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Brasil
Por EBC | 09 de Dez de 2019, 17h49
Rio de Janeiro recebe Fórum Mundial de Educação Não Formal
De acordo com Unicef ainda há 2 milhões de crianças e adolescentes fora da escola no Brasil. São 250 milhões de crianças no mundo
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Começou hoje (9) e vai até quarta-feira (11) o Fórum Mundial de Educação Não Formal, no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, região central do Rio de Janeiro. Mais de 30 organizações internacionais da sociedade civil discutirão os desafios e o papel do modelo não formal na agenda da educação em todo o mundo.

O evento é uma iniciativa da Organização Mundial do Movimento Escoteiro em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), o Escritório do Enviado da Juventude do Secretário-Geral da ONU e os Escoteiros do Brasil.

Segundo os organizadores, o fórum tem como objetivo discutir como as organizações podem acompanhar as últimas tendências da educação não formal que utiliza o aprendizado prático e experiências educacionais que desenvolvem habilidades para a vida.

De acordo com a representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, ainda há 250 milhões de crianças e adolescentes fora da escola no mundo. No Brasil, são 2 milhões. A representante do Unicef acrescenta que cerca de 260 milhões de jovens no mundo não trabalham nem estudam.

Para Florence, a prioridade é melhorar o sistema formal de ensino, mas para responder aos desafios do mundo contemporâneo, ela avalia que a educação não formal pode complementar o currículo tradicional. “Os jovens precisam ter acesso a uma educação cada vez mais diversificada, adquirir novas competências e responder às expectativas do mercado de trabalho”.

O presidente dos Escoteiros do Brasil, Rafael Macedo, lembrou que o movimento escoteiro promove iniciativas de educação que complementam o que é ensinado em sala de aula há mais de 100 anos no Brasil. “Desde criança, [os escoteiros] aprendem a trabalhar em equipe, a desenvolver liderança, a ter senso de responsabilidade. Essa educação acontece de forma complementar à experiência da escola, ao ensino que a família proporciona à criança”, disse.

Foto: Fernando Frazão/ABr