PARCERIA

Vice-governador e cônsul chinesa discutem potencial econômico de Sergipe

A visita teve o objetivo de estreitar as relações com o país asiático e apresentar as possibilidades comerciais do estado

Por Agência Sergipe de Notícias
08 abr 2017, 13h42

O vice-governador Belivaldo Chagas recebeu a cônsul geral da China em Recife, Li Feiyue  . Realizada em caráter de cortesia, a visita teve o objetivo de estreitar as relações com o país asiático e apresentar as possibilidades comerciais do estado.

Durante a reunião, Belivaldo  expôs à cônsul os pontos competitivos de Sergipe, a exemplo das instalações portuárias sergipanas – que atualmente utiliza apenas metade de sua capacidade –,  a desburocratização na abertura de empresas e a implantação da Usina Termoelétrica de Sergipe.“Foi uma visita extremamente positiva, afinal de contas, a China é um dos maiores parceiros do Brasil, com grande participação na balança comercial.  Mostramos o que pode ser oferecido pelo estado de Sergipe à empresas chinesas, no sentido de que elas venham se instalar aqui”, declarou.

O vice-governador avaliou a visita como extremamente positiva e adiantou que um novo encontro deverá ocorrer no consulado, em Recife, para apresentação do projeto da Termoelétrica. “A cônsul ficou interessada e assumimos um compromisso de, muito em breve, fazermos uma visita ao consulado para apresentarmos  o projeto da Termoelétrica a alguns empresários chineses, para que eles  entendam a potencialidade deste projeto e quem sabe, a gente possa firmar uma parceria. Acho que o campo está aberto”, comentou.

A cônsul  afirmou ter tido uma boa impressão de Sergipe e de Aracaju e que buscará firmar cooperações aqui. “Foi uma reunião importante para adquirirmos conhecimento sobre o estado. Vamos procurar a possibilidade de uma cooperação entre China e Sergipe porque acredito que o estado tem muita potencialidade”, apontou.

“Esperamos que seja o início de uma longa e proveitosa parceria. Os chineses são grandes investidores no mundo hoje, são detentores de muito capital, tecnologia e materiais que servem de subsídio para outras indústrias, então vamos ver se conseguimos trazê-los para o nosso estado”, disse o secretário da Sedetec, José Augusto Pereira de Carvalho.

Na visita, a cônsul presenteou Belivaldo com uma gravura produzida em linha de seda, com uma imagem do país asiático, e foi presenteada com um exemplar do livro ‘Sergipe Cultura e Diversidade’.

Li Feiyue  ingressou na carreira diplomática em 1991, tendo já atuado no departamento dos Assuntos Africanos do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China; foi primeira secretária na Embaixada da China no Brasil, foi conselheira da Embaixada em Moçambique, Portugal e Angola.  Desde 2015, é cônsul geral da China em Recife.

A China é um parceiro comercial importante para o estado de Sergipe. Sua participação está concentrada nas importações para o estado. Em 2016, último ano com dados consolidados, foi exportado US$ 892,5 mil (0,8% do total), valor 42,2% superior ao somado em 2015, enquanto as importações somaram US$13 milhões (9% do total), apresentando forte retração de 43,8%. Já de 2013 a 2016, as exportações somaram US$2,6 milhões (0,7% do total) e as importações US$87,9 milhões (10% do total):

Desde 2014 as exportações sergipanas para a China apresentam seguidas altas. Por outro lado, as importações apresentaram seguidas retrações a partir de 2013. De acordo com os dados do MDIC, Sergipe exportou apenas três produtos para China em 2016: frutas secas (81,3%), suco de laranja e máquinas e aparelhos de elevação, de carga e de descargas.

No que se refere às importações da China, o estado importou 195 produtos em 2016, sendo os principais: fibras de poliésteres, partes e acessórios de motocicletas (inclusive ciclomotores), partes superiores de calçados e seus componentes e máquinas para aglomerar ou moldar combustíveis minerais sólidos.

PRESENÇAS

Estiveram presentes também na reunião o presidente da Codise, Eugênio Dezen; o superintendente executivo da Sedetec, Carlos Augusto Franco e a coordenadora do departamento de economia da Fecomércio, Sudanês Pereira.