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Reportagem Especial

Tanuza Oliveira

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Reforma da Epifânio Dória garante sobrevida às bibliotecas na era digital?

Há quem as veja sem posição de prioridade nas administrações públicas, funcionando em locais distantes e sem horário para abrir ou fechar. Representante do Sintese garante que, pelos dados do Censo Escolar de 2018, somente 197 das 346 escolas estaduais, ou 57%, possuem bibliotecas. Aí é feio!


   

O Estado de Sergipe possui 75 municípios e todos eles dispõem de pelo menos uma biblioteca municipal. São 79 bibliotecas cadastradas no Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas - uma estadual e 78 municipais.

Grande parte delas, segundo Juciene Maria Santos de Jesus, diretora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, já está informatizada e possui acesso à internet com conexão banda larga, espaços físicos e mobiliários adequados e acervos acessíveis à comunidade.

Para a Biblioteca Estadual Epifânio Dória – BPED -, especialmente, o momento é de modernização e inovação. “Tivemos a reforma do prédio e aproveitamos para promover uma restruturação interna, com a aquisição de novos equipamentos, restauração de alguns mobiliários e reorganização dos acervos”, diz Juciene Santos.

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Bibliotecas continuam sendo fundamentais para a formação acadêmica e social
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Juciene Santos: “maioria já está informatizada e possui acesso à internet com conexão banda larga”

MUDANÇAS

Para preservar ainda mais esse acervo e ampliar o poder de alcance dele, a Biblioteca Epifânio Dória está passando por algumas mudanças. Uma delas é a ampliação dos espaços da biblioteca infantil para proporcionar ao público igualdade de acesso, com ambientes amplos, confortáveis, modernos, interativos e dinâmicos.

“Viabilizando às crianças maiores possibilidades de participação nas rodas de leituras, contação de histórias, teatro, uso da tecnologia e oficinas de arte”, explica. Na verdade, o prédio onde aconteciam as ações da parte infantil não foi pensado para ser uma biblioteca independente, mas um anexo da Epifânio Dória.

Em 1985, o governo decretou essa separação, fez algumas reformas, que reduziram ainda mais os pequenos espaços. A engenharia na época salientou, na entrega das instalações, que o anexo infantil foi pensado na área externa ao grande prédio para que as crianças pudessem brincar em todo o entorno descoberto do terreno em volta da BPED.


INFANTIL

Algo que, por questão de segurança, nunca ocorreu, uma vez que essa área sempre serviu de estacionamento. Os projetos da infantil já ocorriam no interior da BPED: auditório, saguão, sala de cultura popular.

“Restava o acervo infantil, que já não podia ser comportado nem na maior sala do anexo, pois a distância técnica exigida entre as estantes para a passagem de cadeirantes impedia a organização de todas as estantes e livros que a infantil possui atualmente”, esclarece Juciene Santos.

Pensou-se, então, em manter o prédio somente para a contação de histórias, mas a maior sala não comportava mais que 25 alunos. “Escolhemos, assim, a melhor sala da Epifânio, logo na entrada, com fácil acesso e capacidade para 40 alunos sentados às 10 mesas com quatro cadeiras cada, e mais 25 ou 30 acomodados nos tapetes, pufes e almofadas que ocuparão o grande centro da sala”, revela.


HOMENAGEM

No antigo prédio da infantil, algumas salas foram cedidas para o Patrimônio, que já funcionava na BPED, e a sala maior permanecerá com projetos e programas para o incentivo à leitura das crianças: cursos de formação de professores e mediadores de leitura, oficinas de brinquedos e de contação de histórias etc.

 Vale lembrar que durante os últimos 34 anos a biblioteca infantil foi denominada, por decreto, de Biafa em homenagem à renomada professora Aglaé Fontes de Alencar, mas a lei atual proibiu a manutenção de nomes de pessoas vivas. “Não vimos, então, necessidade de um novo batismo, inclusive em respeito à referida professora”, comenta.

