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Reportagem Especial

Tanuza Oliveira

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Na contramão da crise, mercado de segurança privada cresce em Sergipe

Mas isso acontece, em sua maior parte, na ilegalidade. “Infelizmente, o grande mercado que consume esse produto nosso não vê o risco que corre a partir do momento que se contrata uma clandestina”, diz o presidente do Sindesp  

 TATI MELO
Especial para o JLPolítica
 

Se por um lado o aumento da violência e a deficiência da segurança pública geram prejuízos, custos aos cidadãos, ao mesmo tempo fazem crescer e muito o segmento de segurança privada no Brasil e em Sergipe também.

Diante da constante sensação de insegurança, cidadãos comuns, empresários, condomínios, entre outros, buscam na segurança privada a proteção que tanto sonham e de que necessitam.

Dados da Junta Comercial do Estado de Sergipe – Jucese - apontam que no Estado existem atualmente 420 empresas registradas e ativas exercendo atividades que envolvem segurança. 

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De acordo com o Sindesp, um posto de 24 horas - vigilância armada o tempo todo - fica entre R$ 17 a R$ 18 mil
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Sandro Moura, presidente do Sindesp: “o crescimento maior não é das empresas credenciadas, com alvará de funcionamento da Polícia Federal, e sim da clandestinidade”

RAMOS DA SEGURANÇA PRIVADA 

A segurança eletrônica, pela qual brigamos muito, ainda não tem uma lei específica, não há um órgão específico, fiscalizador”, ressalta Antonio Carlos Rodrigues, diretor comercial da Ordepseg – empresa especializada em segurança patrimonial e eletrônica (confira mais sobre segurança eletrônica no boxe).

Antonio Carlos salienta quanto o mercado de segurança privada cresceu no Estado. “Entre 2003 e 2010, Sergipe tinha cerca de nova a 12 empresas de vigilância patrimonial ostensiva e existia no mercado umas 15 a 20 empresas de segurança eletrônica”, informa. 

Para se ter uma ideia como a segurança privada abrange diversos cidadãos, hoje ela é dividida em vários tipos, como a patrimonial - vigilância armada ou não que cuida de um patrimônio, imóvel; pessoal - ações preventivas e defensivas que protegem um indivíduo; escolta armada - auxilia o transporte de valores ou carga valiosas; eletrônica - monitoramento de sistema de alarme, monitoramento por câmeras, rastreamento veicular, controle de acesso, entre outros.

SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA UNIDAS

Especialista em segurança, com doutorado em Segurança Pública, o coronel da reserva Henrique Rocha explica que, devido à falta de investimento na segurança pública, as pessoas se socorrem na segurança privada.

O coronel Rocha deixa claro que, contudo, a segurança pública e privada não se excluem. “A polícia não é onipresente, não tem como estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Então, a privada dá suporte à pública. Elas não são concorrentes”, destaca.

Segundo o secretário da Secretaria de Estado da Segurança Pública - SSP -, o delegado João Eloy de Menezes, a segurança privada auxilia a pública no combate à violência e, além disso, gera empregos.

INVESTIMENTOS NA SEGURANÇA PÚBLICA

O secretário da SSP ressalta ainda que, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelo Estado, o Governo de Sergipe recentemente fez investimentos na segurança pública. “Houve a entrada de novos agentes, escrivães, peritos e papiloscopistas. Tivemos concursos para delegados e policiais militares”, informa.

O secretário João Eloy elenca outras ações da SSP em prol da segurança. “Através de convênios com o Governo Federal e com recursos próprios, compramos nos últimos anos coletes balísticos, pistolas 40, munições, carabinas, equipamentos de proteção individual, algemas, veículos para unidades especializadas e policiamento comunitário, fizemos investimento maciço em laboratórios para a atuação da nossa perícia e em munições menos letais e outros equipamentos”, elenca.

Contudo, mesmo com os investimentos feitos na segurança pública pela SSP em Sergipe, a violência ainda é grande e, claro, a procura pela segurança privada continua. E cresce.

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Segurança eletrônica - câmeras, cercas, alarmes, rastreadores - é o ramo da segurança privada que mais cresce

INFLUENCIADOS PELA CRIMINALIDADE

Especializado hoje em segurança patrimonial, pessoal, eletrônica, escolta armada, o Grupo MF Segurança - com sede na Bahia e filial em Aracaju - entrou no mercado sergipano influenciado pela crescente criminalidade, entre outros fatores.  

“Quando levamos em consideração a questão dos clientes particulares, o aumento da violência, nem só a nível Estado e sim nacional, (influenciou)”, diz Roberval Conceição, gerente da MF Segurança – a empresa presta também serviços de vigilância patrimonial a órgãos públicos.

