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Reportagem Especial

Tanuza Oliveira

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No jogo de interesses da política, “amor” ao partido fica em último plano

►Tati Melo
ESPECIALMENTE PARA O JLPOLÍTICA
Publicado em 22 de abril de  2018, 20:00h

Nessa “dança das cadeiras”, Belivaldo Chagas, Laércio Oliveira, Venâncio Fonseca, Goretti Reis, Maria Mendonça foram alguns nomes que trocaram de partido

O troca-troca sem fim de partidos por parte dos políticos com o desejoso objetivo de obter a vitória nas eleições é uma prática rotineira no Brasil. Para galgar êxito, eles passam por cima de ideologias partidárias e buscam aquelas siglas que lhes tragam mais vantagens eleitorais. A fidelidade partidária é quase que artigo raro nesse mundo da política.

A Justiça Eleitoral - que espera até hoje por uma reforma política profunda - busca regulamentar essa “dança das cadeiras”, principalmente entre aqueles com mandato, mas não tem jeito. Entre 8 de março e até o último dia 7 de abril deste ano, datas da “janela partidária” para que deputados federais e estaduais mudassem de partido sem o risco de perder o mandato, milhares de políticos abandonaram suas agremiações para se filiar a outros.

Por Sergipe, claro, a coisa não foi diferente. Começa-se pelo topo da pirâmide: o governador do Estado, Belivaldo Chagas, trocou o MDB pelo PSD. Outra “virada de casaca” de destaque foi no PP. O Progressista ganhou o deputado federal Laércio Oliveira, virou “situação” do Governo estadual e de quebra perdeu o deputado estadual Venâncio Fonseca, que migrou para o PSC - o partido que mais se fortaleceu com o muda-muda. Confira as principais mudanças mais abaixo. 

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Eduardo Macedo, cientista político: “a “dança das cadeiras” de cada parlamentar é a sua sobrevivência”
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Eliano Sérgio, cientista social: “temos uma democracia com número enorme de partidos, que tem um ou três com cunho ideológico”

PARTIDOS SEM IDEOLOGIA

“No sistema democrático brasileiro, o partido político é necessário e imprescindível. Sem partido, não existe democracia no país. Isso é natureza constitucional”, destaca Eduardo. Inclusive, a própria Justiça Eleitoral é enfática ao informar que, nos casos das eleições para deputados estaduais, federais e vereadores, que seguem o sistema proporcional, o mandato pertence ao partido e não ao candidato.

A Justiça Eleitoral instituiu o sistema proporcional de eleição, justamente por considerar que a representatividade da população deve se dar conforme a ideologia que determinados partidos ou coligações representam. Contudo, segundo o doutor em Ciências Sociais Eliano Sérgio Azevedo, professor aposentado da Universidade Federal de Sergipe - UFS -, a maioria dos partidos não têm ideologia e nem cunho programático.

“Ficam esses caras pulando de galho em galho, pensando no seu próprio interesse. ‘Hoje estou no partido A e vejo que estão chegando às eleições e não tenho as oportunidades de me eleger, então, pulo para outro’. Em resumo, essa mudança partidária existe porque temos uma democracia representativa com número enorme de partidos que, quando se pinça, tem uns três com cunho ideológico, linha programática”, diz Eliano Sérgio.

FAMILIOCRACIA

Para o professor aposentado, na sua quase totalidade, as agremiações hoje são de “fachada”. “Com essa coisa da existência do fundo partidário, se você observar os partidos de aluguéis, nanicos, todos que não têm representatividade na sociedade, são criados para que, quando cheguem no período da eleição, vendam-se”, afirma. Segundo ele, os partidos levam em consideração tão somente interesses pessoais, de grupo.

“Não há nada de novo no horizonte, porque são as mesmas figurinhas, independentemente da cadeira em que sentem, da sigla partidária. O panorama político-eleitoral continua inalterado, só mudam as cadeiras”, destaca Eduardo Macedo. Tanto ele quanto Eliano Sérgio chamam a atenção para os domínios de famílias nos partidos.

“O que é que tem de novidade nos partidos? Familiocracia que fica dominando a política sergipana por décadas? Valadares, pai e filho, André Moura, Belivaldo são figuras que todo mundo conhece já”, diz Eliano. “Embora a Constituição preveja o pluripartidarismo, que seriam as oportunidades de o cidadão participar de uma maneira mais efetiva desse sistema representativo das eleições, os partidos funcionam hoje como oligarquias”, diz Eduardo.

