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Alese
Por Ascom | 22 de Out de 2019, 22h37
Zezinho Sobral defende redução no preço do gás para consumidor
Parlamentar foi um dos palestrantes de audiência pública nesta terça
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Zezinho Sobral: "Não adianta reduzir 1,9% ou 2,2%. Tem que reduzir 20%, 30%"

Durante a audiência pública “Nova Política de Redução do Preço e Interiorização do GNV em Sergipe”, ocorrida nesta terça-feira, dia 22, no Plenário da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Zezinho Sobral, Pode, palestrou sobre as potencialidades e viabilidades econômicas do Estado, o destino da Sergipe Gás - Sergas -, a Usina Termelétrica, dentre outros temas. A iniciativa foi do deputado Dilson de Agripino, PPS.

“A descoberta feita pela Petrobras e ExxonMobil de novos campos em águas profundas com a capacidade de produção de petróleo e gás é uma notícia alvissareira. O gás e a energia fizeram de Sergipe a menina dos olhos para o Brasil para o desenvolvimento. A Petrobras anunciou que, apenas na reserva dela, deve ter algo em torno de 15 milhões de m³/dia, além das reservas das outras áreas que serão exploradas e que poderão duplicar esse valor”, afirmou Zezinho Sobral.

Em informativo divulgado pela Sergas, foi anunciado que no dia 1 de novembro haverá uma redução na tarifa do gás em Sergipe, entre eles, o Gás Natural Veicular - GNV - que reduzirá 2,29%, deslocando sua tarifa de R$1,8653 para R$1,8226, e o gás residencial reduzirá 1,29%, saindo de R$3,3203 para R$3,2776.

Para Zezinho Sobral, a redução é importante, “mas esse tipo apresentado é insignificante. Isso não resolve a situação de quem precisa diariamente desse produto para trabalhar e sobreviver. Não é atrativo. A unidade de molécula de gás no Japão é comercializada a sete dólares, em média. Os Estados Unidos a três dólares, em média. No Brasil, a 11 dólares, a 12 dólares ou 13 dólares. Isso não pode. Tenho esperança em dias melhores diante dos bons ventos que sopram a favor de Sergipe”.

O líder da bancada governista na Alese recordou o Decreto 9.928/2019, que institui o Comitê Técnico Integrado para o Desenvolvimento do Mercado de Combustíveis e demais Derivados de Petróleo e Biocombustíveis, que integra o Programa Novo Mercado de Gás, do Governo Federal e Ministério das Minas e Energia. Na opinião de Sobral, esse decreto é de extrema importância para o desenvolvimento de Sergipe, aliado às novas práticas e ao redirecionamento da política de comercialização, do transporte e da exploração do gás no Brasil.

“Precisamos explorar o que vem da nossa terra. O gás é, sem dúvida, o grande chamamento para o desenvolvimento. Sergipe já atrai olhares de empresas consumidoras de gás e instituições envolvidas com o setor, o que será um ganho para o consumidor. Isso é importante, é estratégico. Mas, é mais estratégico termos uma redução significativa no produto final e no preço da matéria-prima", argumenta Zezinho Sobral.  

"O gás que vem do Catar, com todos os procedimentos, frete e impostos aplicados, é 60% mais barato do que é retirado no Tecarmo, em Carmópolis ou até em Piranema”, observou  Zezinho Sobral, relembrando que o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, destacou Sergipe como vanguardista no processo de abertura do novo mercado de gás. “O Estado de Sergipe se tornará, em breve, uns dos maiores polos de gás do país, alavancando o suprimento na região Nordeste”, sinalizou.

MERCADO

Durante a audiência pública, o deputado Zezinho Sobral ressaltou que a Sergas precisa passar por um processo de auditoria no contrato de concessão, sua composição societária e a formação do preço do gás no estado.

“Fizemos uma indicação para que o TCE, em parceria com a Agrese e empresas especializadas na área contábil, façam uma auditoria de formulação de preço de gás e adequação do contrato de concessão. A Sergás é uma empresa pública, responsável pela distribuição de gás natural canalizado em Sergipe, sendo uma Sociedade de Economia Mista, cujos três acionistas são o Estado de Sergipe, a Gaspetro e Mitsui - Gás e Energia do Brasil”, afirmou Zezinho Sobral.

Na opinião do deputado, ao longo de 25 anos, a Sergas já deveria ter expandido o trabalho no mercado sergipano. “Não tem em Estância, em Itabaiana, Propriá, não abriu espaços e nem transformou Sergipe para ser o grande atrativo do gás. Por isso que acreditamos nas nossas potencialidades que podem aprimorar esse quadro”, reforçou.

Ainda na Tribuna, o deputado Zezinho Sobral enalteceu que é preciso abrir o mercado do gás para novas concorrências e novos investimentos, com taxas compatíveis para viabilizar quem precisa efetivamente do gás para veículos, residências e até menos para o setor industrial.

“O trabalhador já paga muitos impostos. Não adianta reduzir 1,9% ou 2,2%. Tem que reduzir 20%, 30%. A redução virá com determinação, mobilização e convicção política. Acredito no trabalho que o Governo, através da Sedetec, vem fazendo. Acredito que, com o novo mercado do gás, haverá competitividade, teremos o desenvolvimento e fortalecimento da indústria, além de obter resultados que beneficiem o povo sergipano, que é o maior acionista”, complementou.