“O privado tem essa sensação de insegurança e dou um exemplo claro. O estabelecimento dele é roubado, liga para a polícia e daqui que ela chegue... Às vezes, nem chega”, relata Roberval Conceição.

5ALARME E PRONTO-ATENDIMENTO

Diante de cenas como essa: “o cidadão tem esse serviço diferenciado das empresas de segurança privada, a escolta, o pessoal, o alarme, o alarme junto com o pronto-atendimento permitido pela Polícia Federal”, afirma o gerente da MF.

Roberval Conceição explica o que é serviço de pronto-atendimento. “É a verificação do alarme. O alarme disparou é sinal de que tem violação. Você envia uma viatura para verificar essa violação. Se o estabelecimento tiver sido arrombado, fazemos a preservação. Preservamos até chegada do proprietário ou da polícia”, diz.

Além da violência em si, diretor comercial da Ordepseg aponta outros fatores que influenciaram a expansão da segurança privada no Estado. “Aqui cresceu populacionalmente. Fora que passamos por um período muito bom entre 2009, 2010 até 2014, onde não se tinha crise, todo mundo crescendo, comprando imóveis”, destaca.

6SEGURANÇA NOS CONDOMÍNIOS

“Houve um boom imobiliário que veio acrescido de toda uma estrutura, porque, se tem condomínio, tem que ter portaria, se é uma casa, tem que se ter sistema de cerca elétrica. O mercado cresceu muito realmente”, relata o diretor comercial da Ordepseg.

O presidente do Sindesp também atribui aos condomínios o aumento pela procura da segurança privada, principalmente patrimonial. “Os condomínios de classe média e alta estão terceirizando a segurança”, reforça.

“Os condomínios de classe média contratam porteiro (pelo dia), porque é uma mão de obra mais barata. E à noite, período mais propício para vândalos, contratam a vigilância armada que tem um custo maior, bem como segurança maior”, explica Sandro Moura.

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Segundo empresas da área, em média, custa-se entre R$ 1.500 a R$ 2.500 para instalar uma cerca elétrica numa casa

SUBSTITUIÇÃO DOS PORTEIROS

Proprietário do Grupo Pinheiro - empresa com mais de três décadas no setor da segurança -, Marco Pinheiro também concorda com a teoria do presidente do Sindesp e diretor da Ordepseg. E vai além: afirma ser um equívoco culpar apenas a violência pelo aumento do mercado de segurança privada.

“Claro, se você tem uma dose, um índice maior de violência, é natural que se busque mais mecanismos de segurança. Mas por si só isso não é elemento”, assegura Marco Pinheiro.

“Maior componente para o aumento foi a substituição do porteiro de condomínios, fábricas, uma série de segmentos, pelo agente de segurança. É um profissional mais preparado para atuar na contenção da violência. Isso daí se deu em alta escala. A Pinheiro mesmo presta serviços em escolas, condomínios, residências, farmácias”, explica o proprietário do grupo.

SEIS MIL EMPREGOS

Oferecendo segurança patrimonial, pessoal, formação e reciclagem de vigilantes, clube de tiro esportivo, assistência de segurança pessoal, dentre outros serviços, a Pinheiro emprega, atualmente, mais de 700 pessoas.

Segundo o Sindesp, Sergipe emprega mais de seis mil vigilantes na área de segurança privada, e os custos para contratá-los é baseado numa planilha praticamente fixa a nível nacional.

“Não existe muita alteração de preços (de uma empresa para outra), pois impostos, encargos sociais, salários, adicionais de periculosidade são os mesmos, pois existe a convenção coletiva do sindicato dos vigilantes”, explica Sandro Moura.

PREÇOS

De acordo com o presidente do Sindesp, hoje, um posto de 24 horas - ou seja, vigilância armada o tempo todo - fica entre R$ 17 a R$ 18 mil. “São quatro vigilantes armados, dois diurnos e dois noturnos. Cada vigilante cumpre um turno de 12 horas e folga 36 horas”, explica. 

Diretor comercial da Ordepseg explica também que os valores da vigilância ostensiva dependem muito, evidentemente, das características dos serviços. “Nós temos postos de 44 horas semanais, postos de quatro horas semanais, postos eventuais de uma ou duas vezes por semana”, ressalta.

Diante de um mercado em expansão e com boa cliente, com certeza, há quem pense até em abrir uma empresa de segurança privada. Porém, não é fácil assim. Principalmente, se for na área de patrimonial, pessoal, escolta... Nestes casos, somente podem exercer as atividades profissionais capacitados empregados em empresas que tenham autorização da Polícia Federal.

