerar 60 empregos diretos e 180 indiretos, a partir de um investimento de R$ 5 milhões, e deverá ter um faturamento anual de R$ 100 milhões. A chegada ao estado começou a ser trabalhada ainda em 2015. A empresa gaúcha recebeu o incentivo do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) do Governo do Estado, que tem como objetivo estimular a economia na atração de novos negócios através da concessão de incentivos. Em paralelo à construção da fábrica, a HDA vai operar em um parque provisório para adiantar sua produção.

Ainda em fevereiro de 2017, o governador Jackson Barreto recebeu os representantes da multinacional Cooper Standard para conhecer o novo projeto da fábrica de componentes e sistemas automotivos, que será instalada em Santa Rosa de Lima. O investimento poderá gerar 800 empregos.

Durante a apresentação, o secretário do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, José Augusto Carvalho, disse que a chegada de mais uma indústria é um fato de extrema importância para Santa Rosa, pois o número inicial de 200 novos empregos influenciará em outras conquistas futuras. “Esse investimento tem grande relevância, porque participar desses polos automotivos, que envolvem Bahia e Pernambuco, nos dá a esperança de trazer outras indústrias desse mercado, o que proporcionará mais progresso e desenvolvimento para nosso estado”, complementou.

Já o maior investimento privado já realizado em Sergipe, a termoelétrica Porto de Sergipe começou a ser concretizado em Sergipe em setembro do ano passado. Em fevereiro de 2017, para potencializar a participação das empresas sergipanas no processo de implantação da usina o governador Jackson Barreto solicitou e realizou audiência com o presidente da Central Elétrica de Sergipe (Celse), Eduardo Maranhão.

O Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), iniciativa de incentivo do governo do Estado às empresas sergipanas, tem por objetivo estimular o desenvolvimento socioeconômico estadual, mediante a concessão de apoio a investimentos. São três tipos de apoio: locacional, de infraestrutura e fiscal.