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Reportagem Especial

Tanuza Oliveira

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Parto humanizado: um direito, sagrado e gratuito, de toda mulher

Na Maternidade Zacarias Júnior, em Lagarto, onde há o único Centro de Parto Normal do Estado, esse direito é garantido e levado bem a sério

Há alguns anos, seria inimaginável parir numa maternidade pública, em suíte confortável e exclusiva, com acompanhante, banheira e objetos especializados para fazer a gestante relaxar e tentar aproveitar e curtir esse momento único. Hoje, já não é mais.

Graças a um movimento que vem ganhando cada vez mais força e mulheres adeptas que, cansadas de terem as regras ditadas até na hora do parto, estão preferindo o que se convencionou chamar de humanização dele.

Esse fenômeno foi responsável, por exemplo, por uma total restruturação da Maternidade Zacarias Júnior, em Lagarto, que tem o primeiro e único Centro de Parto Normal - CPN - do Estado, onde nascem, em média, 250 crianças por mês - 98% delas através de procedimentos humanizados.

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Centro de Parto Normal da Zacarias Júnior é o primeiro e único do Estado pelo SUS
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Luana Melo em ação no que diz ser mais do que sua profissão: “é minha missão”

REVOLUÇÃO
Esse fazer diferente, na verdade, é fazer o caminho inverso do que se convencionou praticar nos procedimentos obstétricos. “O parto tem sido muito intervencionista, foi tomado para a equipe de profissionais, para o conforto dela. Tanto é que o nível de partos cesarianos subiu muito, por conta de “vou resolver logo isso, porque à noite eu quero descansar ou porque tenho muitos partos para fazer””, critica.

Luana Melo Dionísio acha que há muito ainda por mudar. “A gente tem ainda um número muito grande de cesarianas eletivas. Então, pacientes que têm um poder aquisitivo maior, que têm planos de saúde, 90% delas escolhem parir cesariana. Essa é a cesariana eletiva. E a gente vem desconstruindo isso. Mas não é um processo rápido e nem fácil, porque a mulher ainda não entendeu que nós fomos feitas para parir normalmente. Fisiologicamente, toda mulher é capaz de parir, e a gente precisa descontruir isso na sociedade”, completa Luana.

Parte desse processo de desconstrução passa, necessariamente, pelo parto humanizado, quando o tempo não é visto como um problema e sim como um aliado, que vai preparando o bebê e a mãe para a hora certa do encontro. “Hoje, o parto humanizado é aquele realizado o mais naturalmente possível. Eu não gosto de usar esse termo, porque se é humano, já deve ser humanizado. Mas é a isso que a expressão se refere”, explica Luana.

CARACTERÍSTICAS
A chefe de Enfermagem da Zacarias Júnior lembra que, na verdade, existe vários tipos de parto, mesmo que sejam todos vaginais, e que todos eles podem ser humanizados. “O parto humanizado acontece quando a gente deixa que aquele momento seja da mulher, do jeito que ela quer, mesmo com as limitações do processo”, esclarece.

Ou seja, segundo Luana, mesmo um parto que precise ser induzido, que necessite de medicamento para acelerar o trabalho, pode ser humanizado. Porque, nesse caso, a humanização está relacionada ao respeito, ao direito de escolha da mulher. “Se for preciso induzir, a gente vai dizer que precisa e porque precisa, e não simplesmente ir lá, colocar a mão no soro e não dizer nada”, ressalta.

Além disso, num parto humanizado, a mulher tem contato pele a pele com o bebê assim que ele nasce. “Mas não é simplesmente botar o bebê em contato pele a pele. É explicar o porquê disso. Não é a técnica que é humanizada, entende? É todo o processo que é humanizado”, reforça Luana Melo.  

PROTAGONISMO
Esse trabalho de desconstrução, para Luana, tem como foco o protagonismo da mulher no parto. “Para que a mulher entenda o poder que ela tem sobre esse momento, que não é do médico. É dela. Não é da enfermeira, é dela; não é do pai, é dela. Porque a gente ainda vê muitas mulheres não optando pelo parto normal pelo fato de o marido considerar arriscado. Sendo que arriscado é uma cesariana, que é uma cirurgia”, pondera a enfermeira.

Aliás, aqui cabe mais uma desmistificação: o próprio parto cesáreo pode ser humanizado. “Já assisti partos belíssimos, com a família toda envolvida, sendo que essa paciente estava em uso de Ocitocina e isso não tirou a humanização da coisa. Porque o marido dela estava com ela, o cordão umbilical foi cortado oportunamente, não foi precoce, onde a gente baixa o campo para que essa paciente veja o nascimento do bebê e tenha esse primeiro contato”, explica.