O espaço, então, voltou a ser somente biblioteca infantil e retornou ao status de acervo infantil da Epifânio Dória. Com isso, segundo ela, deve haver uma melhoria nos relatórios anuais sobre as pesquisas quantitativas da leitura no Brasil, já que os leitores crianças, adolescentes ou adultos serão contados todos como da Biblioteca Pública Epifânio Dória, conforme foi pensado inicialmente com a entrega das instalações definitivas da Biblioteca em 1974.

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Roseneide Santana: “o que chamam de desmonte, chamo de resgate”

RESTABELECIDA

A reforma foi realizada pela Centrais Elétricas de Sergipe S.A. – Celse –, empresa que monta uma enorme termelétrica no Estado, e por meio de protocolo de intenções com o Governo de Sergipe. “A ação do Governo visa à valorização e modernização da Biblioteca Pública, um dos aparelhos culturais de maior relevância histórica no incentivo ao livro e à leitura”, reitera a diretora.

A professora Roseneide Santana, cedida pela Universidade Federal de Sergipe para coordenar as rodas de leitura da biblioteca infantil, avalia como necessárias as mudanças na Epifânio. “O que chamam de desmonte, chamo de resgate”, diz Roseneide, numa alusão às críticas geradas pela reforma. Uma delas veio do deputado estadual Iran Barbosa, que classificou de “desmonte” a alteração.

Na verdade, é o contrário. “A Biblioteca Epifânio Dória foi fatiada ao longo dos anos, com a Galeria J. Inácio e a Biblioteca Infantil Aglaé Fontes, por exemplo. Agora, ela está sendo restabelecida”, argumenta a professora da UFS, que acompanhou de perto as mudanças e garante que elas trarão inúmeros benefícios.


ESTRUTURA

A professora Roseneide está na biblioteca desde 2010 e vê de perto as muitas situações que ocorrem por lá, como a falta de espaço suficiente para receber crianças e adolescentes de escolas públicas e privadas que visitam a instituição. “As crianças não entravam no prédio da Epifânio e sim no anexo. Depois de muitas reclamações, está havendo a mudança”, diz ela.

Além disso, agora, os visitantes da parte infantil da Biblioteca serão contabilizados como leitores da Epifânio, o que melhorará os índices e o desempenho dela perante o ranking de leitores. “Também haverá mais conforto e comodidade para as crianças”, destaca Roseneide Santana.

Segundo Rose, como é mais conhecida, não havia estrutura para receber as crianças, diferentemente de agora, após a reforma. “Foram compradas 40 mesas e 40 cadeiras, as estantes foram renovadas com separação técnica para acessibilidade de cadeirantes e os livros vão ter mais espaço. Ou seja, os leitores serão contabilizados, terão mais conforto, haverá espaço para mais pessoas... só benefícios”, ressalta.


PRESERVAÇÃO

Nessa era digital, quando a leitura de impressos é cada vez mais rara, investir nas bibliotecas é uma iniciativa importante. Pelo menos é nisso que acredita Leila Moraes, professora das redes estadual e do munícipio de Estância e coordenadora de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica do Estado de Sergipe – Sintese.

“As bibliotecas mantêm seu papel relevante mesmo na era digital, pois são elas que garantem o acesso aos livros, já que ainda há um grande acervo literário que não foi digitalizado. E mesmo com todos tendo um celular e podendo ler por ele, a “telinha” não é a mais confortável forma de leitura”, diz Leila Moraes.

De fato, há um certo encantamento no ato de ler, de frequentar bibliotecas. “Na biblioteca, os livros contam com os cuidados de preservação e manutenção das obras, sem falar da sensação única que o ambiente promove”, reforça a professora Leila.  

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Rodas de leitura e contação de histórias são algumas das atividades voltadas ao público infantil

NEGLIGENCIADAS?

A profissional acredita que as bibliotecas são importantes na formação de todo e qualquer cidadão e que, por isso, o povo brasileiro precisa desses espaços. “Na construção de um público leitor pensante e que compreenda a importância da leitura do mundo, também se tem na biblioteca uma referência”, destaca.

