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SERGIPE
Por PSTU-SE | 16 de Abr de 2018, 13h36
PSTU diz que Bolsonaro é "racista e LGBTfóbico". Pede cadeia
"Para ser um genocida não basta apertar o gatilho", diz nota do partido em Sergipe
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Bolsonaro: acusado de racismo

A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) por crimes que todo o país sabia que ele praticava abertamente: o racismo, assim preconceitos contra indígenas, mulheres, LGBTs e refugiados.

Mas, Bolsonaro não é um racista qualquer, ele é um racista que ocupa o cargo público de deputado federal no país mais negro fora do continente africano e ainda pretende concorrer à presidência da República. Ele sabe, ou pelo menos deveria saber, que existe um genocídio negro no Brasil e que esse genocídio é a materialização do racismo, ou seja, o racismo mata e um racista que tem aproximadamente 30% de aprovação popular é um assassino em potencial.

Para ser um genocida não basta apertar o gatilho. Bolsonaro ataca os negros, em geral, e os quilombolas, em particular, com o mesmo sentimento que Domingos Jorge Velho atacou Palmares, com ódio de classe e menosprezo étnico. Para ele negros, índios, quilombolas, mulheres e LGBTs não devem ter direitos a nada. Disse abertamente que quilombola “não faz nada” e que “eu acho que nem para procriar ele serve mais”. Além de racista, desconhece a história. Os descendentes de quilombolas representam uma página viva do que teve e tem de mais heróico e democrático na história deste país. E é isso que revolta Bolsonaro e que nele faz aflorar instintos racistas incubados.

Quilombo é sinônimo de resistência à escravidão, enquanto Bolsonaro defende o trabalho precarizado e semiescravo. Os quilombos representam a forma de organização social mais democrática da história do Brasil desde a invasão europeia, enquanto Bolsonaro representa o autoritarismo, o parasitaríssimo parlamentar e a submissão de nosso país aos Estados Unidos. Sequer podemos chamá-lo de senhor de escravos, pois na verdade seu maior desejo é ser capataz dos Estados Unidos ou capitão de mato de Trump. Até para se defender Bolsonaro utiliza argumentos racistas. Disse que a denúncia contra ele está a serviço de “denegrir” a sua imagem. A palavra “denegrir significa “torna-se negro”, algo que para um racista da envergadura de Bolsonaro é sinônimo de negatividade.

A decisão sobre o futuro desse político racista e LGBTfóbico está nas mãos do STF. Se Bolsonaro não for punido severa e exemplarmente é o STF que se desmoralizará. Por muito menos o jovem negro Rafael Braga foi condenado, por tão pouco, centenas de milhares de negros e pobres deste país estão encarcerados sem direitos a advogados e a julgamentos. Portanto, não é possível que por tantos ataques Bolsonaro vai ficar impune! Racismo é crime inafiançável. Portanto, Bolsonaro deve ser preso, perder o mandato e ficar inelegível para pagar pelos crimes que já vem cometendo há vários anos.

Por Ascom PSTU de Sergipe