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Delegado João Eloy, secretário da SSP: segurança privada auxilia a pública no combate à violência e, além disso, gera empregos

AUTORIZAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

De acordo com dados da Delegacia de Segurança Privada da Polícia Federal, em Sergipe somente 25 empresas atualmente são credenciadas a exercer a atividade patrimonial, nove a pessoal, oito a escolta armada e quatro o transportes de valores.

Para obter uma autorização da Polícia Federal - que é renovada anualmente -, as empresas devem entregar uma série de documentos e obedecer diversos pré-requisitos, visto que é um atividade que envolve o uso de armas, munições.

“Para montar uma empresa de vigilância patrimonial tem que ter todo um pré-requisito. Há um custo muito maior com número de vigilantes, armamentos, coletes a prova de bala, estrutura física da empresa e custo maior, claro, para se manter uma empresa dessa”, ressalta o presidente do Sindesp.

CLANDESTINIDADE

Diante de tamanha burocracia necessária e custos, muitas empresas atualmente oferecem serviços que envolvem vigilância armada/ou não sem a devida autorização policial.

“O crescimento maior não é das empresas credenciadas, com alvará de funcionamento da Polícia Federal, e sim da clandestinidade”, denuncia Sandro Moura.

O Sindesp luta hoje para acabar com as empresas clandestinas de segurança privada. “Infelizmente, o grande mercado que consume esse produto nosso não vê o risco que corre, pois, a partir do momento que se contrata uma clandestina, está sendo conivente com a irregularidade”, diz o presidente do Sindesp. 

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Roberval Conceição, gerente da MF Segurança - empresa que entrou no mercado sergipano influenciado pela crescente criminalidade, entre outros fatores

PF DE OLHO NAS ILEGAIS

A Polícia Federal está de olho na clandestinidade. Recentemente, no mês de março, o órgão realizou uma operação em Aracaju, buscando o combate a segurança privada não autorizada em estabelecimentos comerciais.

Em fiscalização em um supermercado localizado no Bairro Cidade Nova, a Polícia Federal constatou a contratação de vigilância não autorizada, sendo que cinco vigilantes irregulares foram autuados pela contravenção de exercício ilegal da profissão tendo as armas apreendidas.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Polícia Federal, um dos vigilantes foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, encontrando-se custodiado na polícia militar.

Ainda fruto da operação realizada em março, a Polícia Federal autuou por irregularidade também uma empresa de segurança não armada, localizada no Bairro Grageru. Contudo, as atividades dela não foram encerradas por força de uma liminar em mandado de segurança concedida pela Justiça Federal.

PF E SSP UNIDAS

Além da realização de operações em si, a Polícia Federal dispõe de uma Delegacia especializada no controle e a fiscalização das atividades de segurança privada que tenta coibir o exercício ilegal da atividade de segurança privada explorado por empresas sem autorização e por pessoas não capacitadas.

Além do mais, no processo de instalação das empresas de segurança patrimonial, pessoal, escolta, a Secretaria da Segurança Pública analisa a estrutura de funcionamento, atuando em parceria com a Polícia Federal.

“Para a liberação de funcionamento dessas empresas, é necessário a emissão de uma certidão pelo Departamento de Fiscalização de Armas e Explosivos, o DFAE”, informa o secretário da SSP.

As empresas também são obrigadas a enviar à SSP informações, como quantitativo de armas, quantidade de pessoas que atuam nela. “Caso haja alguma ocorrência, a comunicação ao DFAE deve ser imediata para a instauração de inquérito policial”, informa o delegado João Eloy.

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Para Marco Pinheiro é um equívoco culpar apenas a violência pelo aumento do mercado de segurança privada

Ramo eletrônico é o que mais cresce dentro da segurança privada     

 Nessa franca expansão da segurança privada, o segmento eletrônico, com certeza, é o que cresceu muito mais, por se tratar, sobretudo, de um serviço mais em barato para o consumidor e, claro, o mundo vive hoje numa era digital.

Proprietário da Lig Visual Segurança Eletrônica há 20 anos, Edivaldo de Figueiredo Ribeiro Junior, o Junior Baiano, viu o segmento eletrônico se expandir por Sergipe. “Desde quando minha empresa nasceu, ela sempre teve um crescimento de mais de 100% anual em termos de clientela”, enfatiza.

A concorrência de Junior Baiano cresceu na mesma proporção também. “Outras empresas começaram a surgir. Na minha época, era só eu, Alarme & Cia e a Telealarme. Eram poucas que existiam”, afirma o proprietário da Lig Visual.  

SEGURANÇA HUMANA E ELETRÔNICA

“Automaticamente, as empresas de vigilância ostensiva passaram, em determinado momento, a ser de eletrônica também, porque uma coisa se associa a outra”, afirma Antonio Carlos Rodrigues, diretor comercial da Ordepseg – empresa especializada em segurança patrimonial e eletrônica.