Claro que, segundo ela, há algumas limitações, nesse caso, até porque a paciente fica sonolenta durante o processo de parto no centro cirúrgico, mas não significa que não tenha humanização. “O parto humanizado é tudo isso”, diz Luana Melo Dionísio.

“É a equipe saber o que estão fazendo e deixar com que esse momento seja da mulher e do acompanhante, e não um momento ditado por nós, profissionais de saúde, que ficam dizendo “agora tem que ser assim, agora você tem que ficar nessa posição, agora você levanta”. Não é uma coisa mecânica”, conceitua a profissional.

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Suítes da Maternidade são projetadas para transmitir conforto e bem-estar à paciente

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
Sem dúvida, um dos fatores que trouxeram à tona a necessidade de humanizar o parto foi o alto nível de violência obstétrica sofrido durante os procedimentos. Um exemplo desse tipo de violência é a episiotomia, que corresponde a um corte feito no períneo a fim de ampliar o canal do parto. Ocorre que nem sempre ele é necessário.

“Quando eu assumi a Coordenação de Enfermagem da Zacarias Júnior, o índice de episiotomia era em torno de 40%. Ou seja, em 40% dos partos ele era realizado. Hoje, o nosso índice é de 13% e que corresponde à determinação do Ministério da Saúde, que preconiza que esse índice caia 10% por ano. A gente vem conseguindo fazer isso”, comemora Luana.

Em tese, esse corte, que, por vezes, é feito de forma indiscriminada, facilitaria o processo. Mas as evidências científicas já provam o contrário. “Ele não facilita nada”, admite a enfermeira. “Por que que a gente vem conseguindo fazer isso? Porque hoje na Zacarias Júnior mais de 80% dos partos normais são assistidos por enfermeiras obstétricas e nenhuma das  enfermeiras obstétricas  do nosso serviço faz episiotomia. A gente já viu, na prática, que não é necessário”, reforça.

BOAS PRÁTICAS
A não realização desse corte pode ser encarado como a ponta de um iceberg bastante complexo, que começa muito antes do ingresso da gestante na Zacarias Júnior, onde ela entra quando inicia o trabalho de parto e pode ficar o tempo necessário para ter o bebê. Começa ainda no pré-natal, realizado nas Unidades Básicas de Saúde – UBS – do município, cujos profissionais passam por capacitação com a própria Luana.

“Eu tento, enquanto coordenadora, vincular essas unidades básicas, não só aqui de Lagarto, mas de toda a região que a gente abrange, que é Riachão do Dantas, Tobias Barreto, Salgado, Simão Dias. Eu entro em contato com os profissionais dessas regionais para mostrar o que é um parto humanizado e para que, assim, essa informação chegue na mulher, porque muitas vezes ela chega aqui e não sabe o que é humanização”, diz Luana.

O objetivo é que as boas práticas em torno do parto sejam adotadas desde o pré-natal e se concretizem durante o parto. “A gente preconiza aqui as boas práticas do parto normal, como o fato de essa paciente ter direito à caminhada, ao acompanhante, a se alimentar durante o trabalho de parto, mesmo que seja em uma dieta líquida, tem direito a beber água”, revela.

GESTÃO
Muitas dessas práticas eram - e ainda o são -, proibidas em algumas maternidades. “Não foi fácil mudar isso, porque a gente não tem um grande fluxo de profissionais na Zacarias Júnior, então são profissionais antigos, cheios de vícios da antiguidade, que faziam o toque vaginal a cada uma hora ou até menos do que isso; que prescreviam um kit de Ocitocina a toda paciente que dava entrada aqui”, lembra.

Edivanilson Lima Rodrigues, o diretor-presidente da Maternidade Zacarias Júnior, é outro responsável por toda essa mudança. “É uma satisfação fazer parte de uma maternidade que prioriza o parto humanizado e saber que ela foi a primeira do Estado a implantar o Centro de Parto Normal. Estamos fazendo tudo para que esse processo de segurança do binômio mãe-bebê avance, garantindo inclusive que a mãe possa escolher, ao chegar aqui, o tipo de parto que quer ter”, destaca Edivanilson.

Edivanilson Lima Rodrigues ressalta que, nesse processo de escolha, a prioridade é para o parto normal, mas que cabe à mulher decidir. “É de grande importância resguardar esses direitos que as mulheres têm, como a livre escolha do tipo de parto, que pode ser até dentro d’água; ao acompanhante, dentro de um ambiente acolhedor, etc”, reitera.

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Elas são dotadas de toda a estrutura para um parto seguro e humanizado, inclusive uma banheira

AMPLIAÇÃO
O diretor Edivanilson Lima Rodrigues ressalta que a Maternidade conta com uma equipe de profissionais capacitados e que todas as enfermeiras são obstetras, o que ajuda a garantir a preservação desses direitos. “Sabendo que o parto natural humanizado é o mais saudável para os dois, sem a necessidade de um procedimento indevido”, reforça.  

