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EM SETEMBRO
Por FIES, UNICOM | 16 de Out de 2017, 12h13
Déficit da Balança Comercial sergipana fica em US$ 4,4 milhões
No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 73,7 milhões, recuo de 2,2%
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Balança sergipana em queda

Análise realizada pelo Centro Internacional de Negócios – CIN/SE daFederação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES), com base nos dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), apontou que as exportações, no mês de setembro deste ano, ultrapassaram os US$ 8,7 milhões, enquanto as importações sergipanas ultrapassaram os US$ 13,2 milhões. Com este resultado, Sergipe registra saldo negativo da balança comercial, com déficit superior a US$ 4,4 milhões, no mês em análise.

No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 73,7 milhões, recuo de 2,2%, quando comparado ao mesmo período de 2016. Enquanto isso, as importações acumularam, até o mês de setembro deste ano, US$ 105,1 milhões, com redução de 7,4%, em comparação com o valor acumulado no mesmo período do ano passado. Por fim, o saldo acumulado da balança comercial continua deficitário, em torno dos US$ 31,4 milhões.

A venda de Suco (sumo) de laranja, não fermentados, sem adição de álcool, com ou sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes, congelado, foi o grande destaque do mês de setembro deste ano, respondendo por 58,9% das exportações do mês, ultrapassando US$ 5,1 milhões, em valores. Já as vendas de Outros calçados cobrindo o tornozelo, parte superior de borracha, plástico somaram aproximadamente US$ 1,4 milhão, em setembro. Já no decorrer dos nove meses deste ano, as vendas de Sucos de laranja, congelado, não fermentados somaram US$ 26,5 milhões e as vendas deOutros calçados sola exterior borracha/plástico, de couro/natural somaram US$ 17,5 milhões, respondendo por 36% e 23,8%, respectivamente. Em conjunto, esses produtos responderam por 59,8% das exportações nos nove primeiros meses de 2017.

No tocante às importações do estado, referente ao nono mês de 2017,destacou-se as compras de Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura, que ficou próximo dos US$ 4,2 milhões, respondendo por aproximadamente 31,6% das importações realizadas em setembro. Considerando o acumulado do ano, a aquisição do Diidrogeno-ortofosfato de amônio somou US$ 16,4 milhões, ou seja, 15,6% das importações sergipanas. Em seguida aparecem as importações de Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura (US$14,4 milhões) e do Coque de petróleo não calcinado (US$ 9,6 milhões), que representaram 13,7% e 9,1%, respectivamente, do total importado por Sergipe, entre os meses de janeiro e setembro de 2017.

Na análise por países de destino dos produtos sergipanos, o grande destaque, no mês de setembro desse ano, foram as vendas para Países Baixos (Holanda), que ficaram em aproximadamente US$ 4,7 milhões e corresponderam à 53,7% das exportações sergipanas, no mês em análise, sendo que o principal produto exportado foi o Suco (sumo) de laranja, não fermentados, sem adição de álcool, com ou sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes, congelado. O segundo maior comprador dos produtos sergipanos foi a Argentina, que adquiriu US$ 600 mil, em Outros calçados cobrindo o tornozelo, parte superior de borracha, plástico e Outros óleos essenciais, de laranja, no mês de setembro. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, a Holanda foi o destino de 25,3% dos produtos sergipanos, enquanto o Paraguai foi o destino de 22,7% das exportações sergipanas.

Com relação aos fornecedores, no mês de setembro, o principal fornecedor foi Argentina, que vendeu mais de US$ 4,2 milhões, fornecendo principalmente o Outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura. Em seguida aparece a Índia, que vendeu aproximadamente US$ 1,9 milhão, com destaque para Outras máquinas para tingir ou branquear fios ou tecidos. No acumulado do ano, Sergipe adquiriu US$ 19,2 milhões em produtos do Marrocos, US$ 18,2 milhões dos Estados Unidos e US$ 14,9 milhões da Argentina. Esses três países responderam por 49,9% das importações sergipanas, nos nove primeiros meses do ano.