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DIREITOS
Por Ascom São Cristóvão | 14 de Mar de 2018, 11h21
Trabalho infantil é tema de debate em São Cristóvão
Primeira reunião intersetorial ocorre com feirantes
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Participantes discutem estratégias de proteção às crianças (Foto: Danielle Pereira)

A Secretaria de Assistência Social e do Trabalho (Semast) em parceria com a Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Pesca (Semap) realizou, na manhã desta terça-feira (13), a primeira reunião Intersetorial, com feirantes, a fim de discutir medidas que coíbam o trabalho infantil e proteja o adolescente trabalhador. 

“O objetivo desta reunião é buscar uma parceria para a erradicação do trabalho infantil nas feiras livres do município. Nós identificamos uma grande quantidade de crianças trabalhando e isso viola o desenvolvimento saudável de meninas e meninos, com consequência para o desenvolvimento físico e escolar. O que nós queremos é que eles compreendam que a responsabilidade é dos pais, é da sociedade e do poder público”, falou a secretária de Assistência Social e do Trabalho, Fernanda Santana. 

Para o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Thiago Corrêa, o trabalho em parceria com os feirantes pode gerar bons resultados no combate as violações aos direitos da criança e do adolescente. “Por estarmos mais próximos dos feirantes, entendemos que o olhar para o trabalho infantil em feiras livres muitas vezes é naturalizado. Por isso, a importância de debater juntamente com eles as consequências do trabalho infantil nas feiras. Precisamos garantir o direito de crianças e adolescentes e a Semap se prontifica para colaborar nesse processo de mobilização para a erradicação do trabalho infantil no município”, observou.

Dc2490ea619d8e96Secretária de Assistência Social e do Trabalho, Fernanda Santana (Foto: Danielle Pereira)

O representante do Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador Alexandre Alvarenga, destacou a importância da reunião para o início da resolução das questões relacionadas ao trabalho infantil no município. “O Ministério Publico do Trabalho tem, entre suas funções, fiscalizar o cumprimento da lei nas relações de trabalho, inclusive com relação a trabalho infantil. Nesse contexto, está incluído o trabalho nas feiras livres. Felizmente, o município de São Cristóvão está tomando a iniciativa e esta reunião é o começo para adoção de ações que garantam os diretos das crianças”.

“O trabalho infantil é naturalizado com as velhas justificativas de que é melhor trabalhar do que está praticando atos ilícitos. Mas a criança só tem a obrigação de estudar. Se as famílias quiserem dar um futuro melhor para seus filhos que coloquem eles na escola. Além disso, o trabalho infantil tira autoestima, ele tira os sonhos,as expectativas e as crianças passam a se considerarem incapazes de ter outra realidade”, pontuou  a representante do Conselho Estadual de Assistência Social, Ruth Rozendo.