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Por Portal Terra | 16 de Jan de 2020, 10h17
Bolsonaro desiste de reunião e mantém apoio a chefe da Secom
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Presença de ministro em pronunciamento é uma espécie de 'apoio explícito' a Wajngarten

As notícias sobre a atuação do secretário especial de Comunicação Social (Secom), Fábio Wajngarten, em uma empresa de marketing consumiram boa parte da agenda do presidente Jair Bolsonaro e de vários ministros do Planalto nesta quarta-feira. Bolsonaro chegou a convocar uma reunião para discutir o caso mas, ao final do dia, depois do seu pronunciamento no canal oficial do governo, a TV Brasil 2, a situação estava sendo considerada "sob controle", segundo interlocutores do presidente.

A presença do seu superior hierárquico, o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, ao seu lado, no pronunciamento na TV do governo federal, foi uma espécie de "apoio explícito" a Wajngarten.

Depois da fala do secretário, de acordo com um dos interlocutores do presidente, a primeira avaliação, foi de que ele abordou o tema com transparência e coragem moral. Foi pedido a ele que tenha em mãos para se defender todos os documentos relativos à empresa. Neste momento, portanto, pela forma como se apresentou, Fábio continua com respaldo do presidente e do ministro Ramos, pelo menos desta vez. Outro interlocutor lembrou que Bolsonaro não iria entregar a cabeça de seu auxiliar por denúncia na imprensa. No entanto, todos sabem que muitos outros desmembramentos do caso poderão surgir e daí a atenção no Planalto, e a preocupação com o que ainda está por vir.

A comunicação do governo enfrenta problemas desde o início da gestão Bolsonaro, continua crítica, alvo de disputas no palácio e objeto de ataques inclusive do segundo filho do presidente, Carlos Bolsonaro, conforme mostrou o Estadão. Em em 19 de dezembro, Carlos disse que a comunicação do governo "sempre foi uma bela de uma porcaria".

O desgaste em torno do chefe da Secom chega em um momento que o governo já trabalhava em uma nova reestruturação do setor, que levou, inclusive, à suspensão dos briefings do porta-voz do Planalto, general Rego Barros.

O caso de Wajngarten está sob análise da Comissão de Ética da Presidência da República, que poderá aplicar sanções ao secretário, se considerar que ele infringiu a legislação. Por isso, ainda sendo analisando juridicamente e novas avaliações podem ser feitas pela Presidência.