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EM PROTESTO
Por MST | 16 de Out de 2017, 21h21
Famílias sem terra ocupam sede do Incra em Aracaju
Segundo Zé Fontes, dirigente estadual do MST, a ocupação visa denunciar o governo Temer
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Cerca de 400 pessoas ocupam o local (Fotos: Portal Infonet)

Cerca de 400 Sem Terra ocuparam, na manhã dessa segunda-feira (16), a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Aracaju/SE. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, que mobiliza milhares de famílias em todo Brasil.

A jornada nacional busca denunciar a retirada de direitos dos trabalhadores do campo e exige a recomposição do orçamento destinado para a Reforma Agrária e para a Agricultura Familiar e Camponesa.

Segundo Zé Fontes, assentado da reforma agrária e dirigente estadual do MST, a ocupação visa denunciar as medidas do governo Temer que afetam diretamente a população rural, como, por exemplo, a reforma da Previdência.

“Além de estarmos ocupando o INCRA aqui em Sergipe, também estão sendo ocupadas prefeituras de algumas cidades no interior do estado. Nossa preocupação é referente a retirada de direitos, reforma da previdência e cortes nos recursos para a reforma agrária para atender a demanda dos trabalhadores rurais. Tanto os acampados que estão aguardando por emissão de posse e vistorias, quanto para os assentamentos que estão abandonados sem assistência técnica rural (ATES). O INCRA sempre vem alegando falta de recursos”, afirmou.

“O objetivo é manter a ocupação por tempo indeterminado. Negociaremos com a superintendência aqui no estado com todo respeito, mais também exigimos a presença de Leonardo Góes, Presidente Nacional do INCRA. Queremos que o órgão possa apresentar uma proposta que venha atender as nossas demandas. Enquanto isso vamos permanecer na resistência e ocupados, até que sejamos atendidos. Essa é a quinta ocupação somente esse ano, já aconteceram boas conversas, ”conversas bonitas” mais muitas demandas ficaram apenas na promessa, a exemplo da Fazenda Junco”, explica Zé Fontes.

Em Sergipe, o MST reivindica uma pauta antiga junto ao Incra. Uma das principais é que órgão federal desaproprie a Fazenda Junco, onde está localizado o acampamento Chico Mendes II. Com aproximadamente 200 famílias, hoje é um dos símbolos de luta e resistência no estado. Os acampados estão na luta há mais de nove anos e suas demandas ainda não foram atendidas. Segundo o movimento, além dessa área existem outras na mesma situação.