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FORA'
Por PODER360 | 13 de Novembro de 2017, 21h57
Bruno Araújo, PSDB, pede demissão do Ministério das Cidades
Não há apoio do partido para continuar no governo, diz
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Bruno Araújo, em cerimônia no Planalto

GABRIEL HIRABAHASI 
13.nov.2017 (segunda-feira) - 17h46
atualizado: 13.nov.2017 (segunda-feira) - 19h35

O ministro Bruno Araújo pediu demissão ao presidente Michel Temer nesta 2ª feira (13.nov.2017). Deputado eleito pelo PSDB de Pernambuco, ele ocupava o Ministério das Cidades. “Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida pública, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir nessa tarefa”, disse o ministro em carta (íntegra).

O tucano entregou sua carta de demissão nesta 2ª feira ao presidente. Disse que “a serenidade da história vai reconhecer no seu governo [de Michel Temer] resultados profundamente positivos para a sociedade brasileira“.

No dia em que pediu demissão, Bruno Araújo participou de uma cerimônia no Planalto ao lado de Temer. O evento era de entrega do Cartão Reforma, anunciado em 2016.

Disse que Temer “consolida o tripé da política habitacional” com a ação do governo e que o país vive uma “nova era de governança”. Não fez nenhuma crítica ao governo e nem deu indicativos de sua saída.

O governo de Vossa Excelência [Michel Temer] deixa importantes pontos do desenvolvimento social do nosso país”, disse ao presidente.

Bruno Araújo foi escolhido por Temer para a pasta no início do governo, em maio de 2016. Sua indicação foi chancelada pelo então presidente do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG).

O pernambucano pediu demissão em meio ao racha do PSDB sobre a permanência ou não no governo.

Uma ala da sigla –os chamados “cabeças-preta”– pressionavam os ministros a deixarem seus cargos e deixar a base de apoio ao governo no Congresso.

O outro setor da legenda que pedia a manutenção no apoio ao governo e suas reformas mudou o discurso. Aécio Neves, principal fiador de Temer no partido, disse no sábado que “está chegando a hora” de o PSDB desembarcar do governo. Afirmou que o partido devia sair “pela porta da frente“.

PP QUER MINISTÉRIO DAS CIDADES

O Ministério das Cidades é a principal reivindicação das mudanças na Esplanada. O PP quer a pasta –agora vaga. Está disposto a trocar pela Saúde, chefiada pelo deputado eleito Ricardo Barros (PP-PR).

São citados como possíveis ocupantes das Cidades o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o presidente da Caixa, Gilberto Occhi. Os 2 já ocuparam a pasta nos governos petistas. Ao Poder360, Occhi negou que deixará a Caixa para ocupar o ministério.

REDUÇÃO DO PSDB

A Secretaria de Governo também pode ter mudanças. Alvejado pelos governistas, Antonio Imbassahy pode ser apenas deslocado a outra pasta pela sua relação com Temer e o Planalto. O PSDB deve ver seu tamanho reduzido de 4 para 2 ministérios.

NOTA DO PSDB

O líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), divulgou a seguinte nota sobre o pedido de demissão de Bruno Araújo:

“O PSDB contribuiu e ainda contribui de forma substantiva para que o Brasil vença de forma substantiva as dificuldades que o governo do PT deixou para o país. Bruno Araújo cumpriu com competência sua missão e muito trabalho sua missão à frente do Ministério das Cidades.

Sua decisão deve ser respeitada tendo em vista que, como deputado federal do PSDB de Pernambuco, ainda tem muito a realizar no exercício do seu mandato em favor de seu estado e do país.

O PSDB tem um projeto a ser desenvolvido no próximo ano, que é o de oferecer uma candidatura presidencial que possa unir os brasileiros e levar a nação ao desenvolvimento pleno à justiça social e à tranquilidade política. Certamente, a contribuição de nossos ministros colaborando com o governo deve ser destacada. E o trabalho prestado por Bruno Araújo orgulha o PSDB.”