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OPINIÃO
Por OPINIÃO | 18 de Set de 2017, 16h25
Petistas pela verdade – uma resposta às agressões do Sintese
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Francisco Gualberto: por ser líder do Governo, alvo das pedras do Síntese e de Ana Lúcia

Na política, por vezes, prevalece a lógica do “parece, mas não é”. Quem vê, por exemplo, o aguerrido Sintese e seus ataques ao líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado Francisco Gualberto, tende a pensar que a motivação dos ataques é a defesa da classe e dos interesses dos que trabalham com educação no estado. Parece, mas não é.

O Sintese, nos últimos anos, se consolidou como o mais estruturado sindicato do Estado, mas as bandeiras de lutas da classe do magistério servem ao mesmo de instrumento para sua real razão de existir: a barganha política.

Funcionando como apêndice extrapartidário do agrupamento liderado pela deputada Ana Lúcia, o Sintese inicia agora seu processo de demarcação eleitoral para 2018. É necessário enfurecer a horda novamente contra seu tradicional inimigo, o governo, para que no próximo ano contem com um grupo grande e mobilizado. É assim com Jackson, foi assim com Déda.

O estranhamento de muitos ao ver a deputada Ana Lúcia atacar aos governos aliados, faz crer que as motivações para isso justificam-se com a plural democracia interna do Partido dos Trabalhadores. Novamente parece, mas não é. 

Trata-se do mais puro pragmatismo eleitoral. Aqueles que têm responsabilidade com seu projeto político e respeitam sua própria história sabem que ao conseguir chegar ao poder, carregarão, junto com seus companheiros e aliados, os bônus e também os ônus de estarem no governo. Terão espaço e possibilidade para tocar e implantar seus projetos, mas também terão que se defender ante os ataques dos adversários e o desgaste natural que advém em qualquer governo. 

Foi assim com Francisco Gualberto, que quando as elites conservadoras do Estado mobilizavam-se incomodadas com a ascensão de Marcelo Déda ao governo, se tornou um soldado na defesa do projeto petista e puxou para si a responsabilidade da defesa de seu governo, como o faz até hoje, por indicação do seu próprio partido.

Ana Lúcia, infelizmente, não vê as coisas dessa forma. 
Seguindo a lógica da pedra que não quer vir a ser vidraça, a deputada foi, dentro da Assembleia Legislativa, uma das principais fomentadoras do discurso da oposição, que chegava a se pautar pelas cartilhas agressivas e sensacionalistas do próprio agrupamento da deputada para construir os discursos contra o governo Déda.

Sem contar, os lamentáveis episódios de demonstração de ódio visceral, que fizeram o Sintese e a própria Ana Lúcia promoverem um funeral de um homem já enfermo. A relação de Ana com o Sintese parece ser baseada na afinidade pelo exercício profissional, mais um engano. 

Sabe-se que efetivamente, os anos que a “professora” passou em sala de aula não completam os dedos de uma mão, nem sequer tem-se conhecimento de obras ou publicações que a caracterizem como teórica da educação. Assim como hesitou, diante da possibilidade de ser secretária da Educação para poder, então, colocar em prova aquilo que discursa com tanta ferocidade. 

A deputada sabe que uma eventual ida ao executivo a faria perder aquela que é, justamente, a sua maior ferramenta eleitoral: a mobilização do Sintese.

Agora, novamente querendo jogar poeira frente aos olhos da população, tentam se colocar como aqueles que estão “do lado certo da história”, de certo, já preparando a tônica dos discursos eleitorais que farão ano que vem. 

Se é com a história que se preocupam, deveriam reescrever a própria.

Anderson Defon – Secretário de Comunicação do PT/Aracaju

Fabiano Sant’anna - secretário de Juventude do PT / Aracaju

Ivanete Santos – membra da Executiva Estadual do PT/Sergipe 

Renê Jean – membro do Diretório Estadual do PT/Sergipe

Cláudio D’eça (Zé da Liga) – setorial de Combate ao Racismo – PT/Sergipe

Nicanor Farias (Popô) – membro do Diretório Municipal do PT/Aracaju

Clísthenes Guedes (Júnior Torres) - membro do Diretório Municipal do PT / Aracaju