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PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL
Por Ascom Seagri | 17 de Mai de 2018, 10h52
Seagri e Fapitec coordenam elaboração de plano para a carcinicultura
Objetivo é consolidar essa atividade investindo em tecnologia e preservando o meio ambiente
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Tema foi discutido num encontro que reuniu vários órgãos nesta quarta-feira, 16 (Foto: Ascom)

A criação de camarão em viveiros (carcinicultura) é uma atividade produtiva nova que vem crescendo em Sergipe, principalmente nos municípios do Baixo São Francisco, entre Brejo Grande e Pacatuba. O tema foi discutido num encontro que reuniu vários órgãos esta quarta-feira, 16, no auditório da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) com objetivo de elaborar um plano estadual de desenvolvimento para a atividade.

A grande expansão da carcinicultura levantou uma preocupação por parte do Governo Estadual em acompanhar de perto a evolução. Para os órgãos estaduais é importante que ela cresça com as finalidades econômica, social e sustentável. “Nós acreditamos que isso é possível. Podemos consolidar essa atividade investindo em tecnologia e preservando o meio ambiente”, disse o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado (Fapitec/SE), José Heriberto Pinheiro Vieira, que propôs a elaboração de um Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Carcinicultura.

“É uma iniciativa louvável da Fapitec. A Seagri se associou a essa proposta dado que hoje é o órgão estadual também responsável pelo setor da pesca. Temos todo interesse em estar discutindo os rumos e a situação da carcinicultura no estado. Estamos entrando não por mera formalidade, mas por entender que se trata de uma cadeia produtiva estratégica, pois envolve grande número de colônias de pescadores que geram trabalho e riqueza para o estado. Somos a mão do estado para fomentar a atividade, disse a secretária de estado da Agricultura Rose Rodrigues.

“Levantamos o nível de compromisso da Fundação de Pesquisa e Inovação Tecnológica aqui no estado, por ser uma fundação para as atividades estratégicas, e abraçamos em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento 
Agrário e da Pesca (Seagri) a ideia de colaborar na coordenação da elaboração do primeiro Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Carcinicultura, explicou Heriberto Vieira.

Ele conta que numa primeira reunião realizada mês passado na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), a quem a Fapitec é vinculada, conseguiu reunir vários órgãos nessa empreitada. “Participam da elaboração do Plano: Seagri, Emdagro, Embrapa, Codevasf, Sebrae, Universidade Federal de Sergipe, Instituto Federal de Sergipe (IFS), Ibama, Semar, Adema, com representação de engenheiros ambientais, de pesca e associação dos pescadores. Enfim um conjunto de colaboradores capazes de fazer uma proposta sólida para o estado”.

“Já formatamos o esqueleto do documento e o compromisso de cada órgão. O plano está moldado em quatro módulos: o primeiro é o de pesquisa que vai acompanhar a geração de tecnologia e o monitoramento; o segundo de extensão – levar a tecnologia através de técnicos capacitados; o terceiro econômico – que trabalha toda parte de logística e estudo de mercado; e o quarto módulo gastronômico – preocupado em abrir nichos de mercado e nicho de consumo, pois não adianta se produzir muito se não tem consumidor, além de possibilitar que todas as classes sociais tenham acesso ao produto”, detalha o presidente.

O presidente da Fundação de pesquisa estima que existam no Baixo São Francisco, entre Brejo Grande e Pacatuba, em torno de 1.500 hectares de lâmina de água produzindo camarão em viveiros. Ele conclui dizendo da perspectiva de que o resultado desse trabalho possa quebrar o paradigma de que a carcinicultura é uma das atividades que mais degrada o meio ambiente.

Os órgãos pretendem concluir a elaboração do Plano de Desenvolvimento da Carcinicultura no mês de julho. A partir daí a programação é realizar uma série de audiências públicas com o Ministério Público e as comunidades.