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PROPRIÁ
Por Ascom | 06 de Dez de 2017, 09h51
Primeira Dama acertou quando disse que haviam pessoas querendo um "cala boca"
Ela afirmou que haviam pessoas que criticavam o marido (prefeito) porque queriam receber um "cala-boca"
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Helena Santana, primeira-dama de Propriá

POR TRIBUNA DO VELHO CHICO 

Na noite desta terça-feira, 05, na sessão da Câmara de Vereadores de Propriá, foi revelado a quem a primeira dama do município, Helena Santana, referiu-se dias atrás no seu perfil do Facebook. 

Ela afirmou que haviam pessoas que criticavam o marido (prefeito) porque queriam receber um "cala-boca".

Surpreendendo parte da opinião pública, alguns dos vereadores revelaram como funciona o "cala-boca" citado pela patroa do gestor municipal. 

Em uma votação no mínimo incoerente, 7 dos 11 vereadores votaram à favor do veto do prefeito na lei aprovada pelos mesmos, dias atrás, que obrigava o município realizar um processo seletivo simplificado para contratar servidores públicos por tempo determinado (Contratos Temporários).

Mesmo havendo a real necessidade da realização de concurso público para cargos efetivos ausentes no município, o processo seletivo aprovado por unanimidade pelos vereadores implementaria a cultura da meritocracia, onde quem é contratado chega à função por mérito próprio e não por mera indicação política. 

Além dos vereadores Samuel (líder do prefeito), Branca e Marcos Graça, estes, desde o início da gestão assumindo o papel de situação, os vereadores Mateus, Jairo, Heldes e Pequeno também votaram à favor do veto, ou seja, afirmaram para a sociedade que o "cala-boca" não pode deixar de existir.

Com exceção dos três primeiros, que não causam estranheza do ponto de vista político nas suas posições, os demais jogaram seus discursos na lata do lixo.

O vereador Mateus tem sua esposa recebendo por um cargo na Casa Civil do Governo do Estado, cedida pelo município de Propriá, sendo servidora efetiva e ainda acumula função pública recebendo uma gorda gratificação para comparecer dois dias por semana na Procuradoria Geral do Município. Além do pai que assume a coordenação de uma escola municipal e que pouco é visto no local.

Jairo, eleito na Coligação adversária do atual prefeito, se rende por migalhas. Não reconhece que sem o apoio do Dr. Valberto e dona Lídia (Matadouro) ele sequer passaria na porta da Câmara. O "cala-boca" desse dá apenas para uns litros de pinga.

Heldes, representante do Partido dos Trabalhadores rasgou seu discurso ideológico e votou à favor da continuidade dos apadrinhamentos políticos. Também eleito pela Coligação adversária, não reconhece o apoio que teve na sua eleição e busca "cala-boca" de todo lado. É o verdadeiro "Pac-Man" (Come-Come)!

Pequeno, desde o início do mandato exerce uma postura duvidosa. Horas demonstra ser oposição, fazendo "duras" críticas à gestão, outras aplaude e apoia incondicionalmente o desastrado prefeito e sua despreparada equipe. Com duas irmãs contratadas na prefeitura e mais meia dúzia de cargos indicados, fica claro que o "cala-boca" falou mais alto nesta votação. 

Contudo, precisamos destacar a iniciativa do vereador Aelson em elaborar e propor o tão importante projeto, que outrora foi aprovado por unanimidade e pela coerência em sua postura não desistindo até o último minuto em tentar convencer seus pares à acompanharem seu voto pela rejeição do famigerado veto do prefeito. 

Os vereadores Nego de Marli, Dilma e Júnior de São Miguel merecem o respeito da sociedade. Honraram seus eleitores e os jovens de Propriá que mesmo qualificados não conseguem oportunidades de trabalho no município por falta de políticas públicas voltadas à geração de emprego. 

Os 7 vereadores citados enterraram a esperança de centenas de desempregados que poderiam exercer um cargo público sem deverem as cabeças à político algum.