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André Moura: seu PSC é o partido que mais sai fortalecido com a “janela partidária”

ELEITOR DESFIGURADO

Cada partido tem um dono, na opinião do ex-jurista do TRE-SE. “No geral, funcionam assim, passam de pai para filho e por aí vai”, diz. Em Sergipe, há vários exemplos. Para Eduardo, isso acontece por causa do fisiologismo e da falta de participação efetiva do cidadão no sistema eleitoral. “Eu não participo, você não participa, não se filia a partido, porque não tem oportunidade de participação nos momentos (decisivos)”, afirma Eduardo Macedo.  

Diante de todos esses cenários, o eleitor se torna uma pessoa desinteressada em política. “Ele é completamente desfigurado, desassistido nesse panorama. Para ele, o partido político é que tem propiciado esse estado de caos (escândalos de corrupção) que estamos vivenciando na política hoje”, ressalta Eduardo Macedo.

Contudo, tais pensamentos por parte dos eleitores só prejudicam mais ainda a democracia, o desenvolvimento do Brasil. “Empobrece a política que é uma coisa extremamente importante. Sem política, não tem saída para o país. Então, é uma bobagem você dizer ‘ah políticos, vou anular o voto’. O que é que se quer, uma ditadura? Sou velho e sei o que é viver numa ditadura. Não quero nunca mais. Nunca mais”, ressalta o doutor Eliano Sérgio.

Com maioria na Alese, PSC ganha cinco deputados estaduais

Infidelidades, falta de compromisso com eleitor à parte, os políticos sergipanos se mexeram durante a “janela partidária” da Justiça Eleitoral e o tabuleiro da política teve algumas mudanças significativas. Uma das mais notáveis foi a do PSC, presidido pelo deputado federal André Moura, líder do Governo do presidente Michel Temer e propenso candidato ao Senado na eleição deste ano.

Apesar de obter atualmente, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral - TSE -, apenas 6.466 filiados em Sergipe, o PSC é o partido de maior musculatura no Estado. Com direito a ato de filiação que foi uma verdadeira festa, reunindo duas mil pessoas, a agremiação passou a ter 17 prefeitos municipais e maioria na Assembleia Legislativa de Sergipe - Alese -, ao ganhar de uma vez cinco deputados estaduais.

Além do Pastor Antônio, que já fazia parte do partido, filiou-se ao PSC os deputados estaduais Gilmar Carvalho, Paulinho da Varzinhas, Vanderbal Marinho, Capitão Samuel e Venâncio Fonseca. Também aderiram ao Cristão os prefeitos Ranulfo Santos, de Arauá, Elayne de Dedé, de Malhador, o vereador de Lagarto, Ibraim Monteiro, o ex-vereador Pedrinho Barreto e o sindicalista Valdevan 90, um provável candidato a deputado federal.

“Precisamos de sangue novo na política e de gente comprometida com os anseios e a necessidades do povo sergipano. Esse quadro de filiados ao PSC representa essa nova forma de fazer política, republicana, sem olhar lado político, mas atendendo aos interesses de cada sergipano”, disse André Moura, durante festa de filiação do PSC.

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Belivaldo Chagas, atual governador de Sergipe, virou grande trunfo do PSD

PSD vislumbra governar Sergipe por anos com Belivaldo

Outro partido que fechou a “janela partidária” tendo o que comemorar e muito foi o PSD. Abocanhou nada mais nada menos que o atual mandatário do Governo de Sergipe, Belivaldo Chagas, que buscará se reeleger governador na eleição deste ano. Ele saltou fora do MDB - desgastado por Temer - e caiu no colo do partido comandado por Fábio Mitidieri, deputado federal e presidente do Diretório Municipal da agremiação em Aracaju.

“O PSD é um partido que, graças a Deus, já vinha se fortalecendo desde as eleições passadas. Ele tinha plano e musculatura. E, nessa janela de filiações, consolidou-se como um dos maiores do nosso Estado, não só pela vinda do governador Belivaldo, que, obviamente, por si só, trazer um governador fortalece qualquer legenda, mas também porque trouxemos grandes nomes da nossa política”, destaca Fábio Mitidieri.

