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Desrespeito
Por Ascom | 02 de Ago de 2018, 18h26
Aribé diz que atraso em pagamento de artistas sergipanos é caso de polícia
Vereador mostrou postagens de músicos indignados com demora
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Lucas Aribé: "“A questão é, no mínimo, de falta de respeito" (Foto: César Oliveira)

O vereador de Aracaju Lucas Aribé (PSB) saiu em defesa dos músicos sergipanos que continuam sem receber o cachê das apresentações em festas custeadas com dinheiro público, a exemplo do Forró Caju e do bloco carnavalesco Rasgadinho. “A questão é, no mínimo, de falta de respeito. E eu ainda digo mais, é caso até de polícia. É bom lembrar que o Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública está apurando denúncias, formalizadas no ano passado pelo Sindicado dos Músicos, com relação ao uso da máquina pública para pagamento de contratos com artistas”,  alertou Aribé, durante discurso na manhã desta quinta-feira, 2.

Lucas Aribé mostrou postagens, nas redes sociais, de artistas indignados com a demora no pagamento. “Hoje sonhei que havia recebido meu cachê do Rasgadinho... mas acordei e vi que estava tudo na mesma!”, diz um deles. “Eu já tenho dois anos que cantei no São João pela prefeitura e até hoje não recebi”, reclama uma cantora. “Resolvi cobrar e mais de um ano recebi, mas virei persona non grata na maioria dos eventos de Aracaju”, afirma um terceiro músico.
“Mostrei situações que envolvem a gestão de João Alves Filho, há dois anos, e também da gestão atual. Não tem cor partidária, o desrespeito é generalizado, o artista sergipano tem que tocar e depois denunciar. Tem músico dizendo que está sendo perseguido e isso é muito grave”, comenta Lucas Aribé.

O parlamentar também criticou a diferença de tratamento dado aos artistas de outros estados e aos sergipanos nos eventos realizados em Aracaju. “O pobre artista sergipano tem um cachê desvalorizado, discriminado, desrespeitado, parece até uma esmola.  Aí vem o de fora ganhar rios de dinheiro. São bandas que não tem nada de melhor se comparadas às daqui, e o pior é que, enquanto o forasteiro recebe antes de tocar ou, no máximo, na hora que sobe no palco, o sergipano tem que passar até dois anos sem receber. Isso é triste demais”, afirmou Lucas.

“Eu me refiro aqui à prefeitura enquanto instituição, não importa quem seja o gestor. Essas festas envolvem dinheiro público, que deve ser tratado de forma decente. Qual é a diferença do artista sergipano em relação ao de fora? Só porque nasceu aqui tem que ser desmoralizado desta maneira? Não é por aí”, concluiu o vereador.