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Campanha ‘Proteger é Cuidar’
Por ASN | 06 de Jul de 2020, 14h21
Em ação, comunidades tradicionais de Sergipe recebem do Estado máscaras e álcool 70%
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Campanha amplia ação, levando proteção a 70 mil pessoas, através de parceria entre Secretaria da Inclusão Social, da Saúde e Instituto Banese

Dando continuidade à campanha ‘Proteger é Cuidar’, a Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) levou máscaras de tecido e suprimento de álcool a 70% para distribuir entre populações vulneráveis nos municípios do interior do estado. Ao longo das duas últimas semanas, foram contempladas comunidades ciganas, quilombolas, povos tradicionais de terreiros, mangabeiras, marisqueiras e populações ribeirinhas em geral dos municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Laranjeiras, Riachuelo, Itabaiana, Lagarto, Neópolis, Ilha das Flores, Brejo Grande, Propriá, Nossa Senhora das Dores, Cumbe, Frei Paulo, Indiaroba e Santa Luzia do Itanhy.

Desde o início da campanha, movimentos sociais e organizações da sociedade civil que atendem grupos vunleráveis na capital fizeram a retirada do material preventivo ao contágio pelo novo coronavírus na sede da SEIAS, totalizando inicialmente, 60 mil pessoas atendidas pela ação. Na última quinta-feira, o Instituto Banese [parceiro da SEIAS na ação, juntamente com a Secretaria de Estado da Saúde - SES] anunciou a disponibilização de mais 10 mil máscaras de tecido. Para a secretária Lêda Lúcia Couto, esse acréscimo é importante porque permite ampliar ainda mais o alcance da ação. “Estamos muita gratos a todos que se somaram para que estejamos conseguindo apoiar 70 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social do nosso estado. A entrega de máscaras e álcool para prevenção ao contágio, literalmente, salva vidas”, pontuou Lêda. 

A equipe da diretoria de Direitos Humanos da SEIAS fez um cronograma de entregas nos municípios onde se localizam as comunidades que não podiam se deslocar até a capital para a retirada dos materiais. De acordo com a referência técnica para Povos e Comunidades Tradicionais da SEIAS, Iyá Sônia Oliveira, o monitoramento das ações de entrega vem sendo feito através de contato com lideranças comunitárias. “Nós estamos sempre usando os canais de comunicação, via redes sociais ou ligações telefônicas, e conforme os insumos chegam na nossa secretaria, nós fazemos a redistribuição para essas populações. As comunidades nas quais estamos indo fazer as entregas são de difícil acesso, e é extremamente importante fazer chegar esses insumos de proteção, para enfrentamento à Covid-19”, afirmou. 

Entre os locais que foram visitados pelo governo de Sergipe, as comunidades quilombolas dos municípios de Indiaroba e Santa Luzia do Itanhy receberam o total de 2.400 máscaras e 290 litros de álcool, para distribuição em cerca de dez comunidades. Algumas famílias ainda seguiam sem o uso das máscaras e do álcool pela falta de acesso, constituindo uma preocupação na região do Crasto, que já confirmou casos de Covid-19. “Aqui já tem seis pessoas contaminadas, fora as outras que ainda não fizeram o teste. Portanto, o Governo trazer aqui essas máscaras e álcool é muito importante para que fiquemos protegidos, porque antes não tínhamos nenhuma proteção. Vamos distribuir para a comunidade porque essa doença está matando muita gente”, alertou o conselheiro da Comunidade Quilombola Crasto, Erivaldo dos Santos. 

O presidente da Associação dos Quilombolas Luziense, José Raimundo, destacou a importância de receber as máscaras. “Muita gente não pode comprar; quando compra, só compra uma, e tem um pouco de dificuldade para lavar. Quando a gente usa a máscara tem que lavar, não pode usar a mesma máscara duas vezes, então o povo relaxa. Tendo duas, já tem uma reserva e dá mais segurança pra gente. O álcool é muito bom também porque muitas pessoas não têm e vai ser muito bem-vindo esse benefício para as nossas comunidades”, disse.

Além das comunidades quilombolas, os povos tradicionais de terreiros também receberam os materiais para prevenção ao novo coronavirus. “São mais de quarentena frequentadores da casa, quando ela está em funcionamento. Com a pandemia, paramos os nossos rituais sagrados, mas essas famílias que fazem parte de nossa casa, necessitam desse apoio e cuidado, então é muito importante receber essa doação, pois vamos poder distribuir para eles todos”, ressaltou Pai Val, do Ilê Axé Alaketo Omo Odé, do município de Estância.