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ROMBO
Por PODER360 | 07 de Dez de 2017, 14h01
Deficit previdenciário dos Estados subiu 7% em 2016
Rombo chegou a R$ 81,9 bilhões
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Tesouro Nacional identificou deficit previdenciário nos Estados maior do que o informado

MARIANA RIBEIRO 
06.dez.2017 (quarta-feira) - 14h34
atualizado: 06.dez.2017 (quarta-feira) - 23h48

O deficit previdenciário dos Estados passou de R$ 76,7 bilhões em 2015 para R$ 81,9 bilhões em 2016, uma alta de 7%. As informações são do “Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais” (íntegra), divulgado nesta 4ª feira (6.dez.2017) pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.

O Estado com maior rombo é São Paulo, com deficit de R$ 16,9 bilhões. Em seguida, vem Minas Gerais (-R$ 13,9 bilhões), Rio de Janeiro (-R$ 12,4 bilhões) e Rio Grande do Sul (-R$ 10,1 bilhões). O maior agravamento do deficit foi de Sergipe, com alta de 45%.

857a6e6e66fb3868Deficit previdenciário dos Estados (fonte: Tesouro Nacional)

Segundo o relatório, houve “uma variação positiva dos aportes para a maioria dos Estados” no período analisado. “Tal crescimento é indício do problema da insustentabilidade dos regimes de previdência estaduais, tendo em vista o consumo cada vez maior de recursos financeiros“, informou a Secretaria.

O Tesouro observou, ainda, 1 rombo maior do que o inicialmente apresentado pelos Estados. A diferença total foi de cerca de R$ 26 bilhões. A publicação apresenta dados consolidados de 2016 referentes a Estados e municípios com mais de 100 mil habitantes.

GASTO COM PESSOAL

As despesas com pessoal também avançaram no período. Passaram de R$ 327 bilhões em 2015 para R$ 340 bilhões no ano passado, alta de 4%. Considerando os últimos 6 anos, houve aumento de 22,85% nesses gastos.

251803da0182f3e6Composição das despesas primárias (fonte: Tesouro Nacional)

Segundo os dados do Tesouro, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro apresentaram crescimentos reais significativos de despesas com pessoal nos últimos anos.

O relatório aponta, ainda, que 9 estados estão com o nível dessas despesas acima do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. São eles: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Goiás, Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Norte.