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ROBERTO REQUIÃO
Por Agência Senado | 11 de Outubro de 2017, 19h29
Vídeo: "O analfabeto político pode votar em Luciano Huck ou Dória"
Analfabetismo político domina todas as esferas do Brasil, diz Roberto Requião
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Senador Roberto Requião, PMDB Paraná

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou nesta quarta-feira (11) em Plenário que o Brasil sofre com o analfabetismo político, como definido pelo dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956). Segundo Requião, esse não é um problema dos cidadãos sem cultura. Pelo contrário, está presente nos três Poderes da República, no Ministério Público, no mundo acadêmico, na imprensa, nas igrejas e na alta sociedade.

Ao afirmar que o analfabeto político não consegue enxergar que as privatizações em curso no Brasil, na verdade, apenas entregam o patrimônio nacional para empresas controladas pelos governos de outros países, Requião citou poema de Brecht, para quem o pior analfabeto era o analfabeto político: "Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior dos bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais ou multinacionais".

O senador disse ainda que o combate à corrupção tem sido apenas um pretexto para submeter o Brasil à "globalização imperial". Para Requião, o analfabeto político não sabe o próprio custo de vida e, muito menos, que o preço dos alimentos e dos remédios depende das decisões políticas.

Requião também afirmou que este tipo de cidadão, o qual se orgulha declarar ódio à política, se encanta pelo discurso dos políticos que dizem não serem políticos. Na opinião do senador, o analfabeto político manifesta apoio aos famosos que se aventuram na política e a quem se apresenta como administrador, empresário de sucesso e gestor técnico, desde que pregue moralidade, ética e política sem partidos.

— O analfabeto político em sua ignorância impermeável, ceratinosa, está sempre alerta, eternamente vigilante para apoiar até mesmo um Luciano Huck, um Dória, ou quem duvida, talvez até um Alexandre Frota.

VEJA O DISCURSO NA ÍNTEGRA 

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