Fundado em 2011 e, atualmente, com 3.785 filiados no Estado, conforme dados do TSE, o PSD ganhou “o deputado Robson Viana, a deputada Goretti Reis, o pré-candidato a deputado estadual Adailton Martins, que vem como grandes perspectivas de vitória; o prefeito de Telha, Flávio Dias, o ex-prefeito de Glória, Serginho (Sérgio Oliveira)”, afirma Fábio. Também se filiou a ex-prefeita de Carmópolis, Esmeralda Cruz.

“Vamos participar das eleições para deputado estadual com cinco nomes com maior densidade, os quatro do partido (Robson, Goretti, Jeferson Andrade, Maisa Mitidieri) e mais o pré-candidato Adailton. Vamos disputar a Câmara Federal comigo, que estou buscando a reeleição, e o Governo do Estado com Belivaldo. E, obviamente, para o Senado, vamos apoiar os candidatos do agrupamento”, informa Fábio.

 

Sem o comando do Governo, MDB se apega a coligações

Segundo partido do Estado em termos de filiados -, de acordo com o TSE, são 15.740 filiados -, o MDB perdeu duplamente com o fechamento da “janela partidária” e com a obrigatoriedade de desincompatibilização. Perdeu o comando do Estado, uma vez que Jackson Barreto, figura estrelar do partido, passou a função para Belivaldo Chagas, atual governador, que, por sua vez, foi parar no PSD.

Para o presidente do MDB, João Augusto Gama, atual secretário de Estado da Cultura de Sergipe, o que vale mais nesse jogo eleitoral são as coligações. “Avalio que a questão não é partidária. Está feita aí a regra do jogo do que vamos ter pela frente nas eleições. No Brasil, o que tem funcionado muito pouco são os partidos. Não altera o processo eleitoral (mudanças partidárias). Vai ser o mesmo, com as mesmas forças se posicionando”, afirma.

“A figura da coligação desfigura os partidos, porque o que temos, observando os resultados eleitorais no Brasil, são pouquíssimas pessoas se elegendo pelo seu partido. As pessoas se elegem por uma figura chamada coligação. Enquanto houver na legislação brasileira essa figura, vamos ter essa infinidade de partidos. Essa é a minha visão”, diz Gama.

Com o fim do troca-troca de partidos, o MDB - que, até então, tinha a maior bancada na Alese - agora tem três deputados estaduais: Garibalde Mendonça, Luciano Bispo, Zezinho Guimarães. Gama ainda destaca como figuras fortes do partido, claro, Jackson Barreto e Benedito Figueiredo. “São nomes de grande repercussão na sociedade local”. A agremiação conta também com o deputado federal Fábio Reis, os prefeitos da Barra dos Coqueiros, Airton Martins, de São Cristóvão, Marcos Santana, e de Tobias Barreto, Diógenes Almeida.

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Para Gama, presidente do MDB, o que vale mais no jogo eleitoral são as coligações

Presidente do PSDB, Eduardo Amorim prefere analisar bloco do que partido

Outra agremiação que não dá muita bola para filiações partidárias, capturas de nomes importantes, pelo menos, na opinião do presidente, é o PSDB - quatro partido do Estado em volume de filiados, 11.170 segundo o TSE. “Não dá para medir e, quem fizer isso comete um equívoco, olhar partido por partido”, afirma o senador Eduardo Amorim, pré-candidato ao Governo de Sergipe. Ele prefere dar atenção ao bloco político do qual faz parte.

“Se você for olhar o nosso bloco, politicamente falando, tem que olhar para todos os partidos ou quase todos de uma vez. Lógico, a gente respeita as ideologias de uns e outros, mas não existe esse de mais e menos. O nosso bloco político é formado por vários partidos. O primeiro deles, que deu origem a tudo, é o PSC, que, com toda certeza, é o maior do Estado. Mas a tendência é que todos cresçam”, diz o senador.  

Segundo Amorim, desde quando entrou no PSDB, o partido só vem crescendo. Portanto, seu balanço é positivo com relação às filiações. “Não tinha nenhum deputado estadual e já tem (Maria Mendonça). Mas o fato é que o olhar correto é o olhar pouco coletivo. Veja, Maria Mendonça e outros nomes menos conhecidos se filiaram, mas não houve preocupação com um ou outro”, informa.

