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Sobre as Chuvas
Por ASN | 02 de Ago de 2019, 15h59
Governador defende atuação conjunta na busca de soluções para alagamentos no Jabotiana
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Em reunião com representantes de moradores do bairro Jabotiana e adjacências, nesta quinta-feira (1º), o governador Belivaldo Chagas defendeu a atuação conjunta entre o Estado e as Prefeituras de Aracaju e São Cristóvão na busca de soluções que minimizem o impacto de chuvas com precipitação acima da média na região, como ocorrido no início do último mês em Aracaju. O prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, o procurador-geral do Estado, Vinícius Thiago de Oliveira; o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), Ubirajara Barreto; os diretores-presidentes da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Gilvan Dias, e da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Carlos Melo, também participaram do diálogo, realizado no auditório da Adema.

“O Governo do Estado quer se somar ao município de Aracaju. Temos problemas de competência única do município de Aracaju, mas há outros que a Prefeitura não conseguirá resolver sozinha e a gente vai se somar. Nós, enquanto Governo do Estado, estamos à disposição para encontrar o problema e resolvê-lo em conjunto, ouvindo os moradores, que têm o conhecimento prático da área. Sei que vocês, moradores, já estão formando uma comissão junto à Prefeitura da capital e queremos ampliar essa comissão, nos somando para resolvermos esse problema”, afirmou o governador. 

Dentre as reivindicações dos moradores, três das principais, a revitalização das matas ciliares e a dragagem do rio Poxim, assim como a possibilidade da construção de uma barragem do Poxim-Mirim, já estão sendo estudados pelo Estado.

Já conversei com a Deso e já temos um caminho para buscar algumas dessas soluções, como a revitalização das matas ciliares e a dragagem dos leitos do rio Poxim. Sobre esses pontos, já vamos estudar a viabilidade e custos, especialmente a dragagem em áreas mais preocupantes. Vamos discutir tudo e provocar o município para que sejamos rápidos e eficientes nas ações, com responsabilidade e transparência acima de tudo. Temos vários problemas e precisamos da união de todos. É importante ouvir a comunidade e estamos fazendo isso, e mais ainda, sentar com os municípios com áreas atingidas, como Aracaju e São Cristóvão, e juntos buscarmos os recursos municipais, estaduais ou com o governo federal. Então iremos definir quais os projetos devem ser priorizados, já que não teremos condições de fazer tudo de uma vez, mas, a partir daí, iremos encontrar a solução para resolver esse problema. Assim que sentarmos com o prefeito de Aracaju e com essa comissão conjunta formada, nós poderemos anunciar o que poderemos fazer inicialmente”, destacou o governador.

O secretário Ubirajara Barreto, que ficou responsável, inicialmente, por coordenar os detalhes das medidas junto à Prefeitura de Aracaju em nome do governo de Sergipe, falou da possibilidade de uma obra no rio Poxim-Mirim. “Vamos pensar conjuntamente e ver a viabilidade das propostas. Já estamos, por exemplo, fazendo um diagnóstico para construção de uma barragem do Poxim-Mirim. Sendo viável, faremos essa barragem para evitar alagamentos e não com o objetivo do consumo humano, como foi o caso da barragem do Poxim. Conversamos com representantes da ANA (Agência Nacional de Águas), em Brasília, que já sinalizaram positivamente com recursos para esse projeto, mas mesmo não sendo viável por meio do Progestão, poderemos fazer com recursos do Águas de Sergipe”, apontou.

Morador da região e membro do movimento ambientalista Jabotiana Viva, Antônio Wanderley elogiou a iniciativa do governo. “Estamos esperançosos. Primeiro, pela presença do titular do Estado nos ouvido, o que já é algo positivo e, depois, pelo que o governador falou com relação à possibilidade da dragagem do rio Poxim, o que é fundamental nos seus pontos de estrangulamento, porque minimiza a potencialidade das inundações. Sobre a barragem do rio Poxim-Mirim, ela seguraria grande parte dos volumes pluviométricos que possam vir a acontecer no futuro. É muito bom que se crie essa comissão, porque nós várias propostas com relação à sustentabilidade socioambiental do bairro e entregamos os documentos ao governador, ele passou para os técnicos para fazerem tudo possível e cobrou rapidez. É um problema que já vem de muito tempo, devido à topografia irregular da localidade do ponto de vista do regime do rio, o que não foi respeitado, como a brutal impermeabilização do solo através de uma quantidade enorme de empreendimentos”, colocou o morador.

Lagoa 

Quanto à obra de saneamento na localidade, o diretor-presidente da Deso, Carlos Melo, explicou que, segundo estudos da prefeitura de Aracaju, o aterro da lagoa não teve influência na enchente.  “Conversei com o secretário municipal da Infraestrutura, Sérgio Ferrari, e ele afirmou isso. Para a obra de esgotamento sanitário foram feitos vários estudos. A lagoa era uma jazida de mineração, é uma lagoa artificial, e para a obra só 12% da área foi aterrada. Outro item que devemos ressaltar, é que a Barragem do Poxim não teve influência nenhuma na inundação da região, aliás, ela teve um papel importante nessas chuvas, pois segurou todo o impacto da água, que poderia ter sido ainda pior caso ela não existisse”, informou.