E aí entra a crítica da representante do Sintese, que não acredita que o Governo do Estado faça uma boa gestão desses espaços. “Difícil considerar uma boa gestão quando, de acordo com dados do Censo Escolar de 2018, somente 197 das 346 escolas estaduais, ou 57%, possuem bibliotecas”, critica.

Se no caso da Epifânio Dória o que chamou a atenção foi a realização da reforma, em muitas outras, o que gera críticas é a falta delas. “Nas escolas em que há bibliotecas, o que se vê em geral é o pouco investimento. Muitas delas funcionam por uma compreensão da equipe diretiva da importância do espaço ou, em alguns casos, de ações pontuais de professores”, afirma a professora Leila Moraes.

De acordo com Leila, os dados das escolas das redes municipais mostram uma situação ainda mais grave. “Só 101, ou 7%, das 1.351 escolas das escolas municipais possuem bibliotecas”, critica. Aliás, para ela, as bibliotecas sergipanas não conseguiram acompanhar a evolução e se modernizar. “Ainda é necessário muito investimento, seja para as bibliotecas escolares quanto para as voltadas para a população em geral”, opina.


GESTÃO

Segundo Juciene Santos, é a Biblioteca Pública Epifânio Dória que coordena o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Sergipe, que trabalha em rede com o Sistema Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Cidadania.

“O Sistema tem o objetivo de fortalecer as ações de estímulo ao livro e à leitura, e nos municípios através do fortalecimento de suas bibliotecas por meio de ações, programas e projetos”, explica Juciene. “O governo estadual, como gestor do Sistema de bibliotecas, oferece apoio para instalação das bibliotecas, realizando cursos e reuniões com gestores da cultura nos municípios”, completa.

Criado em 2007, o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Sergipe tem a finalidade de desenvolver atividades articuladas com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas em favor de uma política do livro, leitura e literatura no Estado de Sergipe, atuando de forma sistêmica nas bibliotecas públicas dos 75 municípios.

O Sistema sergipano funciona no prédio da Biblioteca Pública Estadual Epifânio Dória, em Aracaju, e tem como objetivo incentivar a implantação e o desenvolvimento de bibliotecas, públicas e comunitárias, em todos os municípios do Estado, prestando assessoramento técnico quanto às políticas de formação e atualização de acervos, treinamento de recursos humanos e dinamização cultural através da formação de uma rede de intercâmbio entre as unidades componentes do sistema.


INVESTIMENTOS

Juciene explica que, com a aprovação da Política Nacional de Leitura e Escrita, Lei 13.696/2018, espera que o Governo Federal possa voltar a investir nas bibliotecas. “Estamos preparando projetos para solicitar a nossa inserção no orçamento da União e do Estado”, revela.

Isso porque, de acordo com ela, é preciso manter uma estrutura adequada para que a biblioteca possa cumprir seu papel de agente de transformação social. “Tivemos a recuperação da estrutura física do prédio, modernização do auditório, substituição do sistema de refrigeração, adequações em acessibilidade, implantação de um laboratório de digitalização, troca de piso, pintura geral do imóvel e atualização das instalações elétricas e hidráulicas, entre outras melhorias”, revela.

Atualmente, os serviços ofertados pelas bibliotecas públicas baseiam-se na igualdade de acesso para todos, independentemente de raça, sexo, religião, nacionalidade, língua ou status social. Como é uma das mais democráticas das instituições, deve oferecer serviços, projetos e programas que atendam às necessidades da comunidade, visando sempre ao empoderamento do indivíduo através de projetos de incentivo à leitura.

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Leila Moraes: “nas escolas em que há bibliotecas, o que se vê em geral é o pouco investimento”

CONCEITO

“Hoje, existe um novo conceito de biblioteca como espaço de convivência moderno, destinado a várias atividades dinâmicas, dialogando com novas tecnologias e aberto ao mundo”, define a diretora da Epifânio Dória.

