ROSÁRIO

Bloco pede que críticos pensem no coletivo

Vereador Wagner Quintela voltou a afirmar que resolveu seguir o caminho da independência por não concordar com a forma de administrar de Vino, o prefeito

Por Assessoria do parlamentar
04 abr 2017, 12h07

Há alguns dias, o vereador Wagner Quintela (PSB) foi informado de que cinco funcionários da Prefeitura receberam comunicados de demissão sem justa causa. Essas pessoas eram de seu grupo político e teriam sido, supostamente, vítimas de perseguição da atual gestão por conta do rompimento de Wagner com o prefeito Etelvino Barreto (“Vino”) para formar um bloco independente. Durante sessão na Câmara Municipal de Rosário do Catete nesta segunda-feira, 03, o líder da Situação, vereador Walter Barreto (DEM), disse que tais pessoas não chegaram a ser demitidas. Apesar de não entender a repentina mudança de atitude, Wagner comemorou.

“É bom, afinal nossa cidade precisa de empregos, não de demissões. Não é justo que essas pessoas que lutaram e carregaram a bandeira, com esse sonho de administrar junto com o prefeito, sejam colocadas de lado”, frisou. O parlamentar aproveitou a oportunidade para analisar as críticas negativas que tem recebido por conta do bloco independente que formou ao lado do vereador Leonardo Santos (PRB), o “Lió de Núbia”. “Recebi poucas críticas e muito apoio. Respeito quem tem posição contrária, mas tenho um recado para quem está criticando: não pense em si próprio. Era muito mais fácil, como eu disse anteriormente, continuar na Situação. Mas rompi justamente pensando na grande maioria, que tem um sonho – há 20 anos – de formar um projeto diferente, de mudança”, ressaltou Wagner.

Lió de Núbia destacou que saiu do bloco de Situação convicto de estar fazendo o certo, já que Vino não atendeu às demandas de um grupo que estava sedento por mudanças positivas. “Sou homem para honrar meus compromissos e para manter minhas decisões. O prefeito não teve compromisso e não deu a atenção devida. Cada um deve fazer seu trabalho assim como eu tenho feito o meu em prol da comunidade”, ressaltou. A respeito das demissões, o vereador disse que tinha um irmão trabalhando, mas garante que não procurou o prefeito para pedir nada. “Meu irmão foi trabalhar e mandaram ele ir para casa e aguardar. Não aceito esse tipo de humilhação com o povo de Rosário”, contou.

O vereador voltou a afirmar que resolveu seguir o caminho da independência por não concordar com a forma de administrar de Vino e com o tratamento que foi dispensado às pessoas que contribuíram com a vitória do gestor. “Vejo algumas pessoas que estão sendo beneficiadas neste poder criticando, mas sem pensar no coletivo. Estão criticando porque se encontram na iminência de serem demitidas”, pontuou. Wagner alegou também que tem ciência de determinados cargos que estão fazendo tráfico de influência. “Não vou citar nomes ainda porque estou apurando e juntando provas”, disse.

Reivindicações

Wagner Quintela garantiu que continua aguardando a remarcação da audiência com a Deso para tratar sobre a taxa de religação e de reunião com a Estre para tratar da adoção de praças. “Além disso, é importante que a Prefeitura comece a colocar em prática a Lei dos Estagiários. No mandato passado tinha, mas de forma precária. Esse projeto deve ser ampliado para que os jovens que estão no ensino superior tenham a oportunidade de estagiar e entrar no mercado de trabalho. E vamos fiscalizar para que seja uma lei democrática e sejam contempladas as pessoas que estiverem dentro dos critérios”, acrescentou. O parlamentar também voltou a exigir que os programas sociais Boa Mesa, PIS e Proadin sejam cumpridos em respeito à população.