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Convenção Coletiva
Por Fecomse | 30 de Mai de 2020, 11h40
Trabalhadores do comércio e serviços têm rodada de negociação na SRTE
Reunião ocorreu nessa sexta-feira, 29, por videoconferência
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Ronildo Almeida: “Lamentamos profundamente o descaso do patronato"

Os trabalhadores e as trabalhadoras do comércio e serviços tiveram mais uma rodada de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2020 sob a mediação de Nilson Socorro, da Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego - SRTE. A reunião ocorreu nessa sexta-feira, 29, por videoconferência. Do patronato, participaram apenas os setores de farmácia e de supermercados.

“É importante destacar que não estiverem presentes a Fecomércio, o sindicato dos lojistas e o segmento de tintas. A ausência desses setores revela o descaso do empresariado pelos trabalhadores, porque essas são dívidas passadas que o setor patronal precisa zerar”, explica o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe - Fecomse -, Ronildo Almeida.

O líder sindical complementa: “Lamentamos profundamente o descaso do patronato, e entendemos o momento pelo qual estamos passando com a pandemia do coronavírus, mas não podemos sacrificar ainda mais os trabalhadores. Ressalto que estamos falando de perdas para a categoria referentes ao ano passado, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2019. É o mínimo garantir econômica e moralmente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC - do período.”

“Existem outros segmentos que têm dívidas mais antigas ainda e essas negociações estabelecem normas para 2020, financeiras e sociais. Compreendemos o processo de pandemia pelo qual passam Sergipe, Brasil e o mundo, os reflexos negativos na economia, mas não podemos penalizar ainda mais os trabalhadores. Sabemos da preocupação de todos e esperemos manter uma relação respeitosa – e esse respeito se dá pelo reconhecimento da importância da classe trabalhadora no processo de retomada e crescimento econômico”, frisa Ronildo Almeida.

O presidente da Fecomse lembra que os trabalhadores dos segmentos do comércio e serviços definiram pela unificação da pauta de reivindicações para a negociação deste ano e que o documento, aprovado pelas assembleias da categoria, foi entregue ao setor patronal ainda em novembro do ano passado. “O empresariado precisa entender que existem dívidas financeiras e sociais que devem ser zeradas numa respeitosa mesa de negociação”, pontua.

PAUTA

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão manutenção de todas as cláusulas do acordo coletivo vigente; reajuste de 100% pelo INPC mais ganho real; PPL - Programa de Participação nos Lucros - e PPLR - Programa de Participação nos Lucros e Resultados - discutidos democraticamente com os trabalhadores e gratificações pagas no trabalho em dias de feriados.   

Há, ainda, auxílio alimentação ou cesta básica para todos os empregados, plano de saúde, farmácia, redução da jornada de trabalho sem redução do salário e não ao banco de horas, entre outras cláusulas sociais.