Vale lembrar que, a partir de 2020, todas as escolas de todas redes deverão ter uma biblioteca. Segundo o Departamento de Apoio ao Sistema Educacional – Dase –, responsável por elas, fica a cargo da gestão da unidade de ensino mantê-la em funcionamento para atender as demandas dos estudantes e professores e todos da comunidade escolar.

“Esses equipamentos culturais desempenham um papel importantíssimo no desenvolvimento da sociedade. Eles precisam ser geridos com eficácia. Temos nos dedicado a realizar uma boa gestão, otimizando recursos, buscando parcerias e desenvolvendo projetos com criatividade”, diz Juciene.


MAPEAMENTO

Cláudia Stocker é bibliotecária e documentalista e vice-presidente da Associação Profissional dos Bibliotecários e Documentalistas de Sergipe – APBDSE. Ela foi diretora da Biblioteca Pública Infantil Aglaé Fontes, onde esteve por quase 12 anos e teve a oportunidade de conhecer as bibliotecas públicas dos 75 municípios do Estado, incluindo algumas comunitárias.

“Isso aconteceu de 2007 a meados de 2012, juntamente com a coordenação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, quando mapeamos as bibliotecas através de visitas técnicas, além de implantar bibliotecas nas cidades que ainda não tinham e modernizar outras através de editais da Fundação Biblioteca Nacional e Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas”, lembra Cláudia Stocker.

Nesse período, segundo ela, o Sistema Estadual acompanhou de perto as bibliotecas, capacitava as equipes através de encontros territoriais anuais, cursos e reuniões para orientação na forma de atuação de cada instituição. “As Bibliotecas funcionavam e atendiam a comunidade na qual estavam inseridas”, diz.


RETROCESSO

No entanto, de 2013 para cá, muita coisa mudou. “Não tenho dados da situação atual, porque não acompanhei mais de perto, mas sei que algumas bibliotecas fecharam, o que é lamentável. Descaso total das administrações municipais e falta de acompanhamento do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, pois o Sistema tem o objetivo de evitar que bibliotecas fechem”, reforça.

Mas há os bons exemplos, segundo Cláudia. Um deles é a Biblioteca Pública Hermes Fontes, de Boquim, que “faz um trabalho magnífico”; as municipais de Aracaju, Clodomir Silva e Mário Cabral, “que fazem um trabalho perfeito junto à comunidade”. “Mas, na contramão, temos aquelas que estão instaladas em locais inadequados, não têm profissional capacitado, acervo defasado, pois não há dotação orçamentária para aquisição de livros. Não há investimento”, ressalta.

De acordo com Cláudia, infelizmente, as bibliotecas não ocupam posição de prioridade na administração pública, e a comunidade também não cobra isso. “Geralmente, estão em locais distantes, sem horário certo para abrir e fechar, funcionam de acordo com a disponibilidade do funcionário, não são atrativas, não têm serviços a oferecer”, critica.

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Epifânio Dória é a biblioteca pública mais importante e significativa para o Estado

CONSCIENTIZAÇÃO

Para Cláudia, somente um bom trabalho de conscientização junto aos gestores é que pode mudar esse cenário. “E isso cabe ao atual Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas”, diz. Isso porque, na visão de Cláudia, a biblioteca pública hoje é um espaço multicultural de convivência, que deve ser parte da comunidade e oferecer os serviços que atendam às necessidades de informação, conhecimento e lazer.

“O empréstimo de livros é o principal serviço, pois oportuniza o acesso à leitura já que o custo dos livros é alto. Acesso aos meios tecnológicos (internet, e-books), serviços acessíveis (braile), informação, pesquisa e acesso a atividades culturais (exposições, cursos, palestras, encontros, contação de histórias”, pontua.

“As bibliotecas são importantes porque oferecem o acesso democrático à informação e conhecimento e garantem o acesso gratuito do cidadão à leitura e à cultura”, acrescenta. Exatamente por isso, elas precisam acompanhar os avanços da era digital e disponibilizar estes recursos ao seu público.