“Eu fico muito satisfeito de ser o dirigente dessa unidade e saber que tudo aqui é feito com amor e carinho, que a maternidade se põe nessa dianteira dentro do Estado, garantindo o parto humanizado a todas as pacientes que nos procuram, com tudo gratuito e um ambiente bem equipado”, completa Edivanilson.

Mesmo já sendo bem-equipada, a Zacarias Júnior está em processo de ampliação. De risco habitual, a Maternidade tem o propósito de ajudar a desafogar tanto a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, única de alto risco em Sergipe, quanto a Maternidade Santa Isabel, ambas em Aracaju.

NECESSIDADE
Segundo a enfermeira obstétrica Luana Melo, na verdade, já há uma unidade intermediária de tratamento, a UCinco - Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional. “Mas ainda não está em funcionamento. Existe a estrutura, alguns equipamentos, e as coisas estão chegando aos poucos. Com cinco leitos, a gente só precisaria transferir os bebês que não nascem muito bem. Os que nascem bem, que é a grande maioria daqui, não precisariam ser transferidos”, explica Luana.

Para a enfermeira, Sergipe precisava de uma maternidade que as mulheres tivessem como referência e não fosse da rede particular. “Poder prestar assistência de qualidade para essas pacientes é o que a gente vem buscando. E aí, quando realmente veio a proposta do projeto para ampliar e ser o primeiro Centro de Parto Normal, três maternidades no Estado se inscreveram, mas só a gente conseguiu realmente dar andamento ao projeto”, acrescenta.

Mas Luana ainda não está totalmente satisfeita. “Ainda não conseguimos nos tornar referência, porque a gente tem muito a melhorar. É um trabalho de formiguinha mesmo. A humanização no parto não é só um trabalho onde um profissional tem que querer isso. A mulher tem que ter esse conhecimento do que ela quer, de como ela quer o parto dela, de como ele é realizado”, reforça.

HUMANIZADO
A enfermeira obstétrica Dora Varjão, servidora do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, não tem dúvida: o melhor Centro de Parto Normal de Sergipe está mesmo na Maternidade Zacarias Júnior, em Lagarto. Varjão nasceu de parto gemelar e em domicílio, é amante da obstetrícia e uma grande defensora da assistência humanizada.

Dora Varjão optou por fazer o monitoramento da Residência de Enfermagem Obstétrica neste cenário, como preceptora de Referência da UFS, mesmo tendo que se deslocar 80 quilômetros da capital de duas a três  vezes por semana, objetivando oferecer um melhor preparo e uma melhor formação a essas profissionais que terão oportunidade de assistir, partejar e conduzir o processo do trabalho de parto e nascimento de forma humanizada.

O objetivo de Dora Varjão é o de ensinar os residentes a aplicar as boas práticas recomendas na atenção materno-infantil, como o direito a acompanhante de livre escolha, liberdade de movimentos no trabalho de parto e abolir o uso de métodos farmacológicos, etc.

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Enfermeira Auciliadora Varjão e as residentes em Enfermagem Larissa Viana e Tainá Resende

RETROCESSO
“Hoje o ideal é minimizar toques vaginais, evitar episiotomia - o corte na vagina -, respeitar a escolha da mulher na opção da posição desejada para parir, clampeamento - corte - oportuno do cordão umbilical, contato pele a pele ente mãe e filho, ofertar aleitamento materno na primeira hora de vida, proporcionar ambiente acolhedor, com som ambiente e pouca luminosidade/penumbra”, lembra a enfermeira da HU.

No parto humanizado, reforça Dora Varjão, o centro da atenção está voltado para o binômio mãe e filho. Por isso, o mecanismo utilizado na assistência é, sobretudo, o do monitoramento sistemático. “Na gestante, o controle da DU - Dinâmica Uterina -, dilatação do Colo e Pressão Arterial. Já no bebê, monitoramento rigoroso da vitalidade fetal, através dos BCFs - Batimentos Cardio Fetais”, explica. 

Dessa forma, se tudo estiver sob controle, dentro dos parâmetros da normalidade, basta ter paciência e esperar o momento do parto. “A atenção obstétrica que temos visto ser aplicada habitualmente ao longo dos anos, lamentavelmente se perdeu neste ponto: profissionais utilizam medidas intervencionistas, atropelam e antecipam o mecanismo fisiológico do parto, utilizando métodos farmacológicos e condutas nada recomendáveis em manuais de boas práticas para parto humanizado”, ressalta Varjão, bem em sintonia com os princípios defendidos por Luana Melo Dionísio, coordenadora de Enfermagem da Maternidade. 

