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Opinião
Por | 24 de Nov de 2019, 10h41
Laete Fraga: um legado de esperança
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[*] Netônio Bezerra

Conheci Laete Fraga nos idos de 1967, em Itabaiana. Ela me marcou, de logo, pela sua simpatia e pela sua altivez no contato com os operadores do Direito - fossem colegas advogados, magistrados,  representantes do Ministério ou Público (na época ainda não havia a Defensoria Pública). 

Laete era sempre atenciosa com os servidores da Justiça, do mais modesto ao mais graduado. Porém ninguém confundisse essa delicadeza com subserviência, porque se isso ocorresse a doce Laete transmutar-se-ia numa fera para preservar sua dignidade. 

Assumia, na defesa dos seus clientes, uma postura viril de um leão que protege seus filhotes e assim, sobranceira, conduzia sua atividade advocatícia, sempre forte, porém preservando a ética profissional e o respeito dispensado às partes, aos colegas oponentes e às autoridades com as quais lidava. 

Inteligente, batalhadora incansável na defesa das causas que patrocinava, Fraga impôs-se como um dos melhores quadros da advocacia sergipana,  angariando a admiração e o respeito de tantos quantos a conheceram no seu labor advocatício. 

Foi um exemplo vivo de superação de dificuldades e de demonstração de que, com perseverança, estudo, coragem e dignidade, vence-se as grandes batalhas da vida. 

Você se foi, Laete, mas deixou para os de agora e para os pósteros um legado de esperança de que o mérito é a chave que abre as portas do reconhecimento e conduz ao êxito aqueles que o portam. Nossa saudade, minha e de Léa.

[*] É desembargador aposentado do Poder Judiciário do Estado de Sergipe.