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AUDIÊNCIA
Por Ascom | 06 de Dez de 2017, 16h54
Alese discute Ideologia de gênero e aborto
O deputado Antônio dos Santos conduziu os trabalhos
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Evento foi presidido pelo Pastor Antonio dos Santos

O plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) ficou lotado, na tarde desta terca-feira, 05, para a Audiência sobre Ideologia de gênero e descriminalização do aborto. O evento contou com a palestra do Doutor em Ciências Sociais e professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Rodoval Ramalho, do Mestre em Bioética Anderson Pina e da Coordenadora Nacional do Movimento Pró-Vida, Zezé Luz. O deputado Antônio dos Santos conduziu os trabalhos e falou sobre os diversos esclarecimentos com bases científicas que foram mostrados pelos palestrantes.

Evento foi presidido pelo Pastor Antonio dos Santos

“Os estudiosos trouxeram para nós suas pesquisas de campo e nos mostraram os perigos da implementação da Ideologia de gênero nas escolas e também os prejuízos psicológicos para as mulheres que cometem o aborto. Quem assistiu as palestras viram os estudos fundamentados onde realmente houve comprovação do engano que estes novos movimentos trazem a estrutura da sociedade brasileira”, afirmou Antônio dos Santos.

O sociólogo Rodoval Ramalho falou sobre a importância da estrutura familiar na construção da cultural social ocidental. Ele disse que a sociedade brasileira está vivendo grandes mudanças. Uma ideologia que atinja esta estrutura é uma questão que precisa ser debatida.

“A família é uma instituição básica para a produção e a reprodução das sociedades. A formação da família tradicional é uma questão central na sociedade brasileira, qualquer coisa que atinja a sua estrutura tem repercussão forte”, colocou Ramalho.

O mestre em Bioética, Anderson Pina, colocou questões sobre como a ideologia de gênero e o quanto ela é contrária as questões genéticas e as cristãs também. Ele citou que a família está sendo atacada e a questão de gênero como vem sendo disseminada é uma forma de colonização ideológica.

“Os pais precisam ir às escolas colocarem que não concordam com a implantação da ideologia de gênero lá. É um direito constitucional que precisa ser exercido pelos pais. Uma criança deve ser educada com os valores da família e não da escola”. O educador ainda disse que há o código Internacional de Doenças, há o Transtorno de Identidade Sexual manifestado na infância. Mas, esta questão, acontece com um número pequeno de crianças. “Da forma que estão colocando, baseados na teoria da feminista Simone Beauvoir, onde homem não nasce homem e mulher não nasce mulher, são construções sociais, é um grande equívoco e causa sim desconstrução psicológica nas nossas crianças”, pontou, citando pensamentos

dos Papas Bento e Francisco contrários a ideologia de gênero. “Para o humanismo cristão não há lugar para dualismo. Deus fez o homem e a mulher. Quando o homem nega a Deus ele perde sua dignidade”.

O aborto como um veneno de controle populacional foi colocado pela coordenadora nacional do projeto Pró-vida, Zezé Luz. Ela traçou um relatório desde o início da teoria do aborto e seus criadores e as suas ramificações pelo mundo. A trajetória da paraibana começou depois que a mesma cometeu aborto e sofreu com a Síndrome de Depressão Pós Aborto.

“Tudo que eu falar aqui sobre as meninas que tentam o aborto eu mesma passei. Hoje ajudo essas mulheres que querem abortar por que na verdade o que elas precisam é de acolhimento. Cerca de 99% das mulheres que querem o aborto, optam por ele por que estão se sentindo sozinhas. Na verdade, elas não querem matar seus bebes”, colocou Luz. A coordenadora durante sua emocionante palestra disse o quanto é importante o papel das instituições religiosas na trajetória do movimento pró-vida e como este é distorcido pela sociedade liberal. “Os entusiastas do aborto legalizado acusam as igrejas de ferirem a laicidade do Estado. Porém a crítica, no entanto, é frágil, já os argumentos usados pelas instituições religiosas no debate sobre o aborto abrangem vários aspectos no campo do direito, da ética, da ciência e do mandamento cristão: não matarás”.

Ainda participaram do evento, o presidente da Câmara de Aracaju, Nitinho, o presidente da província Eclesiástica de Aracaju, Dom Giovanni Crisppa, o Arcebispo Emérito de Aracaju Dom Lessa, os coordenadores da Rede Nacional de Defesa da Vida, Pró-Vida Sergipe, Davi Calazans e Antônia Amorosa, o pastor e presidente da União dos Ministros Evangélicos do Estado de Sergipe (Umese, Valdemar Araújo, além de outros representantes da sociedade.