EXPERIÊNCIA ÚNICA
Gidelma de Jesus é de Tobias Barreto, uma das cidades que a Zacarias Júnior atende, e decidiu ter o terceiro filho nessa unidade. Começou a sentir as contrações às 9h da última terça-feira, dia 3, quando foi para o hospital do município, onde chegou com cinco centímetros de dilatação, e se dirigiu até Lagarto.

“Uma irmã minha teve filho aqui na Zacarias Júnior, eu acompanhei e gostei muito do atendimento”, justifica. Ela teve um parto pélvico, quando o bebê está com a cabeça para cima e não para baixo. “Eu subi na cama e não virei de frente. Do jeito que eu subi, eu fiquei. E ninguém mandou eu mudar, eu virar, o parto foi do jeito mais confortável para mim, do jeito que me senti bem. Me deixaram à vontade. Foi uma experiência única”, afirma. 

Comparando às outras duas gestações, Gidelma diz que esse parto foi mais tranquilo, porque contou apenas com o esforço dela. “Geralmente, eles forçam um pouco a nossa barriga, como aconteceu comigo nas outras duas vezes. Mas dessa vez não”, ressalta. 

ACOMPANHAMENTO
A empresária Riviane da Costa Sandes também teve o primeiro filho na Zacarias Júnior, há cinco meses. Ela contou com o acompanhamento de Luana Melo - que realiza o serviço de forma particular, para além das atribuições na Maternidade -, a partir da 37ª semana e sempre teve em mente que queria um parto normal e humanizado. 

“Eu visava muito a recuperação mais rápida e melhor”, diz Riviane. Com 40 semanas, o bebê já estava com quatro quilos e 52 centímetros. Ela ficou mais de 18 horas em trabalho de parto só na Zacarias Júnior. “Fiz de tudo para ter um parto normal, inclusive fiquei na banheira da Maternidade um bom tempo”, lembra.

Mas a pouca dilatação não permitiu e Riviane teve que passar por uma cesárea. “Quando eu decidi, já não estava mais aguentando. Mas não me arrependo, porque mesmo sendo cesárea, tive o parto como eu queria, humanizado”, garante. 

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Unidade é cenário de 250 a 300 partos mensais

REALIZAÇÃO
Riviane da Costa Sandes pretende ter outros filhos e diz que vai tentar tudo de novo. “Farei tudo do mesmo jeito, porque me sinto muito realizada com meu parto. Foi lindo e do jeito que eu queria. Para mim, foi um parto normal. Só lembro da cesárea quando vejo a cicatriz”, ressalta.

Riviane diz que muita gente não sabe da estrutura que a Maternidade Zacarias tem, que é muito boa, com suporte para tudo. “Eu indico para qualquer pessoa e espero ter meu próximo filho aqui. A equipe é maravilhosa, e ter esse lugar aqui, gratuito, é muito importante”, reitera. 

De fato, o Centro de Parto Normal da Zacarias Júnior é mesmo um ponto fora da curva. Um case de sucesso da saúde pública que tem buscado quebrar paradigmas impostos por preconceitos ou pura comodidade e onde a equipe escolhe sair, diariamente, da zona de conforto, ajudando mulheres a trazerem seus filhos ao mundo da forma mais especial e natural possível.

Médico Samarone vê destino ruim do parto normal

Na contramão desse cenário de fomento ao parto normal, em Sergipe, segundo o médico sanitarista Antônio Samarone, eles caminham para a extinção: em 1997, dos 43.530 partos em Sergipe, 35.075 foram partos normais (via vaginal), 7.884 cesáreas (cirúrgicos) e 571 ignorados (sem informações).

A proporção de partos cirúrgicos foi de 18%, um pouco acima do preconizado pela Organização Mundial de Saúde - OMS -, mas dentro de um limite. Em 2007, dos 36.920 partos em Sergipe, 26.170 foram partos normais, 10.686 cesáreos e 64 ignorados.

“Não se assustem com a redução dos partos, foi isso mesmo, os nascimentos diminuíram. O que chama a atenção é que a proporção de partos cirúrgicos aumentou para 29%. Em 2017, dos 35.061 partos em Sergipe, 19.697 foram partos normais, 15.356 cesáreos e 8 ignorados. A proporção de partos cirúrgicos elevou-se para 43%, quase a metade”, compara Samarone.

Em Sergipe, o crescimento dos partos cirúrgicos avançou de 18% em 1997, 29% em 2007, para 43% em 2017. “Se a tendência continuar, em quantos anos teremos todos os partos cirúrgicos”, questiona, em artigo publicado no blog dele (http://blogdesamarone.blogspot.com/2020/02/parir-ou-nao-parir.html?m=1).

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Riviane Santes é uma das mulheres que escolheram o parto humanizado e a Zacarias Júnior