“Mas claro que a eletrônica não vem para substituir o ser humano. Ela vem para agregar com técnicas, equipamentos que dão suporte para a atividade do vigilante, por exemplo”, diz Antonio Carlos.

A vigilância eletrônica, com suas câmeras, alarmes, sensores de presença, sensores de barreira, são tecnologias utilizadas para evitar que o meliante ingresse em determinado imóvel. Tratam-se de barreiras criadas para proteger o ambiente.

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Responsável por coibir irregularidades, em março, a Polícia Federal realizou operação que combateu a segurança privada não autorizada em estabelecimentos comerciais

VIDEOMONITORAMENTO

Com os avanços tecnológicos até drones estão sendo utilizados pela segurança eletrônica. “Por exemplo, numa área complexa com mais de cinco, 10, 20 mil metros quadrados, onde se tem vigilante, cerca, câmara, tudo, o drone entra em ação quando se percebe algo suspeito. De cima, o aparelho acompanha os passos do meliante”, explica o diretor da Ordepseg.

Saindo do campo de tecnologias caras, o monitoramento por câmeras é bastante procurado no segmento da eletrônica, segundo o gerente da filial da MF em Sergipe, Roberval Conceição. O serviço possibilita o cliente monitorar seu imóvel de qualquer lugar do mundo por um computador, celular.

“A instalação por monitoramento básica custa R$ 1.000. Só a instalação. Se optar pelo equipamento, depende do que o cliente quiser, o básico é R$ 500. O monitoramento em si é de R$ 150 a 250 (por mês), depende da distância do cliente, se o equipamento é dele ou nosso”, explica Roberval.

PREÇOS VARIADOS

Se o cliente de videomonitoramento for condomínios, os preços, claro, aumentam. “Vai para R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil, porque já estamos entrando na fibra ótica, porque não tem manutenção”, informa Junior Baiano.

Indo para o item cercas elétricas, os preços são mais em conta. Porém, variam conforme o tamanho do imóvel, os graus de dificuldades de instalação. “Cerca elétrica normal numa casa de área 10 a 12 por 20, 25, 30 metros se gasta entre R$ 1.500 a R$ 2.500”, informa Junior Baiano.

Na empresa de Junior, os itens mais procurados são as câmeras, automações de portões e cercas elétricas. Segundo ele, alarme nem tanto mais. “Por exemplo, o próprio DVR (integrante do sistema de câmeras) emite som de alarme, se alguém passar pela câmera do setor”, explica.

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Vigilância eletrônica engloba câmeras, alarmes, sensores de presença, sensores de barreira

FALTA DE LEIS E FISCALIZAÇÃO

Como no campo da segurança patrimonial, pessoal, a ilegalidade também impera na segurança eletrônica. Proprietários de empresas clamam por leis e, até mesmo, um órgão fiscalizador para a área.

Proprietário do Grupo Pinheiro - que também atua na segurança eletrônica - e ex-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Marco Pinheiro é um dos que reconhecem a necessidade de normatizações. “É importante a regularização, por se tratar hoje de um segmento econômico que mais cresce na segurança privada”, enfatiza.

“Nosso sindicato (Sindesp) possui na sua base territorial a segurança eletrônica, mas ela não é muito difundida, porque não é regulamentada. Como diz o tabaréu, qualquer pessoa, com ou sem habilidade, com ou sem conhecimento especifico, consegue abrir uma empresa de segurança eletrônica”, relata Marco Pinheiro.

CARÊNCIA DE REPRESENTATIVA

“Quando se trabalha com energia, eletricidade, precisa-se ter um respaldo maior. Tem muito freelance, tem muito profissional do ramo da eletrônica colocando, instalado (cercas) sem nenhum mínimo de conhecimento com o que possa ocorrer com quem vai utilizar”, afirma o gerente da Ordepseg.

Quem opta por contratar empresas sem devidos registros corre o risco de ter lesões. “Quando surgi um dano, como um defeito, aí o cliente fica no prejuízo. Quinze a 20% da minha clientela são pessoas que migraram desse tipo de compra. Eu chego para resolver o problema”, afirma o proprietário da Lig Visual.

Junior Baiano já tentou criar um sindicato, associação voltado à segurança eletrônica em Sergipe, contudo, sem êxito. “Não consegui porque no nosso país ainda não existe um órgão designado pelo Governo para atuar como órgão fiscalizador”, explica.

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Antonio Carlos Rodrigues, diretor da Ordepseg – empresa especializada em segurança eletrônica: “a segurança eletrônica ainda não tem uma lei específica, não há um órgão específico, fiscalizador”