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América Latina
Por Terra | 11 de Nov de 2019, 13h45
Evo Morales denuncia "golpe" e ordem de "prisão ilegal" contra ele
Ex-presidente boliviano renunciou no domingo, 10
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Evo Morales diz que "grupos violentos" atacaram a casa dele

O ex-presidente boliviano Evo Morales, que renunciou no domingo, 10, pressionado por militares e policiais, denunciou que há uma ordem de "prisão ilegal" contra ele.

"Denuncio ao mundo e ao povo boliviano que um oficial da polícia anunciou publicamente que tem a instrução de executar uma ordem de prisão ilegal contra a minha pessoa", tuitou ele, que anunciou também que "grupos violentos" atacaram sua casa.

O líder opositor Luis Fernando Camacho, que liderou o movimento pela renúncia de Evo, confirmou a ordem de prisão.

"Confirmado!! Ordem de apreensão para Evo Morales!! A polícia e os militares estão procurando-o no Chapare", uma província do departamento de Cochabamba, escreveu Camacho. "Os militares o tiraram do avião presidencial e (ele) está escondido no Chapare, pegarão ele! JUSTIÇA!", acrescentou.

Evo ficou recluso no domingo na zona cocaleira de Chapare, seu berço político, para anunciar sua renúncia, após perder o apoio dos militares e da polícia.

O ex-presidente chegou à tarde à bordo do avião presidencial ao aeroporto de Chimoré, que serve ao Chapare, acompanhado do vice-presidente Álvaro García Linera, que também renunciou ao cargo e à presidência do Congresso.

POLÍCIA NEGA

Em declarações a uma emissora privada, o general Yuri Vladimir Calderón, comandante da Polícia Nacional, negou as denúncias do ex-presidente.

"Quero esclarecer à população boliviana que não há mandado de prisão contra funcionários do Estado como Evo Morales e os ministros de seu gabinete", afirmou Calderón à emissora boliviana Unitel. Ele explicou que é o Ministério Público e não a polícia quem emite os mandados de prisão.

Calderón disse ainda que a "ordem foi emitida para os presidentes dos tribunais eleitorais departamentais e membros departamentais dos tribunais eleitorais".

Fonte: Terra 

Foto: Carlos Garcia Rawlins / Reuters​