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OPINIÃO
Por Opinião | 24 de Out de 2017, 17h33
Outro modo de exercitar nossa sergipanidade
[*] Aurélio Belém do Espírito Santo 
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Aurélio: "Sinto falta da nossa boa sergipanidade"

O Dia da Sergipanidade. Esta é data em que a Carta Régia de D. João VI foi recebida com a ordem de emancipação política de Sergipe em relação ao jugo da Bahia. Como sergipano nato e amante incondicional da minha terra, fico feliz em celebrar datas que enalteçam a nossa rica cultura, as tradições, a culinária, os costumes e as nossas belezas naturais.

Assim como sinto-me feliz com o nosso jeito peculiar e singular de ser nordestino dentro do Nordeste. Mas, penso que a data deve servir também para reflexão, pois nem tudo é motivo para comemoração neste 24 de outubro. 

Sinto falta, por exemplo, da nossa boa sergipanidade em relação ao conhecimento de nossa história e dos personagens que a construíram com maestria, mas que levam o nosso esquecimento como prêmio. 

Na minha área, a do Direito, onde sempre nos destacamos, vide Carlos Ayres Britto, lamento profundamente o desconhecimento de ícones como Tobias Barreto, Silvério Fontes, Sílvio Romero, Gumercindo Bessa, cuja ossada até pouco tempo jazia descoberta e misturada a lixo numa tumba quebrada do cemitério Santa Izabel. 

Precisamos não só criar símbolos e datas comemorativas. Mas, principalmente, exercitar a nossa sergipanidade real, pé no chão, defendendo a nossa terra. Para mim, o primeiro passo para fazê-lo é conhecer a nossa própria história. E só assim poderemos dar um viva sonoro à sergipanidade!

[*] É advogado e secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe.