Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Alessandro Vieira: “Tenho uma forma de trabalhar que muda a dinâmica do compadrio da política de Sergipe”
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Alessandro Vieira: “Ninguém do grupo tem discutido candidaturas majoritárias com outros partidos”

O senador Alessandro Vieira, Cidadania, é o nome que esse segmento de oposição do Governo de Sergipe vem trabalhando para disputar a sucessão do governador Belivaldo Chagas em 2022.

A pré-candidatura dele está, diga-se assim, em infusão. À espera da hora certa para ser levada ao forno da disputa. Crítico do modelo como Sergipe é tocado administrativamente, Alessandro Vieira não nega disposição para o embate eleitoral -e até nem tem nada a perder, posto que o mandato dele vai a 2027.

“Acredito que em 2022 vai chegar a hora acabar com esse roteiro, que já tem décadas em Sergipe, de trocas de favores e de acordos. Tenho uma forma de trabalhar que muda a dinâmica da política de Sergipe. Que muda essa dinâmica do compadrio, que levou a gente até onde a gente está”, diz ele.

E é com esse portfólio que Alessandro Vieira quer ir à disputa. “Eu tenho como claro para mim que não dá para abrir mão de tentar ajudar Sergipe”, revela, com metáfora, essa disposição em bate papo com a Coluna Aparte. Leia.

Aparte - O que é que o grupo do senhor e do Cidadania pensa para a sucessão estadual de Sergipe de 2022?
Alessandro Vieira -
Nós já temos uma definição de que vamos apresentar candidaturas dentro desse agrupamento de oposição, tentando garantir uma boa chapa de deputados estaduais e federais.

Aparte - Mas marcarão espaços com candidaturas majoritárias - ao Governo do Estado e ao Senado?
Alessandro Vieira -
Ao Governo do Estado, com certeza. Ao Senado, está em avaliação.

Aparte - O nome a disputar o Governo do Estado é o de Alessandro Vieira?
Alessandro Vieira -
Isso daí vai ser decidido mais adiante. É natural que neste momento o nosso seja o nome mais forte - mas isso é decisão para mais à frente.

Aparte - Mas se no mais adiante definir-se por seu nome, o senhor se submeterá à candidatura?
Alessandro Vieira -
Sim. Eu tenho como claro para mim que não dá para abrir mão de tentar ajudar Sergipe.

Aparte - O mandato de dois anos do senhor como senador sinaliza para daqui a pouco menos de dois lhe colocar como um nome forte na disputa pelo Governo? Qual é a análise que o senhor faz disso?
Alessandro Vieira -
Esta análise quem vai acabar apontando é o eleitor. Mas o que muita gente já sabe é que o que tenho de concreto é uma atuação forte e firme nos âmbitos nacional e local, e o fato de eu ser uma das poucas lideranças de oposição que confrontam o Governo do Estado e que tenho uma forma de trabalhar que muda a dinâmica da política de Sergipe. Que muda essa dinâmica do compadrio, que levou a gente até onde a gente está.

Aparte - Uma eventual candidatura do senhor seria uma reação a esse “estado de compadrio” e de relacionamento afável?
Alessandro Vieira –
Sim. Acredito que em 2022 vai chegar a hora acabar com esse roteiro, que já tem décadas em Sergipe, de trocas de favores e de acordos.

Aparte - O senhor considera que o Grupo Cidadania agrega a quem, no sentido de outras siglas?
Alessandro Vieira -
Quando a gente pensa em 2022, tem-se o PSDB, o PSB e o PL. Esse momento - pelo menos foi a nossa decisão - é o de que todos cuidem primeiro da sua casa, porque a expectativa é a de que a gente tenha a legislação eleitoral sem alteração, então não cabe coligação proporcional, e que cada partido que quer se manter precisa montar sua chapa. Ninguém do grupo tem discutido candidaturas majoritárias com outros partidos.

Aparte - Na matriz Cidadania, o senhor imagina um deputado federal e mais um ou dois deputados estaduais além dos três com mandatos?
Alessandro Vieira -
Eu acredito que a tendência clara é a de ter a manutenção da bancada na Alese, com talvez mais uma vaga, a depender do empenho geral do partido. Nomes bons nós temos vários. Quando a gente vai para a ponta do lápis, na matemática dos votos, eu acredito que o partido deve fazer quarto deputados estaduais - a gente pode acrescentar mais um aí na Alese. E vamos buscar um nome federal.

Aparte - O senhor visualizaria este nome para deputado federal?
Alessandro Vieira -
É precoce apontar nomes agora. Mas temos bons, tanto na atuação como deputados estaduais e como vereadores do partido, como temos a Danielle Garcia, que foi uma liderança muito bem aprovada na votação de prefeita de Aracaju agora em 2020.

Aparte - Como está a sua relação com Danielle no pós-eleição de 2020?
Alessandro Vieira -
É a mesma de sempre: uma excelente relação. A minha relação com Danielle só tem atrito e tumulto nas colunas de Diógenes Brayner.

Aparte - Qual é a dimensão, ou atribuição, do Milton Andrade nesse processo de 2022?
Alessandro Vieira -
Milton é um amigo nosso e um parceiro de construção dessa nova ideia de uma política diferente. Mas ele está nessa etapa de construção de uma chapa pelo partido que preside a Executiva de Municipal de Aracaju, que é o PL. O trabalho dele está focado nesse ajuste de chapa do partido que ele representa.

Aparte - O senhor não vislumbra um encaixe do nome dele numa candidatura ao Senado, a deputado federal?
Alessandro Vieira -
O Milton Andrade nunca mostrou interesse pela questão legislativa - eu até o consultei na eleição passada. Mas eu particularmente acho que ele é um grande nome para qualquer função.

Aparte - O senhor tem pesquisas que apontem sobre a receptividade do mandato e da pessoa pública de Alessandro Vieira pelos sergipanos no pós-eleição de 2018?
Alessandro Vieira -
Temos, e elas apontam excelente receptividade, graças a Deus.

 

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Paulo Ferreira
Alessandro é a única novidade da política de Sergipe depois de Marcelo Déda Vá em frente companheiro