Sem nomes fortes, DEM lança Mendonça Prado para Governo

Clássico partido de Sergipe, o DEM, com seus 12.699 filiados no Estado, segundo dados do TSE, filiou quem importante? Até o final do ano passado, como bem lembram os sergipanos, a agremiação era presidida pela jornalista Ana Alves - filha de João Alves Filho e da senadora Maria do Carmo Alves - que se viu presa, da noite por dia, devido a desdobramentos da Operação Caça-Fantasmas.

Com a prisão de Ana e sua imagem estragada, o DEM foi parar nas mãos de Mendonça Prado que, após passar meses e meses em relacionamento com o PPS, veio a público informar que nunca havia se desfilado do Democratas e que aceitava a Presidência do partido, bem como tentar o Governo do Estado pela agremiação.

Segundo Mendonça, o Democratas filiou diversas pessoas, de diversos setores. Contudo, aos olhos da sociedade, nada estrelar, de densidade eleitoral substancial. “Filiamos nomes importantes neste ano, como o coronel Jorge Husek (ex-diretor do Procon em Sergipe), a empresária Monica Salmazo, a doutora Paula Seabe, Cesar Prado, que foi candidato a prefeito de Tobias Barreto, o coronel José Lúcio Prudente”, elenca.

Para Mendonça, esse troca-troca de partido: “é um movimento que se faz para mostrar um fortalecimento que certa agremiação passou a ter. Mas já temos uma plêiade de políticos, como Francisco Rollemberg, Renildo de Itabaianinha, os familiares de Dona Maria, que foram prefeitos, Dona Menininha. Se eu for listar, passo um dia”, informa.

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Presidente do PSDB, o senador Eduardo Amorim, prefere focar no seu bloco político

PPS deposita em Machado esperanças eleitorais

Em parte de 2017, o PPS viu a chance de ter um candidato ao Governo de Sergipe com Mendonça Prado, que fez juras de amor, propagando aos quatro cantos sua ida para o partido e sua pré-candidatura a governador. Contudo, de uma hora para outra, a coisa mudou e lá vai ele de volta para o DEM que, na realidade, nunca se desfilou.

Laurinho Menezes - primeiro suplente do senador Eduardo Amorim, sócio do falido grupo Bomfim - foi outro político sergipano que, fez escola com Mendonça, e deu as costas ao PPS. Aos 45 minutos do segundo tempo do fim da filiação partidária, após fazer também juras de amor, de fazer festa de filiação, o empresário se desfilou do partido e foi parar no PTB.

“O caso de Mendonça foi um passado que pretendíamos fazer uma terceira via que começou bem, mas, infelizmente, ele desistiu. Não sei o que seria dele se estivesse no PPS. Mas, se ele tivesse conosco, talvez, a situação dele fosse melhor do que é hoje. Mendonça Prado era um projeto político, não era um projeto eleitoral de futuro”, diz o presidente do PPS, Clóvis Silveira.

Já com relação à Laurinho, Clóvis afirma que: “o partido não sentiu a saída. Ele é outro caso parecido com Mendonça. É um nome conhecido, mas sem potencial eleitoral.  Até o dia 11 de abril estava aqui feliz e satisfeito. Surpreendeu, pois não avisou a ninguém que ia sair. Mas não deu prejuízo ao PPS e sim ao presidente do partido que estava dedicado à candidatura dele”.

Deixando as perdas de lado, Clóvis vê como positivo o balanço de filiações. Atualmente, o partido tem 10.134 filiados, segundo o TSE. “Ficamos numa situação excelente, melhor do que o previsto. Entre a proporção de perda e ganho, ganho foi maior”, diz. A agremiação recebeu o ex-vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado. “Com a entrada de Machado, o PSS cresceu e criou uma estrutura possível de eleger um deputado federal”, informa.

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Com quase 13 mil filiados, DEM não fisgou nomes com grande densidade eleitoral

Com Laurinho Menezes, PTB sonha com Câmara Federal

Se o PPS perdeu Laurinho Menezes, o PTB o ganhou. Com 9.274 filiados em Sergipe, conforme dados do TSE, o partido chega em 2018 cheio de gás, assim informa o presidente Rodrigo Valadares - filho do ex-deputado federal Pedro Valadares, morto no acidente aéreo que também vitimou Eduardo Campos.

