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INFORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO COVID-19
Por PMA | 31 de Jul de 2020, 12h53
Serviço de Apoio Psicológico passa a acompanhar pessoas que testaram positivo para Covid-19
Campanha de informação e orientação à população sobre a Covid-19
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Já foram registradas cerca de 2,3 mil ligações em busca de apoio psicológico (Foto: Andre Moreira)

Criado para prestar suporte à população durante a pandemia do novo coronavírus, o Serviço de Apoio Psicológico Remoto, implantado pela Prefeitura de Aracaju, tem ampliado sua atuação para além da proposta inicial. A princípio, o serviço realizava um suporte pontual. Agora, com a integração do MonitorAju, passou, também, a fazer um acompanhamento transversal de algumas pessoas que testaram positivo para Covid-19. 

O progresso do serviço mostra a eficácia e a receptividade da população que, tem recorrido ao apoio para lidar com questões diversificadas, além das preocupações com a saúde. Assim, do início da sua implantação até meados do mês de julho, quando foi fechado o último boletim, já foram registradas cerca de 2,3 mil ligações. 

“O serviço tem se mantido estável e, com o acompanhamento de alguns casos de Covid-19, vemos que tem sido bem aceito. Nestes casos específicos, o apoio funciona de maneira diferente dos demais casos. Vale ressaltar que não é uma psicoterapia, é um suporte, ou seja, recebemos as ligações e realizamos orientações pontuais. Já quando se trata dos positivos para a doença, temos dois psicólogos que fazem as ligações e acompanham essas pessoas de maneira mais constante, de acordo com a necessidade, até receber alta do psicólogo”, explica a coordenadora do Serviço de Apoio Psicológico Remoto, Chenya Coutinho, ao destacar que os casos de Covid-19 são encaminhados pelo MonitorAju, quando necessário.

7a62ef76e91526e6Chenya Coutinho: progresso do serviço mostra a eficácia e a receptividade da população

Com uma média de 30 ligações diárias, o serviço registra variadas razões para a procura da população. Os casos de covid-19, por exemplo, representam 10,3% dos assistidos. Já a ansiedade e o medo figuram, também, entre os principais motivos que levam as pessoas a recorrerem ao apoio psicológico, 9,9% e 8,2%, respectivamente. 

De acordo com a coordenadora, as motivações para a procura têm muito a ver com a instabilidade e dimensões do vírus. “Estamos lidando com um vírus que possui muitos fatores ainda desconhecidos e isso leva a uma alteração psicológica. É tanto que a própria OMS (Organização Mundial da Saúde) orienta a oferta desse tipo de serviço em situações de pandemia ou desastres naturais. O que temos percebido é que, além das questões sobre a saúde em si, as pessoas têm procurado por outras razões. Já registramos, por exemplo, gente que estava com problemas com um terreno e ligou para ter um suporte”, destaca Chenya. 

De acordo com a coordenadora do Serviço, a pandemia da Covid-19 possui características singulares, no sentido de sua extensão, velocidade de crescimento, impacto geral na população e nos serviços de saúde, bem como acesso a um volume muito grande de informações. Neste sentido, ressalta a coordenadora, as consequências da pandemia são também diversas.

“O serviço fala por si só. Quando nos referimos a equidade, por exemplo. Os bairros que mais têm procurado o serviço são Santa Maria, São Conrado e Farolândia, então, mostra que os bairros têm sido diversificados, ou seja, não existe uma classe, uma região ou bairro específico. A necessidade desse suporte atinge de forma generalizada. Por ser um serviço 0800, o alcance também se amplifica”, frisa a coordenadora. 

O atendimento é disponibilizado de segunda a sexta, pelo 0800 729 3534 (opção 2), e aos sábados pelo 3304 3599, sempre das 8h às 20h. Ao ligar, o cidadão tem sua chamada repassada para um dos vinte psicólogos que compõem a Rede de Atenção Psicossocial - Reap -, dentre profissionais da Secretaria Municipal da Saúde  - SMS - e residentes da UFS.