CONHECIMENTO

Aracaju mantém três bibliotecas públicas - a Clodomir Silva, a Ivone de Menezes e a Mário Cabral. E, segundo a Fundação Cultural Cidade de Aracaju - Funcaju –, responsável pela gestão delas, todas vão além da função principal de ser fonte de conhecimento por meio dos livros. Em 2018, elas receberam, respectivamente, 5.611, 2.204, e 2.026 visitantes.

Os dados revelam um público diversificado, entre estudantes, universitários, professores, escritores, comunidade em geral. Criada em outubro de 1959 e inaugurada em 31 de Janeiro de 1961, a Biblioteca Clodomir Silva oferece atividades como consulta e pesquisa aos livros do acervo; empréstimo domiciliar e promoção de oficinas literárias, exposições e palestras. Alguns projetos são contínuos, promovendo o incentivo à leitura e outras atividades baseadas em um calendário cultural.

“Continuamos trabalhando para superar os desafios e ofertar cada vez mais atividades para o enriquecimento intelectual do nosso povo. Considero um número positivo de visitações e empréstimos de livros feitos pelos usuários de fora e de dentro da comunidade”, ressalta Fabiana Bispo, bibliotecária e coordenadora da Clodomir Silva.

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Claudia Stocker: gestores devem se atentar para importância das bibliotecas

DINAMISMO

Já a Ivone de Menezes tem um novo perfil, concebendo hoje uma nova visão de biblioteca “viva”, dinâmica, com cores e atrativa para seus visitantes. Com um acervo de cerca de 13 mil obras, área infantil, espaço para estudos, um auditório, um memorial de Ivone de Menezes, que dá nome à unidade e a galeria de escritores, a unidade é um ambiente público, integralmente voltado para a formação de leitores, para o estímulo ao convívio e ao desenvolvimento cultural, numa perspectiva transformadora.

“Nossos murais carregam histórias, onde, através delas, procuramos motivar, inspirar o caminho da leitura e do desenvolvimento pessoal. Para avançar e se desenvolver, a nossa cidade precisa romper os limites que sempre reservaram a uma minoria o acesso ao conhecimento, à crítica, à participação. Nossa cidade precisa de cultura para todos e as bibliotecas do município vêm buscando isso”, comemora Nancy Lima, coordenadora da Biblioteca Municipal Ivone de Menezes.

A Biblioteca Municipal Mário Cabral é referência em acervo especializado na vida e obra de escritores sergipanos e realiza encontros com o propósito de influenciar e disseminar o hábito da leitura e de destaque da cultura sergipana. Entre elas, reunião com o escritor sergipano de literatura infantojuvenil Almeida Junior, teatro de fantoches, criação do projeto ‘Transformando Sementes em Árvores’, projeto ‘Maleta da Leitura’ e ‘Caixa Surpresa’, além de rodas de conversa e contações de histórias sobre a memória de Aracaju.


CONTRIBUIÇÃO

“A biblioteca vem contribuindo muito com a preservação da literatura sergipana. Aqui, o visitante encontra um espaço ideal para estudos: tranquilo, climatizado e automatizado com um telecentro que disponibiliza a busca do acervo, além de um banco de dados com vida e obra dos escritores e artistas plásticos sergipanos”, detalha a coordenadora da Mário Cabral, Verônica Cardoso.

Para Claudia Stocker, consiste exatamente aí a razão de ser das bibliotecas públicas, na manutenção da memória e na credibilidade da informação. “A tecnologia trouxe um acesso muito rápido e fácil a todo tipo de informação através da Internet, mas o conhecimento que os livros trazem ainda é o mais confiável”, assegura.

Além disso, o ambiente das bibliotecas aproxima e socializa as pessoas, ainda mais hoje, com espaços mais dinâmicos. “Os gestores devem apostar na oferta de serviços eficientes em resposta às exigências da atual sociedade”, diz Claudia. E sim, isso inclui as bibliotecas.

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Reforma e reintegração da ala infantil gerou certa polêmica