“No PTB, depois de um trabalho extremamente difícil, fizemos, a meu ver, a melhor chapa tanto de federal quanto de estadual, e eu vou dizer porquê: passamos dois anos e eu tenho quase dez pessoas comigo trabalhando, só atrás de candidatos para a gente fortalecer o partido. Hoje, temos 48 nomes para estadual. Uma chapa completa”, informa Rodrigo.

Segundo o presidente, o PTB não fará coligação com ninguém, com exceção de uma surpresa que será revelada em breve. Quando questionado sobre figuras ilustres do partido, Rodrigo diz: “é complicado dizer os principais nomes. Temos vários. Para federal, temos três candidatos e outros nomes também, mas os que disputam efetivamente, e sabem disso, sou eu, Laurinho da Bonfim e pastor Eli Silva, do meio gospel, bem conhecido, com muitos seguidores”.

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Machado chega ao PPS como esperança para a Câmara Federal

PP saiu da oposição e vira “situação” após “troca-troca”

Teve partido em Sergipe que saiu da oposição e virou situação com a chegada de um novo filiado. Trata-se do PP, que recebeu o deputado federal Laércio Oliveira, ex-Solidariedade e, automaticamente, entregou-lhe o comando. “A mudança é natural dentro do conceito de janela partidária, onde existe toda essa prerrogativa de migrar de partidos. Na minha avaliação, isso é importante dentro do cenário político do Brasil inteiro”, diz Laércio.

Segundo Laércio, sua mudança para o PP teve como objetivo ganhar mais musculatura política. “É um partido que, em termos de amplitude, tem um posicionamento muito bom no cenário nacional. É a segunda maior bancada do Congresso. Está à frente do Ministério da Saúde, do Ministério das Cidades, do Ministério de Agricultura, da Caixa Econômica Federal, da Funasa. É um partido que tem outra visibilidade dentro do contexto político”, afirma.

Com 10.133 filiados, conforme dados do TSE, o PP não é cheio de estrelas. E, com a entrada de Laércio, perdeu uma das poucas de que dispunha. O deputado estadual Venâncio Fonseca, até então presidente do partido, desfilou-se e correu para o PSC. Mas o atual mandatário do Progressista tenta minimizar isso. “Todos são fortes no PP. O correligionário é forte, independentemente de que esteja no exercício de um mandato ou não”, frisa.

“Lógico, eu era a maior expressão política do Solidariedade no Estado. Quando saí de lá e migro para o PP, todas as lideranças que me acompanham nesses oito anos de mandato foram também para o Progressista. Então, o partido se fortalece muito mais. O Progressista é o oitavo maior em termos de filiados no Estado. Com a minha chegada, esse número cresce bastante”, destaca Laércio.

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Após “namorar” meses o PPS, Laurinho Menezes foi para o PTB sem dar adeus ao antigo partido

PT e PSB fecham “janela partidária” sem grandes mudanças

Partido mais lembrado de Sergipe e com maior número de filiados, o PT não se preocupou muito em capturar bons nomes para a agremiação neste ano. Seu principal foco no momento, assim como dos demais diretórios estaduais espalhados pelo Brasil, é lutar pela soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso recentemente devido a processos da Operação Lava-Jato.

Mesmo com todo o desgaste causado pelas inúmeras denúncias de corrupção durante o Governo do PT na Presidência do Brasil, mesmo com a toda turbulência causada pela condenação e prisão de Lula, o número de filiados do Partido dos Trabalhadores pelo País e em Sergipe permanece estável. Segundo o TSE, são 16.282 filiados no Estado.

Outro partido que não pescou “peixe grande” para compor a eleição de 2018 foi o PSB, presidido pelo deputado federal Valadares Filho - pré-candidato ao Governo de Sergipe. Com 9.164 filiados, conforme dados do TSE, o destaque de filiação dos socialistas veio do cenário nacional. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal - STF -, Joaquim Barbosa, entrou na agremiação e é cogitado como pré-candidato à Presidência do Brasil.

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Ex-Solidariedade, Laércio Oliveira virou presidente do PP e causou saída de Venâncio Fonseca

IMAGEM DE ABERTURA 

Tem caráter ilustratitivo. Foi extraída de matéria do site o Caldeirão Político, do Estado Mato Grosso.. Clicando aqui, você acessa a matéria que deu origem a imagem 

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Imagem de abertura desta matéria: extraída do site caldeirãopolitico.com.br